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sábado, 24 de janeiro de 2015

A política economica de conveniência

Empresas escondem toneladas de alimentos da população para boicotar o governo na Venezuela

 
Mais de mil toneladas de alimentos da cesta básica foram apreendidos pelo governo venezuelano em um galpão da empresa de distribuição Herrera S.A., que não distribuía os produtos, como parte da guerra econômica declarada pelos grandes empresários contra o governo popular de Nicolás Maduro.
 
Na última segunda-feira (11), a Superintendência de Preços Justos, com apoio de denúncias dos cidadãos, apreendeu milhares de produtos de alimentos e de higiene pessoal em um armazém da empresa privada Herrera S.A. no estado de Zulia. Os produtos possivelmente seriam contrabandeados para a Colômbia. Nove sucursais da empresa estão sendo investigadas por retenção dos produtos vitais para o povo venezuelano.

Foram encontradas toneladas de farinha de milho, arroz, fraldas, detergente e milhares de unidades de leite, sabonetes, amaciantes e barbeadores, entre outros, segundo o vice-presidente da República Jorge Arreaza. Ele disse também que os dirigentes da empresa alegaram que tinham as toneladas de alimentos retidas por problemas com a distribuição. No entanto, o ministro para a Alimentação Carlos Osorio e a ministra para o Comércio Isabel Delgado afirmaram que sem a constatação de alguma denúncia ou queixa pela falta de distribuição, a empresa tem que ser sancionada, informa a Telesur.

Os responsáveis pela empresa terão que comparecer perante a Justiça. Segundo a companhia, a distribuição desses produtos ocorreria em 30 dias, o que viola as leis de distribuição e comercialização no país. Além disso, muitos produtos escondidos pela distribuidora estavam sem a marca de controle de qualidade.

Arreaza acrescentou que investigarão os distribuidores de outra empresa privada, a "Protect&Gamble", já que esconderam em armazéns toneladas de produtos que fabricam na Venezuela. "Se eles estão vendendo esses produtos a essa empresa que esconde os produtos da população, deve haver uma razão", disse.

O Governo venezuelano garantiu que os mais de mil produtos serão avaliados e distribuídos a preço justo à população de todo o país.

Quem é a Herrera S.A.?

A Herrera S.A. detém um forte controle na distribuição de produtos alimentícios, de higiene pessoal e enlatados. Ela tem exclusividade na distribuição das marcas Kellog's, Nestlé, General Mills e Avelcasa em oito estados venezuelanos e também monopólio na venda dos produtos de higiene pessoal fabricados pela "Protect&Gamble" (sabão, detergente, fraldas e absorventes) e pela Pfizer (higiene bucal e cremes para o corpo).

Um de seus acionistas é a companhia Diamante Trading Investments LTD, sediada em Barbados e representada por Peggy Carolina Ordaz Quijada, militante do partido de direita "Vontade Popular", responsável pelos atos terroristas e pelas manifestações violentas para derrubar Maduro em 2014, que causaram mais de 40 mortes.

Em agosto de 2014, a Superintendência de Preços Justos multou a empresa com 5 mil unidades tributárias por não cumprir a Lei Orgânica de Preços Justos, aprovada em 2011 com o objetivo de regular e controlar os preços e evitar a especulação no país.
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Discussão no Grupo do facebook

Pedro Henrique - Lembra da época do congelamento de preços do Sarney? O que acontece na Venezuela é algo semelhante...
As empresas se defendem como podem das megalomanias do governo, que ao invés de movimentar a economia com politicas de estímulos quer subjugar a todos com imposições unilaterais e punições...
 
Alexandre - Coitado do Maduro... ele é apenas a vítima de um complô dos produtores de papel higiênico. Eles irão dominar o mundo.

Fernanda F. -  A empresa não vende os produtos já que, com os preços controlados pelo governo, terá prejuízo. Me poupe, Marcos, que bobagem.

José - O esquerdismo de certas pessoas me assusta pelo tamanho da cegueira.

Marcos Rebello - Eu acho engraçado o seguinte: quando o capitalismo canibal arrocha para tirar até o que não pode da população deixando-a na miséria mais abjeta possivel, quando crianças e idosos comem de lixões e junto com porcos, quando se vê fotografias de corvos esperando crianças morrer para fazerem as suas refeições, voces acham isso até romantico porque permitem que a mídia massageie as suas consciências! Este é o produto da liberdade que voces engolem. Sim, liberdade política e economica. Certo? Nisso não há corrupção de valores porque a liberdade é liberal o suficiente para cobrir todas estas barbaridades. Mas quando aparece quem enxergue nisso algo reprovável e queira mudar o sistema para dar a todos a oportunidade de serem iguais, voces dão chilique! Voces engolem o que a mídia diz sobre o mercado, que regula tudo e é "fair and square". Vou ser sincero com voces mais uma vez e dizer que antes eu tinha pena de quem pensava assim. Mas hoje eu não tenho mais, porque o aprendizado custoso agora me faz rir.
 
Pedro Henrique - Marcos não seja ingênuo, o socialismo não é a resposta...
Jefferson Ramos Brandão Lute, então, pela revolução comunista.

Alexandre D. - Tou me sentindo o Sheldon Cooper aqui... Porque não decifrei se ele está sendo sarcástico ou se está falando sério.

Marcos Rebello - Saiam do imobilismo politico e intelectual. O maniqueísmo não é a solução. Além do mais estamos no meio de mais uma crise que deveria, depois de tantas e tantas lições históricas sobre economia, politica e principalmente financeira, servir de laboratório para mudanças significativas na formação de novas propostas. Aliás, estas existem, como o que vem sendo feito calculadamente pelo BRICS, mas isto não desce com a facilidade necessária para a esmagadora maioria na inércia mental.
Ah ... e cada vez mais eu reparo que posso flexibilizar a noção de "complexo de vira-latas".
 
Carlos Frederico P. G. -  Bolivarianismo evaporou junto com o Petrocapitalismo
 
José P.  - Prezado Marcos,
Não defenderei o capitalismo como vc defende agressivamente o "socialismo", mas vou lembrar-lhe certos fatos consumados:
1. Boa parte das nações africanas foi, por muito tempo, socialista
2. Vc não é o único que enxerga mazelas no capitalismo, pena não enxergar as deficiências de autossustentação do "socialismo"; quanto à Liberdade difundida e necessária no capitalismo: Eu amo! Nos permite lutar, se arriscar, termos divergências, nos diferenciar e evoluir :D;
3. Sobre o "complexo de vira-latas" acho que tem mais a ver com quem espera o que seja distribuído uniformemente sem considerar méritos e individualidades do que com quem busca recompensas maiores por feitos maiores - eu, por exemplo, sempre me imagino como um leão, uma águia ou um tubarão
 
Alexandre D. - Ainda não tenho plena certeza de que ele esteja falando sério... Mas tou começando a acreditar que sim. Como diria o grande Barão do Rio Branco: "The dude is totz cray cray!" (Fonte: diariodaliberdade.org)
 
Marcos Rebello - Os erros axiomáticos do petrocapitalismo está evaporando o Dólar! Mas o que aparece, porque a mídia faz aparecer, são as falhas do bolivarianismo, do putinismo, do lulismo, do dilmismo e de todo ismo para desviar da verdade. Sem o Dólar, o que vai sustentar a realidade pintada nos olhos do mundo? Que sistema irá prevalecer? Ou melhor, o que faz cada país ser o que é e manter-se sem as imposições de costume?
 
José, leia novamente o que eu coloquei mais acima. Esse dualismo político conveniente está superado. O capitalismo aglutinou o socialismo, gradual e rápidamente, após o desmanche da União Soviética. O que estamos vendo hoje em Cuba é um arrôto do que foi o almoço. Quem lucrou com tudo isso foi o cartel financeiro, que sempre esteve por tras de tudo há séculos, e o corporativismo megaempresarial. Não existe sociedade que consiga superar os efeitos disso.
 
Alexandre, a dúvida muitas vezes custa caro. E não é a fonte que derruba. É a ótica.
 
Guilherme R.-  Não tem lógica alguma o empresário deixar de ter lucro só para fazer oposição ao governo. Quem pensa assim só fala bobagem e não tem noção nenhuma do que é administrar uma empresa. E, se o atual preço de mercado não cobre os seus custos, ele não vai colocar seu produto na prateleira para ter prejuízo, por mais benevolente que possa ser. Daqui a pouco os chavistas vão querer ter ideias como as da época do Sarney, de pegar no laço os bois no pasto e trazê-los para o mercado, como se a economia funcionasse assim.
 
Marcos Rebello - Ok, Guilherme, vamos por partes. Vou ser extenso como de costume quando quero explicar algo.
 
Ter lucro é uma coisa, fazer lucro é outra.
 
Primeiro de tudo, o que entra na formação do preço da mercadoria? E, depois disso, o que é o lucro? Melhor ainda, o que determina a margem de lucro de uma mercadoria? Um mercado livre ou um mercado encurralado?
 
Mas isso apenas não é suficiente para determinarmos o contexto da matéria em discussão. Temos que avaliar a conjuntura politico-economica do país em questão que, neste caso, é latinoamericano com um histórico de controle político institucional pelos conceitos economicos. No caso da Venezuela, uma elite que comandava a indústria do petróleo que comia na mão dos donos lá fora. Me ocorreu neste momento os anos 70 no Brasil quando a ciranda inflacionária era um horror e depois de muita análise foi descoberto que ela iniciava nas multinacionais que detinham o contrôle da cadeia produtiva verticalizada. A indústria farmacêutica foi uma detectada. Ou seja, uns produtos de uma multinacional puxavam o cordão inflacionário que era seguido por outras multis quando os programas do governo não liam pela cartilha do que mandava a metrópole. Então, o que é um mercado livre?
 
Agora digo por experiência porque já distribuí produtos da Procter & Gamble, já desenvolvi produtos para competir com os dela, já fiz conta no lápis chegando ao quarto de penny a fim de saber se era viável distribuir os nossos produtos em cadeia nacional negociando com uma variedade de empresas de transporte a fim de pagar o frete interestadual mais barato possivel. O lucro era a última coisa a ser calculada a fim de poder entrar no mercado e mesmo assim muitas vezes era inviável porque as grandes empresas tem tudo absolutamente calculado e controlado pela politica de repasse de vantagens aos compradores. E quando perdem um pouco o controle, individuos como eu conseguem penetrar, mas eles não demoram em tapar o buraco. Posso dar exemplos disso aqui, mas o assunto é um adjacente bem próximo como iniciamos que é a viabilidade de um mercado livre e o lucro empresarial de quem detem ou não o controle deste mercado. Nisto voce já deve ter percebido que a economia empresarial está diretamente ligada ao controle político para que o mercado as favoreça.
 
Então eu pergunto: Aonde entra, se alguma, a responsabilidade social da empresa? Voce, como todos os que em teoria apoiam a economia de mercado irão responder: Por que uma empresa haveria de ter responsabilidade social quando ela fabrica produtos para vender no mercado à lucro? Esta é a sua responsabilidade social! Tudo bem. Mas quem teria a responsabilidade pelo social? Ninguém! Certo? Cada um que cuide de si e se levante como possa. E para que governo, então? Para ser aparelhado pelas mega empresas! Percebeu o mercado? Percebeu a Venezuela? Percebeu o Petróleo e as elites? Foda-se a sociedade ou o equilibrio socio-economico! A máquina do estado e os governos servem para serem aparelhados por quem paga o sistema para funcionar de acôrdo com o que eles ditam! Nos anos 70, 80 e 90 quando não obedeciam, algo causava a espiral inflacionária que fritava ministros da fazenda. Estes, para bem ou mal, tentavam equilibrar a economia nacional. Por tempos ninguem conseguia colocar o dedo no problema que passava a ser, voilá, social e depois, politico. Enquanto isso as grandes empresas mandando no pedaço. Mudou alguma coisa hoje? Não, afunilou e concentrou! Nem a Europa, com toda a sua história, consegue se livrar da sarna da elite política. Isso pede por uma alternativa na raíz do problema que é de transferencia de valores. É urgente a criação e manutenção de valores em moedas nacionais controladas pelas respectivas sociedades de países! Isso é que garante a estabilização socio-economica e política. Não bancos privados e multinacionais que dominam Bancos Centrais e, por eles, inteiros governos e países.
 
Vou dar apenas dois exêmplos que eu pensei não fosse necessário como disse acima. Tenho vários, mas estes são os que me ocorrem no momento. Começamos a distribuir Kotex da Kimberly Clark e Clorox detergente da Clorox. Ambas de grandes cias norteamericanas, mas manufaturados no México sob os mesmíssimos processos e regras. O preço era inferior que nos EUA e comprávamos Kotex em caminhões de 53 pés high cube e Clorox em peso máximo permitido por caminhão e cruzávamos a fronteira para disrtibuir nos EUA a preço inferior que os manufaturados localmente. Tudo dentro dos conformes da lei do mercado e da NAFTA! Lembra do livre comércio? De repente a aduana começou a dar problemas embargando os caminhões. Resumindo. As cias ficaram sabendo e usaram a FDA (Food and Drug Administration) como Polícia de Fronteira e agentes de sua segurança para proteção de mercado. Sempre uma desculpa esfarrapada mas, segundo eles, legal para impedir a importação. Os mesmos produtos das mesmas cias em mercados diferentes tinham preços diferentes. Me responda: Por que? Formação de preços distintos? Garantia de lucros maiores? Controle de mercados? Todas as de acima? O que dizer agora sobre os produtos da Procter & Gamble? O que sobre o petróleo da Venezuela controlado por uma elite? E o preço do barril hoje no mercado mundial? Isso é um acaso? Absolutamente não! É alta poíitica de contrôle de mercado! Ninguem está aí para o social!
 
Agora, em caso de produtos diferentes mas competitivos, por que o produtor menor não pode ter acesso ao mercado? A sociedade não merece pagar menos pelo mesmo produto com qualidade um pouco inferior ou com a mesma qualidade mas com um rótulo diferente sem comerciais na TV em horário nobre? Quem paga as TVs e os comerciais para manter uma mídia obediente nos seus editoriais?

Finalizando ... a Procter & Gamble é uma extra-hiper-mega multinacional que controla quase toda a indústria de "consumer products". Na Venezuela ela é casada com a Herrera. Alguem realmente acha que ambas iriam deixar barato para a Venezuela?
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