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terça-feira, 12 de maio de 2015

Reforma Politica: sem mobilização e participação ... nada feito

Sem mobilização, reforma política será um arremedo para pior.


A reforma política continua sem maioria na Câmara dos Deputados. Na comissão especial
 analisa propostas de emendas constitucionais o relator, deputado Marcelo Castro 
(PMDB/PI), se opõe abertamente ao voto distrital defendido pelo partido, pelo 
Vice Presidente Michel Temer e pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha. 
Segundo notícias, isso poder levar a sua destituição do cargo, por iniciativa do partido.
Matéria no Valor informa que a maioria do PMDB é favorável ao “distritão”, o voto majoritário
 em substituição ao proporcional, um sistema que liquida com os partidos e minorias e 
pode tornar sem validade mais da metade dos votos dados aos candidatos. O “distritão” 
favorece o poder econômico e põe fim ao voto proporcional.
É um erro avaliar que a reforma não é aprovada por interesses menores ou apenas
 partidários ou de parlamentares. Pelo contrário, ela não forma maioria porque cada proposta 
tem conseqüências para a democracia. Um exemplo: o voto distrital misto proporcional
 é diferente do distrital puro, porque não e majoritário. Isso faz uma diferença brutal.
 O financiamento público, misto ou privado por pessoas físicas e/ou jurídicas com 
tetos mínimos faz toda diferença com relação ao peso do poder econômico. Idem a 
cláusula de barreira e o fim das coligações proporcionais, que defendemos. Reeleição
 ou não, eleições a cada dois anos ou coincidências de todas a cada cinco — todas 
as opções são legítimas mas cada uma significa mudar ou piorar o atual sistema já 
comprovadamente superado.


Sem mobilização e participação popular, sem pressão e luta não haverá reforma política. 
Teremos, no máximo, um arremedo como o “distritão” — o pior dos modelos propostos.

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