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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.


Marlúzio F. Dantas, Hoje, Chove ontem, Nascido para Viver, vivi...
"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.
"O Movimento Separatista da elite paulista de 1932 e o movimento hoje do Não vai ter Copa".
'Revolução'
Um dos revisionismos mais evidentes da história brasileira diz respeito às leituras do levante que se iniciou em 09 de julho de 1932.
Faz parte do exercício da historiografia conservadora, em sua matriz paulista, vender a ideia de que uma típica revolta oligárquica teria sido uma revolução popular. Dessa maneira, somos obrigados, desde 1997, a comemorar as aspirações da elite paulista de outrora em retomar o controle do país.
Não se trata aqui de fazer a apologia do varguismo, o que seria um exercício míope e equivocado.

A ditadura instaurada por Getúlio Vargas a partir de 1937 foi um dos momentos mais sombrios da história brasileira. Querer vender, entretanto, a ideia de que os paulistas se revoltaram para fundar uma institucionalidade democrática e defender a legalidade constitucional é algo da ordem da piada malfeita e de muito mau gosto.
Expulsa do poder por ser o eixo de uma República de fachada, assentada sobre os piores laivos autoritários e periodicamente sacudida por revoltas populares, a elite paulista procurou criar para si uma história de glória e resistência.
O descontentamento popular com os pilares da República oligárquica e com a sua política dos governadores era de ordem tal que governos como o do mineiro Arthur Bernardes somente foram possíveis sob estado de sítio permanente.
Outros, como o do presidente Washington Luís, governaram sob a Lei Celerada, de 1927, que censurava a imprensa e restringia o direito de reunião. Contudo, na defesa entusiasta do "espírito insubmisso de nosso povo", tal descontentamento desaparece.
O fato impressionante é como tal momento é usado atualmente por alguns que procuram recriar nossa história como se ela fosse à luta contínua contra o "perigo populista".

Estes que têm um cuidado especial para com o risco populista, sempre prontos a denunciar as pretensas derivas em direção às modalidades de "chavismo", são estranhamente complacentes com os fundamentos oligárquicos dos Poderes no Brasil e em nosso Estado de São Paulo. Talvez porque eles gostem mesmo é de uma República nos moldes da que existia no país até 1930.
Isso apenas demonstra como o escritor George Orwell estava certo ao lembrar que "quem controla o passado controla o futuro".
Os embates históricos têm a característica de nunca terminarem completamente, de ressoarem como matriz de compreensão das lutas presentes. Por isso, quando levarmos hoje nossas crianças para desfiles, seria bom nos perguntarmos o seguinte: o que estamos mesmo comemorando?

Do mesmo modo quando vemos os nossos jovens incitados pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista) capitaneada pelos Marinhos mudarem da agua para vinho quando convocava o povo a celebrar a grande vitória do governo do presidente LULA com a escolha do Brasil como país sede da Copa de 2014.
Digo: que não se trata aqui de fazer a apologia ao lulismo, mas, se assim o fosse, não seria uma tarefa difícil e, nem tão pouco equivocada; visto que, o DNA governo do presidente LULA continua no governo da presidenta DILMA, isso, salta aos olhos, para um observador arguto, pois, muito e em muito mesmo diferem do DNA das elites paulistas de ontem e de hoje.
Portanto, a elite paulista de hoje e não é de hoje que ela tenta repetir em 09 de Julho de 2014, aquele de 1932 mesmo que, para isso, ainda utilize os mesmos chavões e a mesma mídia golpista.
Uma no Cravo,
Outra na ferradura.

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