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domingo, 26 de novembro de 2017

CUT e demais centrais convocam greve nacional contra Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista

Brasil vai parar no dia 5 de dezembro e derrotar a reforma golpista

A CUT e demais centrais - Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central,
CSB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas – decidiram realizar, no dia 5
de dezembro, uma Greve Nacional em Defesa da Previdência e dos Direitos.



A nova proposta de desmonte da Previdência Social apresentada pelo
governo do ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) e que deve ser votada no dia
6 de dezembro, é mais perversa que a anterior. E, ao contrário da
propaganda do governo, não corta privilégios, como as altas
aposentadorias dos parlamentares, ataca apenas a classe trabalhadora que
terá de trabalhar mais, ganhar menos e, se quiser receber o valor
integral da aposentadoria, contribuir durante 40 anos, sem ficar nenhum
período desempregado.



Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o desmonte da Previdência
agrava ainda mais a situação dos trabalhadores que já foram duramente
atacados com o desmonte da CLT.

“A reforma Trabalhista legalizou o bico e muitos trabalhadores
perderam os direitos e, em muitos casos, receberão menos do que um
salário mínimo. Se já estava quase impossível contribuir para se
aposentar, imagine com essa nova proposta de reforma da Previdência”,
diz Vagner.



O secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, lembra que a reforma
Trabalhista pode ficar ainda pior, tendo em vista as mais de 800 emendas
apresentadas à MP de Temer que altera a nova lei trabalhista aprovada
este ano. “Imagine somar a essa tragédia a possibilidade de trabalhar a
vida inteira e não se aposentar”.

É por isso que a greve nacional deve contar com o apoio, mobilização e
participação de todos/as trabalhadores/as. “Todo brasileiro
independentemente da categoria tem motivo de sobra para cruzar os braços
e ir às ruas no dia 5 de dezembro. Todos sofremos com o desmonte da
previdência”, argumenta Sérgio.

A partir da semana que vem, diz Sérgio, vamos realizar amplas
mobilizações nas bases – assembleias, atos, debates e outras atividades –
para alertar, informa e mobilizar a classe trabalhadora do País sobre a
importância da participação na greve que é contra a reforma da
Previdência Social e pelos direitos.

Da Central Única dos Trabalhadores


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