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domingo, 16 de julho de 2017

MOÇÃO DE APOIO À LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA - MST/ES

MOÇÃO DE APOIO À LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA -  MST/ES
MOÇÃO DE APOIO À LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA - MST/ES
A tropa avança sobre o acampamento Fidel Castro, deixa rastros de destruição e acampados recolhem pedaços de esperança.
Após 9 meses de ocupação da terra na fazenda Itaúnas, às margens da BR 101, próximo ao distrito de Braço do Rio, município de Conceição da Barra ES, mais de 200 famílias do acampamento Fidel Castro transformaram um canavial abandonado em mais de 50 hectares cultivado de plantas alimentícias, medicinais e ornamentais. Tudo foi destruído juntamente com os barracos de lona no dia 11 de julho de 2017 pela truculência da tropa de choque com o uso de cavalaria e helicóptero reprimindo e dispersando as famílias. A coragem e a valentia de valiosos companheiros/as, enfrentando a repressão, reconduziram as famílias para uma escola no assentamento Jundiá, onde permanecem reorganizando o acampamento.
Apesar da tamanha violência policial, nesse contexto de golpe e crise, a indignação e rebeldia mostrou-se maior que o medo. Por isso as famílias e os aliados não dispersaram. Enquanto estão sendo espalhada a violência e destruição, estamos juntando e acolhendo solidariedade, apoio e contribuições como têm ocorrido nesses 32 anos de MST.
Concentração da terra e da renda – a causa da pobreza e da violência.
No município de Conceição da Barra, a concentração da terra e o modelo do agronegócio são tão violentos quanto o aparato do Estado utilizado para expulsar as famílias acampadas na área da falida Destilaria Itaúnas S/A (DISA) e da Agropecuária Aliança S/A (APAL).
O problema se aprofunda quando se constata que a maioria das grandes áreas agricultáveis estão ocupadas com eucalipto, cana de açúcar e pastagem; atividades agropecuárias que não geram postos de trabalho no campo, utiliza altos índices de agrotóxico e não movimenta a economia local e ainda gera o aumento da violência e pobreza.
Bloqueio à reforma agrária
O bloqueia a reforma agrária através da aprovação da Medida Provisória 759 que trata da privatização das terras brasileira, está sendo realizada na esfera política, jurídica, financeira, policial e midiática, em favorecimento ao avanço do agronegócio. Outras medidas complementam esse cenário: estrangeirização das terras, mudanças na legislação do uso de agrotóxico, transgênico, mudança no código florestal e a criminalização dos movimentos sociais no campo.
Apesar da repressão e violência do Estado, o MST recolhe apoio e solidariedade.
A onda de violência nas reintegrações de posse já tem data marcada para acontecer, desta vez serão os acampamentos Antônio Conselheiro (50 famílias) e Ondina Dias (300 famílias) ambos em Nova Venécia previsto para o dia 18/07/17. A luta por REFORMA AGRÁRIA se faz urgente e necessária para garantir dignidade para a classe trabalhadora do campo e da cidade.
As famílias acampadas nas áreas mencionadas estão precisando da nossa SOLIDARIEDADE e ajuda, principalmente doando alimentos e lonas para montagem dos barracos, além da assessoria jurídica. Todas as contribuições são bem-vinda.
LUTAR: construir reforma agrária popular! Mande sua mensagem para adelso.lima70@gmail.com 

#NoMasBloqueo

Acordo de aproximação entre Cuba e UE é aprovado pelo Parlamento Europeu

Medida incentivará novos acordos entre a ilha e o bloco, e vai na contramão da política de Trump de endurecer o embargo

Depois de 20 anos de distanciamento, Cuba e União Europeia retomarão as relações
 econômicas e diplomáticas. Com 567 votos a favor, 61 contra e 31 abstenções, o
 Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira (5/7) a implementação do acordo
 que prevê a aproximação entre a ilha e o bloco, encerrando a Posição Comum.
A Posição Comum foi uma política criada unilateralmente pela União Europeia, em
 1996, por pressão dos Estados Unidos, durante o Período Especial. O objetivo era
isolar Cuba.
Também é de 1996 a Lei Helms-Burton, que arrochou o bloqueio do governo
norte-americano contra os cubanos porque punia quem fizesse negociações com
empresas da ilha. A França não poderia, por exemplo, exportar geleia ao mercado
dos EUA, se usasse como matéria-prima açúcar cubano.
O fim da Posição Comum foi firmado em dezembro de 2016, mas ainda precisava
ser aprovado pelo Parlamento Europeu. As discussões começaram em 2014 e
tiveram sete sessões de diálogo.

O chanceler Bruno Rodríguez e Federica Mogherini, Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança (Foto: CubaDebate)












“Os vínculos econômicos com a Europa continuarão sendo para Cuba uma prioridade
na construção de uma economia socialista, eficiente e sustentável”, declarou o ministro
 de Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez.
Em discurso, Rodríguez afirmou que o acordo permitirá estabelecer vínculos políticos,
culturais, comerciais, financeiros, científicos, acadêmicos, esportivos e de cooperação.
Embora ainda fosse necessário derrubar oficialmente a Posição Comum, a União Europeia
 já havia flexibilizado o isolamento contra Cuba. Segundo CubaDebate, atualmente,
o bloco tem acordos de colaboração com a ilha que movimentam 50 milhões de euros
por ano.
Na prática, o acordo pode incentivar novos acordos entre Cuba e União Europeia,
mas também tem um valor simbólico relevante por sinalizar uma política oposta a do
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retroceder na flexibilização do bloqueio.

Vigente desde 1960, o bloqueio foi reforçado com as leis Torricelli (1992) e a Helms-Burton,
 que só pode ser revogada pelo Congresso norte-americano, e não pelo presidente.
De acordo com essa legislação, ao fazer qualquer negociação com os cubanos, as
companhias europeias podem ser prejudicadas pelo embargo.