Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?
LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas. Clique na imagem acima.

Seguidores

#naovaitergolpe

#naovaitergolpe
Acesse Frente Brasil Popular

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Massacre no Paquistão: “partes dos corpos voavam pelo ar”



17 de dezembro de 2014 • 10h11 • atualizado às 10h38

Massacre no Paquistão: “partes dos corpos voavam pelo ar”

Veja o que sobreviventes disseram sobre o massacre em escola no 

Paquistão que deixou 141 mortos




As  primeiras imagens da chacina realizada em uma escola militar no Paquistão 
nessa terça-feira foram divulgadas. Pelo menos 132 crianças foram mortas, 
além de nove professores. Segundo publicou o Daily Mail, a diretora do colégio 
teria sido queimada viva em frente a alunos por ser casada com um militar aposentado.
O massacre na Escola Pública do Exército de Peshawar deixou rastros de 
sangue por todos os lados. Nas fotos, é possível ter uma pequena noção do
 sangue frio dos terroristas do Talibã que, em poucos minutos, conseguiram 
matar tanta gente. Vítimas que sobreviveram deram relatos perturbadores,
 como o do estudante Ehsan Elahi, 13 anos, que estava assistindo uma aula 
no auditório principal sobre primeiros socorros quando ouviram os barulhos de
 tiros e explosões vindo pelo corredor.
 


“Nossos professores e instrutores pediram para que ficássemos calmos, mas,
 o barulho se aproximava cada vez mais. De repente, os vidros das janelas e 
das portas foram quebrados pelas balas e, então, os talibãs entraram atirando 
sem parar. As pessoas gritavam e choravam, tentando se esconder. Porém, 
não havia onde se esconder no auditório, apenas embaixo das cadeiras – e
 foi o que eu fiz”, conta o menino.
Ele também disse que ainda está com a imagem dos rostos de dezenas de
 seus amigos mortos espalhados pelo corredor. “Eles atiravam como demônios. 
Vi instrutores caindo no chão primeiro, depois presenciei meus amigos levando
 tiros na cabeça, peito, braços e pernas bem em frente a mim. Partes de seus
 corpos voavam pelo ar, como se fossem pequenos pedaços de algodão. 
Estava por toda parte. O sangue ainda quente de seus corpos molhavam meu rosto, 
meu corpo. Foi horrível”, lembra.



Elahi afirmou que o tiroteio no auditório durou mais de 15 minutos e só
 parou depois de soldados paquistaneses começarem a atirar próximo dali,
 distraindo os terroristas. O aluno do colégio, traumatizado, disse que levou 
dois tiros no braço direito, mas que não derramou lágrimas e nem gritou de
 dor porque isso significaria sua morte.
“Eles não queriam deixar uma só pessoa viva no auditório. Atiravam em qualquer
 pessoa que se movimentava, que chorava ou que gritava de dor. Foi por isso que 
não chorei e a minha vontade era berrar de dor. Ainda fiquei 10 minutos ali, parado, 
até que os soldados viessem nos resgatar”, disse.

Nenhum comentário:

Postar um comentário