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quarta-feira, 15 de abril de 2015

O Caso Molina-Sabóia - Suspensão do Diplomata

Diplomata brasileiro terá 20 dias de suspensão por trazer senador boliviano em fuga para o Brasil

Em 2013, Saboia usou veículo da embaixada para trazer político que estava em La Paz

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Meus comentários
 
Este caso está todo fora de esquadro. A tônica é a questão humanitária sobre o estado do Senador Roger Molina. No entanto nem de longe se fala por quê ele ter-se refugiado na embaixada brasleira. Tampouco nada se fala sobre os processos contra ele na Bolívia. Ainda menos se fala que, junto com o governador da província de Pando, Leopoldo Fernández, Molina monitorava e orquestrava todos os movimentos, dado o seu interesse direto por ser seu reduto eleitoral e ter ali imensa propriedade.

Compilei estes fatos

Roger Pinto Molina

Nos últimos anos de sua carreira política foi Asistente Técnico do Banco Central de Bolivia, Presidente da Cooperativa de Teléfonos "Cobija". Foi tambem miembro do Diretório Nacional de la Federación de Cooperativas Telefónicas (FECOTEL), Presidente da Corte Eleitoral de Pando, Presidente da Asociação de Criadores de Gado de Pando, Conselheiro Municipal da cidade de Cobija e Secretario Executivo Regional da ADN - Acción Democrática Nacionalista.

Roger Pinto, foi tambem o maior proprietario de terras, acumulando 3269 hectares nas zonas de "El Lago" e "El Atajo", que se encontram dentro da área do Municipio de "El Porvenir" na Prefectura de Pando.

Em 2005, Pinto Molina foi eleito Senador por Pando, auspiciado pela Agrupação Política PODEMOS, sendo o cabeça desta agrupação no Senado Boliviano. Foi reeleito como Senador em 2009, pela Agrupação Política "Plan Progreso para Bolivia - Convergencia Nacional".

Roger Pinto Molina foi acusado de participar no Masacre de Porvenir de 11 de Setembro de 2008. Tambem foi acusado de vender terras fiscais durante sua gestão como Governador de Pando, mas nenhuma destas acusações foram comprovadas (?!).

Nos meses antecedentes ao massacre de Porvenir a Prefectura de Pando vinha sofrendo roubos da pior espécie possivel, praticamente toda a maquinária pesada, computadores, caminhões, motocicletas, inteiros centros de computação das maquinarias pesadas novas, peneus, baterias, peças de reposição, ar condicionados, geradores de luz; um assalto completo à Prefectura do Estado. Segundo depoimentos de moradores, o desmando era a regra. Nenhum melhoramento era feito na região e a corrupção era um problema de estado. Não existia autoridade e por isso o ilegal havia se encampado: contrabando de mercadorias, tráfico de armamentos e de drogas, de recursos hídrios e florestais.

Na Prefectura do estado, cuja capital é Cobija, haviam aproximadamente 3 800 trabalhadores. Já nos primeiros 10 dias as faltas nas fontes de trabalho eram a regra o que reduziu o efetivo trabalhador para 700 pessoas. Haviam pessoas que iam apenas para pegar o cheque, os "marajás", como eram chamados os que não trabalhavam em nenhum lugar a troco de apoiar o Governador Leopoldo Fernández, apadrinhado de Roger Molina. Haviam 4 caixeiros desaparecidos, cada um deles manejava ao redor de 1 800 000 pesos bolivianos. 201 funcionários da Prefectura tinham relação de parentesco. Tambem toda a direção do Comitê Cívico tinha relação de trabalho com a Prefectura do estado ou na administração da Cidade. Se a ordem fosse dada para parar de trabalhar, todos paravam.

Havia uma planilha que mostrava quem eram os que manejavam os distintos recintos eleitorais e quanto cobravam. No topo dos que faziam os contratos dos políticos estava o Senador Roger Pinto Molina, o deputado Ronald Camargo, os Senadores Dias Vicencio e Paulo Bravo na Prefectura. As arrecadações superavam os 45 milhões de pesos bolivianos. Produtoras, tevisoras, rádios, periódicos, e jornalistas receberam da Prefectura desde 2007 até agosto de 2008 a cifra de 2,5 milhões de pesos bolivianos, 61% foi repartido entre os 10 principais meios de comunicação. Muitos jornalistas estavam na lista de pagamentos da Prefectura de Pando. Leopoldo Fernández convocava os membros da imprensa e lhes dava as instruções do que deveria ser dito a cada dia.

Este é o pano de fundo do Massacre de Porvenir em 11 de setembro de 2008 e o começo da queda de Molina que desemboca na fuga à embaixada brasileira.

A 28 de maio de 2012 o senador opositor Roger Pinto Molina ingressa na embaixada do Brasil em La Paz e solicita asilo ao embaixador Marcel Biato, após denunciar que é perseguido político pelo Governo de Evo Morales. A sua "hospedagem" durou quase 15 meses culminando com a sua fuga ajudado por Sabóia.

No Brasil tudo indica que a orquestração ficou a cargo do Presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, Senador Ricardo Ferraço.
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Do site da Veja   -    Governo

Sexta-feira, 25 de outubro de 2013


O motivo de Saboia

Processo em curso

O processo disciplinar interno para apurar a conduta do diplomata Eduardo Saboia, que comandou o resgate do senador boliviano Roger Molina para o Brasil, corre a todo vapor no Itamaraty.
No dia 16, foi a vez de Ricardo Ferraço prestar depoimento em favor de Saboia, como se esperava. Ferraço contou à comissão que investiga o caso ter sido procurado pessoalmente por Saboia em pelo menos duas ocasiões, ambas em Brasília.

Nas conversas, disse Ferraço, Saboia relatava a situação de confinamento de Molina na embaixada brasileira de La Paz. Segundo Ferraço, o mesmo assunto foi tratado em telefonemas e e-mails enviados pelo diplomata.
No depoimento aos itamaratecas, Ferraço lembrou que, dias antes da fuga de Molina para o Brasil, Saboia exemplificou numa das trocas de e-mail um suposto sinal de que a condição psicológica de Molina era preocupante.

Ainda de acordo com Ferraço, Saboia contou no texto que Molina se apegou às coisas materiais da embaixada, “como se o senador boliviano encarasse as coisas mais simples, como sua geladeira e seu computador, de forma muito emotiva”.
Por Lauro Jardim
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Minha nota final

O que é disparate total é um indivíduo diretamente vinculado a um massacre orquestrado onde comprovadamente 20 pessoas morreram e dezenas desapareceram, tenha sido transportado ao Brasil por motivos humanitários a fim de salvar a pele. Que fosse entregue ao governo da Bolívia a fim de responder pelas acusações de vários crimes.
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