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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O Legado de Mantega é o Desafio de Levy na Fazenda

Se queres desvendar um mistério, siga a pista do dinheiro - " Follow the Money"

O Ministro da Fazenda Guido Mantega conseguiu manter a economia estável em um dos maiores países emergentes durante o pior período de crise mundial em quase um século. A crise de 2008 é proporcionalmente pior que a Crise de 1929 dado o volume financeiro, de bancos envolvidos em todos os continentes, o potencial economico afetado, e as implicações politicas globais.

Para lembrar, a causa da Crise de 1929 teve origem nos interesses financeiros da Europa que concentraram e controlaram os interesses financeiros dos EUA na formação do Banco Central - FED resultado de uma operação secreta que foi sorrateiramente introduzida e aprovada quase que em sigilo pelo Congresso na véspera do Natal de 1913. Se a criação do FED em 1913 foi a causa direta da Crise de 1929, foram os interesses financeiros regulados a partir de 1933 e uma economia mundial estagnada e concorrida que levou à Segunda Guerra Mundial.

Ou seja, a guerra foi em grande medida a disputa entre a elite dos interesses financeiros europeus e norteamericanos, de um lado, e as sociedades trabalhadoras dos países e seus Congressos, de outro. As questões economicas e comerciais foram, como são hoje, meros resultados desta disputa por controle financeiro, e político, dos países. Basta vermos os volumes das dívidas dos países ao cartel financeiro naquela época e hoje.

Passada a Primeira Guerra Mundial, iniciada imediatamente após a consolidação bancária nos EUA em 1913 e a consequente crise de 1929, as sociedades contaram com a pedra fundamental da administração Roosevelt que em 1933 passou o Glass-Steagal Banking Act. Os grandes bancos, que antes podiam e hoje voltaram a especular com o dinheiro público, se opuseram à medida de Roosevelt que, boicotando a Cúpola de Londres, regulou a industria financeira nos EUA impedindo a continuação da pilhagem oferecendo base sólida para a construção da economia e da "Great Society".

Hoje temos precisamente a mesma situação pré-1929 de alta concentração de interesses financeiros em pouquíssimos bancos desde que em 1999 aboliram o Glass-Steagall Act em um processo paulatino que durou vários anos e décadas. Ou seja, a crise de 2008 foi resultado direto da desregulamentação da industria financeira em 1999 com o Gramm–Leach–Bliley Act.

O Brasil, portanto, com a entrada de Levy, um economista ortodoxo que tende e é claramente favoravel às especulações do mercado financeiro, está altamente vulnerável às manipulações estrangeiras desde que o FED, com as operações de Quantitative Easing - QEs, produz centenas de bilhões dólares absolutamente sem lastro e são diretamente canalizados para o exterior com tres propósitos:

1- Inundar o mercado de dólares para que permaneça como moeda de troca universal,

2- Exportar a inflação causada por estas emissões aos países que absorvem dólares sem lastro mantendo baixo o índice de inflação nos EUA, que deveria ser altíssimo e interna, e

3- Comprar todos os bens e ativos financeiros possiveis a fim de adicionar VALOR REAL a uma moeda que não pára de ser emitida e não tem absolutamente valor algum.












Relação Dívida Pública e PIB dos EUA







Suprimento de Moeda dos EUA - Em bilhões de Dólares













Rendimentos dos Títulos do Tesouro dos EUA de 1 ano e de 10 anos













O que estes gráficos acima mostram é a precariedade da economia e das finanças nos EUA. Finanças que dependem massivamente de transferencias de valores REAIS de outros países para poder dar lastro ao dólar e equilibrar os sistemas financeiro e economico. E desde que a montanha de dólares no mercado mundial deverá implodir pela recusa dos países em manter o dólar como moeda franca nas transações comerciais, tudo indica que a repatriação destes dólares provocaria uma hiper inflação nas proporções do Marco alemão dos anos 1930, o que os EUA fariam de tudo para impedir, ou a venda massiva de dólares no Mercado provocaria tamanha desvalorização da moeda que quebrariam os EUA. Esta é a razão pela qual a China, principalmente, e o BRICS, como um todo, buscam evitar esta catástrofe minimizando as perdas relativas do dolar para manter a economia global em um patamar estável ao chamar os dirigentes norteamericanos para a sanidade.


Entretanto, pelo volume de dólares no mercado mundial, pela intransigência na continuidade do sistema Bretton Woods sem as mudanças estruturais exigidas pelo BRICS somado ao equivalente de mais de US$40 trilhões em derivativas estacionadas nos computadores de cada um dos 5 maiores bancos nos EUA (mais de US$200 trilhões no total) é impossivel que não haja uma implosão do sistema causado pelo dólar. Todos os experts dizem ser apenas uma questão de tempo. Hoje estima-se que o volume de derivativas no Mercado global esteja em torno de US$1,2 quadrilhão, sem contar com os CDS - Credit Default Swaps - que gira em torno de 1/10 do valor das derivativas.

Ocorre entretanto que não é correto nem moral os EUA se valerem de mecanismos financeiros fraudulentos para retirar valores reais de outros países a fim de dar lastro a um dólar sem valor algum emitido em quantidades exorbitantes nos QEs para tapar os buracos das dívidas do governo alem de comprar bens de valor e ativos financeiros em outros países, assim como recomprar de investidores estrangeiros os próprios Títulos do Tesouro, antes emitidos, com ainda mais dólares sem lastro que vão para o mercado exterior. Ou seja, fraude em cima de fraude.

Portanto, a responsabilidade do Ministro Joaquim Levy é claríssima. Nas suas mãos está o poder de liberar ou novamente escravizar o Brasil através da dependencia financeira em contratos que podem se assemelhar aos do Marques de Barbacena, Visconde de Itabaiana e Marques de Maricá no século XIX imediatamente após a independência, que continuou pelos dois reinados, república, até os dias atuais. A diferença é que hoje o Brasil conta com uma alternativa inédita pela criação do Banco do BRICS e as parcerias dos países membros. Mas mesmo assim, e por criar esta alternativa, as pressões e os desafios são enormes no sentido de livrar-se do jugo financeiro que inviabiliza a soberania efetiva para um franco desenvolvimento.

O poder de dissuasão e de checagem depende de Alexandre Tombini, Diretor do Banco Central do Brasil, e em grande parte depende tambem de Nelson Barbosa, Ministro do Planejamento, pois deverá dar direção e rumo à economia do país.

Esta é a trinca que compõe a Equipe Economica do novo governo Dilma. Veremos como deverão atuar no desempenho da economia e na administração da dívida pública. Se a dívida deverá aumentar ou diminuir em proporção ao PIB, se haverá desenvolvimento economico e se haverá mais distribuição de renda e inclusão social.

Rebello

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