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terça-feira, 7 de julho de 2015

COMO E QUANDO DILMA CAIRÁ?

A queda é só questão de tempo
Em abril de 1969, quando eu não passava de um jovem de 18 anos que lera alguns clássicos marxistas mas estava muito longe de saber discernir para onde os acontecimentos políticos se encaminhavam, participei como convidado do Congresso da Vanguarda Popular Revolucionária em Mongaguá (SP), representando meu grupo de oito secundaristas dispostos a ingressar na organização. 

Na volta, já como integrante da VPR, fui surpreendido com a designação para criar e comandar um setor de Inteligência, absoluta novidade nos agrupamentos de esquerda e incumbência para a qual nada na vida me preparara. 

Mas, com o entusiasmo característico da idade, mergulhei fundo nas minhas tarefas, inclusive a de, acompanhando o que saía na imprensa e complementando-o com as notícias censuradas e informações de bastidores que aliados jornalistas nos transmitiam, projetar cenários futuros. Com várias facções disputando o poder, era importantíssimo sabermos qual a correlação de forças no seio da ditadura, desdobramentos possíveis e consequências práticas (abrandamento ou radicalização, p. ex.). 

Nossa luta foi esmagada, mas o hábito ficou, até porque também tem muita serventia no ofício de jornalista. Passei o resto da vida me aprofundando na interpretação dos cenários futuros, e quem acompanha meu trabalho sabe que geralmente acerto; como quando alertei que seria a maior roubada a Presidência da República caber a alguém de esquerda quando, por imposição dos poderosos do capitalismo, o governo seria obrigado a executar um ajuste fiscal de cunho neoliberal. Não deu outra, o PT está sendo destruído em função disto, muito mais do que pelos escândalos de corrupção.

Então, os amigos agora me perguntam, preocupados, como e quando será o desfecho da crise brasileira.
Os abutres já se preparam para o ataque final

Eu diria que a possibilidade de começarmos 2016 com a Dilma na Presidência é muito pequena, quase nenhuma, pois a sua rejeição advém, principalmente: 
  • da recessão que fustiga o povo brasileiro, empobrecendo-o e fazendo dispararem os índices de desemprego; e
  • do estelionato eleitoral, pois já caiu até para o povão a ficha de que a Dilma a todos iludiu quando prometeu não impor os rigores que a Marina Silva e o Aécio Neves imporiam. 
Gritou "lobos!", os crédulos engoliram, só que ela também era loba. E propaganda enganosa costuma ter efeito bumerangue, ainda que retardado...

O pior é que, em curto e médio prazos, a penúria só tende a aumentar; e a impopularidade presidencial, idem. Por causa deste sentimento hostil, as acusações da Operação Lava Jato causarão estrago cada vez maior, devendo finalmente desembocar num processo de impeachment. 

Na hora da onça beber água, duvido que haja um terço de deputados federais ou de senadores dispostos a contrariar os humores do eleitorado defendendo o mandato de uma presidenta tão mal avaliada nas pesquisas de opinião. Fisiológica como sempre, a maioria votará de olho no próprio futuro político.

Resta à Dilma a opção de não conceder tal triunfo apoteótico à direita, renunciando enquanto é tempo. Depois que se evidenciar para o cidadão comum que seu impedimento é inevitável, tal ato perderá muito em termos de valor simbólico. Se quiser salvar um pouco de sua imagem, tem de renunciar antes que a corda esteja apertando-lhe o pescoço.
É hora de pensarmos no que faremos depois

Um bônus imediato seria o esfriamento da campanha adversa de mídia, com a Operação Lava Jato deixando de ser trombeteada dia e noite. Há muito de artificial nesta ênfase desmedida.

E a maior vantagem: jogar toda a encrenca para o campo inimigo. Com o PT fora do Palácio do Planalto, é quase certo que caberá ao PSDB e ao PMDB administrarem a massa falida. Não será fácil nem rapidamente que reerguerão a economia brasileira, tendo, portanto, de assumir por bom tempo o desagradável papel de vidraça, enquanto os petistas começarão a emergir do fundo do poço ao voltarem a ser estilingues.

Enfim, a escolha real que restou ao PT é a da hora de sair: pode fazer bom negócio se curvar-se à evidência dos fatos, mas afundará muito mais se teimar em ir contra uma maré já irresistível.

Quanto ao timing, eu chutaria que a direita continuará acumulando forças ao longo deste mês, pois o período é de férias escolares e consequente desmobilização das pessoas; e que botará seu bloco na rua, com força total, a partir de agosto, havendo grande chance de que o de 2015 venha mesmo a ser um mês do cachorro louco, como o de 1961.

Uma data a ser temida é o 16 de agosto, domingo em que haverá novos protestos contra o governo em escala nacional. Tudo que a direita estará precisando é de defunto(s) útil(eis), para servirem como ingrediente emocional, cereja do bolo da comoção nacional que lhe convém criar (na linha, p. ex., da morte dos estudantes MMDC em maio de 1932). 

Se eu fosse o Lula, exortaria os militantes do PT, CUT, MST, MTST, etc., a ficarem bem longe da avenida Paulista e outros palcos das manifestações, para não correrem o risco de fazer o jogo do inimigo.

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

O PAPA, O POVO E A LUTA; AMERICA LATINA , AVANTE!







Diretor da PF ao Estadão: estamos prontos para o golpe


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Diretor da PF ao Estadão: estamos prontos para o golpe

O Fernando Brito, do Tijolaço, escreveu há pouco sobre a entrevista 
do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, ao Estadão.
Eu vou pegar o raciocínio de Brito e radicalizá-lo.
A entrevista de Daiello é típica da conjuntura atual, em que todas forças
 políticas de oposição, aí incluindo um setor aparentemente já hegemônico
 dentro da Polícia Federal, trabalham em harmonia para derrubar o governo.
Em resumo, Daiello disse o seguinte: "Estamos prontos para o golpe, e o
 ministro da Justiça não vai poder fazer nada".
E dá sinal verde para os delegados federais da seção Paraná desempenharem 
a sua parte no teatro da Lava Jato.
Sintomático que a entrevista se dê imediatamente após ao processo de 
auto-fritagem que o ministro da Justiça, Luiz Eduardo Cardozo,
 protagonizou semana passada.
Cardozo deu entrevista, aos órgãos do golpe, em que fazia acusações
 a seu próprio campo político.
Ou seja, colaborou para o processo de criminalização do PT. E isso no 
auge da maior crise de imagem já vivida pelo partido.
Cardozo foi leviano, irresponsável e, sobretudo, traidor.
As críticas à maneira como a Lava Jato vem sendo conduzida não 
são apenas do PT.
Eu não sou do PT, por exemplo, e a critico.
A OAB não é petista e critica.
A comunidade jurídica não é petista e critica.
Um dos maiores penalistas do mundo, ex-ministro da suprema corte 
da Argentina, Raul Zaffaroni, não é petista e chamou a Lava Jato de golpe 
de Estado. Como a entrevista não foi publicada na Veja, nem no Globo, 
e sim na Carta Maior e no Cafezinho, o ministro da Justiça não deu bola.
Se um zé ruela acusar o ministro no Estadão, ele responde na hora, talvez 
com uma entrevista à TV Veja. Se o ex-ministro da suprema corte argentina 
e um dos maiores penalistas do mundo dá entrevista à mídia alternativa, 
Cardozo finge ignorar.
Até mesmo alguns setores da direita, que prefiro nem citar aqui, estão 
criticando o fascismo judicial por trás da Lava Jato.
Sergio Moro e os procuradores praticam chantagem e ameaça judicial, 
envolvendo até mesmo a família dos réus, para forçar delações premiadas, 
as quais são tratadas como provas e vazadas seletiva e ilegalmente à imprensa.
Réus são presos e depois a PF vai atrás de provas para incriminá-los. 
Qualquer coisa serve.
O ministro da Justiça lavou as mãos. E fez questão de fazê-lo na frente de todos.
Para cúmulo da cretinice, ainda vaza essa nota para Monica Bergamo, da Folha:
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É como se Cardozo não tivesse sequer o pudor de afirmar ao mundo: 
sou covarde mesmo, e daí?
O ministro da Justiça é mostrado como fraco, sem apoio no próprio 
partido (e o partido é mostrado como vilão, pelo próprio ministro),
 e covarde, com medo de apupos de algum zumbi midiático.
Em seguida, o diretor da Polícia Federal é mostrado como forte, o 
que significa mais um passo na direção de um golpe branco, preparado 
nos mínimos detalhes, e com várias frentes de ataque.
TCU, TSE, PF, Procuradoria, grande imprensa, houve um recrudescimento
 brutal dos ataques golpistas nas últimas semanas.
Estão cercando o governo por todos os lados, tentando asfixiá-lo com 
objetivo de violar a soberania do voto.
Estão tentando fazer rigorosamente o mesmo que Eduardo Cunha:
 não aceitando a derrota eleitoral e dispostos a dar um golpe parlamentar.
O governo permanece mudo, amedrontado, cumprindo rigorosamente
 apenas agendas conservadoras, afastando, com isso, as forças sociais 
que poderiam lhe apoiar, como os movimentos sociais, sindicatos, 
militância de esquerda e o povão.
Também não cria uma agenda criativa e inteligente voltada à classe média,
 tratada estupidamente como um capital "já perdido".
O resultado é a erosão do capital político do governo junto às suas próprias
 bases.
O Brasil deve ser o único país do mundo onde a polícia política conspira e 
trabalha contra o próprio governo.
Enquanto isso, todas as grandes investigações da PF, notadamente aquelas
 ligadas à sonegação, sumiram do noticiário.

NO -

Grecia respalda a Syriza y rechaza la propuesta 
de la troika

El «No» se ha impuesto con claridad en Grecia, 

en lo que supone un fuerte respaldo al rechazo a
 la propuesta de los acreedores.
Con el 83.98% escrutado, vence 
el NO con el 61,54% de los votos. 
El SÍ tiene un 38,46% de los votos. 
NAIZ|2015/07/05|
Greccia
Los griegos han salido a la calle a celebrar el «NO». 

Via Jacob Blinder:

Grecia dijo NO a la troika

    • Desde que comenzaron a darse resultados preliminares, los griegos comenzaron a reunirse en la plaza Syntagma para celebrar el triunfo del "No".

      Desde que comenzaron a darse resultados preliminares, los griegos

    •  comenzaron a reunirse en la plaza Syntagma para celebrar el triunfo del "No". 

    • | Foto: teleSUR

    • Telesur - 04/07/2015

      Como venían mostrando los resultados preliminares, 


      El pueblo griego rechazó la propuesta hecha por los acreedores europeos, 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                
      Infografía Troika


                                                                                                                                                                                                                                                                                                




    11 anos sem Leonel Brizola, por Sergio Caldieri


    11 anos sem Leonel Brizola, por Sergio Caldieri

    No dia 21 de junho completaram 11 anos da morte de Leonel Brizola. Um dos poucos políticos brasileiros que sempre defendeu, lutou e sofreu as maiores perseguições por estar ao lado dos fracos e oprimidos deste país.
    Brizola foi um grande nacionalista dando muitos exemplos, mas poucos assimilaram as suas intenções, pois a mídia conservadora brasileira procurou  diuturnamente destruir a imagem de um político honesto que  teve a maior boa vontade em melhorar a situação do povo miserável.
    Basta lembrar que em 2003, o jornal O Globo publicou uma matéria sobre as seis mil crianças trabalhando de aviãozinho para os traficantes nos morros da cidade do Rio de Janeiro. Mas na reportagem ninguém lembrou que estas crianças deveriam estar estudando  nos 510 CIEPs construídos na cidade e vários municípios fluminenses. Se mil crianças tivessem estudados nos 510 Cieps construídos no governo Brizola desde maio de 1985 até hoje, em 30​ anos teriam estudados mais de 30 milhões crianças pobres nos famosos Brizolões idealizados por Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro e a bela arquitetura de Oscar Niemeyer.    
    Ninguém lembrou em responsabilizar os culpados da tragédia ocorrida com as crianças, que foram os ex-governadores Moreira Franco e Marcelo Alencar, que de forma mesquinha inviabilizaram a proposta original dos Cieps. Do Moreira não poderia se esperar nada, pois sempre foi um lambe botas da ditadura, mas Marcelo Alencar como advogado chegou a defender alguns presos políticos. Este senhor, vale também lembrar, participou com o irmão empreiteiro da destruição do jornal Correio da Manhã, isso depois de uma empreitada política mal sucedida de apoiar o então pleiteante à indicação pelos militares para ser Presidente, o coronel Mario Andreazza. A sua candidatura não vingou, o Correio da Manhã submergiu, dele restando apenas o esqueleto de suas instalações na Rua Gomes Freire, no bairro carioca da Lapa.    
    Quando Brizola era governador do Estado do Rio a imprensa foi implacável em todos os sentidos. Com se a violência do capitalismo selvagem e o tráfico de drogas fossem culpa de Brizola. Na ditadura, os agentes da repressão (SNI, Cenimar, Ciex e os gorilas do DOI-Codi) achavam rapidinho os subversivos, os inimigos da pátria, que prendiam, torturavam e matavam. Só tinham competência para prender e torturar, mas atualmente, para achar um grande traficante de drogas ou armas, apesar de seus treinamentos na CIA ou no Mossad nem prendem ladrões de galinhas e traficantes pés de chinelos. Só fazem escutas telefônicas para vender matérias para as revistas.
    Mesmo depois de morto, O Globo no ano passado continuou destruindo a imagem de Leonel Brizola. Um araponga desocupado do SNI achou um relatório de um “competentíssimo” agente contando que Brizola teria recebido dinheiro nas empresas de ônibus do Rio, mas na matéria de uma página com manchete de primeira página não tinha uma comprovação real, apenas o agente relatou insinuações.
    Uma semana antes da morte de Brizola, o jornalista Ali Kamel, diretor executivo de jornalismo da Rede Globo escreveu artigo em que culpava o ex-governador pela violência no Rio de Janeiro. Há poucas semanas, portanto em 2010, o poeta Ferreira Gullar, um crítico ferrenho do trabalhismo, escrevendo na Folha de S. Paulo, repetiu o que tinha dito Kamel há seis anos, ou seja, de que a culpa da violência no Rio de Janeiro é do Brizola. Não procedeu como um poeta, que poupa os mortos, mesmo sendo eles seus inimigos.  Ferreira Gullar com isso demonstrou que é um intelectual com falta de grandeza e que guarda rancor contra pessoas erradas, mas poupa até políticos reconhecidamente de direita, como demonstrou ao apoiar em 2006 o candidato a Presidente Geraldo Alckmin, do PSDB.
    Recentemente, durante uma reunião do Conselho Deliberativo da Associação Brasileiro de Imprensa (ABI), o ex-editor do caderno cidade de O Globo, Pinheiro Junior, lembrou que diariamente o diretor de redação Evandro Carlos de Andrade cobrava uma matéria contra Brizola: “Geralmente o chefe de reportagem já sabia da política do jornal e tomava providências para sempre haver notícias ou reportagens contra Brizola, principalmente matérias sobre os CIEPs”.
    Segundo Pinheiro Junior, quando nada havia de novo, o editor geral cobrava:
    “Te vira, arranja alguma coisa contra Brizola porque o doutor Roberto Marinho quer”.
    Os exemplos de manipulações midiáticas contra Brizola não caberiam neste espaço. Mas vale assinalar que as mentiras e meias verdades das Organizações Globo contra o Governador Leonel Brizola foram uma continuidade histórica dos linchamentos midiáticos contra os Presidentes Getúlio Vargas e João Goulart. Não se trata de uma simples conjectura, mas uma constatação. E quem tiver dúvidas, por favor, consulte na Biblioteca Nacional o jornal O Globo daqueles anos.

    Sergio Caldieri - Jornalista e escritor