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quinta-feira, 21 de abril de 2016

O GOLPE E A CONJUNTURA INTERNACIONAL

O GOLPE E A CONJUNTURA INTERNACIONAL
Os fatos políticos no cenário internacional atestam à conjuntura de crise em todas as esferas da vida pública e empresarial. Tenho acompanhado de perto os acontecimentos na área financeira e geopolítica. Os maiores bancos nos EUA e UE estão em séria situação comprometendo o sistema capitalista.
Nos EUA os 8 maiores (os únicos que comandam hoje a economia) não passaram no teste chamado "living wills" que consiste em provar que em caso de falência não comprometerão o sistema financeiro. Outro problema grave foi a constatação de que o "Dodd-Frank", que serve de tampão para o extinto Glass-Steagall, não tem condições de garantir a estabilidade do sistema financeiro porque os bancos ainda poderão usar depósitos de clientes para fazer suas operações de especulação no mercado. E terceiro que as derivativas estão em um patamar acima de 1,5 quadrilhão de dólares sem qualquer possibilidade de regulação ou de quitação de contratos em um eventual desnível mínimo no mercado. Convém colocarmos este número no contexto da economia produtiva e das dívidas publicas. O PIB mundial em 2014 foi de $107,6 trilhões e a dívida pública agregada dos países aumentou de $70 trilhões no início da crise em 2008 para $100 trilhões. Por sua vez a geopolítica mundial espelha estas monstruosas atrofias nas finanças e na economia para tentar compensa-las sem prejudicar o centro do poder unipolar que exige seja mantido.
Portanto, o golpe dentro do impeachment no Brasil serve para fazer com que as finanças e os valores reais da economia sejam usadas na tentativa de estancar a sangria financeira dos bancos no exterior e garantir que o país volte a ser a matriz provedora deste sistema que está em ruínas e não apresenta sinais de recuperação.
Diante desta conjuntura o Brasil não pode ficar à mercê de interesses suprematistas que têm o exclusivo interesse em negar a soberania e sustentabilidade nacional. Sendo o Brasil membro do BRICS, que como grupo busca a multipolaridade para o equilíbrio das relações internacionais, ele deve buscar apoio na Rússia a na China para garantir a sua soberania uma vês que não está conseguindo manter nem a legalidade e nem o equilíbrio institucional requerido para governar-se devido a interferências externas. Em tempo, o golpe serviria para refazer e calçar a elite para que seja a administradora do país e garantidora de uma performance adequada à ordem que emana do centro do poder mundial.
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Por Marcos Rebello

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