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terça-feira, 23 de junho de 2015

As seis horas do vexame de Aécio e Cia. em Caracas


 As seis horas do vexame de Aécio e Cia. em Caracas
Aécio e a comitiva (Foto: Reprodução/Twitter)

Que vexame! E o que se poderia esperar de uma excursão promovida por oito senadores brasileiros a Caracas para apoiar a oposição venezuelana que quer porque quer derrubar o presidente eleito Nicolás Maduro? O que a excursão promovida por Aécio e Cia. nas asas de um avião da FAB foi fazer lá?
Eles foram procurar confusão para aparecer na foto _ e conseguiram (ver ao final deste texto o vídeo com meu comentário sobre o assunto no Jornal da Record News de quinta-feira).
O plano deles era fazer uma visita de solidariedade a oposicionistas presos, devidamente acompanhados por repórteres nativos, mas nossos senadores não conseguiram nem sair das imediações do aeroporto durante as seis horas que passaram na cidade.
Cercados por manifestantes pró-governo, pegaram um congestionamento e ficaram presos no micro-ônibus que os levaria ao presídio de Ramo Verde, a 50 quilômetros do aeroporto. Só lhes restou dar meia volta e retornar ao Legacy, o jato executivo da FAB colocado à sua disposição. Por falar nisso: quanto custou e quem vai pagar as despesas do voo fracassado?
Desta forma, a "missão política e diplomática" comandada por Aécio Neves, presidente do PSDB derrotado por Dilma Rousseff nas eleições de outubro, limitou-se a conversar com as esposas de líderes da oposição venezuelana, as mesmas que estiveram recentemente no Brasil e que os recepcionaram no aeroporto Simon Bolívar.
Acompanhado de notórios "democratas" como Ronaldo Caiado e Agripino Maia, entre outros, ao senador mineiro só restou protestar e cobrar providências do Itamaraty, pois criar constrangimentos para o governo brasileiro era seu principal objetivo. "Fomos sitiados e impedidos de cumprir o objetivo da nossa missão. Isto é um claro incidente diplomático da mais alta gravidade". Em nota, o Itamaraty lamentou "os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão Externa do Senado. São inaceitáveis atos hostis contra parlamentares brasileiros".
O governo venezuelano só se manifestou por meio de mensagem do vice-presidente Jorge Arreaza enviada para o celular de Lilian Tintori, mulher do oposicionista Leopoldo López, que estava no micro-ônibus ao lado de Aécio: "Se os senadores estão aqui é porque não têm muito trabalho por lá no Brasil. Assim, umas horas a mais ou a menos dá no mesmo".
Os dois países enfrentam uma profunda crise política e econômica, mas o Brasil não é a Venezuela, embora a oposição e a mídia de cá e de lá, seguidamente derrotadas nas urnas,  sejam iguaizinhas, e tenham os mesmos propósitos.
Em vez de procurar sarna para se coçar, jogando fora tempo e dinheiro, a aguerrida tropa de Aécio e Cia. poderia aproveitar este episódio para repensar qual é o seu papel na democracia brasileira entre uma eleição e outra. Cada país deve ser soberano para decidir seu próprio destino.
Na contramão da guerra política travada em nosso país, a comissão de senadores não poderia ter escolhido momento mais inoportuno para fazer esta viagem. E deu no que deu

   via Vitor Buaiz

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