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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Pronunciamento de Wolf Blitzer na CNn - USA - Ponderações resumidas por Marcos Rebello

Assisti ao Wolf Blitzer na CNN hoje ás 18 h. Este foi o resumo que fiz:

Pontos principais ressaltados pelo que foi envolvido nas negociações:
- Restabelecimento das relações diplomáticas e abertura de embaixadas
- Afrouxamento das restrições às viagens
- Estabelecimento de bancos e uso de cartões de crédito
- Exportação e importação
- Permissão por viajante de US$100,00 em bebidas e charutos cubanos
- Cuba aceita soltar 53 prisioneiros políticos de uma lista providenciada pelos EUA.
- Visita aos prisioneiros políticos por representantes de membros das Nações Unidas e Cruz Vermelha Internacional.
- Cuba permitirá o acesso do povo à internet.

Atenção:
A normalização das relações não é uma “retribuição” à Cuba por qualquer coisa, mas o reconhecimento de que os mais de 50 anos de embargo não funcionaram. E se os EUA quiserem mais mudanças em Cuba deverão engajar não só o povo mas o governo de Cuba em futuras negociações.

As consultas entre os EUA e Cuba tiveram início há 18 meses , em junho de 2013 pelo conselheiro da Segurança Nacional Ben Rhodes na maior parte das vezes no Canadá. Mas no inicio deste ano Alan Gross foi preso em Cuba o que resultou na intermediação do Vaticano e em outubro representantes dos dois países foram convidados a irem ao Vaticano para negociações. Ontem por telefone o Presidente Obama conversou com Alan Gross, já no avião, para confirmar seu retorno como resultado da troca de prisioneiros. Foram 3 cubanos, dos famosos 5 (um já havia retornado antes) pelo espião norte americano, cujo nome não foi revelado, e Alan Gross.

Fidel Castro não estava envolvido nas conversações.

os interesses capitalistas e economicos  dos USA :
Na entrevista, o Chairman da Comissão das Relações Exteriores do Congresso, Ed Royce, disse que uma parte politica importante das negociações é a questão do pagamento direto aos trabalhadores cubanos quando firmas estrangeiras forem estabelecer negócios em Cuba em vez de 95% do dinheiro ir para o fundo do governo. Disse que isso deverá apoderar o povo trabalhador por serem pagos diretamente.

Segundo Royce, na China durante a era Nixon foi a mesma coisa e o ponto principal não foram a demandas, mas o estabelecimento do diálogo.

Adianta que o governo de Cuba está contra a parede porque a Venezuela e não está mais podendo ajuda-la pelo rebaixamento do preço do petróleo. Ainda segundo Ed Royce, esta é a hora de negociar duro com Cuba.

O espião anonimo norte-americano ficou 20 anos na prisão.

Ontem houve uma conversa de 45 minutos entre Raul Castro e Barack Obama. Sobre isso Obama disse apenas que "Os Castro estão com mais de 80 anos e há uma nova geração de cubanos."

O Conselheiro Senior do Vaticano para assuntos de comunicação, Greg Burke, disse ontem que a melhor coisa que pode haver é os dois lados estarem conversando em vez de não conversarem. Entretanto Ed Royce assinala enfaticamente que o principal é trazer "foreign exchange" para Cuba. Sobre a continuidade do diálogo, ele disse "nós podemos endossar o diálogo sem endossar o resto do acordo".

O Presidente Obama diz que quer "full diplomatic relations" com Cuba, e isso sinaliza para o State Department que, pelo fato da Casa Branca ter estabelecido e completado o principal que é o restabelecimento das relações, eles devem finalizar o que foi iniciado. Obama quer embaixadas com embaixadores nos dois países e não apenas representantes, ao que Ed Royce arremata dizendo que isto será um ponto importante no Departamento de Estado a ser considerado envolvendo o Departamento de Segurança Nacional, o que representa uma nova camada de complexidade no processo. O que nós queremos é a força trabalhadora em Cuba no poder. O problema é que o dinheiro do país está em uma conta controlada por uma família, assim como na Coréia do Norte. Isto, Royce enfatiza, de alguma maneira tem a ver com o número de novos prisioneiros políticos detidos que, só este ano, é de 60 000. Nestas negociações são 53 soltos, e o que sobre o resto? Segundo Ed Royce Obama hoje não negociou duro o suficiente.

Ocorre que as negociações no Canadá foram coordenadas pelo Deputy National Security Advisor Ben Rhodes que deve ter consultado com o Secretário Kerry. Entretanto tudo foi feito pela Casa Branca e não pelo Departamento de Estado e esta é uma questão relevante.

Haverá um Summit of the Americas no Panamá em março onde estarão Raul Castro e Obama que deverão estabelecer mais negociações diretas entre líderes.

Marcos Rebello - Analista financeiro e consultor internacional - Membro comunidade Rio Branco ( Diplomatas Brasileiros)- California-USA

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