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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A tragédia de Mariana, a privatização da Vale, o lucro e o resultado.






A tragédia de Mariana, 
a privatização da Vale, 
o lucro e o resultado.
                          Muitas vezes nos encontramos 
centrados entre o debate conservador das 
privatizações em favor de um Estado menor e 
menos intervencionista nas relações comerciais,
 que nos impõe o sistema capitalista irracional, 
do lucro a qualquer custo e do mercado que
 deve se autorregular na ganância e resultados
 das empresas; e por outro lado, o desenvolvimentismo
 econômico que olha certas riquezas , 
principalmente aquelas do subsolo nacional como um
 patrimônio  da Nação, e para onde os lucros gerados 
dessa exploração, por empresas estatais, do povo, 
devem ser dirigidos para o bem estar de todos,
 principalmente para desenvolver setores humanos 
menos favorecidos. Setores estes que não 
tiveram as mesmas oportunidades que a Nação lhes 
negou, de educação, estudos, formação, desenvolvimento
 intelectual e moral que possuem os meritocratas.
Qual a relação com a tragédia de Mariana?
Pois bem, quem é a SAMARCO, que com
 tanta “competência”, como defendem os defensores 
da “privataria”, provoca um desastre humano,
 ecológico, social, de proporções inimagináveis
 ainda, sem nenhuma resposta a todos nós brasileiros
 e principalmente as dezenas de cidades afetadas,
 milhares de pessoas que encontram-se sem água,
 sem luz, com pessoas desalojadas, com riscos 
à saúde por ingestão de metais pesados, e agora 
mais ainda, desprovendo e contaminando a vida
 dos rios e oceanos de nosso Brasil verde e amarelo?
Que dizer às famílias dos desaparecidos e
 de quem cobrar a irresponsabilidade de sequer
 prever, como deve ser pratica de uma grande
 mineradora, a falta de sirenes de alerta, a falta 
de um plano compatível com o risco dessa 
atividade, a falta de uma alternativa de fuga para
 um desastre previsível?
A SAMARCO é a VALE, a nossa Vale privatizada
 pelo governo Fernando Henrique Cardozo e 
doada ao capital privado por três bilhões de reais,
 incluindo nesse preço o subsolo nacional com
 todas as não contabilizáveis riquezas, 
ainda não dimensionadas e avaliadas, que foram
 entregues quase que de graça ao setor privado 
de uma forma covarde e descarada. Uma covardia 
com o patrimônio público. Um crime formal
 de “lesa-pátria”.
Que estariam dizendo hoje a grande mídia, Globo,
 Abril, Folha Estadão, etc., se fosse o governo 
ainda dono da Vale e de sua subsidiária SAMARCO?
Estariam ou não batendo na incompetência do 
governo, na incapacidade de gestão, na falta
 de visão comercial, na irresponsabilidade criminal
 do dano humano, no inchaço de empregos se fosse
 ele ainda dono da Vale estatal, como fazem 
hoje com a Petrobras na intenção de privatizá-la?
 Basta ter um pouco de raciocínio lógico para entender
 que o que aconteceu foi falta de investimento na 
manutenção das barragens que provocou tal desastre.
Essa é a dita “competência” do setor privado, que 
esquece a segurança humana, a biodiversidade e 
provoca o maior desastre ecológico já conhecido 
em nosso país.
A BP, British Petroleum pagou quase vinte bilhões
 de dólares (cem bilhões de reais) ao povo 
americano pelo desastre do vazamento de petróleo 
no Golfo do México.
O resultado de tanta incompetência e despreparo, 
foi o desleixo e falta de investimento na segurança
 operacional em função de obterem mais lucro.
O nosso oceano Atlântico está sendo banhado de
 resíduos tóxicos e lama que pode chegar até Abrolhos, 
terminar com nossa fauna marítima (a fauna do
 Rio Doce já é cemitério), terminar com nossas
 praias, com o turismo do Espirito Santo, sufocar 
aves e animais marinhos, acabar com a 
esperança de pessoas e emporcalhar de lama 
nosso Brasil.
Esse é o legado de Mariana. Esse é o resultado 
da incompetência do setor privado em explorar 
as riquezas de nosso povo, diante dos 
seres vivos, e de nossa biodiversidade. 
Uma multinha de duzentos e cinquenta milhões que
 ainda é passível de recursos administrativos e
 jurídicos, um fundo ainda misterioso e administrado
 por quem provocou o desastre. É inaceitável.
O prejuízo vai ficar por conta do Estado e dos
 contribuintes, não dos acionistas donos destas 
empresas que um dia foi doada e extirpada do 
patrimônio nacional.
O Brasil dos brasileiros merece respeito.
João Vicente Goulart.
Diretor-Instituto Presidente João Goulart

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