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quinta-feira, 30 de abril de 2015

O massacre a que Curitiba assistiu no 29 de abril

PARANÁ EM CHAMAS - REPORTAGEM

O massacre a que Curitiba assistiu no 29 de abril

Por Dimitri do Valle, especial para os #JornalistasLivres, de Curitiba (PR)

A série de explosões começou a ser ouvida pouco antes das três da tarde. Quem estava a distâncias que chegavam a seis quilômetros, por exemplo, conseguia ter uma ideia clara de que as coisas no Centro Cívico, a praça dos três poderes do Paraná (mais a Prefeitura de Curitiba), não estavam para brincadeira. Os estrondos eram resultado da ação violenta de policiais militares contra servidores públicos, a maioria professores da rede estadual.
Há dois dias, eles protestavam contra uma série de medidas de arrocho que a Assembleia Legislativa começava a colocar em segunda e última votação naquele momento. No final da tarde, sabia-se que houve pelo menos 107 feridos -- dois policiais e 105 servidores. O placar medonho retrata um verdadeiro massacre.
Já à noite, sabia-se que os feridos aumentaram para 150, segundo informações oficiais do SAMU. Oito deles seguiam em estado grave por causa de mordidas de cães policiais e tiros com balas de borracha.
Na segunda-feira, com o registro de escaramuças entre PMs e servidores, mas. em escala menor do que a de hoje, o fatídico e já histórico 29 de abril, os deputados já haviam aprovado em primeira votação, por 31 votos favoráveis contra 21, o tal pacotaço, encaminhado pelo governador Beto Richa (PSDB) para melhorar as finanças do Estado, cujos balanços festejados por ele mesmo durante sua campanha à reeleição, no ano passado, apontavam para uma contabilidade em céu de brigadeiro.
Por mais de uma hora e meia, as bombas de gás e de efeito moral mostraram do lado de fora do parlamento estadual que eram a verdadeira garantia para a votação definitiva de hoje no interior do prédio, fazendo valer a vontade de Richa e de sua equipe de governo, comandada pelo baiano Mauro Ricardo Costa, importado pelo tucano para seu segundo mandato e já conhecido pelos serviços prestados na área fazendária da Prefeitura de Salvador (BA), gestão de ACM Neto (DEM), e no governo de São Paulo, na gestão de José Serra (PSDB). A sessão prosseguia, sem final previsto, até a conclusão desta reportagem.
No entanto, à medida que as bombas, os cães, as balas de borracha e os cassetetes caíam sobre os manifestantes, armados apenas com gritos e palavras de ordem, deputados preocupados com a onda de violência que se desenrolava na praça principal, em frente a Assembleia, batizada de Nossa Senhora da Salete (trágica ironia), chegaram a sair do prédio para pedir calma aos policiais. A exemplo de servidores públicos feridos, com quem ficou lado a lado durante a confusão e barbárie generalizada na praça, o deputado Rasca Rodrigues, do PV, saiu no prejuízo e foi mordido por um dos cães da tropa de choque da PM, além de ter aspirado gás de pimenta e lacrimogênio. Voltou ao prédio com sangue escorrendo pelo braço.
Proibidos de se aproximarem da Assembleia Legislativa por grades e um cordão humano de 1.500 policiais, a maioria deslocados de batalhões do interior e sem garantia de pagamento de suas diárias, restou aos manifestantes fazerem o caminho de volta, diante da intensa repressão policial que se iniciou. Eles voltavam correndo em direção à avenida Cândido de Abreu, a principal via de ligação com o Centro Cívico. Não estavam sozinhos.
Muitos vinham carregando, como feridos da guerra campal, pelos braços e pernas, manifestantes desacordados e feridos. O prédio mais próximo em que eles poderiam ficar à espera de socorro, foi a Prefeitura, comandada atualmente por Gustavo Fruet (PDT), atual desafeto de Richa, que lhe negou candidatura a prefeito, em 2012 pelo PSDB, vindo a se candidatar e ganhar o poder da capital, como azarão.
O hall de entrada e salas próximas, onde o IPTU e tributos municipais são cobrados, foram transformados em hospital de campanha. Vídeos de smartphones com os feridos deitados, sangrando e sem camisa passaram a ser veiculados na internet. Mesas de trabalho viraram maca, e as poucas que chegavam, apareciam por meio das escassas equipes do SAMU, que estavam em dificuldades para se aproximarem do Centro Cívico, por conta do bloqueio policial de ruas próximas, e da multidão em fuga por calçadas e a avenida principal.
O expediente em toda a Prefeitura foi interrompido para que se desse cabo do atendimento aos feridos. Só ali foram acolhidos 35, muitos deles machucados no corpo, da cabeça aos pés, pelas balas de borracha das carabinas da tropa de choque e outros com dificuldade de respiração por inalação dos gases de dispersão, além dos atingidos de praxe pela força dos cassetetes. Testemunhas entre os manifestantes relataram ter visto um helicóptero com policiais atirando bombas em voos rasantes, no que seria o primeiro ataque aéreo feito contra seus próprios civis em território nacional.
Uma creche municipal que fica no Centro Cívico, a poucas quadras da praça onde a guerra prosseguia, testemunhou de dentro de suas paredes todo o terror protagonizado pelos policiais. Se a seis quilômetros, o barulho das bombas se fazia surpreender, como exposto no início deste relato, pode-se ter uma ideia da intensidade dos estrondos e do eco provocado dentro da creche infantil, exposta ao barulho das explosões e dos gritos dos manifestantes, apoiados por potentes carros de som, além do incômodo nauseante da fumaça dos gases de dispersão. O choro tomou conta das crianças, funcionários e professores, que não tinham a quem recorrer, restando torcer para que tudo terminasse o mais breve possível, o que não aconteceu.
Do ponto de vista militar, a polícia cumpriu, mesmo com o uso de força excessiva, a missão de deixar afastados da Assembleia os manifestantes, o que não havia conseguido em fevereiro, quando Richa tentou colocar o pacotaço em votação pela primeira vez, ocasião em que foi rechaçado pela presença de 20 mil manifestantes e um mês de greve dos professores, a maior categoria de servidores do Estado, com 50 mil profissionais. Naquela ocasião, os deputados da bancada governista tiveram que entrar na Assembleia dentro de um vetusto e gigante camburão policial de cor preta. Tentaram encaminhar a votação do restaurante da assembleia, pois o plenário havia sido ocupado, mas tiveram medo da reação dos manifestantes e adiaram o intento.
Como se percebe, era questão de tempo para Richa assimilar o recuo, reorganizar a tropa, tanto a da fiel Assembleia, como a das balas, bombas e porretes, para fazer valer seu projeto que tira vários direitos do funcionalismo, como o corte de licenças de parte dos professores, o livre uso de recursos dos fundos estaduais, inclusive o do poder Judiciário, aumento da alíquota do ICMS de mais de 90 mil produtos, e mudanças no setor de previdência dos servidores, que os obrigarão a pagar um índice extra caso queiram manter seus salários integrais acima de R$ 4,6 mil.
O preço político a ser pago para os principais atores do episódio, como Richa e seus colaboradores no governo e na Assembleia, ainda é tão nebuloso e maleável quanto a fumaça de cor branca das bombas que tomou conta do Centro Cívico e fartamente captada pelos celulares dos prédios próximos.
Antes que o leitor estranhe esse direcionamento nesta parte do texto, um pouco de história recente da política local. Em 30 de agosto de 1988, a PM reprimiu no mesmo Centro Cívico, um protesto de professores da rede estadual, no então governo de Álvaro Dias, na época no PMDB, e hoje senador filiado ao PSDB. Muitos decretaram o fim de sua carreira política, marcado pelo pisoteio da cavalaria em professores desarmados, mas Álvaro segue firme na lida. Tirando duas derrotas circunstanciais ao governo paranaense, contra Jaime Lerner, em 1994, a novidade política daquele ano, e Roberto Requião, em 2002, apoiado por nada menos do que o presidente Lula, o bamba da vez, Dias é o senador com mais mandatos eleitos. Ganhou, por exemplo, com ampla folga, mais oito anos em 2014. Já havia sido eleito em 2006 e em 1998, portanto, depois da pancadaria de 88.
Richa tem um destino mais incerto, mas nem por isso menos favorável. Richa encarna o antiesquerdismo visceral de boa parte do eleitorado paranaense atual. Com o tempo, como todo político, pode ser beneficiado pela diluição natural do episódio dantesco, assim como aconteceu com Álvaro Dias. A diferença é que, pelo tamanho do massacre e sua presença constante na internet (ferramente inexistente na época de Álvaro), Richa poderá passar o que resta do seu segundo mandato tentando explicar os “comos” e “porquês” de tanta violência contra profissionais da Educação. E mais: boa parte da população paranaense, assim como a brasileira, ainda marca sua rotina diária em frente à televisão pelo noticiário das emissoras de sinal aberto.
Nesta noite, Richa pode ser beneficiado, ou não, pelos filtros editoriais e critérios supostamente jornalísticos (“não abusar das imagens, tem muita criança assistindo neste momento”, pode ser um deles, sim), lançados à mão por editores e cúpulas das emissoras.
A administração de Richa enfrenta também profunda investigação sobre supostos pagamentos de propina a servidores da Receita Estadual de Londrina, no Norte do Paraná, sua cidade natal, por empresas pressionadas a se verem livres de qualquer fiscalização e cobrança dos agentes do fisco. Um dos jornalistas mais premiados do Brasil, ao investigar o caso, teve que sair da cidade, pois recebeu a informação que seria morto em falso assalto a uma churrascaria que frequentava. O primo de Richa, Luiz Abi, é suspeito de estar por trás de fraudes de licitação para consertos de carros do governo, assunto que o jornalista ameaçado, James Alberti, da afiliada da Globo, no Paraná, também investigava em Londrina. Abi foi preso, a pedido do Ministério Público, mas atualmente responde ao processo de suspeita de corrupção em liberdade.
Beto Richa é filho de José Richa (morto em 2003). Richa pai teve papel de destaque na época da redemocratização, quando Tancredo Neves foi eleito presidente da República, no colégio eleitoral de janeiro de 1985. Se os militares da linha dura decidissem impedir a posse, ou não reconhecessem o resultado da eleição indireta feita no Congresso Nacional, Richa pai havia se comprometido a participar de um plano para abrigar Tancredo no Paraná e resistir contra uma eventual tentativa de golpe, colocando a sua Polícia Militar para proteger o novo presidente civil. Hoje, trinta anos depois, a mesma corporação, sob o desígnio de outro Richa, faz o caminho inverso, o da violência desenfreada, sem qualquer ligação com as garantias democráticas tão defendidas pelo próprio pai, como ficou explícito na tarde deste 29 de abril, marcada pelo frio e garoa que caiu no centro do poder da Capital do Paraná.
__._,_.___
 

Enviado por: igorfuser
via Arthur Gonçalves Filho

Convocatória 1º de maio: Un día de rebelión, no de descanso

Un día de rebelión, no de descanso
“(...) ¡Un día no ordenado por los voceros jactanciosos de las instituciones que tienen encadenado al mundo del trabajador. Un día en que el trabajador hace sus propias leyes y tiene el poder de ejecutarlas!...”1. 
(Fragmento de la circular que llamaba a la huelga del 1 de mayo de 1886).

primero-de-Mayo-Farc-Colombia-Paz.jpg
No resulta iluso pensar en que el próximo primero de mayo será un día de grandes y agitadas movilizaciones de la clase obrera colombiana y todas las organizaciones sociales de la ciudad y el campo. Una jornada de unidad y acción en contra de las políticas neoliberales que han hecho del sector trabajador urbano una masa de pobrería inconforme, con capacidad de recoger sus banderas y hacerlas ondear, esta vez, por algo más que las reivindicaciones: la Paz con Justicia Social.
El proletariado en Colombia desde sus inicios, en la primera década del siglo XX, cuenta con una experiencia y acumulado histórico que obviamente no deslinda del proceso global de aparición de la clase obrera y sus luchas iniciales por los derechos laborales. El auge del proletariado de Europa y Estados Unidos a finales del siglo XIX y comienzos del siglo XX fue un medidor que hizo pensar que la clase obrera organizada podía arrebatar el poder a la burguesía en cualquier lugar del planeta.
En eso creían todos, pese a las respuestas violentas con que el Estado defendía los intereses del gran capital; la masacre de las bananeras en 1928 basta como ejemplo de lo que es capaz la burguesía cuando ve amenazados sus intereses. Así mismo, en la medida que la clase obrera resistía e iba alcanzando su máximo nivel de desarrollo y conciencia, también el Estado fue diseñando nuevos métodos de represión para generar terror, y de persuasión para comprar las conciencias de los trabajadores y sus líderes menos probos.
Lo cierto es que van 129 años desde la huelga de Chicago el 1 de mayo de 1886 -la que dio origen a esta conmemoración-, y el movimiento sindical colombiano ha enfrentado en sus diferentes etapas todo tipo de guerra sucia, desde las medidas legislativas favorecedoras de los TLC, pasando por el soborno y la compra de conciencias, hasta la represión más brutal y los asesinatos selectivos de sus dirigentes más férreos en la defensa de los derechos de los trabajadores.
Leyes y ajustes han abierto paso a una economía informal que somete a los trabajadores a la tercerización laboral, cuyo impacto ha afectado a casi el 60 por ciento de la población económicamente activa, desembocando en un alto índice de desempleo. La seguridad social para los trabajadores es nula, el sistema de salud hace rato colapsó debido a la reforma impuesta por la ley 100 del 93, ni hablar del régimen de pensiones.
Y si hablamos de la clase obrera y campesina encontramos que ha sido casi diezmada por el terror paraestatal y lanzada a deambular las ciudades en la más absoluta miseria, producto de un plan diseñado para desarticular la organización popular. Es un panorama nefasto el que tenemos ante nuestros ojos, pero no todo está perdido porque además la clase obrera no está sola y ante las nuevas formas de frenar el descontento también han surgido nuevas formas organizativas dispuestas a resistir los estertores del monstruo mutante que representa el capital.
Recuerdo cuando en las reuniones familiares oía decir que “la clase obrera debería pasar de la lucha reivindicativa a la lucha por los cambios y las transformaciones sociales”, y creo es el momento de que pase de ser un actor pasivo ha emprender una lucha decidida por los cambios y no de manera espontánea en reclamo de reivindicaciones puntuales.
El momento es de unidad, de cerrar filas a la dispersión y conformar una sola fuerza, una clase que abarque toda la sociedad excluida: las comunidades indígenas, afrodescendientes y campesinas, las distintas organizaciones sociales entre las que se destacan las organizaciones femeninas, los pequeños y medianos productores, los maestros, los sindicatos que aún subsisten, las FARC-EP, todos y todas tienen sus anhelos condensados en las propuestas presentadas por la insurgencia en la Mesa de La Habana.
Llegó la hora del agrupémonos todos, como reza la Internacional y salir masivamente a las calles este primero de mayo, para pedir en una sola voz Paz con Justicia Social. La unidad obrero-campesina, en su acepción más amplia, conseguirá la victoria.
http://www.pazfarc-ep.org/index.php?option=com_k2&view=item&id=2650:un-dia-de-rebelion-no-de-descanso&Itemid=578

Cinegrafista da Band é atacado por Pitbull (JESUS, PEGOU NO SACO) Confro...



http://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/apos-150-feridos-governo-do-

parana-culpa-manifestantes-1271.html

O governo do Paraná atribuiu a repressão da Polícia Militar contra um ato de servidores estaduais nesta quarta-feira 29, que deixou ao menos 200 feridos em Curitiba, à "agressão" e ao "vandalismo" de manifestantes que estariam infiltrados no protesto, entre eles adeptos do "movimento black bloc". 
Na nota, divulgada às 17h43 desta quarta-feira 29, o governo Beto Richa (PSDB) afirma que "o radicalismo e a irracionalidade de pessoas mascaradas e armadas com pedras, bombas de artifício, paus e barras de ferro, utilizados contra os policiais" são os responsáveis pelo ocorrido. De acordo com o governo tucano, a PM fez uma "ação de defesa", na qual sete pessoas foram presas. 
 APP-Sindicato, que lidera as manifestações em nome dos professores, emitiu nota de repúdio afirmando que "o governo do Paraná ultrapassou todos os limites" de "civilidade, moralidade e humanidade", criando "mancha deplorável" na história paranaense.
Confira a íntegra da nota do governo:
O Governo do Paraná lamenta profundamente os atos de confronto, agressão e vandalismo provocados na tarde desta quarta-feira (29) por manifestantes estranhos ao movimento dos servidores estaduais que estavam concentrados em frente à Assembleia Legislativa. 

As reiteradas tentativas desses manifestantes de invadir o espaço do Parlamento Estadual culminaram com a ação de defesa das forças policiais, destacadas para cumprir a ordem judicial de proteção à Assembleia e ao seu livre exercício democrático. 

O radicalismo e a irracionalidade de pessoas mascaradas e armadas com pedras, bombas de artifício, paus e barras de ferro, utilizados contra os policiais, são responsáveis diretos pelo confronto que se instalou na Praça Nossa Senhora de Salete. Lamentavelmente, policiais e manifestantes saíram feridos. 

Sete pessoas foram detidas por envolvimento direto nos ataques aos policiais. E a investigação sobre os atos protagonizados por pessoas ligadas ao movimento black-bloc já está em curso, sob responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária. 

Curitiba, 29 de abril de 2015 


GOVERNO DO PARANÁ

Confira a nota do APP-Sindicato:
Nota de Repúdio da direção da APP-Sindicato

A direção estadual da APP-Sindicato repudia toda a ação policial usada contra a nossa categoria - e os demais companheiros(as) servidores(as) do Estado - nesta trágica quarta-feira, 29 de abril, bem como nos dias que antecederam a votação do projeto de lei 252/2015. Neste dia, que entrará para a história como uma data a se lamentar, o governo do Paraná ultrapassou todos os limites. Da civilidade, da moralidade, da humanidade. O execrável exemplo de abuso de autoridade - protagonizado pelo governador Beto Richa e pelo secretário de Segurança Pública Fernando Francischini – é uma mancha deplorável na história do nosso Estado.

Centenas de policiais foram deslocados(as), de todas as regiões, para a capital, apenas com o intuito de garantir a votação, na Assembleia Legislativa do Paraná, de uma proposta que poderia ter encontrado consenso, mas que pela ganância e incompetência do governador, teve sua discussão atropelada. A polícia, em uma obediência cega e cruel, atirou milhares de balas de borracha, bombas de gás e jatos de água em pessoas que protestavam contra um projeto que coloca em risco suas aposentadorias. O futuro suado de cada um de nós, servidor e servidora do Paraná. 

E assim, neste dia, apesar da resistência pacífica e heroica dos(as) servidores(as) estaduais, a tramitação do projeto do governo continuou. Ao custo de sangue e lágrimas de centenas de trabalhadores(as). E isto, sim, é de lamentar e repudiar. Além de não podermos entrar e nos manifestar na Casa do Povo, fomos expulsos violentamente das ruas. É um desrespeito ao Estado Democrático de Direito. É o retorno de uma ditadura insana, na qual a vaidade e o projeto personalista do senhor governador se sobrepõe ao de milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

Mas a direção estadual da APP-Sindicato continuará fazendo o seu papel, de organização e liderança, para que a nossa categoria renasça, mais uma vez, dessa tragédia e permaneça na luta por uma educação pública de qualidade e por respeito aos(às) trabalhadores(as) do Paraná.

Direção Estadual da APP-Sindicato


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Estas são fotos do ' enfrentamento' de manifestantes a polícia, fornecidas pelos manifestantes.
estamos aguardando as fotos dos policiais....

eto Hitler' dizia que PM agiria contra black blocs

Brasil 247-18 horas atrás
Paraná 247 – A Inteligência da Polícia Militar do Paraná
do governador ... a convocação de black blocs às 
manifestações de servidores que ...
 "Solidarizo-me com os professores do Paraná
que foram agredidos de forma ...
 diz Lula
Bondenews-15 horas atrás
Explorar em detalhes (Mais 78 artigos)

17 heróis: policiais se negam a bater em professor, são presos e dão lição


17 heróis: policiais se negam a bater em professor, são presos e dão lição

Mário Magalhães

Assim a PM trata os professores no Paraná –

 Foto Joka Madruga/Futura Press/Estadão Conteúdo


 Assim a PM trata os professores no Paraná - Foto Joka Madruga/Futura Press/Estadão Conteúdo
Quem disse que os porteiros de Auschwitz não tinham escolha?
Que os médicos de salas de tortura não poderiam se recusar a estar ali?
Que soldados não têm chance de recorrer a objeções de consciência para não massacrar os mais fracos?
Que taxista carece do direito de se negar a rodar com o taxímetro adulterado pelo dono da frota?
Que funcionário de empresa privada e funcionário de companhia pública devem fingir que não veem assaltos ao patrimônio público?
Que jornalistas não têm como se rebelar contra a manipulação inescrupulosa de informações?
Sim, é possível dizer não.
Eis a lição dos pelo menos 17 policiais militares do Paraná que ontem disseram não à ordem de atacar milhares de professores que protestavam contra a iminente retirada de direitos seus pela Assembleia Legislativa.
A Polícia Militar informou que esses policiais foram presos por se recusar a participar do “cerco'' contra os mestres em greve.
“Cerco'' é eufemismo. Não se tratava de cercar, bem sabiam os 17.
A PM avançou contra os professores empregando cão pitbull. Um dos cachorrosmordeu um cinegrafista da Band.
Quais são os valores de uma corporação que lança pitbull contra professor e jornalista?
Atiraram com bala de borracha mirando a cabeça.
Bala de borracha pode matar, ferir gravemente, deixar sequelas.
Um chefe mandou bater com o cassete por baixo, para evitar imagens.
Os professores só queriam assistir à sessão da Assembleia que tornaria ainda mais difícil a vida dos trabalhadores da educação.
Os PMs jogaram bombas de gás que afetaram até crianças em uma creche vizinha.
Saber que há creche ao lado e lançar gás configura selvageria imoral.
É mais digna a retirada do que maltratar criança.
Os 17 do Paraná disseram não a tudo isso.
Pobre do país que precisa de heróis é uma boa tirada, mas circunscrita a circunstâncias.
Miserável é a nação que ergue monumentos para heróis de fancaria.
Como disse noutra quadra um grande cronista, o povo urina nos heróis de pedestal.
Os 17 PMs honraram a promessa de proteger os cidadãos.
E periga serem os mais atingidos pela truculência do governo Beto Richa.
A quarta-feira sangrenta deixou centenas de professores feridos em Curitiba.
Mas também legou a lição de 17 policiais que são heróis brasileiros.
(O blog está no Facebook e no Twitter )
encaminhado por Manoel Tavarez

Primeiro de Maio – Dia de Luta

Primeiro de Maio – Dia de Luta

Mais que nunca precisamos fazer presente o espírito de luta e 
combatividade dos Mártires de Chicago. Mais que nunca precisamos
 nos inspirar no original e verdadeiro Primeiro de Maio como único 
caminho que poderá nos levar à tanto a vitórias parciais quanto à 
vitória final contra a opressão capitalista. O fato é que vivemos ainda 
em um longo ciclo político inaugurado com a superação burguesa da
 ditatura militar burguesa de 1964 a 1985. O que, aliás, não ocorreu
 por acaso. Durante toda a ditadura a teoria e a prática da ampla maioria
 da esquerda – de reformistas clássicos, neorreformistas e trotsquistas 
aos que optaram pela luta armada inspirada no voluntarismo –
 desenvolveu uma teoria e uma práticas fundadas, em última instância, 
em estratégias democráticas, em busca da instalação do estado
 democrático de direito, que, como se sabe ou se deveria saber, 
é a melhor forma de dominação política da burguesia.

Houve até mesmo quem afirmava que lutava por “liberdades democráticas”,
 mas não pela democracia, referindo-se à liberdade de reunião, 
de associação etc. Ora, se a ‘liberdade’ é democrática ela somente 
pode ocorrer no interior de um estado democrático. E era tudo o que a
 burguesia queria. E quis. E Fez. Deixemos claro que com esta análise não 
estamos desmerecendo o espírito de luta e de sacrifício – muitas e muitas
 vezes ao preço da própria vida – destes camaradas que se deixaram seduzir
 pela ilusão democrática. São, também eles, exemplos de heroísmo e de
 dedicação à causa do proletariado.

Continue lendo em:  www.mmarxista5.org 
-- - --Enviado por Safrany

MORO não é só o PT - PSDB recebeu 42% das doações das empreiteiras da Lava-Jato. E agora, Moro?

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PSDB recebeu 42% das doações das empreiteiras da Lava-Jato. E agora, Moro?

by bloglimpinhoecheiroso
Sergio_Moro12
Segundo pesquisa, PSDB recebeu 42% das doações das grandes empreiteiras da Lava-Jato aos partidos.
Paulo Moreira Leite em 30/3/2015
A descoberta de que o conjunto das empreiteiras investigadas na Lava-Jato responde por 40% das doações eleitorais aos principais partidos políticos do país – PT, PMDB e PSDB – entre 2007 e 2013 é uma dessas novidades imensas à espera de providências a altura.
Permite uma nova visão sobre as denúncias envolvendo a Petrobras, confirma uma distorção absurda nas investigações e exige uma reorientação no trabalho da Justiça e do Ministério Público.
É o caso de perguntar: e agora, Sérgio Moro? O que vamos fazer, procurador geral da República Rodrigo Janot e ministro Teori Zavaski?
Explico.
Conforme O Estado de S.Paulo, entre 2007 e 2013 as 21 maiores empresas da Lava-Jato repassaram R$571 milhões a petistas, tucanos, peemedebistas. Desse total, 77% saíram dos cofres das cinco maiores, que estão no centro das investigações: Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Grupo Odebrecht e OAS.
Segundo o levantamento, o Partido dos Trabalhadores ficou com a maior parte, o que não é surpresa. As doações ocorreram depois da reeleição de Lula. Cobrem aquele período do calendário político no qual Dilma Rousseff conquistou o primeiro mandato e Fernando Haddad venceu as eleições municipais de São Paulo. Mas o PSDB não ficou muito atrás. Embolsou 42% do total. Repetindo para não haver dúvidas: conforme análise do Estado Dados, de cada 100 reais enviados aos partidos, 42 chegaram aos cofres tucanos.
Gozado, não?
Agora dê uma olhada na relação de beneficiários denunciados na Lava-Jato e pergunte pelos tucanos. O personagem mais ilustre, senador Sérgio Guerra, já morreu. É acusado de ter embolsado dinheiro para inviabilizar uma CPI. Infelizmente, não está aqui para defender-se – o que permite imaginar até onde pode chegar a largura de suas costas.
O outro implicado é o senador Antônio Anastasia, aliado número 1 de Aécio Neves, forte candidato a um carimbo de “falta de provas” amigo nas próximas etapas do percurso.
Como chegaremos aos 42%? Alguém vai investigar, vai explicar? Ninguém sabe. Nem uma pista.
Onde estão as delações premiadas, as prisões preventivas?
Apoiado na delação premiada de Paulo Roberto Costa, que chegou à diretoria da Petrobras com proteção do lendário Severino Cavalcanti, do PP pernambucano, a investigação concentrou-se no condomínio Dilma-Lula e legendas aliadas. Esbarrou no PSDB, de vez em quando, quase sem querer, por acaso. E só.
A descoberta da fatia de 42% do PSDB na Lava-Jato pode ser mais útil do que se imagina.
Deixando de lado, por um momento, a demagogia moralista que tenta convencer o país que todo político é ladrão cabe reconhecer um aspecto real e relevante.
Estamos falando de um sistema no qual todos os partidos se envolvem na busca de recursos financeiros para tocar as campanhas. Todos. São as mesmas empresas, com os mesmos clientes, com os mesmos doadores que se ligam às mesmas fontes.
Isso quer dizer o seguinte: ou todos são tratados da mesma forma, conforme regra elementar da Justiça, ou teremos, na Lava-Jato de 2015, o mesmo tratamento preferencial dispensado aos tucanos do mensalão PSDB/MG. Não dá para dizer que um recebe “propina” e o outro “verba de campanha”, certo?
Acho errado por princípio criminalizar as campanhas financeiras dos partidos políticos. Por mais graves que sejam suas distorções – e nós sabemos que podem ser imensas – elas envolvem recursos indispensáveis ao funcionamento do regime democrático. Mesmo a Nova República, que substituiu o regime militar, nasceu com auxílio de um caixa clandestino formado pelos maiores empresários e banqueiros do país, na época. Não conheço ninguém que, mesmo informado dessa situação, sentisse nostalgia da suposta – sim, suposta e apenas suposta – moralidade do regime dos generais.
Se queremos uma democracia emancipada do poder econômico, precisamos de novas regras – como financiamento público, como proibição de contribuições de empresas – para isso. E temos de ter regras transitórias para caminhar nessa direção, que não joguem fora a criança junto com a água do banho, certo?
Mas não é isso o que tem ocorrido. Pelo contrário. A tradição é criminalizar os indesejáveis, submetidos a penas rigorosas, e poupar amigos e aliados, através de uma prática conhecida.
Comparece-se a AP 470 com o mensalão PSDB/MG. Julgados pelo mesmo crime que conduziu importantes dirigentes do Partido dos Trabalhadores a prisão, os acusados da versão tucana sequer foram julgados – até hoje. Muitos já tiveram a pena prescrita. Não faltam acusados que dormem o sono dos justos com a certeza de que jamais correrão o risco de qualquer condenação. Os acusados tucanos que forem condenados – se é que isso vai acontecer um dia – terão direito a um julgamento com segundo grau de jurisdição, que foi negado aos principais réus do PT. A última notícia do caso é que a juíza que presidiu o julgamento em primeira instancia aposentou-se antes de terminar o serviço e ninguém foi nomeado para seu lugar. Se esse filme parece velho, lembre das denúncias que envolvem as obras do Metrô paulista.
Muito instrutivo, não?
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