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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Nota da CHAPA 4 - Vira Maré em relação ao caso de Racismo na Ufes

QUE A UNIVERSIDADE SE PINTE DE POVO! RACISTAS NÃO PASSARÃO!

Há quem diga que o racismo no Brasil já acabou e que vivemos em plena democracia racial! A essas pessoas deve servir o relato de uma aula numa universidade pública:
No dia 03 de novembro de 2014, a turma do segundo período de Ciências Sociais da Ufes se viu em uma apresentação desmedida de racismo. O professor Manoel Luiz Malaguti, do Departamento de Economia que dá aulas de Introdução à Economia Política fez alegações de que a qualidade da universidade teria diminuído com o ingresso de “negros cotistas”, que segundo ele seriam intelectualmente inferiores aos outros. Além disso, reclamou por ter tido o trabalho de adaptar seu linguajar culto para explicar os conteúdos à turma, segundo ele, sem capacidade de interpretação complexa. E para finalizar os absurdos ditos em sala de aula, afirmou que “detestaria ser atendido por um médico negro ou advogado negro”.
Nós, que lutamos para construir uma Universidade Popular: do povo, com o povo e que sirva ao povo; nós, que lutamos contra toda forma de opressão dentro ou fora da universidade; nós, negras e negros; nós, cotistas; nós, movimento estudantil; nós, estudantes universitárias/os, não podemos nos calar diante de tamanho absurdo!
A universidade, apesar de nos últimos 10 anos ter avançado numericamente no ingresso de negras e negros, mulheres, pessoas vindas das periferias, ainda mantém sua identidade branca, racista, machista, lesbo-homo-bi-transfóbica, elitista e opressora em todos os sentidos. É preciso, como nos alertou Che Guevara, “que a universidade de pinte de gente”! Episódios como esse nos soam como um alerta à realidade vivida cotidianamente por estudantes pobres que se vêem produzindo saber para a elite e que em nada dialogam com a realidade que vivem.
As cotas nas universidades públicas foram uma conquista do povo negro e um avanço na nossa caminhada para a popularização da universidade. O povo negro tem uma história desde seu sequestro de suas terras e tráfico para servir de mão-de-obra escrava no Brasil. Essa história é de extrema violência e distanciamento do acesso aos serviços mais básicos como saúde e educação. Não permitiremos que as cotas sejam tratadas como caridade e muito menos que questionem a legitimidade daquelas e daqueles que estão aqui por meio delas.
Nós, por nosso lado, responderemos: Que prazer temos em ser atendidas e atendidos por uma médica ou advogada negras! Por psicólogas, enfermeiras, pedagogas, professoras, sociólogas, engenheiras, economistas, administradoras negras e negros. E sabem por quê? Isso quer dizer que, no estado que mais mata a juventude negra e pobre, essas pessoas estão escrevendo uma história diferente, uma história de caminhar de mãos dadas com quem vai no mesmo rumo e contra essa maré de opressões e violência!

“Vira Maré é pra lutar e construir uma Ufes Popular!”

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