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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Universidade Britânica proíbe ingresso de cubanos para obedecer ao bloqueio dos Estados Unidos.

A Campanha de Solidariedade com Cuba (CSC) no Reino Unido lançou uma campanha para abolir a proibição das solicitações de matrícula de estudantes cubanos por uma das maiores instituições educativas do país.
A Universidade Aberta (Open University) tem sido exposta a críticas por operar uma política que proíbe as solicitações de matrícula de estudantes cubanos, sejam residentes no país ou não, devido às leis do bloqueio estadounidense contra Cuba.

Por sua vez, a Open University afirma que seu processo de admissão opera segundo uma lista de países restringidos” porque teme a possibilidade de ser multada pelo Departamento do Tesouro de Estados Unidos se violar as leis do bloqueio e permitir aos  estudantes cubanos ingressar em seus  programas de estudo.
Esta política veio à tona após  um estudante cubano  postular  um  doutorado na instituição em abril, e lhe informarem  que não podia ingressar devido à  sua nacionalidade cubana.
A Campanha de Solidariedade com Cuba afirma que ao proibir as solicitações de rendimento de   um grupo de estudantes segundo sua nacionalidade, a Open University viola a legislação vigente do Reino Unido contra a discriminação, estabelecida pela Lei de Igualdade de 2010.

Como resposta à  iniciativa do CSC, mais de 1.200 pessoas escreveram a seus Membros do Parlamento para lhes pedir que intervenham no caso e obriguem a  Open University a mudar sua política.
Sally Hunt, secretária geral da University and College Union (Sindicato de professores e trabalhadores de universidades e institutos de educação superior), enviou uma carta ao vice-reitor da Open University. No texto expressa:
“Estamos preocupados  com o caráter discriminatório da política de admissões da Open University, que não só vai na contramão de   sua missão de acesso aberto  , senão também a prática atual de outras  universidades, onde os estudantes cubanos podem cursar carreiras e estudos de pós graduação .”
Além de violar  as leis de igualdade, esta política também pratica  uma contravenção à  lei ‘The Protection of Trading Interests Act’ (sobre a proteção dos  interesses comerciais), segundo a qual  o Reino Unido pode penalizar   as empresas e organizações britânicas que acatam o bloqueio extraterritorial dos  Estados Unidos contra Cuba. Efetivamente , a Open University põe a legislação anticubana do bloqueio estadounidense acima da  lei do próprio Reino Unido.
Tais casos destacam o alcance global do bloqueio e seu impacto para o povo cubano. No entanto, este é o primeiro exemplo deste impacto em uma instituição educativa britânica. Em 2007 Hilton Hotels tentou proibir os cubanos de ficar  em seus hotéis no Reino Unido, citando as mesmas razões que a universidade. No entanto,  após uma exitosa campanha por parte de   a CSC e uma coalizão de sindicatos e parlamentares, a corrente hoteleira desistiu deste propósito.
A Campanha de Solidariedade com Cuba considera que a ação da Open  University é ao mesmo tempo   pouco ética e ilegal segundo a lei do Reino Unido, e tem reclamado ao governo britânico que intervenha no assunto.

O Diretor da CSC, Rob Miller, enfatizou:
“É inaceitável em todos os níveis que uma universidade britânica proíba a todo um grupo de estudantes se baseando unicamente em  sua nacionalidade, a qual  contradiz as leis contra a discriminação e pela igualdade de oportunidades. Em  sua ação e a justificativa oferecida castiga ao povo de Cuba e atinge  a soberania da lei britânica. Ditos estudantes cubanos são bem-vindos para estudar em outras universidades britânicas. Ao introduzir esta política injusta, discriminatória e desagradável, a Open University  debocha de   sua afirmação de ser aberta a todos’”.

Enviado por Carmen Diniz - Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

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