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domingo, 26 de outubro de 2014

Marcos Rebello - análise sobre a estratégia marqueteira de Aécio.

- por Rafael Pinheiro Caros leitores, hoje temos a estreia de mais um colaborador aqui no Xadrez Verbal, Rafael Pinheiro, que faz uma análise crítica e...
XADREZVERBAL.COM
  • Marcos Rebello Muito boa a análise sobre a estratégia marqueteira de Aécio.
  •  Esta, para as massas, naufragou mesmo. Mas, pior do que para as massas, foi 
  • o plano de governo para quem pensa um pouco em termos de viabilidade. Este sim
  •  deveria levantar algumas sobrancelhas, mas vi nenhuma! Aliás, a tietagem com
  • escolaridade entrou na euforia branca, pulverizada pela mídia nos olhos arregalados de espectadores cegos, ávidos por algo que representasse o status de um país que não lhes pertence mais porque a necessidade obrigou que descesse para niveis os mais baixos a fim de resgatar o que havia sido esquecido. Passaram em branco análises cruciais de um conjunto de propostas que trouxe, em teoria, o que nem o próprio céu poderia oferecer em toda a sua magnanimidade. O candidato tratou de oferecer mundos e fundos a uma faixa do eleitorado sem condições de parar para enchergar a inviabilidade do plano, se é que podemos classificá-lo como tal, tamanha a euforia de um retorno às delícias de Albion. Ou, talvez, alguns tivessem tido um lampejo da tragédia que seria, mas o êxtase os emudeceu na expectativa de um resgate, embora efêmero, do suplício coerente da infraestrutura petralha. 
  • Mas no que consiste a proposta do candidato e quais seriam os resultados?

    Em linhas gerais a variedade inviabiliza o foco: as propostas são mutuamente excludentes.

    1- Primeiro, aquele choque de gestão ou enxugamento da máquina administrativa para mostrar que o governo "means business". Redução de ministérios para menos de uma dúzia. Medida para mostrar aos estados que deveriam seguir à risca a redução de custos, ou os repasses do governo federal não seriam suficientes. Que repasses? Cada um por si e o Fraga por todos! O que é isso??? Desemprego em massa de servidores públicos! A Selic dá um sinal de que vai corrigir e aumenta para 15%. Aviso aos navegantes e os mercados respiram ar fresco.

    2- Quem enxuga mesmo a máquina e quer as empresas maximizando lucros faz encolher os programas sociais do governo! O que isso representa? Mais gente ociosa e sem poder de compra! Para onde foi a industria nacional? Ela responde adequadamente! Segunda onda de desempregos. A máquina começa a pedir óleo! A Selic sobe devagar mas chega a 18% enquanto os especuladores pedem 20% a fim de reporem o perdido na crise. 

    3- Áreas de Livre Comércio com países desenvolvidos é a mola propulsora do pretendido crescimento economico. Se esquecem que o comércio aberto será com áreas economicas em franca recessão, ávidas por exportar. Não há problema. O Brasil tem mercado de sobra para oferecer e servir de salva-vidas. Afinal, vamos construir parcerias que fortalecem os laços economicos para a bipolaridade. Adeus BRICS, alô velhos amigos-da-onça! Isto empresta à sub-elite tupiniquim aquele ar de superioridade. Ao cabo de poucos meses voltaria a sentir-se novamente superior às classes que hoje estão ascendendo. Colocaria-lhes no lugar porque estariam consumindo produtos importados. Resolvido o problema, o mesmo Jornal que lhes deu esperança e massageou o ego nas eleições estaria reportando a terceira onda de desempregos, desta vez em grande escala. Afinal, seriam milhões consumindo importado quebrando a produção nacional. Estariamos sonhando com a taxa de desemprego no patamar em que está hoje! Para Fraga é balela. Sorridente, faz as vontades e passa a rubrica nos 20%. A Bolsa entra em euforia! O Brasil é o queridinho da City e Wall Street. Claudia Leite é convidada para o NY Met, e Zeca Pagodinho para Royal Opera House. Sim, por que não? Afinal ...

    4- Mas e a taxa Selic serve para que mesmo? Saltando sempre de patamar é para atrair os tais investimentos que dizem ser para a economia! Estará na estratosfera para tentar cobrir o desastre economico e social. Em vez de ser para financiar empresas nacionais, na verdade será para as próprias multis que, alem de quebrarem a mísera competição nacional, repatriaria o grosso dos lucros e o resto seria para pura especulação, e o Brasil seria o novo "derivatives heaven". Fraga não teria nenhum problema em fazer isto porque já fez. Afinal, para quem já cravou 45% sem remorsos, a banda de 20% a 45% é um parque de diversões!

    E que industria nacional consegue pagar isto? 

    Ao cabo de dois anos nesta tentativa de enquadrar o país no neoliberalismo ele estaria em frangalhos! Dos 30 milhões que sairam da miséria e tiveram o gôsto por uma casa nova, moto ou carro e crediário, uma fração destes estaria fazendo arruaça. E em um país onde duas dúzias de lideres de Black Blocks quase acabou com a ordem pública, calculem o prejuízo na ordem pública desta fração de 30 milhões de indignados por todo o país! 

    Duas dúzias de prisões, entre privatizadas e em construção, nos estados mais afetados pela crise para atender aos clamores da sociedade por segurança. Novos tempos chegaram. Situação absolutamente sem retorno ao que é hoje!

    Mas como tudo é históricamente compartimentalizado e a mídia cumpre ordens à risca, c'est la vie!

    Bye bye Brazil.
    .

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