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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

2002 e 2014 - A MESMA APOSTA, OS MESMOS AGENTES


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15/04/2014 - Armínio Fraga: ex-diretor de George Soros, o homem que só lucrava com a desgraça do Brasil

Folha de SP - 13 de Outubro de 2002

Investidores estrangeiros têm operado na praça financeira internacional com a expectativa de lucrar com a quebra do Brasil. No mercado de idéias sobre o futuro do país, as sucessivas declarações do financista George Soros de que o Brasil caminha para a bancarrota começam a chamar a atenção. Há quem diga que Soros provavelmente tem “levado sua boca aonde seu dinheiro está” (tradução de expressão comum em Wall Street, “putting his mouth where his money is”).

Ou seja, Soros integraria o time dos que lucrariam se o Brasil desse calote em sua dívida, ou a reestruturasse, como os especialistas de mercado preferem dizer.



“Infelizmente, eles (os investidores estrangeiros) começam a cheirar o sangue na água, como tubarão. Eles vêem que o Banco Central vai ter de fazer leilão (de títulos cambiais e operações com dólar no mercado futuro interno) e começam a empurrar o Brasil até que não consiga fazer a renegociação”, disse Raphael Kassin, chefe para mercados emergentes da área de renda fixa do ABN-Amro Asset em Londres.

Para Kassin, as declarações de Soros não são isentas de interesse. “Acho que o Soros nunca deu uma declaração que fosse independente de sua posição (no mercado financeiro). Ninguém nunca o levou a sério. Quando ele faz um comentário, já se sabe que ele o faz de acordo com sua posição (no mercado). Agora, é comentário que machuca, que afeta”, diz.
Dois operadores de mercado, um de Nova York e outro de São Paulo, também disseram à Folha que suspeitam do objetivo do financista quando ele faz esse tipo de análise sobre o Brasil. Ambos ressaltaram, no entanto, que não há como afirmar se seus fundos de investimento estão em posição contrária ao Brasil.

“Curto em Brasil”

Posicionar-se contra o país é o mesmo que ficar “short” (fazer venda a descoberto) nos títulos da dívida externa brasileira. É uma operação muito comum no mercado internacional de bônus soberanos, ou seja, de papéis de governos.

De forma resumida, a transação funciona da seguinte maneira: o investidor “aluga” os títulos da dívida externa de outro investidor, com o compromisso de devolvê-los em data pré-acertada. Em seguida, vende os títulos no mercado. Se o país quebrar, o preço dos títulos da dívida externa do governo despenca.

Assim, o investidor que alugou os papéis, e que espera a bancarrota, recompra os títulos no mercado por uma fração do que embolsou com a venda, e os devolve para quem os alugou, pagando ao dono dos papéis pequena taxa de juros. Essas operações contribuem para a queda dos papéis no mercado, pois fazem com que a oferta desses títulos aumente.
No caso do Brasil, tais transações são mais frequentes com os C-bonds, títulos da dívida externa mais negociados no mercado. Na sexta-feira, esses papéis fecharam cotados a US$ 0,50, isto é, a 50% de seu valor de face.

No final do mês passado, Soros disse, em entrevista à TV americana ABC, que, independentemente dos resultados da eleição para presidente, o Brasil deveria quebrar. “Será eleito um presidente que não é apreciado pelos mercados. As taxas de juros [risco-país” vão chegar a 25%. A essa altura, o Brasil estará falido”, afirmou. O presidente a que ele se referiu é Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT.

No final do mês passado, no encontro anual do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, Soros podia ser encontrado sem dificuldade nos seminários sobre o Brasil.

Em um deles, em que o presidente do Banco Central do Brasil, Armínio Fraga, era palestrante, Soros levantou-se para fazer perguntas a Armínio sobre a situação do país.

Armínio foi seu funcionário, como administrador de um de seus fundos especulativos.

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Receita de futuro

'Ministro' de Aécio, Armínio Fraga defende redução dos bancos públicos

Em áudio divulgado pela internet, o economista, que já havia dito que a valorização do salário mínimo 'atrapalha', diz que, em sua gestão, do BNDES, Banco do Brasil e Caixa não deverá 'sobrar muito'

por Redação RBA publicado 09/10/2014 20:19



São Paulo – Já 'nomeado' por antecipação ministro da Fazenda em um eventual governo de Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, defende a redução do papel dos bancos públicos na economia brasileira. Em áudio divulgado pelo blog O Cafezinho, ele chega a dizer que não sabe bem "o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito".

No trecho da apresentação, Armínio afirma que o modelo brasileiro – formado por "três grandes bancos públicos em atuação", BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal –, "não é um modelo favorável ao crescimento, ao desenvolvimento" do país.

"Sabemos, da nossa própria história e da história universal dos bancos públicos", justifica. Em um trecho adiante, Fraga afirma "Não estou advogando aqui fechar o BNDES", ressalta. "Mas não sei muito bem o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito."

O autor do blog, Miguel do Rosário, escreve em seu post:

"É importante destacar que Fraga mente ao falar da 'história' do crescimento. Todos os países desenvolvidos cresceram com enormes investimentos públicos. E hoje, os países que mais crescem, são os que tem bancos públicos fortes, como China. E os bancos privados são justamente os principais responsáveis pelas periódicas crises financeiras que vêm drenando recursos do Estado para mãos de algumas instituições bancárias.

"A acusação de que os bancos públicos são capturados por interesses 'públicos e privados' é inconsequente, porque finge ignorar que o mesmo acontece, numa escala infinitamente superior, com os bancos privados.

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Dois modelos

'O que salvou o Brasil de uma grande recessão foram os bancos públicos', diz Pochmann

Colunista da RBA compara os modelos de Dilma e Aécio para o sistema financeiro e tributário

por Redação da RBA publicado 22/10/2014



São Paulo – Segundo o economista e professor da Unicamp Marcio Pochmann, a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à presidência da República defende o mesmo receituário adotado nos anos 1990, marcado pela drástica redução do papel dos bancos públicos e crescente presença de bancos estrangeiros, apostando que a livre concorrência garantiria uma redução no custo dos empréstimos e, por consequência, da taxa de juros para o consumidor.

Para ele, tais medidas criaram um quadro reverso porque o esvaziamento dos bancos públicos e a maior presença dos bancos privados estrangeiros criou um "maior oligopólio” e “uma certa acomodação em torno de taxas de juros cada vez maiores, aumentando o rentismo”.

No combate aos efeitos da crise internacional, desencadeada em 2008, Pochmann destaca a decisão "correta" do presidente Lula de estimular a atividade dos bancos públicos – BB, BNDES, Caixa Econômica Federal – com grande capilaridade, "colocando crédito às grandes empresas e aos consumidores, sustentando muito bem essa crise que veio de fora".

“A presidenta Dilma tem reforçado esse papel, por exemplo, do Banco do Brasil, de ser um grande banco de financiamento da agricultura brasileira; a Caixa Econômica como um grande banco de financiamento da construção civil, especialmente da moradia popular, e o BNDES como o banco que alavanca o investimento do setor produtivo nacional, com foco crescente nas micro e pequenas empresas”, afirma o professor, destacando a manutenção da política de contenção dos efeitos da crise e o protagonismo do estado no setor financeiro.

Sobre as propostas do candidato tucano de criação de um imposto único em substituição aos atuais IPI e ICMS, o economista recomenda cautela: “A questão do sistema tributário brasileiro precisa sofrer uma mudança, mas uma mudança mais ampla, porque o risco de mudar um ou outro imposto pode desorganizar o sistema tributário”.

Ao comparar os projetos em disputa neste segundo turno, Pochmann é categórico e cita uma tradicional fábula: “É a disputa da formiga com a cigarra. O grupo que fica falando o que vai fazer e o que não se deve fazer e, na verdade, faz pouco. Um time que já jogou no Brasil e nós vivemos, nesta época, o racionamento de energia, no ano de 2001, por conta da falta de planejamento.”
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