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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Brics são alternativa ao fim da hegemonia norte-americana, afirmam economistas


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O economista Paul Craig Roberts desmascara a política norte-Americana.
 
Os Brics poderão passar a ser na prática uma alternativa competitiva para o atual sistema econômico da hegemonia norte-americana. E ainda mais, os Brics são capazes de tomar o seu lugar. Essas são algumas considerações manifestadas por Peter Koenig, um economista norte-americano e ex-funcionário do Banco Mundial. Na opinião do especialista, o banco de desenvolvimento instituído pelos Brics é o primeiro passo no sentido de desdolarizar o sistema econômico global.
 
“Efetivamente, já chegou a hora para que um novo sistema monetário e econômico substitua o atual Banco Mundial, que é uma espécie de casino gigante, um projeto de pilhagem com base no dólar, concebido por Wall Street. Este sistema está à beira de um abismo ainda mais profundo do que a depressão da década dos 1930”, afirma Koenig, seguro de que atualmente seis bancos norte-americanos controlam dois terços de todos os ativos bancários mundiais (em 2008, pouco mais de 40%).
 
Em outra análise, também contundente, o economista norte-americano Paul Craig Roberts, em artigo intitulado “Guerra e morte do dólar norte-americano”, afirma que “duas pressões acumulam-se sobre o dólar norte-americano. Uma decorre da declinante capacidade do Federal Reserve para manipular o preço do ouro quando as reservas ocidentais encolhem e se espalha no mercado o conhecimento da ilegal manipulação de preços feita pelo Fed. É inequívoca a evidência de quantidades maciças de vendas a descoberto a serem despejadas no mercado de futuros do ouro numa altura em que a comercialização é fraca. Tornou-se óbvio que o preço do ouro é manipulado no mercado de futuros a fim de proteger o valor do dólar das consequências da quantitative easing (QE)”.
 
Abuso de Washington

“Os EUA ou o mundo estão chegando ao fim?”, questiona Roberts. Ele aponta, ainda, que “outra pressão provém das loucas ameaças do regime de Obama, de sanções contra a Rússia.

Outros países já não estão dispostos a tolerar o abuso de Washington quanto ao padrão dólar mundial. Washington utiliza os pagamentos internacionais com base no dólar para prejudicar as economias de países que resistem à hegemonia política de Washington”.
 
“A Rússia e a China já estão fartas”, afirma o economista e colunista do Creators Syndicate. Ele cita Peter Koenig ao afirmar que a Rússia e a China estão prestes a se desligar do dólar.

“Daqui em diante, a Rússia efetuará seu comércio, incluindo a venda de petróleo e de gás natural à Europa, em rublos e nas divisas de seus parceiros do Brics. Isto significa uma grande quebra na procura de dólares norte-americanos e uma queda correspondente no valor cambial do dólar”, acrescentou.
 
Segundo Roberts, “conforme John Williams [shadowstats.com] deixou claro, a economia dos EUA não se recuperou dos maus tempos de 2008 e tem continuado a enfraquecer. A grande maioria da população norte-americana, há anos, tem sido fortemente pressionada pela falta de crescimento dos rendimentos. Como atualmente os EUA são uma economia dependente das importações, uma queda no valor do dólar aumentará os preços nos EUA e fará baixar o nível de vida. Todos os indícios apontam para o fracasso econômico dos EUA em 2014, e é essa a conclusão do relatório de John William, de 9 de abril”.
 
“Este ano também pode vir a assistir ao colapso da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) e talvez mesmo da UE. O golpe imprudente de Washington na Ucrânia e a ameaça de sanções contra a Rússia empurraram os estados marionetes da Otan para um terreno perigoso. Washington avaliou mal a reação na Ucrânia quando derrubou o seu governo democraticamente eleito e impôs um governo fantoche. A Crimeia separou-se rapidamente da Ucrânia e juntou-se à Rússia. Poderão seguir-se em breve outros territórios outrora russos. Os descontentes em Lugansk, Donetsk e Kharkov exigem o respeito aos referendos. Os descontentes promulgaram a República Popular de Donetsk e a República Popular de Kharkov. O governo fantoche de Washington em Kiev ameaçou dominar os protestos com a violência. Washington afirma que as manifestações de protesto são organizadas pela Rússia, mas ninguém em Washington acredita, nem mesmo os seus fantoches ucranianos”, afirma.
 
Em muitas frentes, afirma Roberts, “Washington está a surgir aos olhos do mundo como trapaceiro, inconfiável e completamente corrupto”. “James Kidney, promotor público da Securities and Exchange Comission (SEC), aproveitou a ocasião de sua aposentadoria para revelar que superiores seus haviam arquivado seus processos da Goldman Sachs e de outros “bancos demasiado grandes para falir”, porque seus patrões da SEC não estavam preocupados com a justiça, mas “em arranjar empregos com altas remunerações após seu serviço público”, protegendo os bancos contra processos pelas suas ações ilegais.

A Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional foi apanhada tentando usar meios de comunicação para derrubar o governo de Cuba. Esta imprudência audaciosa aparece a seguir à queda do governo ucraniano incitado por Washington, ao escândalo da espionagem da NSA, ao relatório de investigação de Seymour Hersh de que o gás sarin na Síria foi um incidente clandestino organizado pela Turquia, membro da Otan, a fim de justificar um ataque militar dos EUA à Síria, a seguir à imposição de Washington de fazer aterrar e passar busca ao avião presidencial do presidente boliviano Evo Morales, às “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein, à má utilização da resolução de zona de exclusão aérea da Líbia para um ataque militar, etc. etc.

Essencialmente, Washington conseguiu minar de tal modo a confiança de outros países quanto ao discernimento e integridade do governo norte-americano que o mundo perdeu a fé na liderança dos EUA. Washington está reduzido a ameaças e subornos e aparece cada vez mais como um agressor”, pontua.
 
A mentira do 11 de setembro

“Estes tiros no pé refletiram-se na credibilidade de Washington. O pior de todos é a crescente percepção generalizada de que a louca teoria de conspiração de Washington sobre o 11 de setembro é falsa. Grande número de especialistas independentes, assim como mais de 100 prestadores de primeiros socorros, contradisse todos os aspectos da absurda teoria da conspiração de Washington.

Nenhuma pessoa esclarecida acredita que meia dúzia de árabes sauditas, que não sabia pilotar aviões e sem a ajuda de qualquer agência de informações, pudesse iludir todo o esquema de Segurança Nacional, não apenas as 16 agências de informações norte-americanas, mas também todas as agências de informações da Otan e de Israel. Nada funcionou no 11 de setembro. A segurança do aeroporto falhou quatro vezes em uma hora, mais falhas em uma hora do que ocorreram durante as 116.232 horas do século 21, todas juntas. Pela primeira vez na história, a Força Aérea dos EUA não conseguiu interceptar inimigos no chão e nos céus. Pela primeira vez na história, o Controle de Tráfego Aéreo perdeu aviões comerciais durante mais de uma hora e não o comunicou.

Pela primeira vez na história, incêndios de baixas temperaturas, de vida curta, em alguns pisos, provocaram o enfraquecimento e colapso de estruturas de aço maciças. Pela primeira vez na história, três arranha-céus caíram em queda livre acelerada, sem o benefício de demolição controlada que eliminasse a resistência por baixo”, continuou.
 
“Dois terços dos norte-americanos acreditaram nesta mentira. A esquerda acreditou porque encarou-a como uma história de oprimidos a vingar-se do império maléfico da América. A direita acreditou na história, porque interpretaram-na como de muçulmanos diabólicos a atacar a boa América. O presidente George W. Bush exprimiu muito bem a visão da direita:

“Eles nos odeiam por causa de nossa liberdade e democracia”. Porém mais ninguém acreditou nela, muito menos os italianos. Os italianos tinham sido informados, anos antes, de incidentes secretos, quando seu presidente revelou a verdade sobre a secreta Operação Gládio. A Operação Gládio foi chefiada pela CIA e pelos serviços secretos italianos na segunda metade do século 20, para colocação de bombas que mataram mulheres e crianças europeias a fim de acusar os comunistas e, a partir daí, minar o apoio aos partidos comunistas europeus. Os italianos foram dos primeiros a fazer apresentações em vídeo contestando a história bizantina de Washington sobre o 11 de setembro. A última desta contestação é o filme Zero, de 1 hora e 45 minutos, que pode ser assistido aqui:


Zero foi produzido pela companhia italiana Telemaco, lembra Roberts, como um filme de investigação sobre o 11 de setembro. “Nele aparece muita gente ilustre, juntamente com especialistas independentes. Em conjunto, contestam todas as afirmações feitas pelo governo dos EUA, relativas à sua explicação do 11 de setembro. O filme foi exibido no parlamento europeu. É impossível que alguém que veja este filme acredite numa só palavra da explicação oficial do 11 de setembro. A conclusão é que cada vez é mais difícil desmentir que elementos do governo dos EUA tenham feito ir pelos ares três arranha-céus de Nova Iorque a fim de destruir o Iraque, o Afeganistão, a Líbia, a Somália, a Síria, o Irão, e o Hezbollah, e de lançar o programa dos neoconservadores dos EUA para uma hegemonia mundial dos EUA.

A China e a Rússia protestaram mas aceitaram a destruição da Líbia embora tenha sido em seu próprio prejuízo. Mas o Irã é uma linha vermelha. Washington ficou bloqueado, por isso decidiu provocar grandes problemas à Rússia na Ucrânia a fim de desviá-la do programa de Washington noutros locais. A China tem estado hesitante sobre os compromissos entre os seus excedentes comerciais com os EUA e o crescente cerco de Washington que lhe é feito com as suas bases navais e aéreas. A China chegou à conclusão de que a China e a Rússia têm o mesmo inimigo: Washington”, afirma.
 
“Pode acontecer uma de duas coisas: ou o dólar norte-americano será posto de lado e seu valor entrará em colapso, acabando assim com a situação de superpotência e paz de Washington, ou Washington empurrará seus fantoches para um conflito militar com a Rússia e a China. O resultado de uma guerra dessas será muito mais devastador do que o colapso do dólar norte-americano”, conclui.
 
​Enviado por Gilmar Dantas Diamantino

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