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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

As encrencas da Globo com os escândalos da FIFA, por Luis Nassif


O elo da corrente que poderá jogar a Globo nas redes de um poder imune às interferências políticas: a Justiça norte-americana




Primeira Encrenca



Das 11 pessoas com pedido de indiciamento à PGR no relatório da CPI da FIFA, Marco Polo Del Nero, José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Kleber Leite e J. Hawilla são beneficiários diretos do esquema que envolvia a Globo.



Antônio Osório e Carlos Eugênio Lopes tinham cargos de diretores da CBF (o primeiro financeiro e o segundo jurídico) – portanto também executavam os planos criminosos.



Outros dois são políticos: o deputado federal Marcus Antonio Vicente (PP) da bancada da bola, atuante na defesa da CBF e seus “negócios” no Congresso. O outro é Gustavo Feijó, que no relatório é apontado como recebedor de dinheiro para campanha eleitoral – nada a ver com a Globo ou algo relacionado a contratos.​



Como era de se esperar, Feijó foi o único que sofreu uma ação do MP. Foi no início de junho último, conforme artigo do nosso colunista Augusto Diniz (clique aqui)



O Ministério Público Federal investiu contra Feijó poucos depois da prisão do ex-presidente do Barcelona, Sandro Rossel pelo Ministério Público espanhol. O inquérito espanhol apontou Ricardo Teixeira como chefe e beneficiário da organização criminosa. A prisão de Feijó pareceu, a muitos, uma ação para evitar críticas ao MPF brasileiro de seus colegas espanhóis e do próprio FBI, que não escondia o desconforto com a falta de ação dos procuradores brasileiros.



Após o estouro do caso FIFA, em maio de 2015, só teve mais uma ação contra envolvidos: uma busca e apreensão de documentos de Kleber Leite, no Rio de Janeiro, a pedido da Justiça norte-americana. Acabaram retidos aqui por decisão da Justiça do Rio de Janeiro.



Segunda Encrenca



Assim que estourou o escândalo, em maio de 2015 a Globo tratou de demitir seu principal lobista, Marcelo Campos Pinto, mais três executivos que participaram diretamente dos esquemas de propinas.



Em comunicado oficial, Roberto Irineu Marinho anunciou a aposentadoria de Marcelo. Na época, estudo do BBA Itau indicavam que a Globo obteve um faturamento publicitário de R$ 1,21 bilhão com os patrocínios dos campeonatos.



Todos os executivos receberam uma boa bolada com duas condições: não trabalhar para nenhum concorrente da Globo; e assumir a culpa, caso as investigações sobre a corrupção na CBF chegasse até a Globo.



Três assinaram. Marcelo se recusou.



É ele o elo da corrente que poderá jogar a Globo nas redes de um poder imune às interferências políticas: a Justiça norte-americana.



Leia também:



PT pede inquérito contra Globo por escândalo nos EUA: vai ser pedagógico, diz

Jornal GGN - O PT entrou nesta quinta (16) com uma representação criminal na Procuradoria Geral da República, solicitando que a Rede Globo seja investigada por conta das revelações de que teria pago propina para obter os direitos à transmissão de torneios internacionais de futebol. Em nota, o partido disse que se Lula, com base em falas de delatores, é alvo de inúmeras investigações, a emissora então merece o mesmo tratamento por parte do Ministério Público Federal.



Para o PT, a investigação contra a Globo no Brasil é uma medida necessária e pedagógica, para o grupo da família Marinho e para o resto da grande mídia. "Em primeiro lugar, porque será respeitado o princípio da presunção da inocência, que a Globo sistematicamente atropela ao acusar, julgar e condenar Lula e o PT", disse.



"Também será adotado certamente o equilíbrio editorial. Os
argumentos da defesa e as eventuais provas de inocência da Globo não
serão censurados no “Jornal Nacional”, diferentemente do que ocorre em
relação ao PT, Lula e Dilma, que tiveram até a prisão pedida em
editoriais e artigos de sua rede", acrescentou.
"A Globo aprenderá também que, no devido processo legal, quem acusa
tem de provar e ninguém pode ser condenado com base apenas em delações
premiadas."
Leia, AQUI, a nota completa.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Wadih Damous: "Há elementos para cassar a concessão da Rede Globo"



O deputado Wadih Damous (PT-RJ), que já presidiu a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, afirma que o escândalo Globo-Fifa traz elementos que, se confirmados, podem levar à cassação da concessão da Globo; "O Código Nacional de Telecomunicações deixa claro que, se confirmada a prática de crime, a empresa pode perder a concessão"; ele também diz que o episódio revela que o delator argentino – no caso, Alejandro Burzaco – é melhor do que os brasileiros; "ele indicou todo o caminho do dinheiro e a Justiça só não rastreia a propina se não quiser"; por fim, Damous também diz que a grande roubalheira passa distante da Operação Lava Jato e que, no Brasil, ela não é investigada deliberadamente

Brasil 247 – O deputado Wadih Damous (PT-RJ), que já presidiu a seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil, ficou estarrecido com o segundo depoimento do delator Alejandro Burzaco, que acusou a Globo de se envolver num esquema para o pagamento de propinas de US$ 15 milhões – o equivalente a R$ 50 milhões – para garantir direitos de transmissão exclusivo das Copas de 2026 e 2030 (leia mais aqui).

– O delator argentino é muito melhor do que os brasileiros que têm aparecido na Lava Jato. Ele falou e trouxe elementos que comprovam o que disse – aponta o deputado.

Segundo Burzaco, que comandava a empresa Torneos y Competencias, ele foi orientado pela Globo a abrir uma subsidiária na Holanda. Em seguida, teria recebido recursos de uma empresa da família Marinho para pagar propina ao ex-dirigente argentino Julio Grondona, já falecido, numa conta suíça secreta no banco Julius Baer.

– A Justiça agora só não rastreia a origem e o destino da propina se não quiser – diz Damous.

O deputado vai além e afirma que há elementos até para se propor a cassação da concessão da Rede Globo de Televisão. Isso porque o artigo 53 da Lei 4.117, que trata do setor, estabelece que "constitui abuso, no exercício de liberdade da radiodifusão, o emprego desse meio de comunicação para a prática de crime ou contravenção". Ou seja: se for confirmada a prática de crime, a empresa pode perder a concessão.

Damous diz ainda que o episódio demonstra que a Operação Lava Jato passa longe da grande corrupção – ou daquilo que o deputado chama de "Roubo com R maiúsculo". E não o faz, segundo ele, de forma deliberada.

Ele afirma ainda que, ao corromper cartolas para se tornar monopolista no futebol, a Globo agride a democracia no Brasil, uma vez que amplia sua audiência, sua influência e seu poder de manipulação.

Em nota, a Globo negou o pagamento de propinas e disse que, após realizar uma investigação interna, a emissora concluiu pela própria inocência.

Ontem, em debate na TV 247, o escândalo Globo-Fifa foi o tema central. Reveja e inscreva-se no canal: