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sábado, 15 de fevereiro de 2014

JOAQUIM BARBOSA NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA? QUE DEUS NOS ACUDA!

A hipótese de Joaquim Barbosa deixar o Supremo Tribunal Federal e candidatar-se à Presidência da República me dá calafrios.

Não pelos motivos que afligem os petistas. Estou longe de encarar o JB como Satã com chifres e rabo pontiagudo.

Acompanhando com muita atenção, de fio a pavio, as quatro longas sessões de julgamento do Caso Battisti, avaliei JB como um homem alinhado basicamente com as posições de esquerda. 

Mostrava-se muito sensível às questões sociais e raciais (claro!). E, num momento em que suas dores nas costas lhe causavam visível sofrimento, não arredava pé do campo de batalha, intervindo firmemente nos momentos cruciais. Enquanto Marco Aurélio Mello se destacava como o mais articulado dos ministros que se opunham aos linchadores, JB era o mais inflamado.

Contrastava vivamente com Gilmar Mendes e Cezar Peluso, que se evidenciavam em cada afirmação e em cada votação como homens de direita; e cuja orientação básica, em outros casos, era invariavelmente conservadora/reacionária.

Como relator do processo do mensalão, contudo, JB desde o início deixou transparecer que não aliviaria para os réus. 

Por quê? Aqui só podemos ficar no terreno das conjeturas, se quisermos fazer uma análise e não produzir um panfleto de desqualificação. 

O certo é que ele não procedeu assim por convicções direitistas. Parafraseando a frase marcante do filme Os suspeitos, o maior truque do PT é fingir que continua revolucionário e todos os seus adversários são reacionários.

Foi um erro gravíssimo dos petistas colocarem JB nessa vala comum. Tornaram-no um inimigo figadal.

Pelas reações exacerbadas de JB quando imagina estar sendo menosprezado por outros ministros, salta aos olhos que, tendo enfrentado enormes dificuldades para chegar aonde chegou, seu amor próprio inchou como balão.  Um balão que explode na cara do primeiro que ousar pôr em dúvida seus méritos.

Quando, já presidindo o STF, passou a conduzir o julgamento do mensalão como uma espécie de cruzada pessoal contra os réus, ocorreram-me duas interpretações opostas: 
  • JB detesta os abusos dos poderosos e poderia estar considerando de suma importância a punição exemplar de personagens que normalmente escapam incólumes;
  • mas, poderia também ter-se deslumbrado com os holofotes interesseiros apontados na sua direção, passando a fazer o que dele a grande imprensa espera para, com o beneplácito dela, brilhar cada vez mais.
Se tiver mesmo sido picado pela mosca azul, que Deus nos acuda!

Pois não me convencem as projeções simplistas segundo as quais, detendo hoje 15% das intenções de voto, ele só serviria para evitar que a eleição presidencial se decidisse no 1º turno. Num cenário como o atual, de descontentamento difuso e enorme frustração com os políticos tradicionais, o eleitorado tende a voltar-se para outsiders que representem, ou pareçam representar, a alternativa a tudo que está aí.

As chances de JB seriam bem reais. E, como a memória dos brasileiros é curta, poucos levariam em conta os terríveis precedentes de quem ascendeu ao poder embandeirado no combate à corrupção e pairando acima de partidos e ideologias.

homem da vassoura acabou foi varrendo a democracia para a lixeira.

caçador de marajás teve de sair sob vara pela porta dos fundos, caso contrário seria ele o cassado. 

Se partidos no poder costumam subjugar-se aos interesses dominantes, mantendo intocada a dominação burguesa, homens messiânicos no poder até agora só geraram instabilidade e turbulências.

Os primeiros têm se limitado a administrarem as miudezas do varejo, enquanto o poder econômico dá as cartas no atacado. Os segundos conseguiram piorar o que já era péssimo. 

Um presidente neófito na política e sem jogo de cintura, cujo temperamento mercurial se manifesta com indesejável frequência, seria um terceiro salto no escuro, depois de quebrarmos as pernas duas vezes..

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

OS INOCENTES ÚTEIS E OS TOTALITÁRIOS INÚTEIS

O advogado Jonas Tadeu Nunes afirma que seu cliente Caio Silva de Souza e outros jovens recebiam pelo menos R$ 150 cada para provocarem distúrbios durante as manifestações de protesto. E que os contratantes lhes forneciam, inclusive, as fantasias de black blocs.

Pode ser verdade. Afinal, é fácil e barato de se fazer. E há sempre forças políticas interessadas em fomentar o caos, os famosos pescadores em águas turvas [1].

O certo é que, no fundamental, constata-se nas ruas um imenso desencanto com as consequências do capitalismo (embora a maioria ainda não esteja consciente de que seja ele a causa)  e com os governos que para elas concorrem, inclusive os do PT.

secundário são as peripécias das refregas que causam vítimas de ambos os lados.

Umas são pranteadas e praticamente canonizadas pela grande imprensa e pelos defensores virtuais dos interesses petistas, como o cinegrafista Santiago Ilídio de Andrade. Os responsáveis devem ser punidos, claro, mas nem de longe se justifica tão histérica satanização de jovens que não se davam conta do dano que poderiam causar. 

Num país em que tantos matam premeditadamente e com extrema crueldade, é patético que os maiores vilãos acabem sendo uns tolos que mataram sem consciência e por inconsequência (se comprovado que terceiros guiavam suas mãos, estes merecem castigo muito mais rigoroso, pois os mandantes são sempre maiores culpados do que os executantes).

Outras vítimas são vergonhosamente escamoteadas pela mídia. O caso mais emblemático e chocante não se deu exatamente no curso dos protestos, mas tem de ser lembrado sempre: Ivo Teles da Silva, 69 anos, foi bestialmente espancado pela PM de Geraldo Alckmin durante o episódio conhecido como a barbárie no Pinheirinho, por ela sequestrado e mantido longe dos parentes que o procuravam desesperadamente. Tudo isto para esconder seu estado deplorável; para que a opinião pública não tomasse conhecimento da barbarização de um idoso. Só foi localizado 10 dias depois, teve alta mas acabou morrendo. 

Luminares do Direito brasileiro, dentre eles Celso Antonio Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari e Fabio Konder Comparato, entenderam que havia sido cometido um crime e como tal o denunciaram (juntamente com as muitas outras ilegalidades perpetradas no Pinheirinho) à Comissão de Direitos Humanos da OEA. A indústria cultural ignorou olimpicamente.

O fato é que as lágrimas de crocodilo só jorram profusamente quando um cinegrafista de TV é morto por reais ou supostos black blocs, ou quando um coronel é espancado. A indignação (seletiva) foi bem menor no caso das várias dezenas de profissionais da imprensa feridos durante as manifestações pela PM paulista, alguns dos quais sofreram lesões graves e definitivas. 

Ou quando um soldado apertou o gatilho desnecessariamente e colocou em coma um bobinho que portava um estilingue... perdão, um canivete (é quase a mesma coisa). Tivesse Fabrício Proteus Chaves morrido, o volume das lamentações seria o mesmo? Nem a pau, Juvenal!

Mas, repito, o principal continuam sendo os motivos -justíssimos- que levam os jovens às ruas. Como a Copa das maracutaias, cuja realização a Fifa admitiria com apenas oito sedes, mas o governo brasileiro preferiu fazer com 12, a fim de contemplar todo tipo de interesse sórdido. O PT prometia abolir as práticas tradicionais da politicalha, mas a elas aderiu alegremente. 

Terem escolhido o Mundial de futebol como o principal alvo dos protestos depois das queixas iniciais contra o aumento das tarifas dos ônibus atesta que os indignados brasileiros têm, sim, tirocínio político. Daí estarem sendo tão execrados pelos que temem a voz das ruas -alguns dos quais, melancolicamente, são os mesmos que há algumas décadas arriscaram a vida para que elas fossem ouvidas. As voltas que o mundo dá. 

Pior: alguns que tanto sofreram sob o AI-5 e outros, mais jovens, que pretendem ser herdeiros dos ideais da resistência, estão entre os que hoje surfam na onda de episódios infelizes como o da morte do cinegrafista [2], aproveitando para pregar a igualação dos atos de protesto a terrorismo (com penas mais pesadas do que as infligidas a homicidas!!!), sua transformação em crime inafiançável, a colocação das Forças Armadas nas ruas para reprimir manifestantes e outras aberrações totalitárias. 

Sem se darem conta, pois tudo que fazem atende à prioridade obsessiva de perpetuação do PT no poder, estão clamando por um novo AI-5.

Não passarão!

1 Quando este artigo já estava no ar, um acusado que tenta escapar de uma cana braba deu um suspeitíssimo depoimento à polícia, sem a presença do seu advogado (portanto, legalmente inválido), sugerindo que o PSOL, PSTU e FIP seriam os financiadores das ações para exacerbar os ânimos. Digo sugerindo porque ele não apresentou dado concreto nenhum (quem, quando, onde, quanto). Eu acho plausível que integrantes de tais partidos tenham feito doações aos black blocs, e não vejo mal nenhum nisto numa democracia. Mas, permito-me duvidar de que fossem eles que apontavam alvos, forneciam indumentarias e pagavam honorários fixos pela jornada de trabalho. Tal modus operandi é escrachadamente direitista. De resto, as surpreendentes declarações de Caio Silva de Souza certamente vão assegurar-lhe uma boa vontade que as autoridades não teriam com ele se apontasse o dedo para o outro extremo do espectro ideológico.

2 Além, é claro, dos reacionários empedernidos que sempre surfam em tais episódios, mas, pelo menos, estão sendo coerentes com suas (medíocres) convicções. Caso do Reinaldo Azevedo, que andou até macaqueando o Emile Zola, ao disparar as mais demagógicas acusações contra a Dilma, o Franklin Martins, o Gilberto Carvalho e o José Eduardo Cardozo. Vai levar um pito do Ternuma por não ter dado um jeito de incluir o Lula no pacote. Como o RA fez a besteira de mexer também com o Jânio de Freitas, que lhe é infinitamente superior como jornalista, não perderei tempo reduzindo-o à sua insignificância. Deixo o necessário corretivo por conta do Jânio, o qual certamente lhe aplicará umas boas palmadas para que deixe de ser petulante...

OUTROS TEXTOS RECENTES (clique p/ abrir):

Cubano diz ter usado o Brasil como escala para os USA que nos USA

Cibeli Rsp compartilhou a foto de Jorge André Irion Jobim.
Cubano diz à Folha que o Brasil foi só uma “escala para o EUA”
Fernando Brito

A reportagem de Isabel Fleck na Folha de hoje, onde o médico cubano Jose Armando Corzo informa que já veio para o Brasil, trabalhar no “Mais Médicos” como “escala” para seu plano de emigrar para os Estados Unidos põe luz na história da “fuga em massa” dos médicos de Cuba ( cinco, de cinco mil!) do programa.

“Quando fui para o Brasil, já sabia da existência do visto e que ali eu poderia entrar com o meu pedido”.

O visto em questão é o do programa Cuban Medical Parole Program, criado em 2006 por George W. Bush para aliciar médicos cubanos que trabalhassem por contrato ou em missões humanitárias no exterior.

Não vale para mexicanos, para guatemaltecos, para dominicanos, para surinameses.

Nem para brasileiros.

Eles recebem um visto de permanência e, depois de um certo tempo, a cidadania americana.

Mas não poderão trabalhar como médicos, sem que passem antes por um processo de revalidação do diploma, segundo eles próprios mais difícil que o brasileiro.

O processo descrito à Folha, que envolveu o deslocamento (ou, mais provavelmente, os deslocamentos) de um médico que oficialmente não tinha recursos em dinheiro para fazê-lo do interior do Maranhão para o consulado americano em Recife, para solicitar e, depois de seis semanas, receber um “visa” para os EUA ( não creio que este pipo seja enviado pelo Correio) e, após, para um aeroporto com vôo para Miami, onde ele se encontra agora, revela que houve financiamento para sua fuga.

Não é difícil imaginar de onde partem estes recursos.

Outras Ramonas, Ortélios e Corzos farão o mesmo.

Cuidar de seus interesses pessoais.

Boa viagem.

Só, por favor, não os façam de heróis da liberdade, porque neste caso seria melhor ir entrevistar o pessoal da fila de brasileiros para obter um simples visto de turista nos EUA.

Ou o Dr. Jose Angel Isaac, o outro médico cubano que continua atendendo o povo miserável de Timbiras, no Maranhão

Isso é Guerra Fria, nada mais.

Lá fora, dos EUA contra Cuba.

Aqui, dos que são contra um programa, com cubanos, espanhóis, argentinos ou até marcianos são contra um programa que leva médicos a brasileiros pobres, miseráveis, desassistidos, onde, mesmo que pagando R$ 10 mil reais por mês, pouquíssimos médicos brasileiros não querem ir.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=14021

Não caia na DELLES: Não somos inimigos, somos companheiros de lutas. O Inimigo está feroz em nos desagregar.

Chico Alencar compartilhou a foto de Insurgência.
Duvivier pede para abrirmos o olho!

"Era isso que os governantes queriam: que a classe média
 ficasse contra os manifestantes. 
Já estava acontecendo há um tempo, com ajuda de grande
 parte da imprensa. Agora, com a morte de Santiago, o jogo virou de vez. 
Os manifestantes (todos) viraram assassinos e a esquerda 
agora é acusada de compactuar com o assassinato. 
Não foi à toa que tentaram vincular, sem sucesso, o cara do Rojão
 ao Marcelo Freixo. 
Pre-pa-ra que agora o fascismo vem com tudo. 
Não tem nada mais facilmente manipulável do que a classe média apavorada. 
A morte do cinegrafista foi, definitivamente, uma tragédia
. Mas foi uma tragédia muito celebrada. Era a tragédia pela qual o pessoal tava esperando. 
Brace yourselves, diz o seriado. Em bom português: fica esperto."

Foto/Raquel Pelicano
Mídia Independente Coletiva - MIC
O ator Gregorio Duvivier, um dos fundadores do grupo "Portas dos Fundos", nos traz sua opinião sobre os fatos ocorridos nessa ultima semana.

"Era isso que os governantes queriam: que a classe média ficasse contra os manifestantes. Já estava acontecendo há um tempo, com ajuda de grande parte da imprensa. Agora, com a morte de Santiago, o jogo virou de vez. Os manifestantes (todos) viraram assassinos e a esquerda agora é acusada de compactuar com o assassinato. Não foi à toa que tentaram vincular, sem sucesso, o cara do Rojão ao Marcelo Freixo. Pre-pa-ra que agora o fascismo vem com tudo. Não tem nada mais facilmente manipulável do que a classe média apavorada. A morte do cinegrafista foi, definitivamente, uma tragédia. Mas foi uma tragédia muito celebrada. Era a tragédia pela qual o pessoal tava esperando. Brace yourselves, diz o seriado. Em bom português: fica esperto."

Foto/Raquel Pelicano
Mídia Independente Coletiva - MIC

a criminalização dos movimentos.

Vejam que Interessante e ... preocupante ...
A foto do suspeito de ter disparado o rojão que atingiu o cinegrafista da Band, mostra um jovem branco, de cabelos lisos (detalhe, conversando com os PMs) ... e o Caio, preso como "autor" do suposto "crime" contra o jornalista é negro ... operou-se aí um "milagre" de transubstanciação de branco em negro?
Está cada vez mais enrolada esta "estória" .... gosto de marmelada no ar ....


  • Fernanda Tardin tá assustador e acelerado a criminalização aos movimentos de luta. Estamos vendo reeditadas vezes o modus usado na ditadura e exemplificado no episodio Rio Centro cada dia mais frequente. BBs, MST, Venezuela....preocupante.
  • Hilda Fadiga de Andrade A resposta se encontra em um linc que postei ontem, uma frase de Paulo freire: ..."Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é virar opressor", nem que para isso mude seu olhar sobre o antigo opressor e inimigo, que hoje passa a ser Guia de conduta e de escolhas. Hoje o Rio centro é uma estratégia considerada para garantir a "segurança Nacional", leia-se da copa.
    há 23 horas · Curtir · 2
  • Luiz Gonzaga da Silva é pra mim isso é muito preocupante, a partir destes acontecimentos acelera-se o processo de aprovação do projeto de lei que só vai criminalizara as lutas dos movimentos populares e sociais. Não tenhamos dúvidads

Argentina expresa apoyo a Venezuela y alerta sobre desestabilización

Integração latinoamericana é a forma para alcançar soberania

 foto de MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.
há 4 minutos
Integração latinoamericana é a forma para alcançar soberania -http://www.mst.org.br/node/15725



Por Alan Tygel
Da Página do MST
Fotos:  Joka Madruga e Pilar Oliva
A manhã do quarto dia do 6º Congresso do MST foi toda dedicada ao debate sobre a conjuntura internacional. Foram convidados dois intelectuais que se dedicam ao estudo das relações entre o imperialismo e a América Latina: Emir Sader, sociólogo e cientista político, coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da UERJ, onde é professor de sociologia, e Monica Bruckmann, professora do departamento de ciência política da UFRJ e assessora da secretaria geral da União de Nações Sulamericanas (Unasul).
A eles se somaram no debate dois militantes do MST com larga experiência no campo internacional: Itelvina Masioli, que foi representante da Via Campesina Brasil, e participou da coordenação internacional da Via Campesina por duas gestões, e Roberto Baggio, que atua na articulação dos movimentos sociais da América Latina na ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas).
Emir Sader iniciou a mesa com uma análise do atual estágio do imperialismo no cenário de crise dos países ricos. Citando como exemplo os recentes episódios em que os Estados Unidos não puderam empreender uma ofensiva militar na Síria e no Irã, Sader perguntou se o imperialismo está enfraquecido.
“Hoje os Estados Unidos estão mais fracos do que antes. Sua economia está mais frágil, seu poderio militar não consegue resolver duas guerras ao mesmo tempo. Mas eles ainda são a única potência mundial.”
“Enquanto não houver um bloco de países opositores, eles vão continuar reinando. O imperialismo pode se transformar numa coisa pior ainda. Nós não queremos uma outra potência imperial que substitua os Estados Unidos. Nós queremos um mundo multipolar, em que muitos países formem blocos e negociem politicamente, ouvindo a todas as partes para resolver seus conflitos. Por isso o papel da China, Rússia e Irã são importantes, porque ajudam a enfraquecer a hegemonia norte-americana”.
Monica Bruckmann centrou sua intervenção no interesse do imperialismo sobre os recursos naturais. Ela citou dois documentos oficiais da política estadunidense que mostram a importância destes recursos para manutenção da economia, da segurança nacional e da qualidade de vida do ambiente natural.
“O acesso aos recursos naturais é para os Estados Unidos uma questão de segurança nacional. Em todos os casos – petróleo, gás, água, biodiversidade – eles estão fora de seu território nacional. Eles estão na América Latina, na África, na Austrália. Então, para essa visão hegemônica, qualquer povo do mundo que se proponha a uma gestão soberana dos seus bem naturais se converte automaticamente em um inimigo.”
Ela afirmou ainda que a maior parte dos minerais que os EUA necessitam para mover sua economia são importados. “Nós temos que ter consciência de que temos uma grande capacidade de negociação com a China e com os EUA. Não somos nós que dependemos do investimento das empresas transnacionais. São os países e empresas que dependem das riquezas naturais que temos nos nossos países”.
Integração latinoamericana
Tanto Monica quanto Emir ressaltaram a importância da integração entre povos explorados como forma de garantir sua soberania. E foi sobre esse assunto que Baggio e Itelvina abordaram. Segundo ela, a Coordenadora latinoamericana das Organizações do Campo (Cloc) é a articulação de todas as organizações camponesas do continente. “Nesse ano, ela completa 20 anos de articulação e de construção da unidade aqui no nosso continente. A Cloc foi muito importante na luta contra a ALCA”.
Itelvina alerta: “Se o capital se articula a nível internacional, no processo da globalização, nós também precisamos nos articular a nível mundial. Se as batalhas contra as transnacionais são nos nossos territórios, só podemos ganhar a guerra com uma luta internacional contra esses inimigos comuns.”
Neste sentido, ela coloca a Via Campesina como ferramenta de articulação internacional, reunindo cerca de 200 milhões de camponeses e camponesas no mundo inteiro. “Nesse momento de crise na Europa, trabalhadores na Itália, Espanha e Portugal estão ocupando terras. Na África, a luta da Via Campesina é contra a ofensiva do agronegócio e sua revolução verde.”
Roberto Baggio trouxe para o debate a Aliança Bolivariana das Américas (ALBA), que segundo ele é um projeto de integração popular a partir do olhar dos povos. A ALBA reúne países da América Latina e do Caribe em uma plataforma de cooperação para integração política. “Ela tem como objetivo central construir uma articulação continental a partir dos interesses e das perspectivas dos povos.”
Baggio acrescenta o caráter de luta contra as multinacionais: “A ALBA busca acumular forças para derrotar as grandes empresas transnacionais e transitar para superar o capitalismo. É um projeto anti-imperialista.”
Ao final do debate, convidados de Cuba, Estados Unidos, Argentina e Portugal expuseram suas visões sobre o imperialismo em seus países. Maria del Carmen lembrou que a Reforma Agrária foi feita em Cuba antes mesmo da revolução. Os latifúndios foram desapropriados e entregues aos camponeses à medida que os revolucionários avançavam. Ela ressaltou a importância da solidariedade internacional:
“Enquanto passávamos um momento difícil em nosso país, recebemos sementes agroecológicas de um assentamento do MST. Elas vieram do querido companheiro Egídio Brunetto, e hoje semeiam os campos de todo nosso país.”

Golpistas do Brasil e da Venezuela pagam a manifestantes exatos 150 nas moedas locais. Simples coincidência?


QUINTA-FEIRA, 13 DE FEVEREIRO DE 2014

Golpistas do Brasil e da Venezuela pagam a manifestantes exatos 150 nas moedas locais. Simples coincidência?

Blog do Mello

À esquerda, os jovens brasileiros de R$ 150. À direita, o venezuelano de 150 Bs


No Brasil, advogado dos jovens que acenderam o rojão e assassinaram um repórter cinematográfico da Rede Bandeirantes afirmou que eles recebiam R$ 150 por manifestação.

Manifestações que também estão acontecendo na Venezuela, com mais intensidade ainda que as do Brasil, também contam com jovens pagos pela direita golpista. Curiosamente, com o mesmo valor, só que na moeda local, 150 Bs.


De acuerdo a la Oficina de Comunicación e Información de la gobernación del estado Mérida, (OCI) uno de los jóvenes detenidos aseguró que el activista político de la derecha estudiantil, Vilcar Fernández, les dio 150 Bs. para que generaran violencia en la entidad andina. 

“Joven detenido asegura que Vilcar Fernández les dio 150 Bs. para que generaran violencia en la ciudad de Mérida”, escribió el organismo a través de su usuario Twitter @PrensaMeridaOCI, junto a una foto del estudiante confesor. [Fonte]


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Confusão no Ninho da Privataria Tucana - Diz que deu, Diz que dá... e se Deus não dá... COMO VAI FICAR?


'''Bichos!
Saiam dos lixos
Baratas!
Me deixem ver suas patas
Ratos!
Entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado...'''

Ricardo Andrade compartilhou a foto de Mara Fuseto.
O pedido de 22 anos de prisão da Procuradoria-Geral da República devido ao processo do “mensalão” tucano (nunca mineiro!) deixou todas as penas do PSDB arrepiadas.
http://caduamaral.blogspot.com.br/2014/02/confusao-no-ninho-azeredo-manda-recado.html?spref=tw