Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?
LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas.

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#naovaitergolpe

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Acesse Frente Brasil Popular

sexta-feira, 7 de março de 2014

Aniversariante do Dia: Gabriel Garcia MarqueZ.
'Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para
 baixo para ajudá-lo a levantar-se.'

Pela UNION DE LOS PUEBLOS DE NUESTRA AMÉRICA !
Pela Integração de Nuestra America.
Foto: El Premio Nobel de Literatura colombiano, Gabriel García Márquez, cumple este jueves 87 años de vida, parte de los cuales ha hipnotizado a millones de lectores con sus extraordinarias obras que se enmarcan dentro del género literario realismo mágico, como la reconocida novela Cien Años de Soledad.
El Premio Nobel de Literatura colombiano, Gabriel García Márquez, cumple este jueves 87 años de vida, parte de los cuales ha hipnotizado a millones de lectores con sus extraordinarias obras que se enmarcan dentro del género literario realismo mágico, como la reconocida novela Cien Años de Soledad.

Joan Báez regresa a Argentina: " Gracias a la vida'

Joan Báez regresa a Argentina con su gira «Gracias a la vida»

Tras 38 años de ausencia, la cantautora estadounidense Joan Báez regresa mañana a los escenarios de Argentina con su gira "Gracias a la vida", un nombre con el que recuerda a la chilena Violeta Parra y que recupera para "agradecer su propia suerte".

http://www.cancioneros.com/co/6037/2/joan-baez-regresa-a-argentina-con-su-gira-gracias-a-la-vida

Enfim, anos depois eis ASSENTAMENTO Osvaldo de Oliveira

via Leonardo Ferreira

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER.
marcando Fernanda Tardin Tardin
Foto: Depois de 8 anos, Justiça concede assentamento ao MST no Rio de Janeiro

 http://www.mst.org.br/node/15801

Depois de três anos e meio de muita luta e sofrimento, as 78 famílias do acampamento Osvaldo de Oliveira, em Macaé (RJ), puderam passar seu primeiro carnaval sem medo de mais um despejo.
Depois de 8 anos, Justiça concede assentamento ao MST no Rio de Janeiro

http://www.mst.org.br/node/15801

Depois de três anos e meio de muita luta e sofrimento, as 78 famílias do
 acampamento Osvaldo de Oliveira, em Macaé (RJ), puderam passar seu
 primeiro carnaval sem medo de mais um despejo.

TJMG confirma: Aécio Neves é réu e será julgado por desvio de R$4,3 bilhões da saúde

quinta-feira, 6 de março de 2014

(8 de Março: Dia Internacional da Mulher Proletária) HELENIRA REZENDE


(8 de Março: Dia Internacional da Mulher Proletária)

HELENIRA REZENDE

Nota produzida pelo Comando das Forças Guerrilheiras do Araguaia sobre a queda em combate de Helenira Rezende:

"Em luta contra forças militares da ditadura, a 29 de setembro de 1972 morreu a valorosa combatente das Forças Guerrilheiras do Araguaia Helenira Rezende Nazareth, conhecida entre seus companheiros pelo nome de Fátima e nas cidades onde desenvolveu atividade revolucionária pelo apelido de Preta.

No dia 28 de setembro, em plena selva, Helenira deslocou-se com o Destacamento a que pertencia para participar de operação contra o inimigo. Ao cruzar o caminho que leva à pequena corrutela de S. José, o chefe de seu grupo colocou-a de guarda no alto de um barranco a fim de vigiar a passagem de toda unidade guerrilheira. Depois de passar o primeiro grupo e enquanto esperava a passagem do segundo, viu surgir 16 soldados do Exército. O que vinha à frente, possivelmente o comandante, parou a tropa e com mais 2 praças, resolveu pesquisar o terreno. Dirigiu-se para o lado da jovem combatente. Esta decidiu enfrentar os adversários com o objetivo de avisar seus companheiros. Com uma arma de caça abateu mortalmente o sargento armado de FAL e granadas. Ao se retirar foi ferida nas pernas. Então entrincheirou-se como pôde e, usando um revólver 38, matou um soldado fortemente armado que se aproximava. Até que terminou sua munição, lutou com o grosso da tropa do governo.

Aprisionada, Helenira portou-se com dignidade própria dos melhores revolucionários. Os militares a maltrataram de modo brutal para que dissesse onde se encontravam os outros combatentes. Respondeu que podiam matá-la, pois nada diria. No dia seguinte, depois de sofrer as mais bárbaras torturas, foi friamente assassinada por seus algozes.

Helenira, antes de vir para as matas do Araguaia, era destacada líder estudantil. Como universitária de Filosofia em São Paulo teve ativa participação nas grandes manifestações de massas de 1968. Mais recentemente, pertenceu à diretoria da União Nacional de Estudantes, atuando em diferentes estados. Por fim, ingressou no movimento guerrilheiro para combater, de armas nas mãos, o governo despótico dos generais. Desfrutava de muita popularidade entre os estudantes de São Paulo, Bahia e Ceará.

A vida de Helenira é um exemplo de valentia, desprendimento e dedicação à causa do povo. É motivo de inspiração para toda juventude, para todos os democratas e patriotas. A História do Brasil assinala poucas atitudes tão heróicas por parte de uma mulher como a desta corajosa guerrilheira. Três gestos marcam sua trajetória de lutadora da liberdade e da emancipação nacional. O primeiro foi sua incorporação voluntária às FF GG do Araguaia, fato que, por si só, revelou imenso destemor. O segundo consistiu na denodada decisão de enfrentar sozinha uma força numerosa para garantir a segurança de seus irmãos de ideal, liquidando, apesar da enorme inferioridade de armas, dois inimigos. O terceiro se expressou na posição serena de preferir a tortura e a morte a trair seus companheiros.

Não foi em vão o sacrifício de Helenira. Sua atitude despertará um número sempre maior de jovens na luta contra a ditadura, pela democracia e pela libertação do Brasil do jugo imperialista. Impulsionará o ânimo combativo dos que já se opõem à tirania e ao domínio da Nação pelos monopólios estrangeiros. Ajudará a revolução a avançar. O lugar deixado por Helenira nas fileiras da guerrilha, no correr do tempo, será ocupado por milhares e milhares de novos lutadores. Uma causa que faz surgir pessoas com as elevadas qualidades morais desta destemida revolucionária só pode, mais dia menos dia, ser vitoriosa.

As FF GG do Araguaia orgulham-se de terem tido como um dos seus membros uma combatente como Helenira. Por isso, o Destacamento a que estava incorporada terá, de agora em diante, seu honrado e glorioso nome.

Em algum lugar das selvas da Amazônia, 20 de outubro de 1972

O Comando das Forças Guerrilheiras do Araguaia"

Las FARC plantean Conferencia Internacional para reformar política antidroga.


La Habana, Cuba, Marzo 6  de 2014

BOLETIN DE PRENSA No 16
Las FARC plantean Conferencia Internacional para reformar política 
antidroga.
Proponen acuerdo subregional  de la UNASUR y CELAC para acordar 
salidas a la producción, tráfico y consumo de drogas
Oficina de Prensa de la Delegación de Paz de las FARC-EP

A punto de terminar el vigésimo segundo ciclo de conversaciones de Paz, 
que se desarrollan en el Palacio de las Convenciones de La Habana-Cuba,
 la Delegación de las FARC, dio a conocer nuevas propuestas sobre el tema
 de la “Solución al problema de las drogas ilícitas”.
Las iniciativas presentadas, por los voceros insurgente Fidel Rondón y Sergio
 Ibáñez, se refieren a la responsabilidad que deben asumir los Estados del 
capitalismo central con la implementación de una acertada política  
antidrogas de carácter global, llamándolos  al compromiso de 
enfrentar el consumo desde una perspectiva de salud pública y con enfoque de
 derechos humanos.
 Reclamaron medidas concertadas para combatir las economías
 transnacionales derivadas del narcotráfico y del blanqueo de dinero en sus
 respectivos países,  y anunciaron que invitarán  al gobierno de los 
Estados Unidos a participar en la construcción del acuerdo sobre este punto
 en discusión en la Mesa de diálogo.
Entre las propuestas más destacadas  se encuentran la de un acuerdo 
político  subregional de la Unión de Naciones Suramericanas -UNASUR- 
 y la Comunidad de Estados Latinoamericanos y del Caribe -CELAC-, para 
formular iniciativas soberanas en la lucha contra las drogas; y la 
realización de una Conferencia Internacional sobre producción y tráfico 
de drogas ilícitas, para avanzar 
en la construcción de propuestas y acuerdos tendientes a la reforma 
sustancial del sistema internacional de control de drogas de Naciones Unidas.
Propusieron conformar una Comisión especializada de la verdad sobre
 la empresa capitalista transnacional del narcotráficoque incluya a 
representantes de la Oficina de Naciones Unidas contra la Droga y el 
Delito UNODC y de UNASUR, permitiendo la identificación, la persecución y 
expropiación de  los activos provenientes del negocio de las drogas ilícitas, 
así como el establecimiento de regulaciones financieras y auditorías especiales.



Esto y mucho más en Pueblo Colombiano: ¡Pa´la Mesa!

Victimas de Crimenes de Estado En Colombia (Marcha 6 de Marzo)





Via Vitor Taveira Casa da América Latina ES

Hoje, 6 de março, é o Dia das Vítimas dos Crimes de Estados na Colômbia. Veja vídeo da marcha de 2012 em Bogotá:http://www.youtube.com/watch?v=Jq5_ocl8nKM

Leia também a denúncia recente do Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado (Movice): http://www.rebelion.org/noticia.php?id=181651

A sabedoria chinesa do cuidado: o Feng Shui

A sabedoria chinesa do cuidado: o Feng Shui
 Leonardo Boff, filósofo, teólogo e escritor.
Uma das vantagens da globalização, que não é só econômico-financeira, mas também cultural, é permitir-nos colher valores pouco desenvolvidos em nossa cultura ocidental. No caso, temos a ver com o Feng-Shui chinês. Literalmente significa vento (feng) e água (shui). O vento leva o Chi, a energia universal, e a água o retém. Personalizado significa “o mestre das receitas”: o sábio que, a partir de sua observação  da natureza e da fina sintonia com o Chi,indicava o rumo dos ventos e o veios d’água e, assim, como bem montar a moradia.
         Beatriz Bartoly, em sua brilhante tese em filosofia na UERJ, da qual fui orientador, escreve: “o Feng Shui nos remete para uma forma de zelo  carinhoso” –nós diríamos cuidadoso e terno– “com o banal de nossa existência, que no Ocidente, por longo tempo, tem sido desprestigiado e menosprezado: cuidar das plantas, dos animais, arrumar a casa, cuidar da limpeza, da manutenção dos aposentos, preparar os alimentos, ornamentar o cotidiano com a prosaica e, ao mesmo tempo, majestosa beleza da natureza. Porém mais do que as construções e as obras humanas é a sua conduta e a sua ação que é o alvo maior desta filosofia de vida,  pois mais do que os resultados, o Feng-Shui visa o processo. É o exercício de embelezamento que importa, mais do que o belo cenário que se quer construir.  O valor está na ação e não no seu efeito, na conduta e não na obra.”     
         Como se depreende, a filosofia Feng-Shui visa antes o sujeito que o objeto,  mais a pessoa do que ambiente e a casa em si.  A pessoa precisa envolver-se no  processo, desenvolver a percepção do ambiente, captar os fluxos energéticos e os ritmos da natureza. Deve assumir uma conduta em harmonia com os outros, com o cosmos e com os processos rítmicos da natureza. Quando tiver criado essa ecologia interior, estará capacitado para organizar, com sucesso, sua ecologia exterior.
      Mais que uma ciência e uma arte, o Feng Shui é fundamentalmente uma sabedoria, uma ética ecológico-cósmica de como cuidar da correta distribuição do Chi em nosso ambiente inteiro.
          Nas suas múltiplas facetas o Feng Shui representa uma síntese acabada do cuidado na forma como se organiza o jardim, a casa ou o apartamento, com harmoniosa integração dos elementos presentes. Podemos até dizer que os chineses, como os gregos clássicos, são os incansáveis buscadores do equilíbrio dinâmico em todas as coisas.
         O supremo ideal da tradição chinesa, que encontrou no   budismo e no taoismo sua melhor expressão,  representada por Lao-Tse (do V-VI século A.C.)  e por  Chuang-Tzu (século IV-V A.C.), consiste em procurar a unidade mediante um processo de integração  das diferenças, especialmente das conhecidas polaridades deyin/yang, masculino/feminino, espaço/tempo, celestial/terrenal, entre outras. O Tao representa essa integração, realidade inefável com a  qual a pessoa busca se unir.
         Tao significa caminho e método, mas também aEnergia misteriosa e secreta que produz todos os caminhos e projeta todos os métodos. Ele é inexprimível em palavras,  diante dele vale o nobre silêncio. Subjaz na polaridade do yine do yang  e através deles se manifesta. O ideal humano é chegar a uma união tão profunda  com o Tao que se produza o satori, a iluminação. Para os taoistas o bem supremo não se dá no além morte, como para os cristãos, mas ainda no tempo e na história, mediante uma experiência de não-dualidade e de integração no Tao. Ao morrer a pessoa mergulha no Tao e se uni-fica  com ele.
        Para se alcançar esta união,  faz-se imprescindível a sintonia  com  a energia vital que perpassa o céu e a terra: o Chi.  Chi é intraduzível, mas equivale ao ruah  dos judeus, aopneuma dos gregos,  ao spiritus dos latinos e ao axé  dos yoruba/nagô, ao vácuo quântico dos cosmólogos: expressões  que designam a Energia suprema e cósmica que subjaz e sustenta todos os seres.
         É por força do Chi que todas as coisas se transformam (veja o livro I Ching, o livro das mutações) e se mantém permanentemente em processo. Flui no ser humano através dos meridianos da acupuntura. Circula na Terra  pelas veias telúricas subterrâneas, compostas pelos campos eletromagnéticos distribuídos ao longo dos meridianos daacupuntura, que entrecruzam a superfície terrestre. Quando o Chi se expande significa vida; quando se retrai, significa morte. Quando ganha peso, apresenta-se como matéria; quando se torna sutil, apresenta-se como espírito. A natureza é a combinação sábia dos vários estados do Chi, desde os mais pesados até os mais leves.
         Quando o Chi emerge num determinado lugar, surge uma paisagem aprazível com brisas suaves e águas cristalinas, montanhas sinuosas e vales verdejantes.  É um convite para o ser humano instalar ai  sua morada. Ou encontra um apartamento no qual se sente “em casa”.
         A visão chinesa  do mundo privilegia o espaço, à diferença do Ocidente que privilegia o tempo. O espaço, para o taoismo, é o lugar do encontro, do convívio, das interações de todos com todos, pois todos são portadores da energia Chi que empapa o espaço. A suprema expressão do espaço se realiza na casa, no jardim, ou no apartamento bem cuidado.
         Se o ser humano quiser ser feliz, deve desenvolver atopofilia, o amor ao lugar onde mora e onde constrói sua casa e seu jardim, ou mobilia seu apartamento. O Feng Shui é a arte e a  técnica de bem construir a casa, o jardim e decorar o apartamento com sentido de harmonia e beleza.
         Face ao desmantelamento  do cuidado e à grave crise ecológica atual, a milenar sabedoria  do Feng-Shui nos ajuda a refazer a aliança de simpatia e de amor para com a natureza. Essa conduta  reconstrói a morada humana (que os gregos chamavam de ethos), assentada sobre o cuidado e a suas múltiplas ressonâncias como a ternura, a carícia e a cordialidade.
Leonardo Boff escreveu: Virtudes para um outro mundo possível,3 voll., Vozes 2006.





A gestação do povo brasileiro, a universidade e o saber popular.
Leonardo Boff, teólogo, filósofo e escritor.
O povo brasileiro ainda não acabou de nascer. Vindos de 60 países diferentes, aqui estão se mesclando representantes destes povos num processo aberto, todos contribuindo na gestação de um povo novo que um dia acabará de nascer.
O que herdamos da Colônia foi um Estado altamente seletivo, uma elite excludente e uma imensa massa de destituídos e descendentes de escravos. O cientista político Luiz Gonzaga de Souza Lima na sua original interpretação do Brasil nos diz que nascemos como Empresa Transnacionalizada, condenada a ser até hoje fornecedora de produtos in natura para o mercado mundial (cf. “A refundação do Brasil”, 2011).
Mas apesar deste constrangimento histórico-social, no meio desta massa enorme maduraram lentamente lideranças e movimentos que propiciaram o surgimento de todo tipo de comunidades, associações, grupos de ação e de reflexão que vão das quebradeiras de côco do Maranhão, aos povos da floresta do Acre, dos sem-terra do sul e do nordeste, das comunidades eclesiais de base, aos sindicatos do ABC paulista.
Do exercício democrático no interior destes movimentos nasceram cidadãos ativos; da articulação entre eles, cada um mantendo sua autonomia, está nascendo uma energia geradora do povo brasileiro que lentamente chega à consciência de sua história e projeta um futuro diferente e melhor para todos.
Nenhum processo desta magnitude se faz sem aliados, sem a ligação orgânica daqueles que manejam um saber especializado com os movimentos sociais comprometidos. É aqui que a universidade é desafiada a alargar o seu horizonte. Importa que os mestres e alunos frequentem a escola viva do povo, como praticava Paulo Freire; importa permitir que gente do povo possa entrar nas salas de aula e escutar os professores nas matérias relevantes para eles, como eu mesmo fazia nos meus cursos na UERJ do Rio de Janeiro.
Essa visão supõe a criação de uma aliança entre a inteligência acadêmica e a miséria popular. Todas as universidades, especialmente após a reforma de seu estatuto por Humboldt em 1809 em Berlim, (reforma que permitiu às ciências modernas ganharem sua cidadania acadêmica, ao lado da reflexão humanística; fato, esse, que criou outrora a universidade), se tornaram o lugar clássico da problematização da cultura, da vida, do homem, de seu destino e de Deus. As duas culturas – a humanística e a científica – mais e mais se intercomunicam no sentido de pensar o todo, o destino do próprio projeto científico-técnico face às intervenções que o ser humano faz na natureza e face à sua responsabilidade pelo futuro comum da nação e da Terra. Tal desafio exige um novo modo de pensar que não segue uma lógica do simples e linear, mas a lógica do complexo e do dialógico.
As universidades são urgidas a buscar um enraizamento orgânico nas periferias, nas bases populares e nos setores ligados diretamente à produção. Aqui pode se estabelecer uma fecunda troca de saberes, entre o saber popular, feito de experiências, e o saber acadêmico, constituído pelo espírito crítico; dessa aliança surgirão seguramente novas temáticas teóricas nascidas do confronto com a anti-realidade popular e da valorização da riqueza incomensurável do povo na sua capacidade de encontrar, sozinho, saídas para os seus problemas. Aqui se dá a troca de saberes, uns completando os outros, no estilo proposto pelo prêmio Nobel de Química (1977) Ilya Prigogine (cf. “A nova aliança”, UNB 1984).
Deste casamento, se acelera a gênese de um povo; permite um novo tipo de cidadania, baseada na con-cidadania dos representantes da sociedade civil e acadêmica e das bases populares, as quais tomam iniciativas por si mesmas e submetem o Estado a um controle democrático, cobrando-lhe os serviços básicos, especialmente para as grande populações periféricas.
Nestas iniciativas populares, com suas várias frentes (casa, saúde, educação, direitos humanos, transporte coletivo etc), os movimentos sociais sentem necessidade de um saber profissional. É onde a universidade pode e deve entrar, socializando o saber, oferecendo encaminhamentos para soluções originais e abrindo perspectivas às vezes insuspeitadas por quem é condenado a lutar só para sobreviver.
Deste ir-e-vir fecundo entre pensamento universitário e saber popular pode surgir o biorregionalismo com um desenvolvimento adequado ao ecossistema e à cultura locais. A partir desta prática, a universidade pública resgatará seu caráter público, será realmente a servidora da sociedade. E a universidade privada realizará sua função social, já que em grande parte é refém dos interesses privados das classes proprietárias e feita chocadeira de sua reprodução social.
Esse processo dinâmico e contraditório só prosperará se estiver imbuído de um grande sonho: de ser um povo novo, autônomo livre e orgulhoso de sua terra. O antropólogo Roberto da Matta bem enfatizou que o povo brasileiro criou um patrimônio realmente invejável: “toda essa nossa capacidade de sintetizar, relacionar, reconciliar, criando com isso zonas e valores ligados à alegria, ao futuro e à esperança” (“Porque o brasil é Brasil”, 1986, p.121).
Apesar de todas as tribulações históricas, apesar de ter sido considerado, tantas vezes, jeca-tatu e joão-ninguém, o povo brasileiro nunca perdeu sua auto- estima e o encantamento do mundo. É um povo de grandes sonhos, de esperanças inarredáveis e utopias generosas, um povo que se sente tão imbuído pelas energias divinas que estima ser Deus brasileiro.
Talvez seja esta visão encantada do mundo, uma das maiores contribuições que nós brasileiros podemos dar à cultura mundial emergente, tão pouco mágica e tão pouco sensível ao jogo, ao humor e à convivência dos contrários.
Enviado por Vitor Buaiz

Mais Médicos: apoiamos a contrapartida que as prefeituras terão que cumprir






Para divulgação e esclarecimento a todos

Muito IMPORTANTE que 'CUMPRA-SE' e que fique claro:

O programa Mais Médicos, faz as prefeituras inscritas assinarem uma contrapartida: Serem responsáveis pela moradia, alimentação, transporte, dos médicos que elas ( as prefeituras) receberem .
Em muitos municípios do Brasil , NUNCA apareceu um médico, e esses são os primeiros da história de muitos municípios.
EM TODOS os municípios, os médicos, principalmente os cubanos, são unanimidades dentre a população: O POVO atendido ama-os. E os contrarios ao Mais médicos( os sangue sugas), sabem que se ousarem difamar ou tirar um deles de um municipio ou Postos, estarao definitivamente enrascados com a sociedade atendida. 

Então, em muitos municipios do Brasil, prefeitos não estavam cumprindo com a contrapartida, para serem 'descredenciados' e assim evitar que o modelo da medicina cubana se enraize no Brasil, prevenindo doenças e humanizando a saude.É a retaliação do sistema que diariamente nos oprime a retaliar o que é bom para o POVO. 

Sexta-feira, ciente disso, foi decretado, pelo ministro da Saúde, que os MEDICOS CUBANOS recebam em CASH um valor mensal capaz de cobrir esses gastos de contrapartida. 

É isso. ELES MERECEM, NóS PRECISAMOS. VIVA a medicina Cubana e a medida preventiva do governo evitando que o sistema NOS VIOLE mais uma vez.

A CUBA o QUE É DE CUBA, AO POVO o QUE É DO POVO. 

APOIADOS

Campanha da Fraternidade 2014 "FRATERNIDADE E TRÁFICO HUMANO"

Nascemos para uma única missão sermos felizes...
CNBB lançando nessa quarta-feira de cinzas a Campanha da Fraternidade de 2014: 
                              "FRATERNIDADE E TRÁFICO HUMANO"

Sai da prisão mais um antiterrorista cubano preso nos EUA

quarta-feira, 5 de março de 2014

A EXEMPLO DE EINSTEIN, EMINENTE FÍSICO BRASILEIRO VIAJA NA MAIONESE

exemplo clássico da miopia política dos gênios da ciência é o episódio Albert Einstein x bomba atômica.

Em agosto de 1939, cientistas europeus apavorados com a possibilidade de a Alemanha nazista produzir sua bomba convenceram o grande Einstein a enviar uma carta ao presidente Franklin Delano Roosevelt, propondo a criação de um projeto nuclear estadunidense.

Deu no que deu: os nazistas nem sequer chegaram perto de fabricar a deles e os estadunidenses só tiveram os artefatos prontos quando passara a chance de utilizá-los contra a Alemanha.

A morte de Roosevelt colocou a decisão no colo de um presidente medíocre: Harry S. Truman.

Apesar de o Japão estar praticamente derrotado e mantendo contatos sigilosos com os EUA em busca de uma fórmula de rendição que lhe permitisse preservar seu imperador, Truman mandou lançar bombas em Hiroshima e Nagasaki. Cerca de 220 mil seres humanos morreram instantaneamente, e tiveram sorte: pior ainda foi a agonia lenta dos atingidos pela radiação.

Motivo da carnificina: mostrar a Joseph Stalin que, embora o exército soviético fosse imbatível em solo europeu, os EUA tinham como retaliar caso a URSS, no embalo da vitória conquistada contra os alemães, decidisse ampliar suas conquistas territoriais. As bombas, em última análise, serviram para deter o Exército Vermelho.

Um dos mais atrozes genocídios da História foi apenas o recado emitido para um terceiro!

Aprendizes de feiticeiros desastrados, os cientistas que antes haviam considerado justificável confiar uma arma do Juízo Final aos estadunidenses, não se conformaram com a mudança de alvo. Admitiam que a bomba fosse usada contra a Alemanha, mas ficaram horrorizados ante a possibilidade de que servisse para os EUA, covardemente, baterem em bêbados da Ásia.

Não conseguiram, contudo, impedir a monstruosidade. Einstein declarou: 
"Eu cometi o maior erro da minha vida, quando assinei a carta ao presidente Roosevelt recomendando que fossem construídas bombas atômicas".
A POLÊMICA QUE O SR. OPUS DEI 
NÃO TEM COMO PERDER

Se aquele que é tido como o maior de todos os físicos fez tal lambança, não é de admirar que Rogério Cezar de Cerqueira Leite, um dos maiores físicos brasileiros, também cometa a sua. 
Cerqueira Leite: digno, mas desastrado.

Numa canhestra tentativa de defender o programa Mais Médicos contra ataque do jurista direitista Ives Opus Gandra Dei Martins (vide aqui), ele compara a situação dos doutores cubanos à de cidadãos recrutados para defenderem seu país numa guerra: 
"Com frequência, os salários desses soldados são insignificantes. Não obstante, se qualquer um se recusar a servir seu país, será considerado um criminoso".
Alega que o povo cubano foi reduzido à "extrema pobreza" pelo embargo econômico estadunidense, tendo sua principal fonte de renda de outrora, a indústria açucareira, perdido competitividade ("hoje está em frangalhos").

Então, explorar o labor de seus médicos seria uma das principais fontes de renda que restaram:
"Para sobreviver e assegurar insumos vitais, tais como remédios, certos alimentos, combustíveis etc., conta Cuba quase que exclusivamente com a exportação de tabaco (charutos), rum e, intermitentemente, dos serviços prestados pelos seus médicos no exterior".
Duvido que os admiradores brasileiros do regime cubano concordem com o quadro catastrófico pintado por Cerqueira Leite.

Gandra Martins: a voz agourenta do Opus Dei.
O coitado está tão desconfortável pisando em praia alheia que cai no ridículo de insinuar e, ao mesmo tempo, negar que Gandra Martins esteja contra o programa por preconceitos ideológicos:
"Reduzir a questão do Mais Médicos a uma infringência burocrática ou, pior ainda, a um conflito partidário ou ideológico -o que certamente não é o caso do jurista- é uma indignidade".
Ora, venerável professor, quem sai na chuva é pra se molhar. Se acha que o artigo O neoescravagismo cubano (acesse aqui) teve como motivação maior o antipetismo escrachado de Gandra Martins, afirme-o sem ressalvas e arrisque-se a uma interpelação judicial. Ou nada sugira nas entrelinhas, pois tal subterfúgio, ainda mais sendo tão perceptível, não faz jus ao seu currículo de brilhante cientista e de cidadão exemplar, que resistiu como pôde à ditadura militar.

O pior é que, sendo a contestação tão pífia, Gandra Martins nem sequer precisaria responder -mas, com certeza, não vai desperdiçar a oportunidade de o fazer, deitando e rolando em cima das impropriedades do artigo de Cerqueira Leite. 

Pois o fulcro da discussão não é o tratamento que os profissionais cubanos recebem do governo cubano, mas sim se o Brasil pode admitir que tal tratamento, em desacordo com as leis brasileiras, seja estendido para nosso país.

É claro que não! Estrangeiro em solo brasileiro está protegido pelas leis brasileiras, ponto final. 

Errou o governo brasileiro ao aceitar imposições do governo cubano em desacordo com nossa legislação trabalhista e com nosso enfoque constitucional dos direitos humanos. E continuará errando se tentar tapar o sol com a peneira, aumentando um tantinho a mesada dos médicos cubanos, ao invés de entregar-lhes o valor total dos seus vencimentos.

Por que o governo cubano faz tanta questão de que a grana lhe seja enviada? Simplesmente por temer que seus soldados, de posse do valor total, não deem a contribuição à pátria que deles se espera.

A verdade, contudo, é que inexiste um estado de guerra declarada, que justificasse a adoção de medidas tão extremas. 

E, o principal: o Brasil não tem motivo nenhum para pisar em suas próprias leis em nome de tal esforço bélico.

Este episódio me lembra o de apostadores em cassinos: quanto maior o prejuízo, mais perseveram em suas tentativas de reverter o quadro, até perderem tudo que têm.

O programa Mais Médicos contém ilegalidades flagrantes, que precisam ser imediatamente sanadas, sob pena de sofrer as mais contundentes derrotas nos tribunais. 

Defender o que está errado, com toscos argumentos de realpolitik, acaba sendo um desserviço, pois, quanto mais tempo perdurarem as situações equívocas, mais dividendos os inimigos delas extrairão.