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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Para analistas, país deve buscar política externa menos ideológica e mais pragmática

Agência Senado

Marcos Magalhães | 06/11/2014

 
O jornalista William Waack e o analista Murillo de Aragão participaram do debate, presidido pelo senador Ricardo Ferraço.

Em seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff deveria buscar uma política externa menos ideológica e mais pragmática. Esta foi a principal reivindicação de dois convidados a uma audiência pública sobre o tema realizada nesta quinta-feira (6) pela Comissão de Relações Exteriores (CRE): o jornalista William Waack, da TV Globo, e o analista Murillo de Aragão, presidente da Arko Advice Pesquisas. A audiência foi solicitada pelo presidente da comissão, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).
Na opinião de Waack, a política externa implantada nos últimos anos estaria levando o Brasil ao que chamou de “irrelevância relativa”. Um dos principais problemas do país, a seu ver, é a indefinição sobre o papel que pretende exercer no cenário internacional. Como vantagens do país ele citou a “extraordinária posição geográfica” e o fato de se encontrar distante de qualquer conflito internacional relevante. Como desvantagem, mencionou a adoção nos últimos 12 anos de uma política externa mais partidária do que de Estado.
— O que o Brasil quer ser no mundo? O que vemos é uma apropriação da política externa por um grupo político, o PT. Na opinião desse grupo, a supremacia de uma superpotência cedeu lugar a uma rearticulação em um mundo multipolar, no qual outros países se juntam para enfrentar a superpotência. Trata-se de uma visão completamente equivocada, que deixa de lado um princípio fundamental, segundo o qual política externa não é feita por amizades, mas por interesses. Um erro de amadores — definiu.
Ele citou como exemplo o Brics, grupo político formado por países considerados emergentes — Brasil, África do Sul, Rússia, Índia e China. Ao contrário do que sugerem os defensores de uma política de aproximação com o chamado Sul, em contraposição a um Norte de países desenvolvidos, o jornalista observou que países como Rússia e China entendem o significado da expressão “balanço de poder” e negociam questões importantes diretamente com os Estados Unidos, quando é necessário.
— Se perguntarmos a russos e chineses se existe um eixo (a partir da formação do Brics), isso vai provocar um sorriso de sarcasmo ou de certa pena — afirmou Waack.

Soft Power

Em sua exposição à comissão, Aragão admitiu que o Brasil obteve maior expressão internacional a partir da abertura econômica, das privatizações, da redução da desigualdade e de um ambiente macroeconômico de “maior qualidade”. Ele alertou, porém, para o fato de que o país permanece muito fechado, com pequena participação no comércio internacional. O analista defendeu a adoção de uma nova relação com os Estados Unidos, sem deixar de lado a aproximação com a América do Sul, a Europa e a Ásia.
Como observou Aragão, o Brasil não pode construir muros para conter possíveis futuros fluxos migratórios em direção ao país. Por isso, advertiu, não há como se estabelecer uma visão de desenvolvimento para o Brasil sem considerar a inserção do país na América do Sul. Em sua opinião, o Brasil deveria inclusive aprofundar o diálogo com os Congressos Nacionais da região e adotar rapidamente as regras necessárias à eleição direta de representantes para o Parlamento do Mercosul (Parlasul). Tudo isso levando em conta o crescente apelo cultural e turístico do país, que em 2016 vai sediar os Jogos Olímpicos.
— Precisamos fortalecer imagem do Brasil como soft power. O Brasil tem uma agenda positiva, não tem inimigos, mas ainda conta com presença ridícula no turismo mundial e no comércio internacional. Somos o país da bossa nova, do samba, do futebol, da moda. A questão internacional não é meramente diplomática ou comercial, transcende tudo isso — disse Aragão.
Ao abrir a reunião, Ferraço ressaltou a importância de promover uma discussão no Senado sobre os rumos da política externa brasileira.
— Ficaremos acomodados com o papel de fornecedor de matéria prima ou vamos desenvolver políticas internas que possam dar competitividade a nossos produtos e serviços? Nossa indústria continua dependente de América do Sul e, sobretudo, da Argentina, que vive problemas estruturais complexos. Nenhum de nós discute a importância do Mercosul, mas é óbvio que o Mercosul está sangrando. Mais de 500 acordos comerciais já foram firmados nos últimos anos, mas nós só temos acordos com Egito, Autoridade Palestina e Israel. O Mercosul também não sabe o que quer ser no mundo — advertiu Ferraço.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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Meus comentários
 
 
A questão da PE é puramente economica. E se a PE hoje está ainda mais dependente da PI por questões de defesa de interesses e falta de espaço, a politica economica deve ser a mais hermética possível. Isto incomoda a oposição - e quem a sustenta de fora.

A suposta ideologização da PE faz dobradinha com a tambem suposta corrupção petista - como se o engavetador-mor nunca tivesse existido, nem os doleiros do Banestado e nem a Privataria Tucana que a mídia sequer toma conhecimento. E se a mídia não toma conhecimento, o judiciário muito menos. Mas o que é isto em termos de estratégia politica? É a desconstrução de uma administração pragmática em termos da realidade interna e externa. Porque se por um lado a crise mundial está ceifando as economias mais desenvolvidas, no cenário interno era de se esperar que os efeitos desta crise viesse a causar um descompasso. Mas dizer que este descompasso chega a ser motivo para uma mudança de governo, o que propõe a oposição é suicídio economico e político!

Sim, porque as propostas do candidato da oposição durante as eleições eram mutuamente excludentes e foi exatamente por isto que fez uma campanha totalmente inflamada e que ainda persiste baseada em denúncias. Porque se fosse discutir as suas propostas, que eram um arco-iris de 100 cores para deslumbrar, ele se enredaria nas contradições. Por exemplo, na proposta mestra por assim dizer, facilmente concluímos o seguinte: como seria possivel garantir emprego total, como temos hoje, taxa de juros e inflação civilizadas e salário com poder de compra depois de um choque de gestão, criação de áreas de livre comércio (NAFTA e UE) e arrocho salarial como pregou seu ministro da fazenda designado?

Qualquer debate em torno destas propostas deixaria o candidato amarrado em praça pública à mercê de açoites sem trégua da maioria dos votantes assim como da sua oponente. E, para sermos verdadeiros, não haveria como a mídia, que lhe deu integral cobertura, vir a tirar-lhe do mourão. Porque morreria ali de súbito por falta de lógica! Logo, por um canto da boca prometia mundos e fundos, e por outro canto denunciava o que ele mesmo fazia pior!

Logo, o quadro economico, que sofre de moderada mas compreensível queda, serviu de falso pretexto para uma proposta vazia de um candidato que nada tem a oferecer, nem em economia e nem em politica externa. Porque o vetor principal do seu enunciado politico-economico é uma volta ao suplício do sistema Breton Woods que, em desespero, precisa de um Brasil cativo para suprir de bens tangiveis a máquina financeira que produz valores irreais tanto em derivativas como em dolares sem lastro. Precisa tambem de um Brasil provedor de matéria prima e de mercado para auferir valor real às nulidades da moeda e ativos financeiros sem condições de serem redimidos. Precisa escoar economias estagnadas e assim diminuir déficits de toda ordem.

Este é o verdadeiro cenário das economias ocidentais encurraladas por uma dinâmica asiática em vias de construção de infraestrutura para franco desenvolvimento. Este desenvolvimento impulsionado pelo Banco do BRICS e o mais novo Banco de Investimentos e Infraestrutura Asiático (matéria postada em separado).

Apezar de todas as reclamações contra a economia, o desenvolvimento da infraestrutura é precisamente a politica da atual administração no Brasil para estar no mesmo compasso com a Ásia. Ocorre que não é este o programa da oposição por ser proxy de interesses que comandam um Bretton Woods em franca decadência amparado por um Dólar sustentado por um fiapo que pode arrebentar a qualquer momento, mas só não arrebenta porque não interessa à China para que mantenha a sua própria economia e viabilize seus programas geopoliticos.

Mas por que a trinca Waack, Aragão, Ferraço propõe uma politica "pragmática"? Porque dentro do quadro de possibilidades ao Brasil o "pragmatismo" está circunscrito à sua área de atuação mais provável que é o hemisfério ocidental. E quais são as avenidas disponiveis neste "pragmatismo"? As propostas da oposição de àreas de Livre Comércio e suspensão da integração continental. Isto é falta de criatividade que fará o Brasil cair nas rêdes dos interesses que sustentam a oposição, tanto em campanha como agora em franca oposição ao governo. Basta vermos o discurso de Aécio no Senado de anteontem.

Para a oposição agitada é melhor um movimento estabanado e descabido do que a manutenção de uma posição de baixo perfil que é a consolidação da posição sul-sul e do continente, como aliás está fazendo a China e a Rússia com as áreas contíguas de seus respectivos territórios. Exatamente o que está fazendo o Brasil! Mas para esvaziar esta política hemisférica denunciam o bolivarianismo e acusam o governo de querer implantar o mesmo.


Para a trinca deve ter passado desapercebido os recentes acôrdos com a China e Rússia durante a ultima cúpola do BRICS em Fortaleza e Brasilia. Assim como o resultado das vultosas compras pela Rússia na recente Feira em Moscou, para repor a variedade de mercadorias da Europa, EUA, Canadá, etc resultado das sanções.

Agora, para finalizar, o que de fato foi proposto no artigo que serviu de resumo de tão importante reunião? Absolutamente coisa nenhuma! Foi apenas uma marcação de passo para levantar poeira!
 
Rebello
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