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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Comunicado do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos: Solidariedade com a Venezuela Bolivariana

Comunicado do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos: Solidariedade com a Venezuela Bolivariana



Convocamos a Solidariedade Internacional para repudiar energicamente a decisão dos governos de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, que através de suas chancelarias em 5 de agosto propuseram a suspensão indefinida de Venezuela no Mercosul.
Esta decisão obedece às  ordens do governo dos  Estados Unidos de América em  sua guerra contra Venezuela Bolivariana para se apoderar de seus recursos naturais e a convertê-la  novamente em  seu quintal..
Não conseguiram derrotar o bravo povo de Bolívar e Chávez com a guerra econômica sustentada por mais de quatro  anos que afeta fundamentalmente ao povo. Também não com  a absurda declaração de que “Venezuela significa um perigo para a Segurança Nacional dos  EU”. É irrisório que o diga o país mais poderoso e perigoso do mundo, o que tem o maior arsenal de armas letais e destruição em massa, o que invade, ocupa, semeia a guerra e está destruindo o planeta. Mas torna-se sumamente sério quando se observam as consequências de quem  se erige como dono do mundo.
Não conseguiram deter a obra emancipatória e anti-imperialista que Chávez delegou a Maduro, nem todas as pressões que chegam ao absurdo de impor sanções aos máximos dirigentes do governo, incluído seu Presidente. Nem com mais de cem  dias de violência extrema que deixaram 120 mortos, muitos deles  queimados vivos, saques, incêndios de bens sociais, incluídos hospitais de crianças, destruição de comércios e numerosas perdas materiais. Também não o conseguiram  chamando a derrocar o governo, apesar da campanha mediática mais feroz do século XXI para desvirtuar a realidade e legitimar a intervenção que o imperialismo, em coordenação com os governos de direita da região e de Europa prepara junto à oligarquia parasitária, mafiosa, terrorista, anexionista e colonialista de Venezuela.
No domingo 30 de julho esse povo humilde transformou em migalhas os planos imperiais, sem atirar uma só pedra, sem proferir insultos, nem queimar bandeiras. O povo ganhou as ruas portando como arma indestrutível seu amor e compromisso ao processo que lhe devolveu a dignidade e o orgulho de se saber soberanos.
Mais de oito milhões de venezuelanos e venezuelanas cruzaram rios, baixaram de morros, driblaram os cercos, a violência e a ameaça constante dos  grupos terroristas e a direita fascista que chamaram permanentemente a boicotar  a eleição da Assembleia Nacional Constituinte.
Com  o sorriso no rosto ganharam a batalha mais formosa pela dignidade, exercendo o direito soberano que só pertence aos  venezuelanos de decidir seu futuro. Deram ao mundo outra lição de verdadeira  democracia, deixando à mal chamada “oposição” carete de qualquer argumento.
O empenho agora do imperialismo é questionar o inquestionável, desconhecer os resultados de um dos  sistemas eleitorais mais transparentes do mundo e mais atacado.

Tentam impor as sanções como castigo a todo o povo, através de governos tutelados, questionados pelas grandes maiorias por seu caráter entreguista, repressor e corrupto.
Com que moral o governo de direita de Mauricio Macri pretende de maneira arbitrária e ilegal suspender a Venezuela de todos seus direitos e obrigações sendo um estado parte do Mercosul que tem cumprido com  cada um de seus  compromissos. Denunciamos também as graves ameaças a dois estudantes venezuelanos que  estudam na Argentina.
O governo que entregou o país aos  Fundos Abutres de EE.UU e o submeteu a uma dívida por cem  anos. O corrupto governo argentino que perdoou a dívida de uma empresa privada de sua própria família com o Estado. O mesmo que mantém presa, contra a decisão da ONU, a  dirigente social Milagros Sala desde janeiro de 2016. O das  centenas de milhares  de demissões e a miséria crescente. O que ordenou à força policial e às forças repressivas incendiar as casas dos moradores solidários com Facundo Jones Huala, li­der mapuche preso ilegalmente em Esquel, cidade do sul de Argentina, e reprimiu de forma selvagem, com um saldo de dezenas de feridos e detidos as pessoas que se solidarizaram com ele, em Cushamen-Chubut, no marco da repressão à Comunidade Mapuche. Entre eles Santiago Maldonado jovem argentino de 28 anos, detido e sequestrado pela Gendarmería em 1ro de agosto durante o ataque repressivo, que continua desaparecido e por quem exigimos seu aparecimento com vida.
Como se atreve o governo golpista e corrupto de Temer que despojou  Dilma do poder com  um golpe judicial, mediático e parlamentar, a falar  de interrupção institucional na Venezuela por ter celebrado a eleição à Assembleia Nacional Constituinte, cujo objetivo principal foi devolver a paz, a estabilidade e o diálogo. Não só é arbitrário, senão ilegal, violador dos Direitos Internacional e claramente ingerencista pretender aplicar o Protocolo de Ushuaia a um estado membro por exercer  os direitos que emanam de   sua Constituição. Nem sequer foram consultados outros Estados membros como Bolívia.
Nada nos estranha no Paraguai após o golpe suave contra Lugo, que mantém em seus cárceres em condições terríveis lutadores populares, enquanto seu povo sofre a pior miséria. Lamentamos o voto de Uruguai que contradiz sua história e não representa o povo uruguaio, tal como  estão expressando suas organizações populares.
Não ajuda a paz na Venezuela, nem na região, conspira contra a declaração da CELAC “América Latina Zona de Paz” e não representa o sentimento de fraternidade que caracteriza  nossos  povos.
Recusamos o silêncio de alguns setores progressistas que Chávez tanto abraçou, e nos indignam  as declarações oportunistas dos  que chamam ditadura ao que é democracia e repressão à resposta responsável de   um estado soberano ante a permanente agressão, como prova o ataque terrorista e mercenário na madrugada deste domingo a Forte  Paramacay derrotado pela FANB. Exigimos respeite-se a Comissão da Verdade, Justiça e Paz da Assembleia Nacional Constituinte, instalada neste sábado que tem convocado especialistas em Direitos Humanos que trarão luz e evitarão a impunidade dos graves fatos ocorridos em Venezuela nestes meses.
Para além  da ilegalidade das  medidas que pretendem adotar, nenhuma nova manobra da OEA e nenhum grupo de governos poderá tirar a Venezuela do Mercosul. Junto a Alba Movimentos, o Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela e as organizações de   solidariedade internacional convocamos em alerta e mobilização permanente em solidariedade com Venezuela Bolivariana, a Assembleia Nacional Constituinte e o governo de Nicolás  Maduro.
Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos
6 de agosto de 2017


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