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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

https://www.facebook.com/DilmaRousseff/videos/1190517181001871/

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#AoVivo: pronunciamento de Dilma após aprovação do golpe parlamentar pelo Senado
-10:48
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Nota: PCdoB: Em defesa do Brasil e do povo, a resistência prosseguirá

PCdoB: Em defesa do Brasil e do povo, a resistência prosseguirá


PCdoB participou das manifestações pela democracia
PCdoB participou das manifestações pela democracia


















Segue abaixo a íntegra da nota:

Consuma-se golpe contra a democracia, o Brasil e o povo

A democracia foi mutilada. O Senado Federal condenou a presidenta Dilma Rousseff – por decisão da maioria –, sem que ela tenha cometido crime de responsabilidade, conforme ficou cabalmente demonstrado no julgamento. Ao condená-la, cassou, por um processo de impeachment fraudulento, o seu mandato lastreado por mais de 54 milhões de votos de brasileiras e brasileiros.

O Senado, no mesmo julgamento em que cassou o mandato da presidenta Dilma, manteve seus direitos políticos. A preservação desses direitos demonstra sua inocência e revela que a destituição do seu mandato se deu por uma gama de pressões e interesses. Fica patente, portanto, que não houve crime de responsabilidade e que o impeachment aprovado é fraudulento. Assim sendo, um golpe contra a democracia foi consumado no país.

Apesar da brava resistência democrática empreendida, trata-se de uma dura derrota do povo brasileiro e com repercussões negativas para a luta patriótica e progressista na América Latina. Os vitoriosos do momento – as classes dominantes e as forças políticas conservadoras em conluio com o imperialismo – carregarão nas costas a mácula do golpe. Mal venceram, já começam a se dividir tendo em vista as eleições presidenciais de 2018, e terão o ônus de arrancar do povo direitos e conquistas, num contexto de recessão.

Para as forças democráticas, progressistas e populares, para a esquerda brasileira, não há outro caminho senão este: manter a unidade, ampliar nossas forças e empreender persistente combate contra o governo ilegítimo e sua agenda regressiva.

Depois de 52 anos, com roupagem nova, deu-se um velho golpe de Estado no Brasil

A data de hoje, 31 de agosto de 2016, entra para a história como o primeiro golpe de Estado perpetrado no Brasil no século 21. Retoma-se na feição desse golpe parlamentar a velha e nefasta conduta de setores conservadores das classes dominantes que, uma vez derrotados nas urnas, descambam para conspirações golpistas com o objetivo de reaver a qualquer preço o governo da República para imporem uma agenda antinacional, antipovo e antidemocrática.

Este 31 de agosto, embora sob reluzente aparência legal, se junta às datas simbólicas de retrocessos, como o 1º de abril de 1964, quando se vitimou a democracia com um golpe militar, e o 24 de agosto de 1954, quando uma escalada reacionária levou o presidente Getúlio Vargas ao suicídio.

Agora, como no passado, a direita manipula o necessário combate à corrupção. Apoia-se na Operação Lava Jato que, instrumentalizada pela trama reacionária, seletivamente se focou contra o Partido dos Trabalhadores, contra a presidenta Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, buscando, nitidamente, criminalizar a esquerda como um todo.

Todavia, esse estratagema se revela uma fraude. O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha – um dos símbolos da corrupção no país que, em conluio com Michel Temer, desencadeou o processo de impeachment –, obteve em troca que se protelasse a votação do projeto que cassa seu mandato. O próprio Temer e vários de seus ministros estão envolvidos em denúncias de corrupção. Já a presidenta Dilma Rousseff teve a vida vasculhada e nada absolutamente nada foi encontrado contra ela. É honesta, proba e seu governo criou as condições para o ferrenho combate à impunidade.

Não há crime de responsabilidade

O consórcio oposicionista político, empresarial, judicial e midiático armou a conspirata do golpe e buscou dar ares de legalidade à ruptura da ordem institucional. Fez 46 denúncias por crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma, desqualificadas em diversas instâncias políticas e judiciais.

Na ausência de crimes, os golpistas passaram a fabricá-los.

Os acusadores alegaram que a abertura de decretos de crédito suplementar em 2015 seria incompatível com a obtenção da meta de resultado fixada para o exercício, o que contrariaria a Lei Orçamentária; e as chamadas “pedaladas fiscais”, relativas ao não pagamento de passivos da União junto ao Banco do Brasil atinentes ao Plano Safra, que configurariam operação de crédito ilegal.

Tais condutas imputadas à presidenta Dilma, que configurariam “crimes de responsabilidade”, são desprovidas de fundamento legal. Resultam de torções e falácias na interpretação da Lei de Responsabilidade Fiscal, forjadas no seu início no âmbito do Tribunal de Contas da União (TCU), conforme se revelou na oitiva das testemunhas no Plenário do Senado.

Os decretos de crédito suplementares são medidas que ocorrem ordinariamente na administração pública, para atender a políticas públicas com amparo em receitas vinculadas às próprias políticas. Receitas essas que já estavam arrecadadas. Não houve aumento de gastos porque se preservou o teto de despesa, não havendo ainda descumprimento do orçamento, ou incompatibilidade, com a obtenção da meta de resultado primário fixada para o exercício.

Em relação às ditas "pedaladas", pareceres técnicos de diversos órgãos, inclusive da Secretaria de Recursos do TCU e de vários especialistas, concluem que não há operação de crédito nessa relação da União com os bancos públicos. Além disso, o Ministério Público Federal (MPF), acionado pelo TCU, já reconheceu a inexistência dessa operação de crédito, tendo requerido o arquivamento da investigação. Os débitos do Tesouro com bancos públicos existem desde 2000, conforme publicação deste ano do Banco Central, e nunca foram considerados operações de crédito.

A defesa da presidenta, as testemunhas, a perícia do Senado Federal e a bancada de senadores e senadoras que se opôs ao golpe – na qual se destacou, entre outros(as), a senadora Vanessa Grazziotin – demonstraram em voto em separado a verdade insofismável de que os créditos foram editados conforme a lei e de que não há qualquer participação da presidenta Dilma na operacionalização do Plano Safra, não havendo, portanto, qualquer crime de responsabilidade nesses fatos.

Dilma: pronunciamento ao povo e à história

No dia 29 de agosto, a presidenta Dilma Rousseff – armada de coragem política e da altivez de quem simboliza, nessa jornada, a resistência democrática – dirigiu-se à tribuna do Senado para fazer a defesa de seu mandato e de sua honra. Esse pronunciamento, feito com pujante indignação, foi um contundente libelo contra o golpe, uma firme defesa da democracia. Dirigindo-se aos seus julgadores, mas sobretudo ao povo e à história, além de demonstrar sua inocência, denunciou as razões e os objetivos de fundo da injusta cassação de seu mandato presidencial.

Nesse discurso histórico, a presidenta Dilma conceitua a cassação do seu mandato exatamente pelo que representa, “um verdadeiro golpe de Estado”. A presidenta disse que nada vale a obediência aos ritos e prazos processuais se o conteúdo da sentença resulta em condenar um inocente, uma presidenta que não cometeu crime de responsabilidade.

Neste pronunciamento, que se constitui um documento político que, sem dúvida, alimentará o ânimo da resistência democrática, a presidenta Dilma afirma que a presente ruptura democrática repete, no século 21, as tramas golpistas contra Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck e João Goulart. “O que está em jogo”, sob ameaça, disse ela, “é a conquista dos últimos 13 anos”, no âmbito da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo. 

Posteriormente, imediatamente após a aprovação do impeachment, a presidenta Dilma fez um pronunciamento de importância semelhante. Fez um chamamento à resistência democrática: “Haverá, contra eles, a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.” E previu: “Essa história não acaba assim; estou certa de que a interrupção desse processo pelo golpe de Estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo seja soberano”. 

Instaura-se um governo ilegítimo

Consumado o golpe, instaura-se uma instável e ameaçadora situação política no país que passa às mãos de um presidente e de um governo ilegítimos. Abre-se um período em que estarão em risco os fundamentos da Nação e as conquistas e os direitos dos trabalhadores e do povo. O golpe visa a restaurar a velha ordem política, assentada num Estado conservador e autoritário, a serviço da ganância das classes dominantes, sobretudo de seus estratos financeiros globalizados, e do saque das potências estrangeiras sobre a riqueza nacional.

Michel Temer e o consórcio conservador que o sustenta usurpam o governo com a ambição de se prolongarem no poder para além de 2018. Tentarão acelerar a partir de agora a consecução de uma agenda ultraliberal e da prometida austeridade fiscal.

A Proposta de Emenda Constitucional do Orçamento (PEC 241), já em tramitação, se aprovada, assestará o “coração” da Constituição de 1988. Pretende acabar com a dotação orçamentária obrigatória para a Saúde e a Educação, além de retirar do Estado nacional as condições para que exerça o papel de alavanca do desenvolvimento. Uma nova onda de privatizações está engatilhada, a começar pela entrega do pré-sal às multinacionais com o fim do regime de partilha. Já está de volta, na esfera das relações internacionais, uma conduta subalterna a grandes potências, de agressividade aos nossos vizinhos e de beligerância ao Mercado Comum do Sul (Mercosul).

O governo ilegítimo de Temer abrirá uma temporada de caça aos históricos direitos trabalhistas, tentará acabar com a política de aumento do salário mínimo e impor uma cruel reforma da previdência visando na prática a impedir que amplas camadas dos trabalhadores tenham direito à aposentadoria.

Sem o voto do povo, o governo ilegítimo de Temer – eleito indiretamente por um colégio eleitoral fartamente abastecido de cargos, liberação de verbas e toda sorte de “favores” – foi imposto para canalizar o Orçamento Federal aos ganhos fabulosos da grande finança e lançar o ônus da recessão para os ombros do povo e dos trabalhadores.

Em síntese, o consórcio golpista com Michel Temer à frente, embora tenha contradições em torno das eleições presidenciais de 2018, está coeso numa questão central: liquidar, velozmente, com o pacto de desenvolvimento e progresso social firmado pela Constituição de 1988.

Uma agenda regressiva dessa natureza, para se realizar, prenuncia repressão, autoritarismo, desrespeito à ordem democrática. Terão prosseguimento as ações para alvejar as forças progressistas como um todo. É escancarado o abjeto plano político-jurídico para excluir o ex-presidente Lula da disputa de 2018.

A anunciada reforma política já rascunhada virá com o objetivo de restringir o pluralismo político e partidário e excluir as minorias, para que o Congresso Nacional e as demais casas legislativas sejam submetidos ao monopólio das forças conservadoras.

Fora Temer! A resistência democrática prosseguirá

A jornada da resistência democrática adentra a uma nova etapa. Embora derrotada, tem como trunfo as bravas batalhas que empreendeu desde que há mais de um ano irrompeu a escalada golpista. Além disso, a resistência tem nas mãos a bandeira da soberania nacional, da democracia e dos direitos do povo. E na história do Brasil quem empunha essa bandeira, mais cedo ou mais tarde, triunfa. É certo que virão tempos ásperos, duros pela frente, com múltiplas e complexas tarefas e exigências. E entre elas é preciso recolher as lições, aprender com os erros, para fortalecer com qualidades novas a luta que não cessa.

As eleições municipais em andamento se constituem na primeira grande batalha contra o governo ilegítimo. As forças democráticas e populares, a esquerda, precisam conquistar preciosas vitórias para reforçar a resistência democrática tanto nas batalhas de agora quanto nas de 2018, quando o golpe será confrontado em uma nova eleição presidencial.

Finalmente, o PCdoB reafirma e renova sua convicção de que continua a necessidade imperiosa de a resistência democrática erguer bem alto a luta pela antecipação das eleições presidenciais através da convocação de um Plebiscito como meio de restaurar a democracia.

Fora Temer! Pela restauração da democracia!

Em defesa da soberania nacional e dos direitos dos trabalhadores!

Brasília, 31 de agosto de 2016

Deputada Federal Luciana Santos
Presidenta do Partido Comunista do Brasil-PCdoB



Do Portal Vermelho

Medida Provisória extinguindo o Conselho Curador da EBC ( Empresa Brasil de Comunicação)

Temer acaba de publicar Medida Provisória extinguindo o Conselho Curador da EBC ( Empresa Brasil de Comunicação), que faz a TV Brasil, Rádio Nacional, Agência Brasil. Esse Conselho era a instância da sociedade civil na empresa, com representantes de diversos setores.

Nomeado novo presidente da EBC: Laerte Rimoli, coordenador de campanha do Aécio e chegado do Cunha. Temer atropela o mandato de 4 anos do Ricardo Mello, nomeado por Dilma, e bota gente dele via MP.



Declaración del Gobierno Revolucionario de Cuba

Declaración del Gobierno Revolucionario de Cuba
O Governo Revolucionário da República de Cuba rechaça energicamente o golpe de Estado parlamentar-judicial que foi consumado contra a presidenta Dilma Rousseff.
O afastamento do governo da Presidenta, sem que se apresente nenhuma evidência de corrupção nem de crimes de responsabilidade, e com ela do Partido dos Trabalhadores (PT) e outras forças políticas de esquerda aliadas, constituem um ato de desacato à vontade soberana do povo que a elegeu.
Durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff se impulsionou um modelo econômico-social que permitiu ao Brasil dar um salto em seu crescimento produtivo com inclusão social, a defesa de seus recursos naturais, a geração de emprego, o combate a pobreza, a saída da miséria de mais de 35 milhões de brasileiros que viviam em condições inumanas, e a elevação dos rendimentos de outros 40 milhões, a ampliação das oportunidade na educação e na saúde do povo, incluídos os setores até então marginalizados.
Neste período, o Brasil tem sido uma ativo impulsionador da integração latino-americana e caribenha. A derrota do Acordo de Livre Comércio para as Américas (Alca), a convocatória da Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (CALC) que levou a posterior criação da Celac, e à constituição da Unasul, são acontecimentos transcendentes na história mais recente da região que demonstram o protagonismo deste país.
Assim também foi com sua aproximação das nações do Terceiro Mundo, em especial da África, sua ativa participação no Grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e seu desempenho no marco da Organização das Nações Unidas, na Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura (FAO) e a Organização Mundial de Comércio, entre outras, e constituem um reconhecimento da sua liderança internacional.
Merece elogio também a postura brasileira, sob os governos do PT, em temas cruciais da situação internacional em defesa da paz, do desenvolvimento, do meio ambiente e dos programas contra a fome.
São amplamente conhecidos os esforços de Lula e Dilma por reformar o sistema político e ordenar o financiamento dos partidos e suas campanhas, assim como o apoio às investigações contra a corrupção que foram abertas e a independência das instituições encarregadas delas.
As forças que agora exercem o poder anunciaram medidas privatizadoras sobre as reservas petrolíferas em águas profundas e cortes no programas sociais. Igualmente anunciam uma política exterior que privilegia as relações com os grandes centros de poder internacional. Não poucos daqueles que julgam a Presidenta estão sob investigação por corrupção.
O ocorrido no Brasil é outra expressão da ofensiva do imperialismo e da oligarquia contra os governos revolucionários e progressistas da América Latina e do Caribe, que ameaça a paz e a estabilidade das nações, contrariando o espírito e o texto da Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, firmado na 2ª Cúpula da Celac, em janeiro de 2014, em Havana, pelos chefes de Estado e de Governo da região.
Cuba ratifica sua solidariedade com a presidenta Dilma e o companheiro Lula, com o Partido dos Trabalhadores e expressa sua confiança em que o povo brasileiro defenderá as conquistas sociais alcançadas, se oporá com determinação as políticas neoliberais que intentam impor e ao saque de seus recursos naturais.
Havana, 31 de agosto de 2016
Governo de Cuba.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Manifesto de Repúdio ao Golpe e declaração de resistência da Frente Brasil de Juristas pela Democracia

Manifesto de Repúdio ao Golpe e declaração de resistência da Frente Brasil de Juristas pela Democracia

A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. 
Aldous Huxley

Diante do duro golpe contra a democracia e o povo brasileiro que se consumou com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, nós, advogados (as), estudantes, profissionais do direito e demais juristas da Frente Brasil de Juristas pela Democracia (FBJD) vimos através deste manifesto não somente externar o nosso veemente repúdio perante essa odiosa farsa parlamentar, mas principalmente expressar a nossa completa disposição para resistência e oposição ao ilegítimo e retrógrado governo golpista que se inicia.

Não reconhecemos a legitimidade ou mesmo a legalidade do presidente empossado Michel Temer e destacamos que esse golpe representa a ascensão de uma agenda marcada pela retirada de direitos trabalhistas, sociais, ambientais, indígenas, das comunidades tradicionais e povos originários, de negros, mulheres, da comunidade LGBT  e a destruição da fina rede de proteção social dos mais pobres de nosso país, projeto esse que nunca chegaria ao poder através do voto popular.

A mensagem dos agentes do golpe é clara: para eles o lugar do Brasil é na periferia político-econômica do mundo e nos cabe apenas a miséria, a fome e a subordinação aos interesses do capital estrangeiro.

Mas nosso povo não voltará para a senzala pacificamente. Não abriremos mão de conquistas históricas da classe trabalhadora.

A única forma de garantirmos nossos direitos é demandar novas conquistas. Mudam-se os atores, mas os inimigos permanecem e precisam ser expostos: o latifúndio, o rentismo, o capital estrangeiro, as grandes corporações, a mídia golpista, as famílias detentoras das grandes fortunas e outros agentes históricos do subdesenvolvimento de nosso país.

Serão tempos difíceis e não há nada definido. A única certeza que temos é a de que qualquer vitória só virá através da luta e da organização daqueles comprometidos com a democracia e os direitos do povo brasileiro. E nós, enquanto agentes do Direito, hoje mais do que nunca, cerramos fileiras com todos os demais grupos de enfrentamento popular para lutarmos, dentro e fora do Direito, pela redemocratização de nosso país.

01 de setembro de 2016
Frente Brasil de Juristas pela Democracia.

Nota da Federación Mundial de Juventudes Democráticas CONTRA DEL GOLPE DE ESTADO PARLAMENTARIO JUDICIAL EN CONTRA DEL GOBIERNO BRASILEÑO

                   
DECLARACION EN CONTRA DEL GOLPE DE ESTADO PARLAMENTARIO JUDICIAL EN CONTRA DEL GOBIERNO BRASILEÑO

La Federación Mundial de Juventudes Democráticas condena el Golpe de Estado Parlamentario Judicial que se ha consumado contra la presidenta Dilema Ruseff electa por la mayoría del pueblo brasileño. 
Esta separación del gobierno de la Presidenta es acto va en contra de la voluntad soberana de los 54 millones de brasileños que la eligieron teniendo en cuenta que no se presentó ninguna evidencia de delitos de corrupción ni crímenes de responsabilidad.
Este golpe  contra la democracia brasileña forma parte de la ofensiva del imperialismo contra la integración latinoamericana y caribeña y en contra de los procesos progresistas de la región. El imperialismo junto a sectores de la derecha y a la prensa reaccionaria ponen fin a más de una década de conquistas sociales llevados a cabo por el gobierno del Partido de los Trabajadores  tratando de desprestigiar los logros alcanzados en beneficio del  pueblo.
La Federación Mundial de Juventudes Democráticas apoya a las organizaciones juveniles brasileñas miembros de la FMJD que  protagonizan valerosamente la lucha en defensa por el respeto a la constitucionalidad, legitimidad y  decisión popular. Así mismo apoyamos al pueblo brasileño en la lucha por la defensa y respeto de la democracia. 
Hacemos un llamado a todas las organizaciones miembros de la FMJD a realizar acciones de condena a este golpe y solidarizarnos en defensa y respeto de los derechos democráticos del pueblo brasileño.

Federación Mundial de Juventudes Democráticas.
31 de agosto de 2016

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

DILMA SAI DO ALVORADA PARA ENTRAR NA REALIDADE PARALELA

Não sou vaidoso, prefiro o barbeiro a 50 metros da minha casa do que qualquer cabeleireiro masculino chique, que me faria perder tempo no trajeto e cobraria os olhos da cara.

E foi ele, o Adriano, quem me garantiu: "O olhar da Dilma é de quem tem problemas mentais". Desfiou uma série de episódios noticiados que comprovariam sua tese.

Já o Rui Martins, velho guerreiro do jornalismo, a vê como uma pessoa que paira numa realidade paralela e ignora olimpicamente tudo que contrarie suas convicções. Teve o azar de qualificar tal estado de autismo, tal qual outros comentaristas políticos já haviam feito, mas sobre ele desabou uma tempestade de e-mails indignados, como consequência da ação concertada de um desses grupos de pressão que pululam na internet. 

O paralelo foi mesmo infeliz, mas o coitado do Rui não merecia ser tratado com tamanha fúria, como se uma palavrinha mal colocada anulasse toda sua história de vida de defensor dos direitos humanos!

Como isto não está na esfera dos meus conhecimentos, não darei palpite nenhum sobre o que levou a Dilma se tornar tão ensimesmada e incapaz de levar em consideração o que lhe contraponham. Só direi que tal comportamento me causa espanto.

Um exemplo: a Advocacia Geral da União move uma encarniçada perseguição jurídica contra mim, evitando pagar-me o que milhares de anistiados já receberam. Já perdeu três julgamentos no STJ por unanimidade (8x0, 7x0 e 8x0) e continua recorrendo a um verdadeiro arsenal de medidas protelatórias para retardar indefinidamente o único desfecho possível do caso. Comete, portanto, um aberrante abuso de poder.
Amigos mandaram mensagem à Dilma e, para não desmerecer suas iniciativas, mandei também, embora cético. A resposta foi sempre a mesma: como presidente da República, ela não poderia interferir num assunto de competência do Judiciário.

Evidentemente, esclarecemos que na esfera do Judiciário a questão ficara decidida quando do julgamento do mérito da questão em fevereiro de 2011, só continuando pendente graças à guerrilha jurídica da AGU, que é vinculada ao Executivo e não ao Judiciário. E o que recebemos da Dilma foi a repetição, com outras palavras, da mensagem anterior; ou seja, ela simplesmente ignorou nossa contestação!

O pior é que a Dilma age assim também em assuntos amplamente noticiados, não apenas no que diz respeito aos direitos de antigos companheiros de ideais, violentados na surdina. 

Acaba de afirmar, p. ex., que o processo de impeachment não foi aberto em função da voz das ruas. Ora, se ela estava com um índice de aprovação reduzido a irrisórios 10% e os defensores do impedimento ganhavam de goleada todas as batalhas nas ruas (promoviam as maiores manifestações, realizavam protestos num número superior de municípios e mobilizavam mais pessoas no cômputo geral), qual seria, afinal, a voz das ruas?

Mas, Dilma continua sustentando até hoje que o processo só foi aberto porque o grande vilão Eduardo Cunha quis chantagear o governo, não sendo atendido. Ora, quem acompanhou passo a passo os acontecimentos, atentamente e sem antolhos ideológicos, percebeu que Cunha, pelo contrário, retardou a abertura do processo, enquanto barganhava com os dois lados. 

Havia dezenas de pedidos, evidentemente a situação brasileira era tão grave que justificava tal questionamento da forma como Dilma governava o país. O papel do presidente da Câmara Federal, portanto, era o de submeter a questão, consecutivamente, à assessoria jurídica, a uma comissão especial e ao plenário, ao invés de se comportar como um novo arquivador geral da Nação. Quando enfim o fez, todas estas barreiras foram facilmente transpostas.

É simplesmente patético que, só conseguindo o apoio de 137 deputados, contra 367 favoráveis ao impedimento (eram necessários 342), Dilma e os dilmistas continuem até agora inculpando Eduardo Cunha! 

Dois terços dos deputados e outro tanto de senadores estão mandando Dilma para casa, depois de quase nove meses de trâmites parlamentares e recursos ao Supremo Tribunal Federal, com o último julgamento sendo conduzido pelo presidente do STF, num país em que ninguém foi preso, ninguém foi torturado, ninguém foi assassinado, nenhum texto jornalístico foi censurado, nenhum parlamentar foi cassado e o mais amplo direito de defesa foi assegurado. Lá isto se parece com um golpe?

Certamente não com os do século passado, quase sempre com tanques na rua e marcados por banhos de sangue. E nem mesmo com o episódio que os dilmistas alegaram ser semelhante, a destituição do presidente paraguaio Fernando Lugo, que começou e terminou em apenas dois dias!

E o que dizer dos elogios em boca própria ao Projeto de Transposição do Rio São Francisco, aquela maracutaia orçada em R$ 4,6 bilhões, que já consumiu R$ 12,2 bilhões e vai exigir, pelo menos, outros R$ 10 bilhões, sem resultados para apresentar após 10 anos e que já recebeu o apelido de bolsa-empresário?! Alguém esqueceu de avisar a Dilma que a transposição é o maior elefante branco dos governos petistas?

Por último: de tudo que Dilma e os dilmistas vêm falando desde 2 de dezembro de 2015, quando o impeachment começou, faltou, simplesmente... o fundamental!

Pois o motivo real do impeachment, todos sabemos, é a terrível recessão a que Dilma conduziu o país e o fato de que passara 16 meses do seu segundo mandato sem conseguir governar e sem saber o que fazer, numa paralisia governamental inacreditável, enquanto o povo sofria e o abismo se aprofundava. 
O que ela precisaria fazer para alterar o ânimo nacional favorável ao impedimento? Convencer a opinião pública de que já tinha uma saída para a crise e seria capaz de dar a volta por cima.

Foi o que ela não fez em nenhum momento, talvez porque não vislumbrasse mesmo saída nenhuma.

Então, por que fazia tanta questão de continuar no poder? Para prolongar nossa agonia? Porque seu ego se ressentia?

Não lamento sua desdita, pois ela em nenhum momento teve a humildade de admitir seus erros e colocar o drama dos coitadezas acima de seus melindres pessoais. Choro é pelos desempregados e suas famílias, que não têm onde cair mortos e, desesperados, nem sequer receberam um alento da esquerda palaciana, pois sua própria existência equivalia a uma muda acusação à Dilma e atrapalhava os esforços para lhe salvarem o pescoço.

Foi para defender a causa dos explorados e proteger os indefesos que aderi à esquerda no longínquo ano de 1967, aos 16 anos. Eu não mudei. Lamento que tantos outros tenham mudado. A revolução é uma grande devoradora de caracteres.
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

O olhar da mídia internacional sobre o golpe.


6 links que atestam que é possível fazer jornalismo,
com imparcialidade e bem próximo dos fatos. #StopCoupInBrazil

The New York Times
https://www.facebook.com/nytimes/posts/10150887349794999

BBC
https://www.facebook.com/bbcmundo/posts/10154560729684665

Reuters 
https://www.facebook.com/Reuters/posts/1212743515412669

Euronews
https://www.facebook.com/pt.euronews/posts/577012542477874

El País
https://www.facebook.com/elpais/posts/10153784181251570

Le Monde
https://www.facebook.com/lemonde.fr/posts/10154629692937590

Perrela, o dono do Helicóptero preso no ES com 450 k de Cocaina

Perrela, o dono do Helicóptero preso no ES com 450 k de Cocaina, falou a pouco contra Dilma no Senado.
Acabamos a noite com a certeza: ESTE CONGRESSO NÃO TEM MORAL para cassar uma presidenta sem crimes.


Comentários
Jorge Leite O CARA DA COCA, antes vai ao banheiro, convida um amigo de mijar juntos, também senador das minas, e volta eufórico, vou arrebentar! Esclama o viciado e comerciante de cocaína, (por atacado) o outro, esse viciado e merecedor de algumas gorjetas,(mihões) o incoraja: Vá vagabundo, arrebenta, é nóis porra! feliz é um povo que ama os seus políticos, olha que são muitos
DescurtirResponder118 min
Fernanda Waichert Pinheiro e pra nós. fica a gozada. Escarnio. Em qq outro lugar do mundo, estariam na cadeia.Aqui , estão cassando uma presidenta sem crimes.

Carta urgente para la América del Sur - Es estrategia dura y pura, sobre la región, contra los gobiernos nacionales, populares y democráticos y sobre sus lideres políticos.

Rio Gallegos. Hoy por la mañana al abrir mi correo, un mail: Mensagem urgente do Ex-presidente Lula a  ex-presidenta de la República Argentina Cristina Fernández de Kirchner.
Desde San Pablo, Brasil, nuestro entrañable amigo: Luiz Inácio Lula da Silva, me escribe…
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Cualquier coincidencia con lo que sucedió y esta sucediendo en nuestro país no es casualidad.

Es estrategia dura y pura, sobre la región, contra los gobiernos nacionales, populares y democráticos y sobre sus lideres políticos.

Leo en la red un mensaje de Evo Morales presidente de Bolivia:
“A los expresidentes de derecha se los favorece con un manto de impunidad.  A los presidentes de izquierda, persecución judicial y escarmiento”.
Creo que es algo mas grave.
Se trata de volver al pasado de pobreza y mediocridad para las grandes mayorías en beneficio del inmenso poder económico de unos pocos.
¿Se darán cuenta los pueblos?¿Lo advertirán las sociedades modernas bombardeadas mediáticamente?
Hoy Eric Nepomuceno publica en Pagina 12 “Lula es el verdadero blanco del golpe”.
Y finaliza su artículo: “Los tiempos que se abren sobre mi país son de vergüenza.  La historia sabrá juzgar a los farsantes, a los traidores, a los indecentes,  pero será demasiado tarde para corregir sus ruindades.”

No me puedo permitir compartir  el escepticismo intelectual y lógico de Nepomuceno. Los pueblos, tal vez, no con los tiempos que demandan nuestras ansiedades y muchas veces hasta sus propias necesidades, en algún momento y ante hechos inadvertidos, acompañados por sus dirigentes,  demuestran que es mentira que la historia se acabó.  Y que hay que volver a construir futuro.