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quarta-feira, 25 de março de 2015

Alípio Freire: Petrobras, o epicentro da crise


ARTIGO

Petrobras, o epicentro da crise
Brasil de Fato
Edição 630
23.03.2015

Alipio Freire



A cada dia, torna-se mais imprescindível garantir o mandato da presidenta Dilma Rousseff.
A cada dia, torna-se mais difícil defender algumas políticas do Governo da presidenta Dilma Rousseff.

Essa é a grande encruzilhada que enfrentamos neste momento, que nos imobiliza e nos coloca acuados, na defensiva.
É indispensável para os interesses da classe trabalhadora e do povo (povo = todos os explorados oprimidos) impedir qualquer retrocesso das conquistas alcançadas com a Carta de 1988 – o que implica garantir o atual mandato, evitar qualquer tipo de golpe. No entanto, frente à ampliação sem fim da hegemonia do PMDB e suas políticas na composição do Governo, e ao avanço de medidas que agravam a situação dos trabalhadores e do povo (o reajuste fiscal é uma das mais sérias), valgumas das políticas em curso tornam-se cada vez mais indefensáveis.

Em outras palavras: como, ao mesmo tempo, combater políticas e garantir a estabilidade institucional/constitucional no atual quadro?

A situação se agrava, se lembrarmos que, do mesmo modo como ocorre no PMDB, a voracidade fisiológica do PSDB e de setores do PT entrincheirados no Instituto Lula, também ultrapassam toda moralidade e qualquer decência.

É fundamental entendermos, porém, que toda essa instabilidade política e social que hoje enfrentamos, tem seu epicentro na questão Petrobras, espetacularizada em torno da “corrupção”. O real objetivo desta operação contra nossa petroleira e toda a desestabilização daí decorrente, no entanto, é desqualificar e desmoralizar a estatal, de modo que possa ser privatizada (pelo capital estadunidense), questão que permanece submersa e oculta para a maioria dos brasileiros. Lembremos a tal “Primavera Árabe”... Ali, os levantes por “democratizações”, “anticorrupções”, “contra o uso de burcas”, etc., só tiveram fim depois que os EUA se apropriaram do petróleo, oleodutos e gasodutos outrora garantidos pelos “ditadores” (derrubados e/ou assassinados) pelas forças de Washington e seus aliados. Aí, sim, aqueles países encontraram a “democracia” e a “paz”: a grande Pax Americana, a paz dos cemitérios.

Os serviços de inteligência de Washington e seus aliados, porém, andam desprovidos de criatividade. Deixemos um pouco de lado a “Primavera Árabe”, pois o tempo e a eficiência dos oligopólios da mídia, já apagaram o episódio das mentes da maioria. Detenhamo-nos em questões mais recentes:
as sucessivas desestabilizações (e tentativas de golpes) na Venezuela, Argentina, Ucrânia (neste caso visando à Rússia de Vladimir Putin);
as não explicadas – ainda que "oportunas" – quedas de aviões na Ucrânia e no Brasil - neste último, foi morto, em plena camoanha, o candidato à Presidência do PSB e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos;
os sucessivos assassinatos de opositores de Governos que os EUA pretendem derrubar: Argentina (Cristina Kirchner), Rússia (Vladimir Putin) e Venezuela (Nicolás Maduro).
Talvez por "mera coincidência" o cerco se feche em torno de países ricos em petróleo e/ou que abrigam passagem do "ouro negro" pelo seus territórios (oleodutos).

Portanto, aquelas forças que fazem oposição sistemática ao atual Governo visando à sua queda (e à quebra da legalidade), que ponham suas barbas e demais pelos de molho... Quem será o escolhido em nosso país para ser imolado?
E que não esqueçam: o premiado será escolhido exatamente por aqueles com os quais conspira - para os quais trabalha.

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