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quarta-feira, 17 de junho de 2015

A volta do cipó de aroeira...- Alípio Freire



ARTIGO

A volta do cipó de aroeira...

Brasil de Fato
Edição 642

SP, 15.06.2015

Alipio Freire 

Como já era esperado, depois de derrotada nos três turnos da eleição do ano passado, e apesar das vitórias que tem registrado na composição do atual primeiro escalão do Executivo nacional – além de nadar de braçada nas duas Casas do Congresso e no Judiciário, a direita brasileira prepara-se neste momento para inviabilizar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018. No atual quadro, não é impossível que o consigam.

A rigor, porém, o problema é mais simples e ao mesmo tempo mais complexo: as denúncias e processos contra dirigentes petistas (legais ou não, legítimos, ou não), na verdade, buscam e buscarão sempre acabar e inviabilizar o Partido dos Trabalhadores e a esquerda (toda ela) do nosso país – golpe estratégico que repercutirá em toda a América Latina.

Pois bem: para aqueles que a política começa e acaba nas instâncias institucionais do Estado – como o próprio Partido dos Trabalhadores –, a situação deve estar desesperadora, pois sequer contam com um nome de expressão e viável que possa substituir o do ex-presidente, em caso de necessidade, e sequer também contam com instrumentos próprios de comunicação capazes de fazer um mínimo de enfrentamento aos oligopólios midiáticos.

No que diz respeito às lideranças do Campo Majoritário – e sobretudo ao próprio ex-presidente – isto pode parecer uma ironia da História. Na verdade, porém, não há qualquer ironia. Em latim vulgar, essas situações são simplesmente ditas “a volta do cipó de aroeira”.
Simplesmente e infelizmente.

Desde o início do PT e, sobretudo a partir de 1983 (quando foi intensificada), a destruição de lideranças e o impedimento que novas brotassem; com as greves do ABC paulista transformadas no ano Zero da História; com a caça às bruxas das estruturas clandestinas (lembram da história das “duas camisas”?); com os P2 infiltrados em todas as instâncias e aparelhos do partido; com as teorias “da emergência espontânea dos movimentos e greves” - desenvolvidas por acadêmicos de plantão; com a ordem de que fossem fechados todos os jornais populares construídos pelas organizações e outras forças de esquerda desde meados dos anos 1970; com a decisão de não se construir uma imprensa partidária, sob o argumento de que bastaria “termos um quadro de confiança em cada redação”; com as intervenções dos donos do partido junto às instâncias democráticas do partido e sua destruição planejada; com a política de cooptação dos movimentos populares e/ou suas lideranças; com a definição das instituições do Estado como o terreno principal (e em seguida, exclusivo) de disputa política; com a política de alianças com gatos-e-cachorros; com uma moral fundada na Lei de Gerson (“o importante é se dar bem”); com os etcoeterae daí decorrentes, construiu-se o atual quadro com os seu detalhes mais ignominiosos e pusilânimes. Assim, só poderíamos chegar onde chegamos.

Agora, não adianta chorar; não adianta se fazer de vítima; não adianta culpar o inimigo de ter agido como inimigo.

Que os mais jovens aprendam com mais esta experiência da classe trabalhadora, e jamais a repitam. Que vão fundo na crítica.

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