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sábado, 22 de março de 2014

O Cavalheiro da Ordem Primeira dos Tucaninos de Belzebu visita Garanhão



O Cavalheiro da Ordem Primeira dos Tucaninos de Belzebu visita Garanhão

Fernando Soares Campos

Meia-noite tenebrosa, Garanhão dormia o sono dos injustiçados, daqueles a quem ainda não fizeram justiça, pois, quando deveria estar repousando numa cela de um presídio de segurança máxima, estava ali naquele confortável aposento do seu luxuoso apartamento em Higienópolis, região dos jardins paulistanos. Se o ambiente não fosse hermeticamente isolado por proteção acústica, todo o bairro ouviria seu ronco gutural.

Súbito, uma voz cavernosa ecoou na penumbra do quarto:

― Acooorda, seu mandrião de uma figa!

Mas o demente dormente não deu sinais de despertar, e o roncar agravou-se em sobrecarregado tom.

O medonho vozeirão repetiu o chamamento:

― Acooorda, infeliz das costas ocas!

Dessa vez, ao sinistro chamado seguiram-se assustadoras gargalhadas e babélicos xingamentos de espectros obsedantes, a cambada diabólica liderada pelo exu-caveira Serjão Mottasserra, membro-fundador e cavalheiro da Ordem Primeira dos Tucaninos de Belzebu.

Debalde, Garanhão permanecia mergulhado em profundo pesadelo. Alguns mofentos passaram a incomodá-lo com arranhões e beliscões, enquanto outros esticavam seus braços e pernas.

Agora ele parecia ter despertado, olhos arregalados e boca escancarada, porém permanecia em estado letárgico. Assistia a tudo horrorizado, mas não conseguia se mexer.

Serjão Mottasserra aproximou seu rosto do dele e baforou gases enxofrentos. A golfada calorenta despertou Garanhão, que, brusco, ergueu-se e berrou:

― Nãããooo! ― imediatamente os mofentos subalternos o imobilizaram, e ele desandou em desconexa gritaria: ― O que vocês querem?! Não chegou a minha hora! Eu ainda tenho prazo! Vocês são obrigados a cumprir todas as cláusulas do pacto! Estou fazendo a minha parte!

― Contenha-se, amaldiçoado! ― gritou Serjão ― Eu não vim lhe buscar, quero apenas que preste contas sobre as imbecilidades que vem cometendo.

― Imbe... ci... lidades?! Eu?! Do que você está falando?!

― Soltem esse energúmeno.

Os curimbabas das trevas afrouxaram os golpes. Garanhão escorregou recuando até recostar-se na cabeceira da cama, trêmulo, balbuciante:

― Ener... gúmeno?! Não estou... entendendo você, Serjão! Quando era... vivente, insigne membro da minha equipe... (pigarro) ministerial, articulador e... gerente dos planos de... (tosse) desestatização de empresas... é... é... deficitárias, não economizava elogios à minha consagrada... (pigarro) reputação como... um dos mais eminentes intelectuais deste... (tosse) país! Detentor de honoríficos títulos concedidos pelas mais conceituadas... (pigarro) universidades do planeta!

O exu-caveira chefe olhou detidamente para Garanhão, deu-lhe as costas e, desengonçado, caminhou lentamente até se posicionar diante de um grande espelho ricamente emoldurado. Num impulso quase involuntário, fez gesto de arrumar os cabelos com a palma da mão. Deteve-se.

― Maldição! Sempre esqueço que minha imagem já não se reflete em superfícies espelhadas! ― voltando-se para Garanhão, perguntou: ― Como está a minha aparência?
― Como sempre, Serjão! Como sempre! Vistoso, corado, forte, elegante...
― Pode parar, seu destrambelhado! Não adianta bajular, quero mesmo é saber por que você aprontou mais uma bestialidade sem me consultar.
― Serjão, você está me ofendendo gratuitamente, estimado parceiro... Você agora está desconfiando de mim?!
― Não, não estou desconfiando de você agora...
― Eu sabia, companheiro! Eu sabia! Eu também sempre confiei em você, eu...
― Fecha essa matraca, seu inconsequente! Eu não estou desconfiando de você agora... Eu nunca confiei em você! Por isso não me surpreendi quando soube dessa última asnice que você andou aprontando.
― Asnice?! Asnice?! O que você está chamando de asnice?!

O maligno tucanino-chefe bufou e rosnou.

― Quem lhe autorizou a engendrar e disseminar esse factoide disparatado contra o governo, visando investigações sobre a compra da refinaria americana pela Petrobras no ano de dois mil e seis da era do impronunciável?  
― Factoide disparatado?! Ora, meu amigo de fé, meu irmão Serjão! Esse já pode ser considerado um dos planos mais bem arquitetados, coisa do tipo nunca antes na história deste país!
― O que você está pretendendo com isso?
― Sei que você é um homem... quer dizer, uma entidade poderosa, certo?
― E daí?
― Frequenta ambientes em que energias deletérias possam atraí-lo...
― Isso aí até crianças do catecismo sabem. Mas... onde você quer chegar?
― Certamente você acompanhou os trabalhos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
― Sim, claro, nossos parceiros invocaram nossas influências, no sentido de atrapalhar as investigações, estamos fazendo o possível. Mas a presidenta é carola, religiosa do tipo que anda com santinhos, escapulário, patuá e rosário na bolsa. E toda noite reza pedindo a proteção do impronunciável.
― Assim não pode! Assim não dá! Ela está burlando a lei! Este é um país laico! Isso caracteriza crime passível de impeachment!
― Sim, mas, quanto ao factoide, onde você quer chegar com essa história de bilionário prejuízo dos cofres públicos com compra da refinaria?

Garanhão começou a se sentir mais à vontade, até esboçou um sorriso dissimulador.

― Se você está acompanhando a Operação Lava jato, sabe que pegaram o Alberto Youssef e o Paulo Roberto Costa.
― Então, isso aí é motivo suficiente pra você e o seu mafioso clã encolherem, botarem as barbas de molho. Não vê que o Youssef é peça chave para reavivar o caso das privatizações, o que hoje toda a população conhece como privataria dos teus tempos?
― Serjão, você me conhece, sabe que não dou murro em ponta de faca.
― Não? Não mesmo? E o golpe da barriga que você tomou da sonsa platinada, hein?
― Isso é outro departamento, armadilhas do tesão.
― Então me explique por que vocês estão estimulando uma CPI para apurar o caso da compra da refinaria de Pasadena, no Texas.

Garanhão começou a se sentir tão à vontade que se levantou da cama, foi até uma estante, pegou um frasco de barbitúricos, despejou uma porção na mão, arremessou-a na bocarra e engoliu tudo.

Continuou:

― A verdade é que Youssef é apenas uma mão suja na lavagem do dinheiro que conseguimos com a venda das estatais. Ele não tem informações concretas sobre como adquiríamos a grana. É réu confesso da CPI do Banestado, o que nunca nos incomodou, pois aquela comissão não se interessou em apurar a verdadeira origem de toda a dinheirama que ainda hoje descansa em paz nos paraísos fiscais.
― Se é assim, imagine se essa Operação Lava Jato não foi deflagrada exatamente para que os petistas tivessem material suficiente para reeditar a CPI do Banestado, agora com o nome de CPI da Privataria! Você sabe que Alberto Youssef não é dos maiores empresários de lavagem de dinheiro, mas tem lá sua cota de alguns bilhões de reais em nosso benefício. Ele e muitos outros varejistas do ramo foram presos, e através deles se pode chegar a muita conclusão, pode-se desvendar mistérios nunca antes esclarecidos. E o Paulo Roberto Costa?! Me lembro desse sujeito. Era um funcionariozinho de carreira, nada comparável a um Shigeaki Ueki, mas pode ser investigado e chegarem às suas colaborações com os nossos esquemas nos áureos tempos... Hum! Falam até que Youssef lhe deu uma Land Rover de presente... Hum! Quando foi feito esse mimo?

Garanhão quase explode em escandalosa gargalhada, mas se conteve e apenas sorriu à Muttley, o cão de Dick Vigarista.

― Isso não importa, meu caro Serjão das Trevas Brilhantes! O que conta agora é a suposta influência dele na compra da refinaria americana dos belgas.
― Mas o Paulo Roberto Costa e o Nestor Cerveró, da Diretoria Financeira da BR Distribuidora, sempre nos serviram, trabalharam pra nós durante seus dois mandatos. Acompanharam o sucateamento da Petrobras, assistiram a desastrosos vazamentos de óleo e ao espetacular afundamento da P-36. Você acha que uma CPI da Petrobras, hoje, ficaria só nesse caso da refinaria de Pasadena?
― Claro que não!
― O que fazer, então? Vocês estão pressionando os peemedebistas a criar comissão de inquérito para apurar o caso. Não estão vendo que isso pode vir a ser um tiro no pé? Pior: na cabeça! Verdadeiro suicídio!
― Tudo cascata, meu caro espectro protetor! Você sabe muito bem que Cerveró e Paulo Costa são pupilos dos peemedebistas, não sabe?
― Sim, todo mundo sabe disso...
― O que você chama de todo mundo? Todo mundo, vírgula! O povão, daqui em diante, vai saber que eles são os mais importantes homens de confiança dos petistas e do governo. Não importa se foram os peemedebistas ou malufistas que colocaram eles nos cargos em nome da coalizão governamental, ou da governabilidade.
― Tá bem, até aí morreu Neves. Mas... e se criarem a tal CPI?
― CPI?! Que CPI?! Você ainda não atinou a razão de toda essa barulheira?!
― Hum!
― Não vai ter CPI coisa alguma. Assim não pode! Assim não dá! Basta essa delegaçãozinha de parlamentares que vai aos Estados Unidos investigar... (risos) a falha no contrato de compra e venda da refinaria. Isso rende matéria pra campanha eleitoral. Talvez a gente consiga virar o jogo e eleger nosso candidato!
― Hum! Duvido muito...
― Tá bem, tá bem! Também duvido. Mas a nova onda vai nos injetar bastante ânimo! Mais do que o escândalo do mensalão!
― Ânimo? Ora, ânimo pra quê, se não vai servir para a retomada do poder?
― Pode não ajudar a nossa volta pelas urnas, mas acirra a nossa militância!

Serjão não se segurou, deixou explodir estrondosa gargalhada.

― Militância?! Onde está a nossa militância?!

Garanhão, por um instante, encarou Serjão das Trevas Brilhantes e falou:

― Nas ruas, ora! Nas ruas! Hoje mesmo estarão realizando a Marcha da Família com o pai do impronunciável. Isso é meio caminho andado para uma intervenção à força, contra esse governo corrupto!

Serjão levantou o braço e bufou. Ao sinal, os mofentos subalternos apressaram-se em se posicionar ao seu lado. Ele correu a vista pelo ambiente até fixar-se em Garanhão e falou:

― Está bem, vou lhe dar um voto de confiança. Mas, se nada disso der certo, você não passa deste ano de dois mil e quatorze da era do impronunciável. Vai ter que nos entregar a alma, conforme o pacto.

O Cavalheiro da Ordem Primeira dos Tucaninos de Balzebu e seus mofentos subalternos sumiram, deixando Garanhão em meio à fumaceira enxofrenta que ocupava todos os espaços dos seus aposentos. Ele nem se incomodou com a atmosfera fétida. Está acostumado... Deitou-se e retomou seu pesadelo reparador...

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FHC é contra abertura de CPI da Petrobrás

Enquanto lideranças do PSDB no Congresso já se articulam para instalar comissão, ex-presidente argumenta que momento eleitoral pode 'partidarizar' investigação sobre estatal


20 de março de 2014

Luciana Nunes Leal

Rio - O ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso disse nesta quinta-feira, 20, não ser favorável à abertura da CPI da Petrobrás agora, mas avalia que o desdobramento do caso depende do empenho do governo em investigar as denúncias de irregularidades na estatal. Para FHC, a proximidade das eleições presidenciais pode 'partidarizar' a apuração.
No Congresso, entretanto, a liderança do PSDB já participa da articulação que cobra abertura de comissão. "Acho que o momento eleitoral não é o mais propício. Não sou favorável a partidarizar. Mas se o governo não apurar direitinho, abre espaço [para CPI]", declarou o ex-presidente, após ministrar palestra para novos alunos da universidade Estácio.
Durante o evento, o ex-presidente disse que a Petrobrás "deu marcha à ré" durante o governo de seu sucessor, o petista Luiz Inácio Lula da Silva, quando, segundo ele, houve uma retomada da influência dos partidos na empresa. "Nós transformamos a Petrobrás em uma corporation, uma empresa, não uma repartição pública. Para isso, tem que tirar a influência dos partidos. No governo anterior ao atual, deu marcha à ré e o resultado está aí, com escândalo nos jornais", afirmou ao responder à pergunta de um estudante.
Em entrevista ao Estado após a palestra, Fernando Henrique cobrou do governo investigação sobre a compra da refinaria em Pasadena. "Já se sabia do caso, a novidade é que a própria presidente reconheceu que está errado. Então ela tem que agir em consequência. É estranho (a aprovação pelo Conselho com base em um relatório). Pelo que vi, o valor (atual da refinaria) é muito aquém do que foi pago, é muito escandaloso. Não quero culpar ninguém, não é só ela (Dilma), o conselho é formado por muita gente, gente de peso. Mas quando se erra se paga a consequência", afirmou.
Fernando Henrique fez questão de lembrar que a compra da refinaria aconteceu na gestão anterior à da presidente atual da Petrobrás, Graça Foster. "Com essa presidência a Petrobrás voltou um pouco ao que é necessário, a ter uma visão mais profissional", disse.
O negócio de Pasadena, formalizado em 2006, é investigado pela Polícia Federal, Ministério Público e Tribunal de Contas da União (TCU). Ambos suspeitam que tenha havido superfaturamento e evasão de divisas. A compra custou R$ 1,18 bilhão à estatal e, anos antes, foi adquirida por uma empresa belga por US$ 42,5 milhões.
Conforme revelou o Estado, a presidente Dilma Rousseff justificou em nota oficial que "documentos falhos" a induziram ao erro ao dar aval à aquisição da unidade. Na época, Dilma presidia o Conselho de Administração da Petrobrás. Dirigentes da Petrobrás rebateram a afirmação e sustentam que Dilma tinha acesso a todos os documentos produzidos sobre a compra.
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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons
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PressAA

mais uma de Eike Batista -Dossiê: mineração afeta 32 cidades no RJ e MG

Dossiê: mineração afeta 32 cidades no RJ e MG

http://www.canalibase.org.br/dossie-revela-destruicao-socioambiental-no-rio-e-em-minas/
Camila Nobrega e Rogério Daflon
Do Canal Ibase
Pelo menos trinta e duas cidades brasileiras já foram atingidas pelo projeto Minas-Rio, um dos maiores empreendimentos minerários do mundo. Ele começa com a extração
Casa destruída em frente à placa da LLX
Casa destruída em frente à placa da LLX/Foto: Camila Nobrega
de minério na cidadeConceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, corta dezenas de municípios por onde passa um minerodutoe termina no Porto do Açu, empreitada do polêmico empresário Eike Batista, em São João da Barra, no Rio de Janeiro. Diante de um quadro aterrador, um  dossiê inédito elaborado por entidades da sociedade civil reúne informações que dão a dimensão de como os territórios estão sendo devastados social e ambientalmente. A indignação de povos dos dois estados foi transformada em união e combustível para a resistência.
Os grupos de atingidos de São João da Barra e de Conceição do Mato Dentro se conheceram, fizeram visitas mútuas e observaram que as violações numa e outra cidade guardavam trágica semelhança. Eles se juntaram  então, a entidades como Ibase, Associação de Geógrafos Brasileiros (AGB) ,o Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (GESTA) da UFMG e da UFF, para organizar os dados que expõem os estragos desse empreendimento que arrasou modos de vida e destruiu o ecossistema local com o aval dos governos dos dois estados e do governo federal. O cenário, como evidencia o documento, se compõe de graves violações de direitos humanos. A vida dos moradores dessas cidades foi atropelada, e eles viram suas lavouras serem utilizadas para uma concentração de terra sem precedência nessas regiões e os bens comuns, como caminhos, recursos hídricos e a maior restinga da América Latina revertidas para empresas privadas, ou seja, para acumulação de capital.
- A questão fundiária nesse projeto  é  emblemática. Nesse processo,  30 mil hectares (seis mil em minas e 26 mil no Rio) foram comprometidos – assinala o geógrafo Eduardo Barcellos, da Associação dos Geógrafos Brasileiros.
A falta de senso dos órgãos ambientais – pressionados pelos governos dos dois estados que se deslumbraram com a megalomania dos empresários à frente dos empreendimentos em Minas e Rio – causou distorções que levaram populações a sofrimentos desnecessários.
Mina de Conceição do Mato Dentro/ Foto: Rogério Daflon
As compensações ambientais acordadas, por exemplo, não levaram em conta modos de vida tradicionais. Um exemplo disso é o processo pelo qual foi criado o  Parque Estadual da Lagoa do Açu,em São João da Barra. Com mais de oito mil hectares e classificado como área de proteção integral, ele se sobrepôs a atividades produtivas tradicionais e  impactou a vida de pessoas de dois assentamentos:  Che Guevara e Ilha Grande, ou seja, em as áreas de reforma agrária, o que mostra a arbitrariedade e a  inconsistência do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
A remoção de famílias foi brutal, tanto em Minas como no Rio. Áreas em que viviam, sobretudo, agricultores familiares e pescadores foram alvo de desapropriações por decretos estaduais, sem qualquer consulta pública, declarando-as de utilidade pública.
(Vídeo expõe sofrimento dos atingidos)
- É como se produzir comida não fosse de utilidade pública – disse Barcellos.
O geógrafo ressaltou que a expulsão das pessoas resultou em um processo de formação de novos latifúndios nas mãos de empresários brasileiros e estrangeiros, numa transação avalizada pelo poder público brasileiro.
O ambiente de negócios do projeto Minas-Rio foi pautado pela mania de grandeza dos governos e da iniciativa privada. Perigosamente entrelaçados, não só fizeram vista grossa às violações cometidas nos territórios dos empreendimentos como se tornaram cúmplices. Dados expostos no dossiê mostram que os órgãos ambientais foram ineficientes diante dos constantes descumprimentos de acordos relacionados às condicionantes dos projetos.
Causou espanto que as licenças ambientais, em vez de tratar o projeto como um só, o fragmentaram em três. O Ibama, que por ser um órgão federal deveria dar a licença ao projeto como um todo, só o fez nas áreas atingidas pelo mineroduto. Os órgãos ambientais de Minas e do Rio fizeram as licenças, respectivamente, em suas áreas. Essa divisão não só abriu mão de uma visão completa dos impactos do projeto como também foi responsável pelos descumprimentos de acordos relacionados às populações atingidas e ao meio ambiente. Em Conceição do Mato Dentro, por exemplo, algumas famílias chegaram a ficar sem água como consequência da atividade mineral da Anglo American. Essas pessoas, contudo, estão cada vez mais conscientes.  A terra, na vida dessas famílias, é elemento central para a garantia da sobrevivência. Essa é a luta que une os moradores das cidades impactadas, como afirma o pesquisador do Ibase Carlos Bittencourt.
- Nossa aposta é nos intercâmbios entre as diversas resistências do Brasil frente à mineração, a fim de que saiam do seu isolamento local, dialoguem entre si e possam construir uma alternativa nacional a esse modelo destrutivo que devasta tantos territórios no Brasil – disse Bittencourt.
Como os governadores têm ignorado o pedido de diálogo das populações atingidas, várias formas de lutas começaram a ser costuradas. Ao se encontrarem, as populações atingidas de Conceição e São João trocaram angústias, dilemas e impressões. Formou-se uma rede de solidariedade. Nesse processo de resistência, algumas vitórias já foram conquistadas. Há várias ações judiciais em andamento nos ministérios públicos dos dois estados e do órgão federal. No Rio de Janeiro, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) está atenta à questão e já convocou audiências públicas. A isso tudo se somam investigações de caráter trabalhista, tendo em vista as greves de operários da LLX e da Anglo American, que denunciam a precarização do trabalho.
O clima também é de total injustiça ambiental. Em São João da Barra, a maior área de restinga do país está ameaçada.E, provocada pela construção do Porto, a salinização dos terrenos na região prejudicou a agricultura e reduziu a produtividade dos solos a menos da metade.
O que ocorre em Minas e no Rio é o retrato da falta de diálogo do Brasil com os seus diversos brasis. O governo brasileiro tem deixado as portas abertas para os empresários e fechado negócios à revelia das populações que são diretamente afetadas pelos empreendimentos. O dossiê abaixo esmiúça todo esse processo, dando voz aos atingidos. O que eles têm a dizer é tão importante que pode levar a uma reflexão sobre o atual modelo de desenvolvimento do país.
dossiê disponível na íntegra é assinado por:

Associação de Geográfos Brasileiros Seção Rio de Janeiro / Niterói – AGB
Associação dos Proprietários de Imóveis e Moradores de Pipeiras, Barcelos, Cajueiro e
Campo da Praia – ASPRIM
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Comissão dos Atingidos de Conceição do Mato Dentro
Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais – GESTA/UFMG
Grupo Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade – PoEMAS/UFJF
Instituto Brasileiro de Pesquisa Socio Econômica – IBASE
Instituto Federal Fluminense – IFF-RJ
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Núcleo de Estudos Rurais e Urbanos – NERU/UFF
Núcleo de Estudos em Estratégias e Desenvolvimento – NEED/IFF
Núcleo de Estudos e Pesquisas Socioambientais-NESA/UFF
Rede Brasileira de Justiça Ambiental – RBJA
Universidade Federal Fluminense – UFF
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF
Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ

SOS URGENTE :Projeto Minas-Rio, uma história de violações





--------materias enviadas por

Norma Dias 
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Dossiê: mineração afeta 32 cidades no RJ e MG

Camila Nobrega e Rogério Daflon
Do Canal Ibase
Pelo menos trinta e duas cidades brasileiras já foram atingidas pelo projeto Minas-Rio, um dos maiores empreendimentos minerários do mundo. Ele começa com a extração
Casa destruída em frente à placa da LLX
Casa destruída em frente à placa da LLX/Foto: Camila Nobrega
de minério na cidadeConceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, corta dezenas de municípios por onde passa um minerodutoe termina no Porto do Açu, empreitada do polêmico empresário Eike Batista, em São João da Barra, no Rio de Janeiro. Diante de um quadro aterrador, um  dossiê inédito elaborado por entidades da sociedade civil reúne informações que dão a dimensão de como os territórios estão sendo devastados social e ambientalmente. A indignação de povos dos dois estados foi transformada em união e combustível para a resistência.
Os grupos de atingidos de São João da Barra e de Conceição do Mato Dentro se conheceram, fizeram visitas mútuas e observaram que as violações numa e outra cidade guardavam trágica semelhança. Eles se juntaram  então, a entidades como Ibase, Associação de Geógrafos Brasileiros (AGB) ,o Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (GESTA) da UFMG e da UFF, para organizar os dados que expõem os estragos desse empreendimento que arrasou modos de vida e destruiu o ecossistema local com o aval dos governos dos dois estados e do governo federal. O cenário, como evidencia o documento, se compõe de graves violações de direitos humanos. A vida dos moradores dessas cidades foi atropelada, e eles viram suas lavouras serem utilizadas para uma concentração de terra sem precedência nessas regiões e os bens comuns, como caminhos, recursos hídricos e a maior restinga da América Latina revertidas para empresas privadas, ou seja, para acumulação de capital.
- A questão fundiária nesse projeto  é  emblemática. Nesse processo,  30 mil hectares (seis mil em minas e 26 mil no Rio) foram comprometidos – assinala o geógrafo Eduardo Barcellos, da Associação dos Geógrafos Brasileiros.
A falta de senso dos órgãos ambientais – pressionados pelos governos dos dois estados que se deslumbraram com a megalomania dos empresários à frente dos empreendimentos em Minas e Rio – causou distorções que levaram populações a sofrimentos desnecessários.
Mina de Conceição do Mato Dentro/ Foto: Rogério Daflon
As compensações ambientais acordadas, por exemplo, não levaram em conta modos de vida tradicionais. Um exemplo disso é o processo pelo qual foi criado o  Parque Estadual da Lagoa do Açu,em São João da Barra. Com mais de oito mil hectares e classificado como área de proteção integral, ele se sobrepôs a atividades produtivas tradicionais e  impactou a vida de pessoas de dois assentamentos:  Che Guevara e Ilha Grande, ou seja, em as áreas de reforma agrária, o que mostra a arbitrariedade e a  inconsistência do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
A remoção de famílias foi brutal, tanto em Minas como no Rio. Áreas em que viviam, sobretudo, agricultores familiares e pescadores foram alvo de desapropriações por decretos estaduais, sem qualquer consulta pública, declarando-as de utilidade pública.
(Vídeo expõe sofrimento dos atingidos)
- É como se produzir comida não fosse de utilidade pública – disse Barcellos.
O geógrafo ressaltou que a expulsão das pessoas resultou em um processo de formação de novos latifúndios nas mãos de empresários brasileiros e estrangeiros, numa transação avalizada pelo poder público brasileiro.
O ambiente de negócios do projeto Minas-Rio foi pautado pela mania de grandeza dos governos e da iniciativa privada. Perigosamente entrelaçados, não só fizeram vista grossa às violações cometidas nos territórios dos empreendimentos como se tornaram cúmplices. Dados expostos no dossiê mostram que os órgãos ambientais foram ineficientes diante dos constantes descumprimentos de acordos relacionados às condicionantes dos projetos.
Causou espanto que as licenças ambientais, em vez de tratar o projeto como um só, o fragmentaram em três. O Ibama, que por ser um órgão federal deveria dar a licença ao projeto como um todo, só o fez nas áreas atingidas pelo mineroduto. Os órgãos ambientais de Minas e do Rio fizeram as licenças, respectivamente, em suas áreas. Essa divisão não só abriu mão de uma visão completa dos impactos do projeto como também foi responsável pelos descumprimentos de acordos relacionados às populações atingidas e ao meio ambiente. Em Conceição do Mato Dentro, por exemplo, algumas famílias chegaram a ficar sem água como consequência da atividade mineral da Anglo American. Essas pessoas, contudo, estão cada vez mais conscientes.  A terra, na vida dessas famílias, é elemento central para a garantia da sobrevivência. Essa é a luta que une os moradores das cidades impactadas, como afirma o pesquisador do Ibase Carlos Bittencourt.
- Nossa aposta é nos intercâmbios entre as diversas resistências do Brasil frente à mineração, a fim de que saiam do seu isolamento local, dialoguem entre si e possam construir uma alternativa nacional a esse modelo destrutivo que devasta tantos territórios no Brasil – disse Bittencourt.
Como os governadores têm ignorado o pedido de diálogo das populações atingidas, várias formas de lutas começaram a ser costuradas. Ao se encontrarem, as populações atingidas de Conceição e São João trocaram angústias, dilemas e impressões. Formou-se uma rede de solidariedade. Nesse processo de resistência, algumas vitórias já foram conquistadas. Há várias ações judiciais em andamento nos ministérios públicos dos dois estados e do órgão federal. No Rio de Janeiro, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) está atenta à questão e já convocou audiências públicas. A isso tudo se somam investigações de caráter trabalhista, tendo em vista as greves de operários da LLX e da Anglo American, que denunciam a precarização do trabalho.
O clima também é de total injustiça ambiental. Em São João da Barra, a maior área de restinga do país está ameaçada.E, provocada pela construção do Porto, a salinização dos terrenos na região prejudicou a agricultura e reduziu a produtividade dos solos a menos da metade.
O que ocorre em Minas e no Rio é o retrato da falta de diálogo do Brasil com os seus diversos brasis. O governo brasileiro tem deixado as portas abertas para os empresários e fechado negócios à revelia das populações que são diretamente afetadas pelos empreendimentos. O dossiê abaixo esmiúça todo esse processo, dando voz aos atingidos. O que eles têm a dizer é tão importante que pode levar a uma reflexão sobre o atual modelo de desenvolvimento do país.
dossiê disponível na íntegra é assinado por:


Associação de Geográfos Brasileiros Seção Rio de Janeiro / Niterói – AGB
Associação dos Proprietários de Imóveis e Moradores de Pipeiras, Barcelos, Cajueiro e
Campo da Praia – ASPRIM
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Comissão dos Atingidos de Conceição do Mato Dentro
Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais – GESTA/UFMG
Grupo Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade – PoEMAS/UFJF
Instituto Brasileiro de Pesquisa Socio Econômica – IBASE
Instituto Federal Fluminense – IFF-RJ
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Núcleo de Estudos Rurais e Urbanos – NERU/UFF
Núcleo de Estudos em Estratégias e Desenvolvimento – NEED/IFF
Núcleo de Estudos e Pesquisas Socioambientais-NESA/UFF
Rede Brasileira de Justiça Ambiental – RBJA
Universidade Federal Fluminense – UFF
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Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ

sexta-feira, 21 de março de 2014

Gravação Inédita de Rubens Paiva defendendo Jango- 31 de março de 1964

No dia do golpe, Rubens Paiva usou o rádio em defesa de Jango; ouça gravação inédita

Por Leandro Melito, do Portal EBC - 19/03/2014

Na madrugada do dia 1º de abril de 1964, com o golpe militar em andamento desde o dia anterior, Rubens Paiva, deputado federal por São Paulo, fez um apelo ao vivo pela Rádio Nacional em defesa da legalidade do presidente João Goulart. O áudio foi divulgado pela primeira vez no Portal EBC, agência de notícias pública federal.

Durante a declaração, o deputado criticou abertamente o então governador de São Paulo, Ademar de Barros, um dos apoiadores do Golpe. "Me dirijo especialmente a todos os trabalhadores, todos os estudantes, e a todo o povo de São Paulo tão infelicitado por este governo fascista e golpista que neste momento vem traindo seu mandato e se pondo ao lado das forças da reação."

O deputado convocou estudantes e trabalhadores a acompanharem as transmissões da Rádio Nacional, que formava uma rede em defesa da legalidade junto a outras emissoras. "Estejam atentos às palavras de ordem que emanarem aqui da Rádio Nacional e de todas as outras rádios que estejam integradas nesta cadeia da legalidade. Julgamos indispensável que todo o povo se mobilize tranquila e ordeiramente em defesa da legalidade prestigiando a ação reformista do presidente João Goulart que neste momento está com o seu governo empenhado em atender todas as legítimas reivindicações de nosso povo", disse.

"Está lançado inteiramente para todo o país o desafio: de um lado, a maioria do povo brasileiro desejando as reformas e desejando que a riqueza se distribua; os outros são os golpistas que devem ser repelidos e, desta vez, definitivamente para que o nosso país veja realmente o momento da sua libertação raiar". Foi dessa maneira que Paiva concluía a sua intervenção pela rádio, em que convocava a resistência pacífica contra o Golpe.

Na madrugada do dia 3 de abril, Paiva ainda providenciou um avião para levar o ministro da Casa Civil, Darcy Ribeiro, e o Procurador-Geral da República, Waldir Pires --que tentavam a resistência em Brasília-- para o Rio Grande do Sul, onde Jango tentava ainda articular forças para resistir ao Golpe. No meio do trajeto eles souberam pelo rádio que não haveria resistência e, assim como o presidente, rumaram para o exílio no Uruguai.

No dia 10 de abril, com os militares já no poder, Rubens Paiva teve seu mandato cassado após a edição do primeiro Ato Institucional (AI-1) .

Eleito em 1962 para o mandato parlamentar, Rubens Paiva teve papel de protagonismo na CPI que investigou o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), cuja conclusão apontava a intervenção da entidade "no processo de escolha de representantes políticos do povo brasileiro para a tomada do poder através da corrupção eleitoral".

Em 1971, entre os dias 20 e 22 de janeiro, o deputado entrou para a lista dos mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar brasileira (1964-1985).

Rubens Paiva na Comissão da Verdade
Nesta quarta-feira (19), a A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados realiza audiência pública para ouvir o general reformado do Exército José Antônio Nogueira Belham sobre as circunstâncias da prisão, tortura, morte e ocultação de cadáver do ex-deputado federal Rubens Paiva.

O colegiado aprovou requerimento do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) e outros solicitando a audiência. A reunião deverá ser promovida em conjunto com as comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Direitos Humanos e Minorias. A votação imediata do requerimento pela CCJ foi pedida pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que, por sua vez, atendeu a pedido da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

Informações colhidas pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) que apontam responsáveis pela morte do ex-deputado federal Rubens Paiva, desaparecido desde 1971, foram entregues ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), nesta terça-feira (18).

Baseado em pesquisa documental e provas testemunhais, o documento aponta que o hoje general José Antônio Nogueira Belham, então major, no comando do Destacamento de Operações e Informações (DOI) do 1º Exército, onde Paiva esteve detido, mesmo alertado por duas testemunhas militares de que o preso poderia morrer, nada fez para impedir as torturas ou prestar atendimento à vítima, até hoje desaparecida.

Na ocasião, ficou decidido que o tema seria submetido pelo presidente ao colégio de líderes. Uma das ideias propostas é uma sessão conjunta das comissões de Constituição e Justiça e de Direitos Humanos para tratar do caso Rubens Paiva, na qual poderá ser tomado o depoimento do general Belham.

Considerado fundamental para o esclarecimento do caso, Belham será convocado a depor em audiência pública da CNV, para a qual a Câmara dos Deputados foi convidada a enviar um representante. Belham inicialmente prestou um depoimento espontâneo à CNV e já havia entregue um documento à comissão onde nega participação na morte ou ocultação do cadáver do deputado.

Entretanto, sua folha de alterações (documento funcional que aponta todas as atividades exercidas na carreira por um militar) contradiz a versão do general de que ele estava de férias, uma vez que ele recebeu diárias para exercer missão secreta no período em que Paiva passou pelo DOI.

Além disso, documento do DOI do 1º Exército, apreendido na casa do coronel Júlio Molinas, em Porto Alegre, no final de 2012, e entregue à CNV pelo governo do Rio Grande do Sul, registra, entre outras informações, que o general Belham esteve na posse de dois cadernos de Rubens Paiva, enquanto o deputado esteve preso no DOI. Molinas foi um dos sucessores de Belham no comando do DOI-Codi do 1º Exército, no Rio.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Intensifica-se o controle da Internet : Apartheid no Facebook: “pague, ou desapareça” --- Snowden e seu grupo querem oferecer seus serviços --- Tim Berners-Lee: Por uma Constituição Mundial para a Internet




De...
Boletim de Atualização - Nº 370 - 20/3/2014
...para a PressAA...

Apartheid no Facebook: “pague, ou desapareça”

– 20 DE MARÇO DE 2014
140320-facebook
Em silêncio, proprietários da plataforma reduzem drasticamente difusão não-paga de conteúdos, instituindo discriminação financeira e afetando movimentos e jornalismo independente
Por Renan Dissenha Fagundes, no YouPix
Dezembro de 2013 será lembrado no futuro como o Começo do Fim do Almoço Grátis no Facebook. Foi no último mês do ano passado que a rede social fez a atualização mais recente no algoritmo que decide o que você vê no newsfeed. Pouco antes, em outubro e novembro, era tudo bonança. De lá pra cá, o alcance orgânico de páginas está despencando, muito. E, se não está indo para zero, caminha para algo bem próximo.
Uma fonte disse ao site ValleyWag nesta quarta-feira (19) que o Facebook está em processo de cortar o alcance orgânico — o que uma página atinge sem pagar — para algo em torno de 1% ou 2% (!!!). O que quer dizer: alguém que tem 100 mil likes, vai se comunicar ~organicamente~ apenas com algo em torno de mil e 2 mil fãs. O número aumenta, claro, quanto maior o engajamento, mas isso também já não é na mesma proporção de antes.
Por enquanto quem tem mais sentido a mudanças são os publicitários. No começo do mês, a Social@Ogilvy publicou um estudo feito com 100 páginas de marcas mostrando a devastação dos alcances — a média está em 6%, mas quem tem mais de 500 mil likes já está na casa dos 2%, como talvez seja previsto para todos pela rede social. Segundo o mesmo post, “fontes do Facebook estão aconselhando não-oficialmente gerentes de comunidades a esperarem que [o alcance orgânico] chegue perto de zero”.
O que preocupa é como as mudanças vão afetar outros tipos de páginas — sejam pequenos negócios, blogs, associações de moradores, ou veículos jornalísticos. Porque a solução para isso tudo, claro, é pagar. E marcas podem até ter dinheiro para isso [grandes empresas de mídia também] mas a maior parte das pessoas, não. A situação é notoriamente preocupante na mídia porque a audiência de muitos sites hoje depende da rede social.Em breve, você pode nem estar lendo este post simplesmente porque ele não apareceu no seu feed de notícias — por uma decisão arbitrária e talvez até aleatória do Facebook, mesmo que você tenha curtido a página do youPIX e o tema te interesse. A rede social vem dizendo que vai dar mais validade para conteúdo de relevância, mas não é claro como vai decidir isso e escolher parceiros [o Buzzfeed americano é um há tempos já].
Simplesmente não é saudável para a internet todo mundo ser tão dependente assim de um único site que, no fim, é também um negócio e precisa dar um jeito de ganhar dinheiro.
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Nota do Editor-Assaz-Atroz-Chefe:

Existe um plano para afastar da internet a militância anticapitalista, os denominados esquerdistas, anti-imperialistas. A essa altura dos acontecimentos, com toda a humanidade hoje tendo a possibilidade de intercambiar informações usando um computador conectado à internet, tornando qualquer pessoa capaz de montar sua mídia informativa, através de blogs, sites, portais, tudo com recursos áudio-visuais, além de poder divulgar seu trabalho através de listas e redes de e-mail e redes sociais, nada mais apropriado do que disseminar todas essas informações sobre espionagem. Isso afastaria das redes, ou inibiria, os verdadeiros fomentadores da contradesinformação, deixando os espaços livres para os alienados, os matrixiados, os idiotizados, os exibicionistas e (por que não?) os ciberterroristas

O sensacionalismo em torno da questão dos “vazamentos” feitos por Wikileaks e Edward Snowden tem exatamente esse objetivo: dar continuidade ao projeto de vender tudo na Internet, todos os espaços, todas as mídias, todos os recursos e proteção contra invasores.

Quando Snowden, já na Rússia, propôs um debate para se discutir o que fazer diante da questão da espionagem (ele prefere usar o termo “monitoramento”) e invasão de privacidade, analisei suas sugestões e escrevi o artigo “Snowden, a bomba!” [abaixo, link e e chamada para leitura], publicação reproduzida em diversos sites, inclusive páginas interessadas no debate sobre a questão do uso pacífico da energia nuclear, sobre o que faço uma analogia com a proposta de Snowden no âmbito das tecnologias de informática:

“Observemos que Snowden fundamenta sua sugestão de "garantir que nossas leis e valores limitem os programas de monitoramento" no fato de que o mundo teria, segundo ele, aprendido "muito" sobre a "operação das agências de inteligência" e sobre os "programas de monitoramento". Portanto, a garantia (legal e moral) que ele sugere PARECE visar tão-somente limitar a forma como alguém opera (aplica) os "programas de monitoramento". Mas só parece.

“É como se continuássemos debatendo sobre o emprego pacífico ou para fins bélicos da energia nuclear, visando apenas o poder destruidor da bomba nuclear. Leis (normas) que impedem o uso de bomba nuclear são elaboradas sob acordo entre partes conflitantes, e os argumentos se fundamentam em  valores  essencialmente "afetivos" (desumanidade, monstruosidade, covardia... os quais reforçam a defesa de direitos à democracia e liberdade; tudo expressando conceitos subjetivos).”

Agora, Snowden participa de videoconferência organizada e moderada por seu assessor legal nos EUA, Bem Wizner, diretor do projeto ACLU “Speech, Privacy & Technology”, o qual anunciou: “Existem coisas no nível tecnológico que podemos fazer e que não vão requerer que esperemos por legislaturas deficientes que consertem o problema por nós?”. Isso não comprova que eles deixaram de lado as argumentações débeis sobre a legislação, mas o evento revela o quanto estão interessados em “vender proteção” [reprodução do artigo sobre o evento logo abaixo].


Nesta mesma semana, Tim Berners-Lee, criador da internet, apelou aos cidadãos que “lutem por manter a World Wide Web ‘aberta e neutra’, por meio da aprovação de uma espécie de Constituição universal que salvaguarde os direitos de todos os utilizadores.” [artigo completo reproduzido logo abaixo].

Fernando Soares Campos
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13/03/2014 - Copyleft

Em sua primeira aparição ao vivo desde as delações, Snowden faz um "chamado às armas"

Snowden escolhe conferência sobre tecnologia para encorajar "inovadores, fabricantes, hackers, nerds" a construir um sistema mais seguro.


sxswLauren McCauley, do Common Dreams
Edward Snowden fez sua primeira aparição ao vivo, em vídeoconferência, desde suas revelações que chocaram o mundo sobre o esquema de vigilância norte-americano. O ex-analista de computação da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) falou diante do público na conferência de tecnologia, música e filmes South by Southwest (SXSW) na cidade de Austin, no Texas, nesta segunda-feira (10/03).

Por livestream fornecido pelo Texas Tribuneo mundo pode testemunhar a conversa entre Snowden e Christopher Soghoian, principal especialista em tecnologia da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), ONG norte-americana que busca garantir aos cidadãos seus direitos e liberdades individuais garantidos pelas leis e Constituição dos Estados Unidos. A conversa se focou, especificamente, no impacto da vasta operação da NSA sobre redes de informação da comunidade tecnológica e em como os usuários podem se proteger da vigilância em massa.

De acordo com a programação do evento, a plataforma serve para “encorajar os empreendedores, inovadores, fabricantes, hackers, nerds, fundadores, investidores e pensadores que estejam assistindo à videoconferência do SXSW para construir sistemas mais eficientes na proteção da privacidade do usuário”.
A conversa teve a moderação de Bem Wizner, assessor legal de Snowden e diretor da projeto da ACLU “Speech, Privacy & Technology”.

Numa entrevista publicada no domingo (9) na Revista Forbes, Wizner contou à jornalista Kashmir Hill que Snowden escolheu a conferência SXSW para “se reintroduzir”, especialmente na comunidade de pessoas que estão interessadas – e que potencialmente podem ter a solução – no modo como a segurança foi comprometida pelas agências de inteligência.

“A comunidade tecnológica, especialmente pessoas preocupadas com a segurança, está mais radicalizada depois das revelações [de Snowden]. Elas agora veem que seus sistemas de segurança precisam incluir a NSA como adversária se querem proteger seus sistemas”, disse Wizner. “Nós esperamos que aqui nós poderíamos ter uma conversa mais elevada do ponto de vista tecnológico [de debates com relação à vigilância da NSA]. O que a comunidade tecnológica precisa saber? Como eles deveriam responder? É uma causa perdida ou não? Existem coisas no nível tecnológico que podemos fazer e que não vão requerer que esperemos por legislaturas deficientes que consertem o problema por nós?”

“Eu penso que essa é uma comunidade que dará boas-vindas à chance de conversar com Ed Snowden”, continuou Wizner. “Ed ainda pode dar entrevista para Oprah um dia caso ele queira. Mas nós não estamos aqui para falar de sua vida pessoal, ou o que ele faz no dia-a-dia, ou o que qualquer rede jornalística iria perguntar. Nós estamos aqui para falar dos problemas. É um chamado à luta”.

À frente na discussão, a ACLU lançou uma petição online convocando o presidente Obama a conceder a Snowden “imunidade plena pelos seus atos patrióticos”.
“Quando Snowden denunciou a NSA, ele por conta própria reacendeu o debate global sobre vigilância governamental e os nossos direitos mais fundamentais como indivíduos”, diz a declaração anexada à petição, que na manhã de segunda já havia atingido a marca de 44.582 assinaturas. 
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Tradução de Natália Natarelli
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De...
Boletim de Atualização - Nº 368 - 16/3/2014

...para a PressAA...

Por uma Constituição Mundial para a Internet

POR 
REDAÇÃO
– ON 14/03/2014CATEGORIAS: CAPACOMUNICAÇÃOINTERNET
140314-Tim6b
Na semana do 25º aniversário da www, seu criador sustenta: rede sofre múltiplas ameaças; só mobilização da sociedade pode defendê-la
Por Jemima KissThe Guardian | Tradução Cauê Seignermartin Ameni
Mais do que simplesmente assinalar um aniversário, o homem que tornou possível a criação de páginas na Internet e a navegação entre elas da forma como a conhecemos hoje – o britânico Tim Berners-Lee – quis aproveitar a atenção do mundo nesta terça-feira [11/3] para apelar aos cidadãos que lutem por manter a World Wide Web “aberta e neutra”, por meio da aprovação de uma espécie de Constituição universal que salvaguarde os direitos de todos os utilizadores.
“Precisamos de uma Constituição universal, de uma carta de direitos”, disse Berners-Lee ao jornal The Guardian, no dia em que se assinala o 25.º aniversário do acontecimento que é geralmente associado à invenção da World Wide Web – quando o britânico enviou aos seus colegas do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN, na sigla original) um documento com um título nada apelativo e pouco antecipador: Gestão de Informação – Uma Proposta.
Um quarto de século depois, as revelações sobre os programas de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana – além da concentração cada vez maior de informações pessoais nos servidores de gigantes como a Google ou a Microsoft – levaram Tim Berners-Lee a alertar para os perigos da distorção da sua ideia inicial de uma Internet “aberta e neutra”.
“A não ser que tenhamos uma Internet aberta, neutra, em que possamos confiar sem nos preocuparmos com o que está acontecendo por trás do pano, não podemos ter um sistema de governança aberto, uma boa democracia, um bom sistema de saúde, comunidades interligadas e diversidade cultural”, afirma Berners-Lee. E para quem pensa que o britânico ainda vive no final da década de 1980, com uma proposta que beira a ingenuidade, a sua resposta não podia ser mais desafiadora: “Não é ingênuo acreditarmos que isso é possível; o que é ingênuo é pensarmos que isso nos vai cair no colo.”
A ideia de uma Constituição universal dos direitos dos utilizadores da Internet – que se integra na iniciativa Web We Want (A Web que queremos) – surge da constatação de que os direitos de quem acessa e troca informação através da Internet estão cada vez mais ameaçados.
“Os nossos direitos são cada vez mais violados, por todos os lados, e o perigo é que nos habituemos a isso. Por isso, quero aproveitar o 25º aniversário [da World Wide Web] para voltarmos a assumir o controle da Web, e para definirmos a rede que queremos para os próximos 25 anos”, diz Berners-Lee.
Quase um ano depois das primeiras revelações feitas a partir dos documentos obtidos pelo analista de informações norte-americano Edward Snowden (as primeiras notícias, nossites do The Washington Post e do The Guardian, foram publicadas a 6 de Junho de 2013), o criador da World Wide Web volta a dizer que já é tempo de os Estados Unidos perderem parte do enorme controle que detêm através da Internet Assigned Numbers Authority (IANA, a maior autoridade na atribuição de endereços IP, localizada no estado da Califórnia).
“Os EUA não podem ter uma posição global na gestão de uma coisa que é tão não-nacional. Os tempos atuais são propícios a essa separação, mas devemos manter uma abordagem inclusiva, uma abordagem em que governos e empresas possam ser controlados de alguma forma”, defende Tim Berners-Lee.
O maior desafio, destaca, é a aparente apatia da população, apesar das revelações dos últimos meses sobre os programas das agências de espionagem e da informação cada vez mais acessível sobre as práticas das empresas de tecnologia da informação.
O mais importante é fazer com que as pessoas lutem pela Web e que consigam perceber o mal que resultaria de uma rede fraturada. Como qualquer outro sistema humano, a rede precisa de ser policiada e, é óbvio, precisamos de ter leis nacionais, mas não devemos transformar a Web numa série de silos nacionais” – daí ser necessário desenhar uma Constituição universal, defende o britânico.
Ao participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, o criador da Worls Wide Web digitou as palavras this is for everyone [“é para todo mundo”] num computador, no centro do estádio. Ele mantém-se firmemente ligado aos princípios de abertura, inclusão e democracia, desde que inventou a web em 1989, optando por não comercializar o modelo. Para Berners-Lee, a ideia de os cidadãos recuperarem um pouco do controle da Internet é realista. Além disso, a sensação de que a submissão da rede a governos e empresas é inevitável não deve prevalecer. “Isso não vai acontecer enquanto não nos arrancarem os teclados dos nossos dedos frios e mortos”, diz .
Uma web livre para todos
Menino que cresceu no sudoeste de Londres, Tim Berners-Lee foi um usuário de trem, o que despertou seu interesse em modelos ferroviários e, depois, pela eletrônica. Mas os computadores já eram conceitos familiares em sua casa. Seus pais trabalharam na criação do primeiro computador construído para fins comerciais no mundo, o Ferranti Mk1.
Berners-Lee formou-se em Física na Universidade de Oxford e trabalhou em seguida com engenharia. Mas foi no CERN, Organização Europeia para Pesquisa Nuclear, em Genebra, que ele embarcou nos projetos que levariam à criação da world wide web.
Seu objetivo era permitir que os pesquisadores do mundo todo compartilhassem seus documentos, o que foi julgado como “vago mas interessante” por um gerente do CERN.
Ele combinou a tecnologia existente — como a internet e o hipertexto — para produzir um imento sistema de armazenamento de documentos interligados. Berners-Lee chamou a novidade de world wide web, embora seus colaboradores francófonos achassem difícil de pronunciar.
A internet foi aberta a novos usuários pela primeira vez em 1991, e em 1992 foi o primeiro navegador foi criado para buscar e selecionar os milhões de documentos já então existentes.
Embora a web tenha sido espaço para a criação e perda de inúmeras fortunas incontáveis, Berners-Lee e sua equipe garantiram o uso livre da rede, para todos os interessados.
Berners-Lee colabora hoje com várias organizações empenhadas em garantir que a web continue acessível a todos e que o conceito de neutralidade de rede seja respeitado pelos governos e corporações.
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Edward Snowden, Julian Assange e Glenn Greenwald, heróis ou pop puppets?

16.03.2014
Edward Snowden, Julian Assange e Glenn Greenwald, heróis ou pop puppets?. 19983.jpeg
Fernando Soares Campos
Assim como se faz arte pela arte, e adquire-se conhecimento pelo conhecimento, e acumula-se fortuna pela fortuna, hoje se busca, cada vez com maior empenho e aperfeiçoamento, o poder pelo poder, e pratica-se o terror pelo terror, e declara-se a guerra pela guerra.
A espionagem passou a ter um fim em si mesma, e as agências de inteligência tornaram-se empresas altamente rentáveis, cujos produtos, mão de obra e serviços são ofertados para atender à demanda gerada pelo terrorismo de estado e às guerras autotélicas.
(re)Leia também...

Snowden! A bomba

14.11.2013
Snowden! A bomba. 19198.jpeg
Edward Snowden, ex-agente terceirizado da CIA, em pequeno artigo publicado pela revista Der Spiegel, sob o título "Manifesto pela Verdade", afirma: "Em um curto espaço de tempo, o mundo aprendeu muito sobre a operação das agências de inteligência e sobre os programas de monitoramento muitas vezes ilegais."
Fernando Soares Campos
Edward Snowden, ex-agente terceirizado da CIA, em pequeno artigo publicado pela revista Der Spiegel, sob o título "Manifesto pela Verdade", afirma: "Em um curto espaço de tempo, o mundo aprendeu muito sobre a operação das agências de inteligência e sobre os programas de monitoramento muitas vezes ilegais."
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EEUU: Inteligencia actúa como el peor enemigo del país

Publicado el 3/15/14 • en el tema EEUU Y CANADÁ • 

USA - Politics - CIA Headquarters  in Langley
La comunidad de inteligencia de Estados Unidos actúa como el peor enemigo del país, porque su accionar daña intereses nacionales claves, señala hoy un artículo de opinión publicado en el diario The Washington Post.
La CIA y entidades similares operan bajo la compulsión de obtener la mayor cantidad de información posible, algo necesario para contrarrestar las amenazas del adversario, pero a la vez ejercen su poder mucho más allá de las atribuciones legales, añade el texto firmado por la periodista Ruth Marcus.
Los servicios de espionaje tuvieron un fuerte tropiezo y están hoy asediados “gracias al legado sórdido del programa de interrogatorios mejorados de la CIA, y las actividades de vigilancia masiva de la Agencia de Seguridad Nacional (NSA)”, agrega el texto.
La articulista señala el escándalo que salió a la luz esta semana, después que la senadora demócrata Dianne Feinstein, presidenta del Comité de Inteligencia del Senado, acusó a la CIA de espiar las computadoras de los legisladores, mentir y robar para bloquear un informe sobre las cárceles y los métodos de tortura de ese organismo.
Marcus añade que el golpe de gracia que dio la agencia fue enviar un reporte al Departamento de Justicia en el que acusa a algunos asistentes de senadores federales de violar las leyes con el fin de obtener información clasificada para su pesquisa acerca de las ilegalidades de ese organismo de espionaje.
El texto añade que la inteligencia debe actuar dentro de los límites legales y está obligada a mantener la prudencia, dictada por lo que la sociedad puede tolerar en términos de crueldades como el método de ahogamiento simulado o waterboarding de la CIA, o el espionaje doméstico masivo de la NSA.

Leia também...
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Facebookada

srsrsrsrr coitada [da embaixadora] né, acostumada com anos de viralatice da direita quando pega uma pessoa firme fica
‪#‎chatiada‬

Não bastasse a crise com o rebelde PMDB e o movimento ‘Volta, Lula’ de parte do próprio PT, a presidente Dilma Rousseff virou alvo da nova embaixadora...

  • 3 pessoas curtiram isso.
  • Carlos Medeiros Continue fazendo o que voce sabe Dilma, voce esta otimo no governo, dane-se esta embaixadora fascista.

  • Francisca Lima Dos Santos O que vem dos EUA, não devemos dá créditos. Eles estavam acostumados com os governos anteriores que lambiam as botas do Tio Sam.

  • Fernando Soares Campos Mas vejam se não tenho razão. Recentemente eu disse que os governos dos EUA não tinham habilidade diplomática. Nunca um embaixador com alta qualificação assumiria as funções em um país e, lá chegando, se reuniria com a oposição e desandaria a falar mal do governo, estimulando o golpe. Isso só acontece com diplomatas de países como os EUA, que não respeitam ninguém, nem mesmo seus aliados, como ficou provado recentemente. /// "Tais “documentos vazados” [por Wikileaks e Edward Snowden] têm servido para criar o caos no mundo da diplomacia, uma providencial perturbação que só “beneficia” a quem não tem habilidade para relações diplomáticas (o “Fuck” União Europeia, de Victoria Nuland para o embaixador Geoffrey Pyatt, demonstra esse estado), a quem sempre “conquistou” aliados através da demonstração da força bélica, ou corrompendo valores morais e culturais." Cada vez mais se comprova isso.

  • Fernando Soares Campos Desculpem o trocadilho infame, isso não é uma embaixadora, mas, sim, uma embaixaria..





Karen Hudes, demitida do Banco Mundial por ter revelado informações sobre a corrupção na instituição, explicou com detalhes os mecanismos bancários para dominar o nosso planeta. Artigo...

  • 2 pessoas curtiram isso.
  • Maria Helena Explicação para a ida de FHC ao EUA e suas palestras por lá. Estão querendo financiamento de campanha.


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Prezado escritor Fernando Soares Campos,

Dando continuidade à nossa atividade de divulgar o trabalho dos nossos colaboradores, informamos que foi colocado um LINK DE DESTAQUE para o seu texto " Edward Snowden, Julian Assange e Glenn Greenwald, heróis ou pop puppets? ",  setor "ARTIGOS E CRÔNICAS". Este texto  ficará neste espaço durante 1 semana, ou até ser substituído por outro mais recente. Clique na página principal, setor "ARTIGOS E CRÔNICAS" e confira: http://www.paralerepensar.com.br#link_de_destaque

Abraços,
Albertino Fernandes (Construtor)
Para você que pensa e atua
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Querido Fernando, publiquei a sua matéria “EDWARD SNOWDEN, JULIAN ASSANGE E GLENN GREENWALD, HERÓIS OU POP PUPPETS?” na seção “Artigos”.
Excelente amigo!
Muito obrigada!
Um abraço,
Lou Micaldas
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Edward Snowden, Julian Assange e Glenn Greenwald, heróis ou pop puppets?

This entry was posted by John Stephens on March 15, 2014 at 7:37 PM
Edward Snowden, Julian Assange e Glenn Greenwald, heróis ou pop puppets?
Os "vazamentos" feitos por EdwardSnowden, "ex-funcionário" subcontratado da CIA através de empresa de terceirização de mão de obra e serviços, a Booz Allen Hamilton, não alteram a imagem que temos dos seus antigos contratantes, pois já faz muito 
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De Julio Cesar Montenegro, jornalista, Fortaleza (CE), sobre EDWARD SNOWDEN, JULIAN ASSANGE E GLENN GREENWALD, HERÓIS OU POP PUPPETS?

GUERRA AO SOFRER X paz ao prazer

avalio o conSAGRADO culto à bondade
& a LUCRATIVIDADE de combate à maldade...
...de adversários

desaprendemos nos enxergar
iguais como animais
humanos pensando diferente
quem se destaca e quer manter a posição
ganha concorrentes
em competição

pra se promover
entre tanto penar
arregimentam conFORMADOS em obedecer
pro combate solidário
a CARIMBADO sofrer

promovido passado
pude observar
que a guerra EMPREENDEDORA
por alheio sofrer
alimenta mais negócios 
do que ficar em paz
gozando prazer
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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons
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PressAA


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