Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas.

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sábado, 11 de abril de 2015

os traidores dos trabalhadores: anotaí

http://www.cut.org.br/noticias/confira-os-deputados-que-votaram-contra-os-direitos-dos-trabalhadores-e-das-trab-b4dc/

via Norma Dias

Confira os deputados que votam contra 

os direitos dos trabalhadores 

e das trabalhadoras

Lista mostra quais parlamentares aprovaram a tramitação 

em regime de urgência do PL 4330, da terceirização total que 

acabará com a CLT

Escrito por: CUT Nacional • Publicado em: 08/04/2015 - 12:15 • Última modificação: 
09/04/2015 - 10:52


Luís Macedo/Agência CâmaraSessão de ontem (7 de abril) que analisou urgência do PL 4330
Acompanhe na relação a seguir quais os deputados que votaram contra ou a favor do regime de urgência para a tramitação do PL 4330, o projeto da terceirização total e indiscriminada que reduzirá direitos dos trabalhadores. Quem votou sim é, portanto, contra os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

cunha deixa a Paraiba vaiado



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GOO.GL

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Momento Político - O Vôo dos Crocodilos e o Depenar da Galinha


Momento Político - O Vôo dos Crocodilos e o Depenar da Galinha
O clima politico está sendo cuidadosamente monitorado e ajustado para enfraquecer os interesses nacionais. Quem representa os interesses nacionais é a ala progressista do PT, o PCdoB e um ou dois outros partidos minúsculos. Mas o problema maior é a desunião no Congresso causada por senvergonhas, produtos da cultura política da auto-serventia! É a auto-serventia que impede uma frente expressiva na defesa dos interesses nacionais. Porque os oportunistas ficam "na área" apenas esperando flutuar na mudança da maré politica.
Erro crasso do governo é a desatenção no programa da Reforma Politica. A Reforma deveria estar na agulha e já ter sido lançada em uma Assembléia Constituinte Exclusiva como arma segura nesta situação de instabilidade controlada. Daria ao governo não só um trunfo para resistir às pressões mas garantiria tambem a governabilidade e todo o processo politico a favor da ala progressista. Novamente o PT está refratário. E isso é inadmissível.
Mais um erro crasso foi fazer aquela estupidez de querer mostrar evolução política cedendo Ministérios à oposição, doando os dois mais importantes para Kátia Abreu e Joaquim Levy. De quem foi a ideia? Da belezura do Mercadante, principal assessor da Presidente, que queria se engraçar para a oposição mostrando que é presidenciável! Mas o que foi aquilo, peloamordedeus? Entregaram o ouro ao bandido pensando que ele iria se contentar! Por acaso ninguém sabe como essa raça opera? O céu é o limite, e querem sempre mais! Taí hoje o resultado.
Em suma, o erro dos erros crassos do PT é pensar e agir como partido de primeira divisão. Não é! O PT sempre foi partido de segunda divisão! Quem é de primeira divisão é o Lula e um punhado de meia dúzia como José Dirceu e Celso Amorim. A prova é que hoje o partido está sendo massacrado por proxies de interesses externos que agem livre no país em forma de partidos da oposição, e o executivo nem governar pode.
De onde veio esta total falta de raciocínio político do PT de entrar no jôgo? Veio da cultura política que assola esta pseudo-república desde o Império. É uma cultura do toma-lá dá-cá que os grandes interesses lá fora conhecem de cor e salteado, por isso acenam com as verdinhas aos imbecis no Congresso e estes mudam de posição de acordo com a conveniência do momento. Por isso não há uma frente de proteção aos interesses nacionais. Você pode contar nos dedos quem defende os interesses nacionais naquele circo, além da ignorância da maioria no Congresso em propor legislação para o crescimento. Uma taxa de juros a 12,75% por ano em um parque industrial como o do Brasil é suicídio! São um bando de débeis mentais que não entendem nem de política e nem de economia! Pior que estes são os da oposição, muito bem colocados para receber as benesses, que propõe novamente a ALCA!
E o PT acha que é partido de primeira divisão! Nunca foi!!!
Na primeira divisão estão os sugadores e entreguistas.
O PT descolou da base social contando sempre com a tietagem, que chamam de militância, sem se preocupar com as ligações diretas com quem realmente trabalha pelo país. Hoje quer voltar às bases politicas da sociedade mas talvez seja tarde demais.

Tarso Genro: Ensaio sobre a corrupção e outros crimes


Marcos Oliveira/Agência Senado

Extraditados hondureños revelarán sus nexos y regalías que hicieron


EXCUSIVA ELHERALDO

Extraditados hondureños revelarán sus nexos y regalías que hicieron

11:19PM 
Gracias a ello, el “Negro” Lobo habría conseguido una pena de solo 20 años de prisión, mientras que Digna Azucena Valle Valle ya se comprometió con la Fiscalía a no tapar a nadie


Tegucigalpa, Honduras

Al menos cuatro narcotraficantes hondureños extraditados a Estados Unidos le manifestaron a personas allegadas que la información sobre sus cómplices en este país era el arma que llevaban para negociar su pena con las autoridades norteamericanas.

De acuerdo con fuentes ligadas a la lucha contra las drogas, entre los extraditados que aseguraron que delatarían a sus compinches está Carlos Arnoldo “El Negro” Lobo, los hermanos Luis Alonso y Miguel Arnulfo Valle Valle, así como Héctor Emilio Fernández, quienes estaban muy molestos por su captura y extradición cuando ellos ya habían negociado protección con ciertas autoridades que están en el poder.

Aparte de estos cuatro extraditados, los hermanos Javier y Devis Leonel Rivera Maradiaga, más conocido como Los Cachiros.También habrían acordado, al entregarse a las autoridades estadounidenses, brindarles toda la información sobre sus copartícipes en el delito de tráfico de estupefacientes a cambio de una pena no muy severa.

Nexos
Según estas fuentes confiables, aunque las autoridades norteamericanascuentan con suficiente información de las operaciones de los narcos hondureños, específicamente en cuanto a sus finanzas y sus relaciones con gente de poder, la información que los extraditados proporcionen confirmarán otros hechos y seguramente ampliará el círculo de involucrados.

En su lucha por alcanzar una reducción de la pena van a quemar a políticos, diputados, alcaldes, empresarios, funcionarios judiciales, militares, policías y hasta periodistas, entre otros.

Entre la información que ellos manifestaron que proporcionarían, según las fuentes, estaría los seis millones de dólares que le habrían dado a un político de occidente; los 1.5 millones de dólares de los cuatro millones pactados, que le habrían entregado a un funcionario judicial, a quien incluso le mandaron a construir una casa.

Asimismo darían a las autoridades norteamericanas los nombres y apellidos de los militares involucrados en el negocio de las drogas y que incluso les ayudaban a abastecer de combustible a los helicópteros y avionetas que caían cargadas de cocaína en La Mosquitia.

De igual forma hablarían sobre los 150 mil dólares que supuestamente le habrían dado a un alto oficial militar, razón por la que habría sido separado de su cargo, pero sigue en la institución.

También delatarían a varios agentes y oficiales de la Policía que forman parte de los carteles de la droga.

Asimismo darían detalles sobre los políticos de la zona sur con quienes a través de testaferros mantuvieron estrechas relaciones.

De la misma forma delatarían los nombres y apellidos de cinco alcaldes del occidente del país que fueron puestos por los traficantes de la zona.

Igualmente quemarían a los empresarios-políticos con quienes han tenido relaciones financieras, así como a otros operadores de justicia que no solo les habrían robado dinero, sino hasta el ganado y los caballos.

Esto es una pequeña parte de lo que ellos detallarían ante las autoridades de la fiscalía estadounidense.

Condena
Según información de las fuentes que luchan contra el narcotráfico en Honduras, gracias a esta colaboración “El Negro” Lobo habría logrado que un Tribunal del Distrito Sur de la Florida únicamente lo condenara a 240 meses de cárcel, o sea 20 años de prisión.

El 27 de marzo del 2014, Lobo fue capturado en la colonia Trejo de San Pedro Sula, luego que Estados Unidos lo pidiera en extradición ya que un jurado del Tribunal del Distrito Sur de la Florida lo acusó por tráfico de drogas, según el expediente registrado bajo el caso número 11-20358- CR-Gayles.

El 9 de mayo del 2014, Lobo se convirtió en el primer hondureño extraditado a Estados Unidos por el delito de narcotráfico.

El 5 de septiembre de 2014, el acusado se declaró culpable de los cargos y el 9 de diciembre reciente, la justicia norteamericana lo sentenció a 20 años de prisión y a la entrega del yate Sedan Bridge (HIN SERY1388D606) con registro de Honduras U3208380, diésel motor 2848LE420 T-861.

Así, Lobo se convirtió en el primer hondureño en ser extraditado y condenado en el 2014; la próxima será Digna Azucena Valle Valle, quien tras ser arrestada el 24 de julio del año pasado y luego de haber acordado con la Fiscalía de Estados Unidos de declararse culpable y proporcionar los nombres de sus cómplices en Honduras sin proteger a ninguna persona o entidad, será condenada este próximo 29 de abril.

MANIFESTO CONTRA A DIREITA, POR MAIS DIREITOS! TODOS ÀS RUAS EM 15 DE ABRIL!

CONTRA A DIREITA, POR MAIS DIREITOS! 15/4 nas ruas!
 
Grande mobilização unificada da esquerda em 15/4!
Contra a Direita, por mais Direitos!
 
 
MANIFESTO CONTRA A DIREITA, POR MAIS DIREITOS!
TODOS ÀS RUAS EM 15 DE ABRIL!
 
Vivemos um momento de descontentamento social e grande polarização política no país.
 
De um lado uma contra-ofensiva conservadora, com manifestações que tentam canalizar essa insatisfação para uma agenda de retrocesso. Elas tiveram eco no Congresso Nacional – que tornou-se um reduto do atraso político, sob o comando de Cunha e Renan Calheiros – e pautou propostas como: a redução da maioridade penal, a PL 4330 da terceirização, a lei antiterrorismo, a autonomia do BC e a PEC da Corrupção, que legaliza as doações empresariais para as eleições. A direita tenta impor a sua agenda política semeando a intolerância e o ódio, propondo políticas que incentivam o racismo, o machismo e a LGBTfobia.

De outro lado, o governo federal faz a opção de jogar o custo da crise mundial no colo dos trabalhadores. O ajuste fiscal e as medidas propostas pelo ministro Joaquim Levy reduzem direitos dos trabalhadores, dificultam o acesso a políticas e direitos sociais, corta investimentos para educação e moradia. Associado ao aumento de tarifas, que vem sendo seguido por vários governos estaduais, só agrava a situação do mais pobres. Sem falar na crise da água em São Paulo que é de responsabilidade do governo tucano no estado.

A política de ajuste fiscal do Governo Federal é indefensável e dá espaço para que as bandeiras levantadas pela direita ganhem apoio.
Entendemos que a saída da crise é pela esquerda. O ajuste deve sim ser feito, mas taxando aqueles que sempre lucraram com as crises. É preciso taxar as grandes fortunas, os lucros e os ganhos com a especulação financeira e na bolsa de valores, limitar a remessa de lucros para o exterior, reduzir drasticamente os juros básicos da economia e uma auditoria da dívida pública. O caminho para mudanças populares no país um Programa de Reformas Estruturais como a tributária, que implante a progressividade nos impostos, a urbana para atender a enorme demanda habitacional do país, a agrária que garanta trabalho e soberania e segurança alimentar para a população e a democratização dos meios de comunicação.

O enfrentamento da corrupção deve ser feito com a defesa clara de uma Reforma Política Democrática, com o fim do financiamento empresarial das eleições e o aprofundamento da participação popular. Neste sentido é preciso fortalecer iniciativas como o projeto da Coalização Pela Reforma Política Democrática, a Campanha por uma constituinte do sistema político e o Devolve Gilmar, que exige a retomada imediata do julgamento da ADI 4650, obstruída escandalosamente a um ano pelo Ministro Gilmar Mendes.

Por tudo isso estaremos nas ruas no próximo dia 15 de abril. É fundamental construir uma agenda política alternativa que combata as propostas da direita e que ao mesmo tempo defenda os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras contra os ajustes antipopulares propostos pelos governos estaduais e federal. Essa agenda comum deve ser a base para a unificação de todos os setores populares e da esquerda em torno de um calendário de mobilizações em defesa e ampliação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, do povo pobre e de todos os setores oprimidos da sociedade. Deve também apoiar todas as iniciativas de luta e resistência, como a greve dos professores de São Paulo. Contra a direita, por mais direitos.

 
A pauta do nosso Ato está focada em 3 eixos:

 
1 – Em defesa dos direitos sociais: Não ao PL 4330 da terceirização e ao ajuste antipopular dos Governos. Pela taxação das grandes fortunas, dos lucros e da especulação financeira!
2 – Combate a corrupção, com o fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais!
3 – Não às pautas conservadoras, à redução da maioridade penal e ao golpismo! Contra o genocídio da juventude negra!

 
A saída para a crise são as Reformas Populares!

 
Dia 15 de Abril, às 17 horas, no Largo da Batata, em São Paulo.

 
Ocorrerão mobilizações também no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza e Curitiba, dentre outras capitais.
 
Reserve sua agenda, convide mais pessoas e venha para a rua construir uma alternativa popular para o Brasil.
 
Convocam:
 
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Intersindical - Central da classe trabalhadora
Fora do Eixo / Mídia Ninja
Articulação Igreja e Movimentos Sociais
Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)
Uneafro
Coletivo Juntos
Rua - Juventude anticapitalista
Coletivo Construção
Movimento de Luta nos bairros e favelas (MLB)
Círculo Palmarino
Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL)
Movimento de Luta por Moradia (MLM)
Partido Comunista Revolucionário (PCR)
Pólo Comunista Luis Carlos Prestes
Movimento Periferia Ativa
Movimento de Mulheres Olga Benário

Rede Emancipa

quarta-feira, 8 de abril de 2015

El Confederalìsmo Democrático y la economía colectivista

Por Bruno Lima Rocha: 

El Confederalìsmo Democrático y la economía colectivista 
Este ensayo es el comienzo de un intento de desarrollar un enfoque libertario de izquierda, 
hacia un modelo económico, específicamente en relación con un modelo que sea compatible
 con los partidos políticos del Confederalismo Democrático, también conocido como 
Municipalismo Libertario. En esta etapa, el objetivo es el desarrollo de un trabajo conjunto 
de análisis y herramientas de aprendizaje, que deberán lograrse en el marco de la 
Izquierda Libertaria. Para ello presento este texto relativamente simple para proporcionar 
nociones.

Lea el artículo completo en el sitio Estratégia & Análise: http://migre.me/pngZG

Bruno Lima Rocha es profesor de ciencia política y de relaciones internacionales

utoridades de la COPPPAL se reunieron con Piedad Córdoba y Nidia Díaz para analizar proceso de paz en Colombia

Autoridades de la COPPPAL se reunieron con 
Piedad Córdoba y Nidia Díaz
 para analizar proceso de paz en Colombia

Buenos Aires, 30 de marzo (Télam)
El vicepresidente de la Conferencia Permanente de Partidos Políticos de América Latina y el Caribe (COPPPAL), Francisco Cafiero, se reunió con la dirigente colombiana y luchadora por los derechos humanos, Piedad Córdoba y con la diputada salvadoreña y referente del Frente Farabundo Marti de Liberación Nacional, Nidia Díaz, para analizar el proceso de paz en Colombia.
Tras el encuentro, Cafiero confirmó la participación de la COPPPAL en la marcha por la paz que se realizará el 9 de abril, en Bogotá.
“En la agenda latinoamericana, el proceso de paz en Colombia ocupa un lugar central, por eso es fundamental que los partidos políticos de la región tomen conocimiento de sus avances, y que desde su lugar asuman el compromiso para ayudar a estabilizar la paz”, sostuvo Cafiero, según un comunicado de prensa.
Sostuvo que “desde el fin del ALCA los líderes políticos de América Latina vienen compartiendo una misma visión en la región sobre la democracia, el rol del Estado y la importancia de la integración. Esto sin dudas toma relevancia en las agendas de las instituciones partidarias, su militancia y fundamentalmente en los pueblos. Consolidar la paz en Colombia es un anhelo al que todos los latinoamericanos nos tenemos que comprometer”.
Según se infirmó, tanto Piedad Córdoba como Nidia Díaz son miembros de la COPPPAL, el foro de partidos políticos más importante de América Latina y el Caribe.

Desembargador PEDE SOCORRO

Pedido de intervenção no Judiciário capixaba ganha repercussão nacional
Colunista do jornal O Globo noticiou ameaças e o “pedido de socorro” do desembargador Pedro Valls, que criticou omissão da instituição no julgamento dos casos de corrupção no Estado
Nerter Samora
07/04/2015 14:08 - Atualizado em 07/04/2015 12:38

O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) voltou a figurar negativamente na imprensa nacional.Em sua coluna publicada no jornal O Globo, o jornalista José Casado destacou o pedido de intervenção no Judiciário capixaba feito por cinco sindicatos de trabalhadores do Espírito Santo. O texto destaca a denúncia feita pelo ex-presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que criticou a omissão da Justiça no julgamento dos casos de corrupção. O magistrado criticou a “realidade sombria” da instituição e se disse cansado de ver o Judiciário “tantas vezes de joelho diante de réus em troca de orçamento”.


O texto publicado nesta terça-feira (7) recebeu o sugestivo título de Juiz pede socorro.  O jornalista abre o texto com o pedido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para realização de uma correição extraordinária no Tribunal de Justiça capixaba, apresentado pelas cinco entidades da sociedade civil. Casado destaca que foi o “segundo requerimento de investigações sobre supostos atos criminosos no Judiciário capixaba, nos últimos vinte dias”.

Na sequência, o colunista esmiúça os detalhes dos ofícios protocolados por Pedro Valls à presidência e à corregedoria do tribunal, entre eles as ameaças sofridas pelo desembargador e a inércia diante dos réus diferenciados: “Feu Rosa conhece como poucos a corte estadual, que já presidiu. Convive com ameaças. A mais recente chegou envelopada na tarde de sábado, 14 de março à sua casa, em Vitória. Avesso à escolta, mantém a rotina de passeios matinas e missa aos domingos. Por hábito, expõe no gabinete de trabalho a relação recebidos, com respectivas datas de entrada. Não há um único preso por corrupção nas celas capixabas. No entanto, sobram processos”, relata o colunista.

Citando trechos dos documentos protocolados pelo ex-presidente do TJES, a coluna repete as queixas sobre a existência de dezenas de processos de corrupção que se arrastam por décadas com pouco andamento e sem julgamento. José Casado registra que, nas palavras de Pedro Valls, “os processos seguem em uma espécie de ‘limbo jurídico’ aguardando o dia – humilhante para uma instituição – da prescrição [isto é, quando o Estado perde a capacidade de punir um réu pelos crimes cometidos por ele]”.

A coluna de O Globo joga luz sobre as operações de combate à corrupção no Estado, que teriam “desaparecido” nos desvãos dos órgãos ligados à Justiça. Mesmo sem citá-las nominalmente, o jornalista faz alusão às operações Derrama, Navajo Pixote, deflagradas pela Polícia Civil, e a Lee Oswald, conduzida pela Polícia Federal. Nesta última, Pedro Valls foi relator das apurações, mas até o magistrado não saberia qual o atual estágio do caso. Ele sugeriu ainda a federalização das quatro operações.

Ainda sobre a Lee Oswald, o jornalista destaca uma passagem do ofício de Pedro Valls, em que revelou a existência de uma gravação no inquérito de uma pessoa que se apresentou como “organizador de filas de licitações”: “As denúncias contidas nestas quatro operações são gravíssimas, envolvendo desde corrupção até narcotráfico. E onde estão os processos? (...) É possível que não exista ‘fila de licitações’ ou sequer um dos atos de corrupção anotados. Sim, pode ser que não exista mesmo um corrupto sequer aqui no Espírito Santo – mas que se dê, até mesmo em benefício dos acusados, uma resposta. Eis o que peço enquanto juiz e cidadão: que o Poder Judiciário dê uma resposta”, suplicou Pedro Valls.

Na parte final de sua coluna, José Casado destaca as queixas do ex-presidente do TJES sobre a omissão da instituição em troca de benesses financeiras: “Aos 48 anos, Feu Rosa se diz cansado de ver o Judiciário ‘tantas vezes de joelhos diante de réus a troco de orçamento’. A omissão, escreveu, ‘custa caro à população, desestimula bons políticos, assustas os INVESTIDORES, custa vidas, dadas as consequências dos escandalosos níveis de corrupção registrados’”.

O jornalista teceu críticas a influência das cúpulas judiciário na atuação do CNJ, que estaria sofrendo um processo de desidratação por conta de uma “reação conservadora”. No entanto, ele enfatizou que o caso do Espírito Santo seria uma novidade nesse cenário, já que um “juiz pede socorro para fazer a Justiça funcionar”, finalizou.

Devassa no TJES

Na última semana, o jornal Século Diário publicou, com exclusividade, o pedido de cinco sindicatos para apurar as denúncias feitas pelo ex-presidente do TJES, que não chega ser citado nominalmente no documento. O documento foi endereçado à corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi. Na representação protocolada no início da semana, os signatários relatam as notícias veiculadas na imprensa local sobre as declarações de Pedro Valls.

Assinam a representação, os dirigentes do Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados e Trabalhadores em Informática no Estado (SINPD), Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol-ES), Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais (Sindipúblicos), Sindicato dos Enfermeiros no Estado (Sindienfermeiros) e do Sindicatos dos Bancários do Estado (Sindibancários).

Denúncias

No primeiro documento enviado ao atual presidente do TJES, Sérgio Bizzotto, o desembargador Pedro Valls relatou o recebimento da transcrição de uma escuta telefônica realizada no bojo da Operação Derrama, onde um interlocutor advertia que “iria dar um tiro na cara” do então chefe do Judiciário capixaba. Dias depois da revelação da ameaça, a segurança do tribunal, por meio do circuito interno de câmaras, flagrou o autor da ameaça na porta do gabinete de Pedro Valls.

No texto, o magistrado afirmou que o agressor só não cumpriu a ameaça devido à soltura da pessoa de seu interesse – um dos dez ex-prefeitos presos na operação, que culminou com as prisões de outras 22 pessoas, entre elas, empresários e servidores de prefeituras, acusados de integrarem um esquema de desvios e fraudes em contratos para recuperação de créditos tributários. Apesar de não ter atuado diretamente neste caso, Pedro Valls revelou que foi alvo de outra ameaça no último dia 14.

Pedro Valls destacou no documento entregue a Bizzotto o fato de os suspeitos responderem a dezenas de processos por corrupção e outros crimes e continuarem impunes: “Não são um ou dois, mas dezenas [de processos]. E praticamente todos estes processos arrastam-se há anos, com pouco andamento e sem julgamento. É, realmente, uma situação singular: enquanto este tão Egrégio Tribunal de Justiça e seus membros são agredidos e ameaçados, os autores das agressões e ameaças passam ao largo de dezenas de processos os mais sérios. Eis aí configurado um quadro de desrespeito hábil a legitimar medidas as mais sérias, por configurem a falência do aparelho estatal do Estado do Espírito Santo”.

Entre os pedidos no documento, Pedro Valls requereu os autos da Operação Derrama; que sejam tomadas as devidas providências para a federalização de todos os processos criminais e por improbidade relativos a todos os envolvidos na referida operação; que seja expedida a certidão sobre o andamento das investigações; que também seja determinada a expedição de certidão sobre a Operação Navajo; e que seja expedida a certidão de quais e quantos atos de investigação foram praticados, nos últimos dois anos, pela Polícia Federal, com anuência do Ministério Publico Estadual (MPES), no que se refere à Operação Lee Oswald.