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quarta-feira, 11 de março de 2015

Varandas Gourmet - A elite reacionária golpista

"O panelaço nas varandas gourmet de ontem não foi contra a corrupção. Foi contra o incômodo que a elite branca sente ao disputar espaço com esta gente diferenciada que anda frequentando  aeroportos, congestionando o trânsito e disputando vaga na universidade" - Juca Kfouri.
 São tão fartas, férteis, variadas e diversas as fontes de inspiração e referência que não sei nem por onde começar esta necessária reflexão que pretendo dividir com vocês. Mas uma coisa posso adiantar: estamos vivenciando um novo impasse, de conteúdo bestialmente explosivo, que decorre da mais trágica linha de pobreza - a do conhecimento pífio, do sentimento mesquinho, da ausência de grandeza e do baixo nível dos conflitos à tona, movidos por idiossincrasias amargas, vaidades incontroláveis e ambições insaciáveis.
Felizmente, mais cintilante do que os espirros da intolerância alcança-nos um abrangente potencial informativo. Mais do que a idiotia manipulada há mentes lúcidas e sensatas, há escritos que refletem oportunas percepções e há um punhado de gente bem intencionada à cata da razão.
Pode até ser que a indústria da imbecilização venha crescendo nos ambientes amofinados pela dúvida quanto a sua própria natureza.  Pode até ser que uma mídia endividada, em queda livre, e à beira de um ataque de nervos venha conseguindo compartilhar seu fracasso crepuscular com hordas de paranóicos infelizes, atormentados por imaginados arrastões da história, temerosos de um amanhã longe da Disney e destituídos dos prazeres vitais que lhes distancia do orgasmo, matriz de vida, e das paixões românticas que tanto enlevam.
Pode, mas os feixes de luz da serena lucidez municiam os cérebros resistentes à lobotomia virtual e abastecem o arsenal da razoabilidade. O processo histórico é inexorável e titânico. O que tem de ser será, não há cabra macho capaz de conspurcar o destino.
Toda essa celeuma eivada de imposturas e maquinações não se sustenta à luz do dia. Não são a amargura tétrica de seres emasculados e nem a tramóia dos interesses espúrios que vão prosperar em suas felonias esquizofrênicas.
Canastrões de encenações grotescas não conseguem mais do que o ridículo de uma caricatura monstruosa - vejam a farsa do panelaço midiático de barrigas cheias nas varandas dos enforcados de alto luxo. Meia dúzia de 3 ou 4 gatos pingados não são o povo de indignações outras. São, sim, ostensivamente, o espelho quebrado de uma decadência deprimente.
Hoje eu diria que não é o governo da angustiada Dilma Rousseff que está na berlinda.  E não é tampouco o arcabouço institucional. A grande tragédia está no imbróglio que o velho Bresser Pereira, economista e empresário da cepa social-democrática, expressa em seu novo livro: "O PACTO NACIONAL-POPULAR ARTICULADO PELOS GOVERNOS DO PT DESMORONOU PELA FALTA DE CRESCIMENTO. SURGIU UM FENÔMENO NOVO; O ÓDIO POLÍTICO, O ESPÍRITO GOLPISTA DOS RICOS".
É custoso contestar o materialismo histórico de Karl Marx, mas o psicanalista William Reich e filósofo Herbert Marcuse, obras ainda à mão, nos oferecem a bússola: quando o homem perde a ternura e parte para a ignorância, com epítetos como "vaca" em alusão à chefa do Estado nacional, falta-lhe mais do que um Chateau Margaux à mesa. É na cama que reside a causa de sua agressividade torpe, como é também na relação desfigurada com filhos viciados na pior das drogas, o consumismo exibicionista; e com seus vizinhos na competição de mostruários.
Disse-o muito bem o sempre sensato Juca Kfouri: "Nos dois últimos anos da Dilma, a luta de classes voltou com força. Não por parte dos trabalhadores, mas por parte da burguesia insatisfeita".
Monta-se um cenário tragicômico de embate para uma nova batalha de Itararé, esquecendo que 64 já era - já não há barbudos cubanos como assombração, nem carece de exorcistas na mudada santa madre igreja. 
Essas elites sem pudor não  teriam  nem de que reclamar hoje em dia, por que a Dilma e o PT estão longe da intrepidez ousada dos órfãos de Hugo Chávez, ou do duelo frontal de Cristina Christner, ou mesmo da conduta altiva do índio Evo Morales.   Tanto que por um infortúnio histórico deram um longo passo atrás, traindo, sim, quem votou no avanço almejado.

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