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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A Globo no comando da Politica Externa com a oposição

"Para analistas, país deve buscar política externa menos ideológica e mais pragmatica"

O jornalista William Waack e o analista Murillo de Aragão participaram do debate, presidido pelo senador Ricardo Ferraço

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2014/11/06/para-analistas-pais-deve-buscar-politica-externa-menos-ideologica-e-mais-pragmatica
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Eles insistem, mas mostram inviabilidade no discurso de mudança

A questão da Política Externa é puramente economica. E se a PE está hoje ainda mais dependente da Política Interna por questões de defesa de interesses e falta de espaço internacional, a politica economica deve ser a mais hermética possível. Isto incomoda a oposição - e quem a sustenta de fora.

A suposta ideologização da PE faz dobradinha com a tambem suposta corrupção petista - como se o engavetador-mor nunca tivesse existido, nem os doleiros do Banestado e nem a Privataria Tucana que a mídia sequer toma conhecimento. E se a mídia não toma conhecimento, o judiciário muito menos. Mas o que isto representa em termos de estratégia politica? A desconstrução de uma administração pragmática em termos da realidade interna e externa. Porque se no cenário externo a crise mundial está ceifando as economias mais desenvolvidas, no cenário interno era de se esperar que os efeitos desta crise viesse a causar um descompasso. Mas dizer que este descompasso chega a ser motivo para uma mudança de governo, o que propõe a oposição é suicídio economico e político!

Sim, porque as propostas do candidato da oposição durante as eleições eram mutuamente excludentes e foi exatamente por isto que fez uma campanha totalmente inflamada, e que ainda persiste, baseada em denúncias. Porque se fosse discutir as suas propostas, que eram um arco-iris de 100 cores para deslumbrar, ele se enredaria nas contradições. Por exemplo, na proposta mestra por assim dizer,  concluímos facilmente o seguinte: como seria possivel garantir emprego total, como temos hoje, taxa de juros e inflação civilizadas e salário ainda com poder de compra depois de um choque de gestão, criação de áreas de livre comércio com NAFTA e UE e arrocho salarial como pregou seu ministro da fazenda designado?

Qualquer debate em torno destas propostas deixaria o candidato amarrado em praça pública à mercê de açoites sem trégua da maioria dos votantes assim como da sua oponente. E, para sermos verdadeiros, não haveria como a mídia, que lhe deu integral cobertura, vir a tirar-lhe do mourão. Porque morreria ali de súbito por falta de lógica! Então, por um canto da boca prometia mundos e fundos, e por outro denunciava o que ele mesmo fazia pior!

Logo, o quadro economico, que sofre de moderada mas compreensível queda, serviu de falso pretexto para uma proposta vazia de um candidato que nada tem a oferecer, nem em economia e nem em politica externa. Porque o vetor principal do seu enunciado politico-economico é uma volta ao suplício do sistema Bretton Woods que, em desespero, precisa de um Brasil cativo para suprir de bens tangiveis a máquina financeira que produz valores irreais tanto em derivativas como em dólares sem lastro. Precisa tambem de um Brasil provedor de matéria prima e de mercado aberto para auferir valor real às nulidades da moeda e ativos financeiros sem condições de serem redimidos. Este sistema precisa do Brasil para escoar economias estagnadas e assim diminuir déficits de toda ordem.

Este é o verdadeiro cenário das economias ocidentais encurraladas por uma dinâmica asiática em vias de construção de infraestrutura para franco desenvolvimento. Este desenvolvimento impulsionado pelo Banco do BRICS oficialmente formado em Fortaleza e o mais novo Banco de Investimentos e Infraestrutura Asiático (matéria postada em separado neste Blog).

Apezar de todas as reclamações contra a economia, o desenvolvimento da infraestrutura é precisamente a politica da atual administração no Brasil para estar no mesmo compasso com a Ásia. Ocorre que não é este o programa da oposição por ser proxy de interesses que comandam um Bretton Woods em franca decadência amparado por um Dólar sustentado por um fiapo que pode arrebentar a qualquer momento, mas só não arrebenta porque não interessa à China para que mantenha a sua própria economia e viabilize seus programas geopoliticos.

Mas por que a trinca Waack, Ferraço, Aragão propõe uma politica "pragmática"? Porque dentro do quadro tradicional de possibilidades ao Brasil o "pragmatismo" está circunscrito à sua área de atuação mais provável que é o hemisfério ocidental. E quais são as avenidas disponiveis neste "pragmatismo"? As áreas de livre comércio, a suspensão da integração continental e o desmantelamento da iniciativa sul-sul. Ou seja, uma proposta altamente nociva à indústria nacional que causaria enorme desemprego e duas anti-propostas. Isto, além de negar a lógica nas relações entre blocos economicos, é total falta de criatividade que fará o Brasil cair nas rêdes dos interesses que esperam da oposição uma abertura para pilhagem. Isto foi visto tanto em campanha como agora em cruzada aberta contra o governo.


A anti-lógica da oposição contraria todos os princípios de relações internacionais atualmente. Basta vermos o primeiro discurso de Aécio no Senado depois das eleições. Para uma oposição agitada e sem rumo lhe parece melhor detonar uma convulsão interna e um movimento estabanado e descabido na politica externa do que manter uma posição de baixo perfil mas coerente para o médio e longo prazos. Porque, de imediato, para o curto prazo a conjuntura global não permite grandes articulações devido ao congestionamento internacional imposto pelas grandes potências. Conflitos, crises de toda sorte e sanções é a praxe atualmente. A única alternativa é a consolidação da posição sul-sul e do continente, como aliás estão fazendo China e Rússia com áreas contíguas de seus respectivos territorios, além de firmarem entre si fortes parcerias em todos os níveis. Exatamente o que está fazendo o Brasil com seus vizinhos! Mas a estratégia da oposição é denunciar o bolivarianismo e acusar o governo de querer implantar o mesmo sistema. O próprio Jô Soares em programa desta semana condenou esta pixação contra o governo.

Para a trinca deve ter passado desapercebido os recentes acôrdos com a China e Rússia durante a ultima cúpola do BRICS em Fortaleza e Brasilia. Assim como o resultado das vultosas compras pela Rússia na recente Feira em Moscou, para repor a variedade de mercadorias da Europa, EUA, Canadá, etc, resposta às sanções contra a Russia.

Agora, para finalizar, o que de fato foi proposto no artigo e video que serviram de resumo de tão importante reunião? Absolutamente coisa nenhuma! Foi apenas uma marcação de passo para levantar poeira! Cortina de fumaça para encobrir uma volta à submissão!


Rebello
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