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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O declínio: inserção internacional do Brasil (2011-2014)

Revista Brasileira de Política Internacional


Rev. bras. polít. int. vol.57 no.2 Brasília July/Dec. 2014


http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201400308

O declínio: inserção internacional do Brasil (2011-2014)
 
 
Amado Luiz Cervo * , Antônio Carlos Lessa **


*Instituto de Relações Internacionais, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil (amado.l.cervo@gmail.com)

**Instituto de Relações Internacionais, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil (aclessa@gmail.com)

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ABSTRACT
 
No artigo são examinados os fundamentos da inserção internacional do Brasil sob o primeiro governo da Presidente Dilma Rousseff (2011-2014). São analisadas as causas da perda de eficiência da estratégia de ação internacional adotada no governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003-2010), a partir da elaboração de hipótese analítica relacionada com a ideia de declínio relativo.


ABSTRACT


In the article we examine the foundations of international insertion of Brazil in the first government of President Dilma Rousseff (2011-2014). The causes of the loss of efficiency of the international action taken in the government of Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), is considered under the elaboration of the analytical hypothesis of relative decline.

Key words: Dilma Rousseff Administration; Brazil's international insertion; Brazilian Foreign Policy

 


Introdução


As relações internacionais do Brasil atravessam, durante os quatro anos do primeiro governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014, um período caracterizado pelo declínio relativamente ao período correspondente aos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2010, quando se lidava com o conceito "ascensão".

Neste trabalho serão examinados causas e indicadores como base empírica para elaboração do conceito de declínio. Sobressai, nesse sentido, a dificuldade do Estado em manter o diálogo intenso e confiante com os segmentos dinâmicos da sociedade de que resultara a ascensão brasileira como potência emergente. Outros problemas de pesquisa foram identificados sem dificuldade. Que foi feito do multilateralismo humanitário do país? Em que medida, coalizões, blocos e parcerias bilaterais alimentam a vocação globalista do país? Um passo para a maturidade sistêmica da economia nacional havia-se dado mediante a expansão de empresas brasileiras no exterior: como evolui a tendência da internacionalização econômica? Enfim, a preocupação com a segurança internacional, bem como no entorno geográfico e no Atlântico sul.

O declínio do Brasil nas relações internacionais é, pois, eleito nesse texto como hipótese analítica aplicável ao período do primeiro mandato de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014. O fenômeno é perceptível desde a transição do governo de Lula da Silva para a sua sucessora e afeta a inserção internacional da potência emergente. A tendência mantém-se depois por efeito de duas causalidades que correspondem a variáveis explicativas. Em primeiro lugar, a inexistência de ideias força, ou seja, de conceitos operacionais com capacidade de movimentar sociedade e Estado em torno de estratégias de ação externa; em segundo lugar, obstáculos acumulados pelo Estado com perda de eficiência da função gestora de caráter indutor.
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Íntegra do artigo no link abaixo:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292014000200133&lng=en&nrm=iso&tlng=en#aff1

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MEUS COMENTÁRIOS EM GERAL


Não se faz nada sem a mídia - a mídia pauta, mas tambem condena, enaltece ou simplesmente menciona para constar. Mas sempre com um objetivo primário ou um vetor de intenções secundárias para moldar a percepção da realidade. Ou seja, se não está no radar da mídia, não existe e não se comenta. O resultado é que não há tração naquilo que seja prioridade de governo se quem manda na mídia não aprova!

Hoje esta mídia opera em overdrive para encarecer e sustentar uma política de contrariedade ao BRICS. Esta política se resume na camuflagem de duas frentes de ação: estrangulamento do multilateralismo no berço e alimentação da guerra ao terror, concebido e bem gestado, diga-se de passagem, para produzir os efeitos globais atuais. Esta dobradinha, se não desmancha as iniciativas de auto-sustentação de países como o Brasil, inviabiliza todas aquelas com o propósito de estabelecer e cimentar vínculos bilaterais porque preferem o alinhamento automático com o eixo unipolar em vez de se reagruparem diferentemente em uma multipolaridade liberalizante. Neste ralo de politicas de "defesa à democracia ocidental" caem as verbas destinadas ao Itamaraty por inviabilidade de engajamento produtivo, o que não é de se surpreender!

Por outro lado, tendo como propósito o esvaziamento economico dos países, o comércio internacional é inibido pelas políticas de guerras cambiais e expansões monetárias para tapar déficits orçamentários e cumprir compromissos de dívidas ainda que assaltados pela especulação financeira que transfere valores à matrizes bancárias hoje tambem corretoras em todas as praças do mercado mundial.

Governos de países vulneráveis, que são a esmagadora maioria desprovidos de recursos próprios porque penalizados pela transferencia automática de valores que resulta em dependência e possibilidade de repentino esvaziamento político, sentem uma mistura de receio de ficar fora do circuito financeiro e precaução contra uma desestabilização política interna, algo realmente corriqueiro no modelo atual das RIs. Ou seja, o político está de tal forma dependente do financeiro e as duas situações são tão próximas uma da outra que uma mudança de política de governo, ou mesmo estratégia de estado, é virtualmente impossivel. Daí a extrema cautela em operacionalizar o Banco do BRICS, especialmente quando o sistema é impulsionado por uma só moeda e balizado por uma central de operações.

De nada ajudam versões do conservadorismo ou o liberalismo economico desde que ambos dependem igualmente do capital financeiro que age impune, mas agora sob visível assalto pela troca do dolar por moedas nacionais no intercâmbio comercial. Daí as politicas na UE refletirem a dinâmica entrópica na economia e nas RIs para satisfazer os ditames do centro do capital especulativo que tem na política de pressões e embargos economicos um braço, e defesa armada outro de ação eficaz.

A declarada "luta contra o terror" é então uma conveniência para dar crédito e vasão às mais variadas excursões militares na manutenção do sistema. Isso quando grupos terroristas não agem em outras áreas de interesse totalmente desimpedidos e nenhum governo, muito menos a mídia, criam caso. Pesos e medidas diferentes, claro! Mas os comentadores políticos nas TVs da maioria dos países mantém o emprego cumprindo uma linha editorial muito bem paga, ou freelancers não ousam distoar para manter o engajamento.

Este é o direito internacional que na maioria das vezes abona ou se cala diante dos estragos colaterais de bombardeios cirurgicos em áreas civís, geralmente em país produtor de petróleo que precisa ser "democratizado" com cada vez maiores doses de brutalidade! Fica sem mencionar, na confusão, que não há espaço para politicas de governo que discorde e ache de direito estabelecer relação de cooperação com o país vítima, porque todos se encolhem diante da barbárie. Esta perversão de valores então passa a ser de direito! Inclusive o CS da ONU fica inoperante, e o silêncio é ensurdecedor!

Então, parada gay e anti-aborto se confundem no espectro das conveniências das políticas sociais internas de vários países para assegurar tanto o controle da consciência social como o inconsciente coletivo, enquanto o Dow Jones Industrials bate recordes em Wall Street, a Goldman Sachs arrecada dezenas de bilhões e o FED não pára de comprar títulos do governo dando prosseguimento ao Quantitative Easing a fim de financiar o sonho de consumo. Oh, how easy it is! Mas quão dificil para Dilma Rousseff produzir ou focar em uma idéia força que retire o Brasil do marasma, ou melhor, que impulsione o Brasil para uma inserção efetiva no "lá fora em algum lugar" e deixe de ser o gigante que nutre o desejo doentio de ser encubador de sonhos alheios, seja por imposição, erro inconsequente, ou perfilamento consciente.


Rebello

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