Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?
LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas.

Seguidores

#naovaitergolpe

#naovaitergolpe
Acesse Frente Brasil Popular

sábado, 28 de novembro de 2015

nota do MST : ' A Vale comete crime ambiental e quem protesta é preso?!'

Via Carmem Diniz

Protesto contra tragédia de Mariana termina em briga e prisões na Câmara
 
SOLIDARIEDADE DE 200 ADVOGADOS DA REDE NACIONAL DE ADVOGADOS POPULARES PRESENTES EM BRASILIA 
 
200 advogados da Rede Nacional de Advogados Populares fazem vigilia em frente a Policia Civil Especialidade de Brasilia e exigem a liberdade dos 4 jovens presos por prestar solidariedade às vitimas de Mariana-MG dentro do Congresso Nacional e denunciar o modelo destrutivo das empresas da mineração como a Vale e a Samarco.


segue abaixo a nota do MST

A Vale comete crime ambiental e quem protesta é preso?!
O MST vem a público denunciar e repudiar veementemente a prisão de quatro jovens do Movimento após uma intervenção na Câmara dos Deputados Federais em solidariedade às vítimas de Mariana e contra o novo Código da Mineração, nesta quarta-feira (25), em Brasília, ao denunciarem o crime ambiental causado pela mineradora Samarco e a Vale.
Ironicamente, os militantes foram detidos e transferidos para a carceragem da polícia civil acusados de crime ambiental ao realizarem uma intervenção em que trouxeram argila com água, justamente para denunciar o crime cometido pela mineradora. A soma das acusações chega a 4 anos de prisão.
Quatro jovens do MST são presos por sujar paredes da Câmara com lama numa intervenção teatral (limpas depois de alguns minutos), enquanto diretores da Vale foram responsáveis por mortes, desaparecimento de pessoas, destruição de centenas de lares, contaminação ambiental por lama tóxica, e continuam todos soltos?!
Esta ação violenta da Polícia Legislativa somada a outros recentes episódios na casa apenas demonstram a arbitrariedade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acuado com os inúmeros protestos que pedem sua saída da presindência da casa por causa das recentes denúncias de corrupção que envolvem sua pessoa.
Os cerca de 200 advogados reunidos no Encontro da Rede Nacional dos Advogados e Adovagadas Populares (Renap) fazem vigília em frente à delegacia de Polícia Especializada, local em que os jovens estão detidos.
O MST espera que sejam tomandas as devidas providências por parte do poder judiciário para que seja revisto esta postura antidemocrática e violadora de direitos humanos cometida pela atual lógica vigente da "Casa do Povo".
Direção Nacional do MST
Brasília, 25 de novembro de 2015
 
A VOTAÇÃO DO CÓDIGO DA MINERAÇÃO É UMA AFRONTA A SOBERANIA
Cerca de dez jovens realizaram ontem (25/11/15) uma intervenção artística no Hall da Taquigrafia da Câmara dos Deputados, pedindo punição a empresa verdadeiramente culpada SAMARCO (VALE e BHP Billiton) pelos danos causados a população, aos trabalhadores, a economia e ao meio ambiente nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
Outra pauta da intervenção artística é a NÃO votação do novo marco regulatório que está sendo articulado para os dias 08 e 09 de Dezembro, na Câmara dos Deputados. Incluir "perfumarias ambientais" dentro do texto e manter a liberalização de acesso das empresas transnacionais ao subsolo do país é uma afronta ao povo brasileiro, num cenário em que não existe culpado, só existe dano e morte no estado de Minas Gerais.
Por isso o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Ação Sindical Mineral (ASM) e o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração são contra a votação do código nesse momento por acreditar ser necessário um amplo debate com a sociedade sobre os diversos temas que estão envolvidos na mineração e não apenas a "perfumaria ambiental".
Brasília, 26 de novembro de 2015

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A tragédia de Mariana, a privatização da Vale, o lucro e o resultado.






A tragédia de Mariana, 
a privatização da Vale, 
o lucro e o resultado.
                          Muitas vezes nos encontramos 
centrados entre o debate conservador das 
privatizações em favor de um Estado menor e 
menos intervencionista nas relações comerciais,
 que nos impõe o sistema capitalista irracional, 
do lucro a qualquer custo e do mercado que
 deve se autorregular na ganância e resultados
 das empresas; e por outro lado, o desenvolvimentismo
 econômico que olha certas riquezas , 
principalmente aquelas do subsolo nacional como um
 patrimônio  da Nação, e para onde os lucros gerados 
dessa exploração, por empresas estatais, do povo, 
devem ser dirigidos para o bem estar de todos,
 principalmente para desenvolver setores humanos 
menos favorecidos. Setores estes que não 
tiveram as mesmas oportunidades que a Nação lhes 
negou, de educação, estudos, formação, desenvolvimento
 intelectual e moral que possuem os meritocratas.
Qual a relação com a tragédia de Mariana?
Pois bem, quem é a SAMARCO, que com
 tanta “competência”, como defendem os defensores 
da “privataria”, provoca um desastre humano,
 ecológico, social, de proporções inimagináveis
 ainda, sem nenhuma resposta a todos nós brasileiros
 e principalmente as dezenas de cidades afetadas,
 milhares de pessoas que encontram-se sem água,
 sem luz, com pessoas desalojadas, com riscos 
à saúde por ingestão de metais pesados, e agora 
mais ainda, desprovendo e contaminando a vida
 dos rios e oceanos de nosso Brasil verde e amarelo?
Que dizer às famílias dos desaparecidos e
 de quem cobrar a irresponsabilidade de sequer
 prever, como deve ser pratica de uma grande
 mineradora, a falta de sirenes de alerta, a falta 
de um plano compatível com o risco dessa 
atividade, a falta de uma alternativa de fuga para
 um desastre previsível?
A SAMARCO é a VALE, a nossa Vale privatizada
 pelo governo Fernando Henrique Cardozo e 
doada ao capital privado por três bilhões de reais,
 incluindo nesse preço o subsolo nacional com
 todas as não contabilizáveis riquezas, 
ainda não dimensionadas e avaliadas, que foram
 entregues quase que de graça ao setor privado 
de uma forma covarde e descarada. Uma covardia 
com o patrimônio público. Um crime formal
 de “lesa-pátria”.
Que estariam dizendo hoje a grande mídia, Globo,
 Abril, Folha Estadão, etc., se fosse o governo 
ainda dono da Vale e de sua subsidiária SAMARCO?
Estariam ou não batendo na incompetência do 
governo, na incapacidade de gestão, na falta
 de visão comercial, na irresponsabilidade criminal
 do dano humano, no inchaço de empregos se fosse
 ele ainda dono da Vale estatal, como fazem 
hoje com a Petrobras na intenção de privatizá-la?
 Basta ter um pouco de raciocínio lógico para entender
 que o que aconteceu foi falta de investimento na 
manutenção das barragens que provocou tal desastre.
Essa é a dita “competência” do setor privado, que 
esquece a segurança humana, a biodiversidade e 
provoca o maior desastre ecológico já conhecido 
em nosso país.
A BP, British Petroleum pagou quase vinte bilhões
 de dólares (cem bilhões de reais) ao povo 
americano pelo desastre do vazamento de petróleo 
no Golfo do México.
O resultado de tanta incompetência e despreparo, 
foi o desleixo e falta de investimento na segurança
 operacional em função de obterem mais lucro.
O nosso oceano Atlântico está sendo banhado de
 resíduos tóxicos e lama que pode chegar até Abrolhos, 
terminar com nossa fauna marítima (a fauna do
 Rio Doce já é cemitério), terminar com nossas
 praias, com o turismo do Espirito Santo, sufocar 
aves e animais marinhos, acabar com a 
esperança de pessoas e emporcalhar de lama 
nosso Brasil.
Esse é o legado de Mariana. Esse é o resultado 
da incompetência do setor privado em explorar 
as riquezas de nosso povo, diante dos 
seres vivos, e de nossa biodiversidade. 
Uma multinha de duzentos e cinquenta milhões que
 ainda é passível de recursos administrativos e
 jurídicos, um fundo ainda misterioso e administrado
 por quem provocou o desastre. É inaceitável.
O prejuízo vai ficar por conta do Estado e dos
 contribuintes, não dos acionistas donos destas 
empresas que um dia foi doada e extirpada do 
patrimônio nacional.
O Brasil dos brasileiros merece respeito.
João Vicente Goulart.
Diretor-Instituto Presidente João Goulart

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

ABANDONADOS OS PRINCÍPIOS ÉTICOS E AS BANDEIRAS IDEOLÓGICAS, A DEGRINGOLA NÃO TEM FIM.

Poderia ter havido uma séria crise institucional, um conflito de Poderes, caso o Senado questionasse a controversa interpretação que o Supremo Tribunal Federal deu à Constituição para justificar a primeira detenção no Brasil de um senador em exercício. 

Mas, tão acachapantes eram o áudio/transcrições da proposta indecente e do plano de fuga, trombeteados exaustivamente pela mídia, que poucos parlamentares ousaram desfraldar a bandeira da incolumidade do Legislativo. 

O que o eleitorado pensaria de quem o fizesse? Decerto concluiria que tinha igualmente o rabo preso com a corrupção... [Que estranho período vivemos: alguém desperta como um dos homens mais poderosos da República e adormece como um pária encarcerado!]
Delcídio do Amaral: de figurão a pária em 12 horas.

Também o presidente do PT, Rui Falcão, deu uma solene banana para o líder do governo no Senado, afirmando que o partido não estava obrigado a manifestar solidariedade a Delcídio do Amaral, pois "nenhuma das tratativas atribuídas ao senador tem qualquer relação com sua atividade partidária, seja como parlamentar ou como simples filiado".

Como os dirigentes petistas se preparam para expulsar o pária na semana que vem, deduz-se que, apesar da ressalva retórica, Falcão considera ponto pacífico a existência das "tratativas atribuídas ao senador", caso contrário estaria cometendo uma enorme injustiça ao abandoná-lo às feras e articular sua expulsão.

Só faltou comunicar seu entendimento à bancada do PT no Senado, que pagou o mico de ser responsável por 9 dos 13 votos contrários à decisão do STF (os favoráveis foram 59). Estranha solidariedade a deles, para com um colega acusado de participar da roubalheira de dinheiro público e que se aliou a um banqueiro numa tentativa mafiosa de afrontarem a Justiça, tirando das grades e do País um corrupto confesso! Registro o nome dos dois únicos senadores petistas que honraram seus mandatos: Paulo Paim e Walter Pinheiro. E concedo o benefício da dúvida à ausente Fátima Bezerra.
André Esteves (no momento da chegada da polícia?)

Aliás, o aspecto que mais me choca no episódio é exatamente este, o da promiscuidade com banqueiros, que parece ter-se tornado marca registrada do PT.

Ora é Dilma Rousseff que convida o presidente do Bradesco para ministro da Economia, aceita que este mande um subalterno insignificante no seu lugar e o mantém no posto contra tudo e contra todos (inclusive Lula), mesmo depois de ficar mais do que evidenciada sua incompetência e seu retumbante fracasso.

Ora é a adoção de medidas econômicas que impõem terríveis ônus aos excluídos, trabalhadores e classe média, significativos ônus à indústria e comércio, alguns ônus à agricultura, mas ônus nenhum ao capital financeiro, que surfa e até lucra com a recessão.

E agora um banqueiro aparece ao lado de um grão petista não só no envolvimento com crimes do colarinho branco como o mensalão ou  petrolão, mas também num esquema de bandidagem pura e simples. Como disse o jornalista Vinícius Torres Freire, "falta apenas alguém mandar matar testemunha (*), policial, procurador ou juiz". 

relação indecente/parceria criminosa entre Delcídio do Amaral e André Esteves faz lembrar a de guerrilheiros desvirtuados com narcotraficantes na Colômbia. Comprova que, quando são abandonados os princípios éticos e as bandeiras ideológicas, a degringola não tem fim.

Ou, talvez, tenha: pode ser que termine no tanque de merda ao qual, com a finesse que lhe é inerente, referiu-se o indigitado senador Jader Barbalho.

Trata-se do habitat natural dos personagens desses escândalos que infestam a política oficial, agora sem distinção nenhuma entre petistas e não petistas, todos enfiados até o pescoço nos excrementos.
.
* talvez esta forma mais simples de eliminarem o risco Cerveró só não tenha sido cogitada por temor de um novo caso Celso Daniel.

OUTROS POSTS RECENTES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA (clique p/ abrir):

terça-feira, 24 de novembro de 2015

OS CARNICEIROS DO ESTADO ISLÂMICO MATAM PORQUE GOSTAM DE MATAR

Meus leitores habituais já sabem que tenho ojeriza profunda aos fanáticos religiosos que exumaram e exacerbaram o terrorismo clássico. Vale a pena explicar os motivos.

Ao contrário de considerável parcela dos articulistas ditos de esquerda, li muito Marx, Engels, Lênin e Trotsky nos meus anos de formação política. E aprendi que a abolição do capital e o fim da sociedade de classes seriam o coroamento da marcha civilizatória, o final de uma longa caminhada das trevas para as luzes, do tacão da necessidade para a plenitude da liberdade.

Então, como os autores citados, só posso considerar patética a tentativa de fazer o relógio da História retroceder à Idade Média, quando os pastores de cabras aceitavam que a idiotia religiosa regesse cada esfera da vida social e da moral individual, e acreditavam que dizimar infiéis lhes abriria as portas do paraíso. 

Desde o aiatolá Khomeini, sou totalmente contrário ao oportunismo da má parte da esquerda que, trocando o marxismo pela geopolítica, alinha-se com os inimigos da civilização, apenas porque, circunstancialmente, estão na contramão de EUA, Israel, França ou qualquer outro vilão da vez. É simplesmente aberrante a esquerda, filha do iluminismo, dar as mãos a quem quer anular o iluminismo e todas as suas consequências!

Também me irrita profundamente a forma como os terroristas de Alá ajudam a indústria cultural a incutir no cidadão comum a paranoia face aos diferentes. Num momento em que o capitalismo putrefato o expõe aos piores rigores econômicos e à vingança da natureza, a existência de um bicho papão é mais do que conveniente para quem pretende mantê-lo submisso e conformado, encarando as catástrofes climáticas como fatalidades, a desigualdade como ordem natural das coisas e a polícia como protetora, suportando sem chiar as  agruras nossas de cada dia.

O que a indústria cultural insidiosamente incute nos seus públicos, martelando sem parar? A sensação de que tudo vai bem na vidinha de todos até que surge qualquer ameaça externa, como assassinos seriais, zumbis ou... terroristas. Os papalvos devem prezar a normalidade e temer unicamente aquilo que a quebre. É onde se encaixa, como uma luva, a bestial matança perpetrada pelo Estado Islâmico na 6ª feira 13. 

Desconheço autoproclamados inimigos do sistema mais convenientes para o dito cujo do que os carniceiros de Alá. O ataque pirotécnico da Al Qaeda ao WTC deu pretexto a uma longa e terrível temporada internacional de estupro dos direitos humanos, da qual finalmente estávamos emergindo quando o EI entrou em cena para fornecer novos e valiosos trunfos propagandísticos para os trogloditas da direita. Se depender dos jihadistas, a guerra ao terror nunca acabará.

Por último, os verdugos de Alá, com seus atentados covardes contra civis e suas repugnantes execuções de prisioneiros, agridem de tal forma a sensibilidade dos cidadãos equilibrados que facilitam a disseminação de preconceitos contra qualquer forma de resistência armada a governos totalitários. 

A direita deita e rola nesse clima de rancor cego, que propicia a satanização dos combatentes que, em situação de extrema inferioridade de forças, desafiaram heroicamente o terrorismo de estado nos anos de chumbo; propiciou a satanização de Cesare Battisti, mediante a afixação de um rótulo que nem sequer fora utilizado no momento dos acontecimentos (a Justiça italiana não o acusou nem condenara como terrorista). Serve para tentar socar-nos goela adentro uma lei que permitirá enquadrar as mais inofensivas formas de protesto como crimes gravíssimos.

Sou veterano de uma organização armada que erigia como inimigos apenas os torturadores, assassinos e dirigentes da ditadura militar, fazendo tudo para evitar que civis e os inconscientes úteis apanhassem as sobras dos confrontos. Preferíamos sacrificarmo-nos do que sacrificar os inocentes. Então, é chocante ao extremo para mim constatar a falta de um mínimo resquício de humanidade, de compaixão, de empatia com outros seres humanos, nesses autômatos de Alá. 

Mandar bala em jovens que alegremente socializavam num boteco é coisa de nazista, de psicopata! Para tentar compreender personalidades tão monstruosas, só mesmo uma abordagem psicanalítica como a do escritor português João Pereira Coutinho (vide íntegra aqui), com a qual encerro esta divagação: 
"...quando olho para o rosto dos terroristas, o que vejo é a felicidade da matança. Eles não matam apenas por uma religião (que mal estudaram) ou por razões geopolíticas (que nem sequer entendem). 
Eles matam porque gostam de matar. Como dizia Ernst Jünger, eles estão tomados pela 'vermelha embriaguez do sangue'. 
...o que me interessa no relato [de Jünger em seu livro A Guerra como Experiência Interior] é a dimensão de êxtase que o combatente sente na batalha. A sociedade pode refrear 'a pulsão dos apetites e dos desejos', escreve ele (como escreveu Freud). Mas a parte bestial do ser humano não pode ser abolida da nossa natureza.
Somos feitos de razão e sentimento. Mas também de fúria e instinto. E, quando provamos a loucura da guerra, emergimos como 'o primeiro homem', o homem das cavernas. 
...embalados pelo conforto da paz, somos incapazes de entender, muito menos aceitar, a felicidade dos terroristas. A felicidade de homens como nós que provaram e gostaram do sangue. E que exatamente por isso querem mais e mais e mais –até que a morte nos separe"
OUTROS POSTS RECENTES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA (clique p/ abrir):

CONCENTRAÇÃO DE PODERES: A Democracia está morta

Marcos Rebello
5 hEditado
CONCENTRAÇÃO DE PODERES
Saiu hoje no Wall Street Journal. Pfizer and Allergan estão se unindo. O preço é mais de 150 bilhões de dólares. Será a maior Cia farmaceutica do mundo, superando a Novartis que foi a união entre as gigantes Ciba Geigy e Sandoz em 1996.
Agora voce imagine a hiper concentração de poder nos mais sofisticados produtos farmaceuticos com os mais sofisticados produtos de agricultura e pecuária geneticamente modificados.
A Syngenta foi formada em 2000 pela junção da Novartis Agribusiness and Zeneca Agrochemicals. Tem aí tambem a Monsanto.
Junte agora o cartel financeiro dos maiores bancos que controlam os Bancos Centrais de quase todos os países. Essa gente toda se conhece e desenvolvem políticas juntos.
Não vou adicionar aqui as cias de entretenimento nem de telecomunicações.
Isso sim é ferocidade no controle que dá medo.
A democracia está morta!
.
Pfizer Inc. and Allergan PLC are on the cusp of striking a merger deal worth 
more than $150 billion that…
WSJ.COM|POR JONATHAN D. ROCKOFF AND DANA MATTIOLI

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Documentário retrata apreensão da comunidade de Regência com onda de lama

http://www.seculodiario.com.br/25977/10/documentario-retrata-apreensao-da-comunidade-de-regencia-com-chegada-da-onda-de-lama

Últimos Dias em Regência. Com oito minutos de duração, um documentário produzido pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Populações Pesqueiras e Desenvolvimento do Estado (Geppedes) retrata o clima de apreensão e incertezas que predomina em Regência, Linhares (norte do Estado), com a chegada da onda de lama dos rejeitos da barragem daSamarco/Vale rompida em Mariana (MG). 
 
Na vila de pescadores está localizada a foz do rio Doce, onde a lama encontrou o oceano na tarde deste sábado (21) - foto ao lado. Os relatos mostram que as famílias estão há dias sem dormir, sensibilizadas não só com a perda da referência que o manancial sempre representou para a vila, como devido ao temor do que será deixado para as futuras gerações. 
“É a população humilde que depende do rio, não as empresas”, diz um dos pescadores do documentário. “A morte está chegando e vai matar quem está aqui na Boca do Rio", sentencia outro.
Eles lembram que a comunidade já vem enfrentando dificuldades devido à seca do rio Doce e assoreamento, o que interferiu também no abastecimento de água aos moradores. Há dias isso é feito por poço artesiano e caminhões-pipa, já que o rio salinizou, com a baixa vazão e o avanço do mar.
 
 
A situação agora se agravou porque a navegação e a pesca já estão proibidas, impedindo que as famílias garantam seu sustento. Com a contaminação pela lama de rejeitos, a atividade se tornará impraticável.  Além disso, preocupam os moradores os impactos ao meio ambiente e à qualidade da água, e à própria alimentação dessas famílias. 
As entrevistas também revelam que a comunidade está desassistida tanto pelo poder público como pelas empresas responsáveis pela tragédia. O Estado não dá respostas e a mineradora também não aparece. "Ninguém chega aqui para conversar. E tem alguém culpado, né? Tomara que esse alguém chegue para conversar logo, porque a situação é crítica e delicada".
“Estamos preocupados porque estamos vendo uma certa comodidade da empresa, por ela ser uma financiadora de grandes políticos. Eles não estão preocupados com a comunidade e sim com a questão empresarial de geração de renda e emprego, e não da vida. Estão preocupados em resolver o problema de voltar a gerar renda para a empresa".
Outro temor é em relação ao processo que pretende instalar o porto da Manabi na região, o que também irá impactar Regência. Assim como tem acontecido agora na questão de lama, o documentário mostra que a ausência de informações e da presença do poder público na vila têm gerado conflitos dentro da própria comunidade, o que divide e desmobiliza, uma estratégia que atende aos interesses das empresas e seus grandes projetos impactantes. 
“A gente teme que a situação caia no dilema de ter que salvar Regência’ ou ‘ter que salvar o mar".
Os autores do documentário são Daniela Zanetti, João Paulo Lyrio Izoton e Ana Oggioni.
Pedido de socorro
A comunidade de Regência vem fazendo insistentes apelos para que a onda de lama seja contida antes de chegar à foz do rio Doce. 
O mais recente deles foi feito na página Regência Surf, no Facebook, e denuncia a omissão em relação às comunidades da área – além de Regência, o distrito de Povoação.
“Depois de todos os pedidos e manifestações, nada foi feito até agora para que essa lama não chegue até Regência e a foz do rio Doce. 
A comunidade alerta que está em risco o futuro de 900 famílias, fora os moradores de Areal, que fica a seis quilômetros de Regência, e os ribeirinhos.
“Continuamos gritando por socorro e que nossas autoridades e os órgãos competentes tenham cuidado para não tomar decisões que poderão prejudicar a vida de muitas famílias, que estão aqui sem nenhum tipo de assistência ou orientação”.
Sem renda
O temor dos pescadores de Regência é sentido pelas famílias que dependem da atividade em Baixo Guandu e Colatina, cidades do noroeste do Estado, que já vivem os efeitos da chegada da onda de lama. 
Em contato com os rejeitos, os peixes do rio Doce morreram e não há qualquer expectativa em relação à renda que irá sustentar suas famílias a partir de agora. O desespero é o mesmo para os vendedores de peixes e produtores de redes de pesca.
Os pescadores que fizeram estoque para vender antes da enxurrada de rejeitos estão com as vendas paradas. Com medo de contaminação, a população se recusa a consumir peixe. “Nem nos restaurantes as pessoas querem peixe e até os de água salgada não têm saída”, contou o prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros (PCdoB). 
Uma reunião entre os pescadores do município e a Samarco/Vale foi realizada nessa quinta-feira (19), cobrando medidas da empresa para a situação dessas famílias. Ainda não há, porém, qualquer resposta. Neto Barros alerta, ainda, que os pescadores não estão recebendo o benefício referente ao defeso.
Vídeo publicado no Facebook mostra a quantidade de peixes mortos com a chegada da lama em Baixo Guandu e denuncia a tentativa da Samarco/Vale de maquiar o cenário.

https://www.facebook.com/neto65/videos/10205021717855693/?pnref=story