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sábado, 21 de março de 2015

ENGRAÇADO: LISTA DE FURNAS : TODOS indiciados na lista , hoje estão pedindo o ' FORA DILMA' . 'ZOIE" a lista

Marluzio Ferreira Dantas compartilhou um link.
4 h · 
Laudo da Polícia Federal que comprova veracidade da Lista de Furnas foi anexado ao requerimento para Janot reabrir denúncias contra senador Deu entrada às...
LUIZMULLERPT.WORDPRESS.COM


RESGATE: Publicado em Publicado em 19/12/2012 http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/12/19/novojornal-denuncia-aecioduto-com-lista-de-furnas/


À denúncia do “Novojornal”:

“LISTA DE FURNAS” ABASTECEU “AÉCIODUTO” EM R$ 36 MILHÕES



Relatório de Danilo de Castro a Dimas mostra como foi distribuído em Minas Gerais os recursos arrecadados pelo esquema denunciado pelo MPF/RJ


Aos poucos vem à tona o porquê que o PSDB mineiro montou um gigantesco esquema midiático, policial, jurídico e judicial para desacreditar e desmoralizar o denunciante da “Lista de Furna”.  Desta “tarefa”, participaram os maiores veículos de comunicação do Estado e do País, diversos Desembargadores, Juízes e promotores que atuam no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, além de peritos delegado e advogados  que militam em Minas Gerais.

O esquema foi desmontado e denunciado pelo advogado Dino Miraglia Filho perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Dino encontra-se ameaçado de morte, o que o fez solicitar ajuda na OAB/BR, OAB/MG, e vários órgãos de direitos humanos, inclusive OEA. Por este motivo a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em sessão pública, transmitida ao vivo para todo o Estado, foi determinado o afastamento do Delegado Márcio Nabak da presidência dos processos de Nilton Monteiro.

Novojornal já havia noticiado que o procedimento investigatório já tramita perante o STF para apurar a atuação deste grupo criminoso denominado “Gangue dos Castros”.

Com a conclusão das investigações pelo MPE e Polícia Federal e indiciamento de Eduardo Azeredo, Maurício Brandão Ellis, Clésio Andrade, Walfrido, Andrea Cassia Guerra, José Inácio, Ricardo Drummond da Rocha e Joaquim Engler Filho, perante o STF, INQ 3530, pelo incêndio criminoso que provocou a explosão de carros e tentativa de homicídio em face de 9 pessoas, sendo que uma delas ficou 40 dias no CTI, começou a ser desmontada a farsa da qual Nilton Antonio Monteiro é vítima desde 2005.

Habilitado como assistente da Procuradoria Geral da República (PGR) no referido inquérito representando a vítima, ele juntou 87 documentos, segundo Dino “os mais graves já juntados na história do Brasil republicano”. Também requereu a distribuição do processo da “Lista de Furnas” por dependência e o processo do ex-deputado Marcelo Caetano, também por dependência, pois se tratam de crimes conexos e com a mesma motivação e envolvimento dos mesmos autores do incêndio criminoso. O advogado ainda requereu o indiciamento de mais 6 pessoas.

Na última sexta feira (14/12), Novojornal teve acesso aos diversos documentos juntados, dentre eles destaca-se uma prestação de contas enviada por Danilo de Castro – em papel timbrado do Governo de Minas Gerais – ao operador do esquema de Furnas, Dimas Fabiano, relatando como foi aplicado o dinheiro recebido na campanha do então candidato Aécio Neves ao governo do Estado de Minas Gerais em 2002.

Fontes da Procuradoria da República informam que o procurador geral, extra oficialmente, já teria relatado ao ministro Joaquim Barbosa a existência de documentos que comprovam o envolvimento do Senador  Aécio Neves ( PSDB-MG) no esquema e este seria o principal motivo a levar o ministro Joaquim Barbosa à avocar o processo que tramita na justiça federal carioca. O senador Aécio Neves, consultado através de sua assessoria, não quis comentar o fato.

Documentos que fundamentam esta matéria




























    (77)Docs. enviados por Carcerone

'mal educados' ,talvez (risos) achacadores, não! Professores ocupam avenida paulista

http://www.pco.org.br/movimento-operario/mais-de-30-mil-professores-em-greve-ocupam-a-paulista/apoz,i.html


Debaixo de chuva, atacados pelo governo e pela Rede Globo, educadores realizam uma 
das mais combativas mobilizações dos últimos anos contra o governo golpista
PCO.ORG.BR

Fica meu desejo... e apoio: Jornalistas, libertem-se

Via Rose Nogueira

Jornalistas liberdade não tem preço... Fica meu desejo... e apoio: libertem-se

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153023520018889&set=gm.820702621332195&type=1&theater


Fora da Globo, jornalista tem liberdade de ser jornalista e dizer o que pensa.

BR de TODOS: | A presidenta Dilma Rousseff participou hoje da Festa da Colheita do Arroz Ecológico,

Este é o nosso país, esta é a nossa bandeira...
Da utopia a realidade:UM BRASIL DE TODOS.
Doe em quem doer.... Os golpistas não passarão
|Reforma Agrária| A presidenta Dilma Rousseff participou hoje da Festa da Colheita do 
Arroz Ecológico, no Rio Grande do Sul. E ainda dirigiu uma colheitadeira no assentamento
 do MST. A meta da safra de 2015 é produzir 400 mil sacas ‪#‎semveneno‬‪#‎agroecologia‬

QTMD - Urariano Mota – O silêncio dos democratas

Urariano Mota – O silêncio dos democratas

ditadura
Por Urariano Mota*

Eu relutei, tive dúvida em relatar um fato desagradável acontecido comigo no mais recente dia 13 de março, aqui no Recife. Mas agora mudei pra não ser mudo. Vocês já vão entender a razão.
Para a defesa da Petrobras e do governo Dilma, antes de sair de casa no dia 13, aconselhei aos filhos e esposa:
- Olhem, vão acontecer provocações da direita. Mas a gente não tem olhos nem ouvidos para a provocação. Faz de conta que não vemos nem ouvimos, e vamos em frente.
Mas eu próprio não resisti a 2 minutos de insulto fascista. Assim se deu. Quando a passeata da multidão vestida de vermelho saiu da Avenida Guararapes, e dobrou para a avenida Dantas Barreto, antes da Igreja de Santo Antonio, notei que a minha mulher respondia a um senhor forte, de cabelos brancos. Dizia ela:
- Todos nós somos trabalhadores.
Então voltei e me acerquei dele. E ouvi:
- Era bom metralhar, fuzilar todos os petistas, tudo que é comunista.
- Como é? – perguntei.
E o animal:
- Tem que cortar a cabeça de todos eles.
- Que é isso? Que estupidez é essa? – perguntei.
E o animal, passando a mão na cintura me soltou mais um coice:
- Vou marcar a sua cara. Pra no dia em que a gente voltar…
Olhem, entre as minhas raras qualidades não se encontram a coragem ou o desassombro. Mas diante daquela agressão verbal, pior, mais que verbal, diria, pela promessa que encerrava e cerrava, com c ou com s, a democracia, na hora me subiu uma onda que não pude segurar, um calor, um sangue quente veio, e respondi ao fascistão:
- Marque a minha cara, que eu marco a sua – disse-lhe com os dedos da mão direita em V sobre os meus olhos. – Marque a minha, que eu marco a sua. Mas vamos prum combate aberto, franco. Não de modo covarde, não na maior covardia, como vocês fizeram – e neste ponto eu lhe apontava o dedo, que eu desejava fosse um soco na sua carantonha criminosa – Não na covardia, como vocês fizeram com os presos políticos na ditadura. Vocês assassinaram pessoas algemadas, presas, desarmadas, sob torturas.
Ao que o fascistão, réu confesso, sentindo-se identificado, saiu puxando a perna como um diabo coxo. Não sei, tive vontade de segui-lo, mesmo sabendo que entre nós a civilização estava morta, que palavras mais não se deviam pronunciar porque eram surdas e absurdas. Um companheiro que ainda não sei quem é, se acercou de mim e me tocando o ombro procurava me pôr de volta à sensatez:
- O que é que tá acontecendo com você? Relaxe, amigo.
A pressão estava alta e desnorteada, e eu não soube como reagir de modo mais sereno .
Contei isso agora porque uma ameaça maior veio na movimentação no dia 15, em São Paulo. A ótima coluna Notas Vermelhas já havia chamado a atenção para o vídeo que  “mostra manifestantes idolatrando o famigerado torturador e assassino Carlinhos Metralha, agente do DOPs que aparece orgulhoso de sua ‘atuação’ durante a ditadura e cercado por ‘admiradores’ ”.
Carlinhos Metralha, o cara que foi sócio do cabo Anselmo nos 6 assassinatos do Recife em 1973, aparece na passeata paulista como herói. Os caras não estão folgados. Estão ais que isso, estão livres, soltos e ameaçadores. Olhem o vídeo onde ele aparece com a cara obscena
No vídeo, ele mostra um cartaz onde se lê: “Quero ser ouvido pela Omissão da Verdade”. Mas notem que o corajoso delegado Carlos Alberto Augusto, ou Carlinhos Metralha, herói dos coxinhas de São Paulo, foi convocado, no fim de 2013, para um depoimento na Comissão da Verdade de Pernambuco, e não quis vir. Por excesso de valentia, digamos.  Mas no vídeo, ele faz declarações orgulhosas dos seus crimes:
“Carlinhos Metralha foi o apelido que os comunistas me deram, porque me respeitam até hoje. Já andei infiltrado na organização terrorista VPR, conheci pessoalmente alguns desses delinquentes que estão aí, não metralhei porque não tive essa oportunidade. Se eu tivesse, faria com o maior prazer”. Mais adiante, aparece marchando com um velho. Impune. Os pés que ele bate ritmado no chão pisam sobre os democratas e o sangue de brasileiros assassinados pela ditadura.   A isso, a militante comunista Mara Loguercio respondeu por email:
“Isto já é provocação. Caberia, no mínimo, ao meu juízo uma ‘notitia criminis’. O cara dizer que não metralhou nenhum de nós porque não teve oportunidade, embora tenha participado do assassinato de vários, mas que se tivesse (a oportunidade) o faria com prazer, se isto não é crime eu jogo todo o material de estudo e prática de advocacia e magistratura no lixo!!!!
Se mais alguém topar a ideia, eu penso que nos caberia. Ou no mínimo, uma interpelação judicial ou uma representação para o Conselho do Ministério Público ou até para a Comissão da Anistia.
Não dá é para ficar inerte diante disto. Isso é mais do que passividade, passa a ser cumplicidade da nossa parte. É minha visão”.
É a nossa visão também. Porque em outro vídeo, a extrema-direita fala em gravação para pegar em armas, assassinar Dilma e seguidores:
Trata-se do ex-comandante da Policia Militar de Goiás, olhem só, ex-comandante de uma policia militar, o coronel Pacheco. No vídeo ele insulta a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, além de ameaçar “pegar em armas” para destituir do poder o atual governo federal – eleito através do voto.
Exaltado, Pacheco chama Dilma de “chefe de quadrilha” e o ex-presidente Lula de “ladrão”. Ele diz, ainda, que não tem medo dos “guerrilheiros” da petista. Diz o fascistão, pago com o dinheiro de todos nós, civis, intelectuais e povo desarmados:
“Quero dizer pra você Dilma, pra você Lula ladrão, que eu não tenho medo dos seus guerrilheiros, e tenho certeza que as centenas de milhares de policiais militares dos diversos Estados desse País também estão prontos para ir para a luta armada para defender esse País”. E mais:
“Nós policiais militares da reserva, não aceitamos mais ser roubados e ainda por cima, agora, ser ameaçados e oprimidos. Nós vamos defender a nossa sociedade e estamos prontos para qualquer convocação, seja oficial ou não, para lutar contra os seus guerrilheiros”, completou Camilo, que informou ser coronel da reserva remunerada há três anos.
Observo que nunca é demais lembrar que, de um ponto de vista legal, a Constituição da Federal em seu artigo Artigo 5º :
“XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
 XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;
XLIV – constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;”
E então? Vamos continuar à mercê dos criminosos e torturadores, que mal satisfeitos com a impunidade dos seus crimes, nos ameaçam agora com novos assassinatos, a nós, que fazemos parte da civilização e da humanidade brasileira? É claro que deveremos reagir com medidas legais e com movimentos de opinião pública, com uma política de reassentamento da democracia real. Para que se levem a sério as novas ameaças dos fascistas.
Ou iremos todos para o suplício como novos cordeiros para o sacrifício final. Em um novo silêncio dos democratas, que não viram a tempo a aberração da existência desses velhinhos dos quarteis.
*Urariano Mota é jornalista e escritor. Colabora com o “Quem tem medo da democracia?”, onde tem a coluna“Sapoti de Japaranduba”.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dilma anuncia pacote anticorrupção e oficializa entrega ao Congresso OS (ACHACADORES ) PRESIDENTES DO SENADO E CAMARA NÃO PARTICIPAM

18/03/2015 12h22 - Atualizado em 18/03/2015 15h44

Dilma anuncia pacote anticorrupção e oficializa entrega ao Congresso

Propostas para inibir corrupção são resposta do governo a manifestações.
Pacote prevê criminalizar caixa 2 e confiscar bens de servidores corruptos.

Filipe Matoso e Fernanda Calgaro
Do G1, em Brasília
presidente Dilma Rousseff entregou simbolicamente nesta quarta-feira (18) ao Congresso Nacional, em uma solenidade no Palácio do Planalto, o chamado “pacote anticorrupção”, conjunto de propostas elaboradas pelo Executivo para inibir e punir irregularidades na administração pública.
Aposta do governo para atender às cobranças de parte da população aos recentes escândalos de corrupção, o pacote reúne projetos que já tramitam no Legislativo sobre o tema e novas propostas elaboradas pelo Executivo. 
"Meu compromisso com combate à corrupção é coerente com minha vida pessoal, minha prática política e é coerente com minha atuação como presidenta", disse Dilma na cerimônia, sob aplausos das autoridades presentes.
A presidente afirmou que é preciso investigar corruptos e corruptores "de forma rápida e efetiva para garantir a proteção do inocente ou do injustiçado". Ela disse ainda que alguns governos criam condições para que a corrupção seja prevenida, investigada e punida. "Outros não fazem isso, silenciam. Nós agimos. O Brasil de hoje combate a corrupção", assegurou.
assegurou.
Arte pacote anticorrupção VALE ESTA (Foto: Editoria de Arte/G1)
Principais pontos
Confira abaixo os seis pontos do pacote anticorrupção anunciado pela presidente:

1. Criminalização da prática de caixa 2(utilização de recursos não declarados, especialmente em campanhas eleitorais). Atualmente, a prática é considerada uma contravenção penal, isto é, um delito mais leve, punido com pena mais branda. A criminalização do caixa 2 foi entregue ao Congresso na forma de projeto de lei, que tramita em uma das casas legislativas e, se aprovado, é revisto pela outra, em um só turno de votação. Depois, é enviado à sanção do presidente da República ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar.

2.  Aplicação da Lei da Ficha Limpa para todos os cargos de confiança no esfera do governo federal. Também foi encaminhado ao Congresso como projeto de lei.
3. Alienação antecipada dos bens apreendidos após atos de corrupção para evitar que não sejam usados por agentes públicos e possam ser vendidos por meio de leilão. Esse projeto já tramita no Congresso desde 2011, mas agora o governo pediu urgência constitucional. De acordo com a Constituição, projetos com esse caráter têm 45 dias para serem votados na Câmara e outros 45 no Senado. Se o prazo não for cumprido, o projeto passa a trancar a pauta da Casa na qual esteja em tramitação e nenhuma outra proposta pode ser votada.
4. Responsabilização criminal de agentes públicos que não comprovarem a obtenção dos bens. O governo também defende a aprovação de um novo tipo de crime que puna agentes públicos que tenham enriquecimento incompatível com os ganhos. Um projeto sobre o tema já tramita desde 2005. Agora, o governo diz que estimulará a aprovação do projeto com celeridade.
5. Confisco de bens dos servidores públicos que tiverem enriquecimento incompatível com os ganhos. O Congresso recebeu da presidente uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que tem de ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, com pelo menos três quintos dos votos e cada um dos turnos.
6. Assinatura do decreto que regulamenta a Lei Anticorrupção, que responsabiliza pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública e pune empresas envolvidas em corrupção com a aplicação de multas de até 20% do faturamento (leia a íntegra da lei).

Nós agimos. O Brasil de hoje combate a corrupção [...]. Para os novos passos que vamos dar, a parceria [com outros poderes] vai continuar sendo fundamental, sem a parceria não teremos país que desejamos"
Dilma Rousseff
Congresso
Ministros, autoridades políticas e parlamentares da base aliada prestigiaram o ato político que marca o início da tramitação das propostas no Legislativo. No entanto, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não compareceram à solenidade.

Diante da repercussão das manifestações do último domingo (15), que levaram milhares de pessoas às ruas para protestar contra a presidente e pedir o fim da corrupção no país, o governo decidiu acelerar o envio ao parlamento de propostas feitas anteriormente.
Na véspera da entrega do pacote, integrantes do primeiro escalão do governo Dilma fizeram uma ofensiva sobre congressistas da base aliada para apresentar os projetos, coletar sugestões e assegurar apoio para a aprovação das medidas.
Durante o discurso desta quarta, a presidente agradeceu o apoio de outros poderes. "Nesse complexo caminho, foi indispensável a parceria com os três poderes da República. [...] Para os novos passos que vamos dar, a parceria vai continuar sendo fundamental, sem a parceria não teremos país que desejamos", afirmou Dilma.
romessa de 2013
Prometido por Dilma durante a campanha eleitoral, o "pacote anticorrupção" foi sugerido pela pela presidente pela primeira vez, em 2013, como uma resposta à onda de manifestações que tomou conta do país durante a Copa das Confederações.

Na campanha eleitoral do ano passado, Dilma chegou a convocar uma entrevista coletiva no Palácio da Alvorada para detalhar as propostas. No entanto, apesar de ter feito a promessa há quase dois anos, o Executivo só encaminhou o projeto ao parlamento nesta quarta.
A presidente aproveitou a ocasião para elogiar o "fortalecimento e absoluta autonomia e isenção" da Polícia Federal para investigar casos de corrupção.
"E também respeitamos a autonomia do Ministério Público, nomeando integrantes da lista tríplice a nós encaminhadas por eles", ressaltou. A presidente defendeu as leis de Acesso à Informação e Anticorrupção.
Ministro da Justiça
Na cerimônia, ao explicar o teor do pacote anticorrupção, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu que a impunidade seja enfrentada de “peito aberto”.

Ele classificou a corrupção como uma “doença”, que precisa ser trazida “à luz do sol” para ser tratada.
“Quando um governo se acumplicia diante dela, não só não cumpre sua missão, mas esconde dos olhos de todos uma realidade que corre no subterrâneo”, disse o ministro.
“A corrupção é um mal intolerável”, acrescentou. Ele destacou ainda o impacto negativo da corrupção no país e afirmou que a prática não só é “eticamente reprovável”, mas “agrava a própria exclusão social no país”, complementou.
Acordos de leniência
O decreto assinado por Dilma para regulamentar a Lei Anticorrupção determina ainda que os acordos de leniência sejam de competência exclusiva da Controladoria Geral da União (CGU) no âmbito do Executivo federal.

Os acordos de leniência são semelhantes aos acordos de delação premiada e preveem que pessoas jurídicas que assumam atos irregulares e colaborem com investigações possam ter redução da punição.
O ministro da CGU, Valdir Simão, rebateu as críticas do Ministério Público Federal de que os acordos de leniência podem ser “prejudiciais” para as investigações da operação Lava Jato, em que diversos acusados têm feito delação premiada.
A Procuradoria argumenta que a CGU poderá acabar validando um acordo em troca de dados já conhecidos pelos procuradores.
Simão negou, porém, que os acordos de leniência vão interferir em investigações que estejam em curso pelo Ministério Público Federal.
Segundo ele, fatos novos que surgirem precisarão ser apurados e poderão fazer com o que o acordo de leniência seja revisto.
“O acordo de leniência dá explicação para aqueles eventos que foram identificados no processo. Qualquer evidência de que existem novos elementos, eles serão apurados. Se estiverem relacionados, o acordo de leniência vai ter que ser revisto”, disse. “Então, esse acordo de leniência não prejudica qualquer tipo de investigação que esteja em curso.”