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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Porto de Mariel: o que tucanos e aliados têm a dizer sobre isso?


Porto de Mariel: o que tucanos e aliados têm a dizer sobre isso?

O ataque ao financiamento da Odebrecht, na construção do porto,
 mostrou a pequenez daquele que se apresentava como projeto
 de estadista.

José Augusto Valente


A cada dia que passa, fica mais claro o que representavam as 
candidaturas presidenciais em 2014. De um lado, Dilma com visão 
de estadista, com protagonismo internacional, com independência em
 relação aos EUA e com um programa progressista. 

Do outro lado, candidaturas de Aécio e Marina navegando ao
 sabor de ventos e correntes conservadoras, pensando no imediato, 
sem visão estratégica, com projeto de dependência aos EUA e com
 programa conservador e, em alguns casos, reacionário.

Um dos pontos que marcou esse confronto foi o financiamento de
 empresa brasileira, pelo BNDES, para construção do Porto de Mariel,
 em Cuba. 

Neste vídeo de campanha (clique aqui), que foi ao ar no dia 25/9/2014,
 Aécio comete duas barbaridades: mentir sobre o financiamento da obra 
do Porto de Mariel, em Cuba, dizendo que se destinava ao governo cubano,
 quando o destino era a empresa brasileira Odebrecht; mostrar uma 
situação de caos portuário brasileiro inexistente, para “justificar” que o 
governo brasileiro priorize investir aqui e não lá.

O ataque ao financiamento da Odebrecht, na construção do porto,
 mostrou a pequenez daquele que se apresentava como projeto 
de estadista. O que estava em jogo, nesse ataque à Dilma, era 
consolidar sua posição com a direita conservadora que consegue ser
 mais realista do que o rei.

Sim, nos EUA, o empresariado quer as relações comerciais com
 Cuba e elas já ocorrem há tempos. Com o impedimento 
– para Cuba – de fazer suas trocas comerciais com crédito para pagamento
 a prazo. Tem que ser tudo à vista, por causa do embargo que, acredito,
 será suspenso em breve.

Se o empresariado dos EUA é a favor de relações comerciais com Cuba,
 o que impede então a suspensão do embargo? Pelo que pude apurar,
 quem não aceita a suspensão é a colônia de cubanos que mora nos EUA, 
que tem muito voto.

Na banalização ideológica desse tema, Aécio mostrou que não seguiu,
 sequer, a avaliação da FIESP, que congrega uma boa parte do 
empresariado brasileiro.

Para fundamentar o que estou escrevendo, ouça (clique aqui) o que disse
 Thomaz Zanotto, diretor de infraestrutura da Fiesp, em entrevista 
concedida à Record News. Nesta entrevista, Zanotto explica em detalhes 
por que o financiamento do BNDES à Odebrecht, para construção do Porto
 de Mariel, foi um golaço estratégico do Brasil.

Segundo o site da EBC, as obras no Porto de Mariel, tocadas 
pela Odebrecht, exigiram investimento de US$ 957 milhões, financiado 
pelo BNDES. Do montante, US$ 682 milhões foram aportados pelo Brasil.
 Como contrapartida, houve exigência de que pelo menos US$ 802 milhões 
do total fossem ...

TEXTO COMPLETO NESTE ENDEREÇO:

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