Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?
LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas.

Seguidores

#naovaitergolpe

#naovaitergolpe
Acesse Frente Brasil Popular

domingo, 14 de dezembro de 2014

O Estadão é Pirata!

Minha resposta ao Editorial do Estadão de 20 de novembro, 2014: "Dilma dá força a Putin"

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-da-forca-a-putin-imp-,1595431

--------------------------------------------------------------------------------------------------

O Estadão é Pirata!

Publicar opinião daquele calibre sem assinatura equivale a editorial.


O editorial do Estadão então é mais traiçoeiro que Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho juntos! 


As torcidas e destorcidas em sequência são de tal maneira estonteantes que para cair bem no entendimento do brasileiro comum é preciso apenas que ele faça uso do aplicativo oferecido de graça que faz parte do mainstream politico-cultural. E este é precisamente o que vem pela grande mídia monopolizada! Traduzindo de forma simples, o sujeito aceita pela lei do menor esforço! Ele escorrega no erro induzido! E, pergunta-se, aonde está o interesse nacional? Por acaso se confunde com os interesses anti-Russia imposto neste editorial de terceira classe? Esta é a questão! Se ficar dificil entender isto, não se preocupe em ler o artigo. Porque será inútul tentar identificar algo que seja de interesse nacional - ou o vírus no programa grátis já tem o cérebro todo comprometido. Aliás, o vírus no artigo foi exatamente embaralhar uma porção de conceitos com o propósito de confundir o leitor e fazê-lo crer que a Russia nada tem a ver com o Brasil, porque a Russia, segundo o editorial, não é BRICS! E se não é BRICS o Brasil tambem não é porque é "petista". Este é o embaralhado para confundir e fazer o leitor aceitar uma mentira. Do Estadão é o que se pode esperar. Infelizmente.

O editorial obriga o leitor abdicar da noção de independencia nas relações internacionais e aceitar um alinhamento inquestionavel. Isso quando todos sabemos da base comum que alicerça o BRICS e da clara opção que hoje norteia a politica externa brasileira em face de uma eminente calamidade financeira. O que é oferecido em troca é algo já familiar que requer apenas um retorno à zona de confôrto. Retorno que irá recolocar o Brasil na rota de colapso, exatamente do que ele está buscando desviar desde os anos Lula. O governo Dilma, portanto, é de consolidação, desde que a crise agravou-se e todos sabem que será prolongada. Quem a está mantendo e piorando é exatamente quem o Estadão recomenda que sigamos. Melhor é nos unirmos à claque terceiro-mundista do que aos primeiro-mundistas em franco desarranjo politico e economico que nega soberanias nacionais e a própria democracia para fazer valer um suprematismo deslegitimado em uma união unida pela desgraça e falência. O mesmo suprematismo que anarquizou a Ucrânia com fascistas em onda terrorista para que servisse de bucha contra uma Russia próspera, a mesma que os supre de energia a gaz e equilibra todo o leste europeu incluindo a Alemanha, locomotiva da Europa!

Contemporizar a crise na Ucrânia, no sentido em que foi insinuado, é uma afronta à capacidade intelectual de quem conhece os meandros do moto politico: "revolucionar para conquistar". A crise na Ucrânia não será resolvida como insinua o Estadão. Pelo mesmo motivo que os EUA sabotaram a iniciativa Brasil-Turquia para resolver o impasse nuclear no Irã e Israel não permite a normalização das relações com os palestinos! Porque havendo a normalização, a pacificação e a resolução dos contenciosos nem um e nem outro conseguirão levar adiante os seus propósitos que são mais territórios para israel e um Irã invadido para levar ao coração da Ásia, porta dos fundos da China e Russia. Viktor Yanukovich não caiu, foi derrubado à boca de fuzil e ameaçado de morte pelos terroristas fascistas organizados por Victoria Nuland e Pravy Sektor de Stepán Bandera! O avião da Malaysian Airlines 298 muito provavelmente foi derrubado pelos mesmos que realizaram a tomada da Ucrânia em um atentado de false-flag para culpar a Russia! As provas circunstanciais apontam para isso inclusive o piloto do caça ucraniano que disparou rajadas de metralhadora confirma em entrevista, alem do calibre da arma do caça que coincide com os inúmeros furos na fuselagem do avião derrubado. Isso para não mencionarmos as provas, porque podem ser suspeitas, das torres de controle aéreo russas confirmando a presença de dois caças ucranianos em ascensão e à curtíssima distancia do avião minutos antes da sua caída.

A reportagem de que a Otan informou a presença de centenas de soldados russos além fronteira na Ucrânia é falsa. As fotos como provas foram falsificadas e não há a mínima chance da Russia atacar as forças de "defesa" da Ucrânia porque contraria frontalmente a posição da Russia de inviabilizar qualquer pretexto para uma ação de retaliação da Otan que busca de todas as maneiras a escalação do conflito para trazer Putin para uma campanha demorada. Esta seria custosa financeiramente em meio a sanções e contraprodutiva em termos de opinião pública nas relações internacionais. Logo, a ofensiva é das forças da Ucrânia contra os separatistas de Lugansk e Donetsk que são etnicamente russos e apenas se defendem. Quem viola o acordo de cessar-fogo são os ucranianos terroristas comandados pelos marionetes em Kiev para manter a batalha acesa e culpar os separatistas, invertendo as acusações.

Sobre a saída antecipada de Putin do encontro na Austrália, não foi apenas porque precisava descansar para trabalhar na segunda-feira. Foi pelo que ele mesmo disse quando já havia retornado à Moscou: que não fazia o menor sentido permanecer porque além de já ter se encontrado com os membros dos demais países do BRICS, ele não teria interesse em tratar com paus-mandados e marionetes, referindo-se aos presidentes e ministros, principalmente da Europa. Ele está interessado em tratar com quem os manipula e puxa os seus cordões.

O cinismo do autocrata russo a que o Estadão se refere é mais à sua determinação de garantir uma russia autônoma e não uma que foi saqueada e quase totalmente inutilizada em termos de estado responsável pela sociedade durante os anos Yeltsin! O mesmo Putin que em 2003 construiu com Gerhard Schroeder o St. Petersburg Dialog e durante quase uma década estabeleceu relacionamento do mais alto nivel com o estado alemão, mas foi obrigado a aceitar que cessasse este diálogo pelas exigencias dos neoliberais que, através da pressão da Otan na UE, exigiram que a Alemanha impuzesse uma agenda neoliberal na Russia, o que Putin recusou. Ou seja, a mesma Alemanha que dobrou-se às demandas políticas da UE para que cessasse o St. Petersburg Dialogue foi a mesma que aceitou a imposição das sanções contra a Russia hoje colocando em risco 3 000 empresas e a estabilidade economica do país. São com estes e outros fantoches que Putin se recusa a dialogar. Mas os que puxam as suas cordas se negam a entrar em cena para negociar! Assim ele expõe os poderosos invisíveis para o mundo saber que existem. É a estes que o Estadão obedece no Brasil!

Para tentar enredar a Presidente Dilma na questão ucraniana por envolver os mandantes do editorial, o jornalão paulista insinua que ela deve tomar posição. Mas em favor de quem Dilma deve se posicionar, se os principais, como Putin sinaliza, não dão as caras mas agem por supostos interesses nacionais dos EUA?

Este é o modelo de estado moderno que está sendo propalado: uma super estrutura politico-financeira construída e operada por monstros mas mantida por sub-humanos eleitos a portas fechadas que degrada e submete sociedades e não se responsabilizam por absolutamente nada. Ou seja, um estado totalitário com aparência de democracia. Assim é a UE e os EUA recrudescendo. Esperamos mas trabalhemos para que a Unasul não siga pelo mesmo caminho!

Mas o jornalão não pára aí. Ele vai mais além na provocação. Ele afirma que o não intervencionismo, alicerce da diplomacia brasileira, é produto da partidarização da política externa! Esta conversão retrógrada é a mais clara prova de que o Estadão está a serviço dos intereses que arrepiam as responsabilidades de um estado soberano, os mesmos que aterrorizaram a Ucrânia em um golpe de estado e a mantem sitiada social, politica e economicamente; que quer desestabilizar a Russia revertendo-a ao que eram os saques e pilhagens dos anos Yeltsin; que ridiculariza a Chanceler alemã Angela Merkel ao mesmo tempo que inferioriza e destrói a economia de um país altamente desenvolvido e industrializado; que tem tambem como prioridade destruir a associação mais importante de países que tem o único propósito de desenvolver a paz e a prosperidade das suas respectivas sociedades, o BRICS.

Este foi o nivel a que chegou o Estadão, portal do estado mais desenvolvido e culto da nação brasileira.

Rebello
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário