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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Diretor da PF ao Estadão: estamos prontos para o golpe


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Diretor da PF ao Estadão: estamos prontos para o golpe

O Fernando Brito, do Tijolaço, escreveu há pouco sobre a entrevista 
do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, ao Estadão.
Eu vou pegar o raciocínio de Brito e radicalizá-lo.
A entrevista de Daiello é típica da conjuntura atual, em que todas forças
 políticas de oposição, aí incluindo um setor aparentemente já hegemônico
 dentro da Polícia Federal, trabalham em harmonia para derrubar o governo.
Em resumo, Daiello disse o seguinte: "Estamos prontos para o golpe, e o
 ministro da Justiça não vai poder fazer nada".
E dá sinal verde para os delegados federais da seção Paraná desempenharem 
a sua parte no teatro da Lava Jato.
Sintomático que a entrevista se dê imediatamente após ao processo de 
auto-fritagem que o ministro da Justiça, Luiz Eduardo Cardozo,
 protagonizou semana passada.
Cardozo deu entrevista, aos órgãos do golpe, em que fazia acusações
 a seu próprio campo político.
Ou seja, colaborou para o processo de criminalização do PT. E isso no 
auge da maior crise de imagem já vivida pelo partido.
Cardozo foi leviano, irresponsável e, sobretudo, traidor.
As críticas à maneira como a Lava Jato vem sendo conduzida não 
são apenas do PT.
Eu não sou do PT, por exemplo, e a critico.
A OAB não é petista e critica.
A comunidade jurídica não é petista e critica.
Um dos maiores penalistas do mundo, ex-ministro da suprema corte 
da Argentina, Raul Zaffaroni, não é petista e chamou a Lava Jato de golpe 
de Estado. Como a entrevista não foi publicada na Veja, nem no Globo, 
e sim na Carta Maior e no Cafezinho, o ministro da Justiça não deu bola.
Se um zé ruela acusar o ministro no Estadão, ele responde na hora, talvez 
com uma entrevista à TV Veja. Se o ex-ministro da suprema corte argentina 
e um dos maiores penalistas do mundo dá entrevista à mídia alternativa, 
Cardozo finge ignorar.
Até mesmo alguns setores da direita, que prefiro nem citar aqui, estão 
criticando o fascismo judicial por trás da Lava Jato.
Sergio Moro e os procuradores praticam chantagem e ameaça judicial, 
envolvendo até mesmo a família dos réus, para forçar delações premiadas, 
as quais são tratadas como provas e vazadas seletiva e ilegalmente à imprensa.
Réus são presos e depois a PF vai atrás de provas para incriminá-los. 
Qualquer coisa serve.
O ministro da Justiça lavou as mãos. E fez questão de fazê-lo na frente de todos.
Para cúmulo da cretinice, ainda vaza essa nota para Monica Bergamo, da Folha:
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É como se Cardozo não tivesse sequer o pudor de afirmar ao mundo: 
sou covarde mesmo, e daí?
O ministro da Justiça é mostrado como fraco, sem apoio no próprio 
partido (e o partido é mostrado como vilão, pelo próprio ministro),
 e covarde, com medo de apupos de algum zumbi midiático.
Em seguida, o diretor da Polícia Federal é mostrado como forte, o 
que significa mais um passo na direção de um golpe branco, preparado 
nos mínimos detalhes, e com várias frentes de ataque.
TCU, TSE, PF, Procuradoria, grande imprensa, houve um recrudescimento
 brutal dos ataques golpistas nas últimas semanas.
Estão cercando o governo por todos os lados, tentando asfixiá-lo com 
objetivo de violar a soberania do voto.
Estão tentando fazer rigorosamente o mesmo que Eduardo Cunha:
 não aceitando a derrota eleitoral e dispostos a dar um golpe parlamentar.
O governo permanece mudo, amedrontado, cumprindo rigorosamente
 apenas agendas conservadoras, afastando, com isso, as forças sociais 
que poderiam lhe apoiar, como os movimentos sociais, sindicatos, 
militância de esquerda e o povão.
Também não cria uma agenda criativa e inteligente voltada à classe média,
 tratada estupidamente como um capital "já perdido".
O resultado é a erosão do capital político do governo junto às suas próprias
 bases.
O Brasil deve ser o único país do mundo onde a polícia política conspira e 
trabalha contra o próprio governo.
Enquanto isso, todas as grandes investigações da PF, notadamente aquelas
 ligadas à sonegação, sumiram do noticiário.

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