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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Os impactos da Copa na economia do Brasil

Via Jacob Blinder

  •  3 milhões de ingressos foram vendidos para os 64 jogos
 
  • A FIFA pagará R$ 16 bilhões de reais ao governo brasileiro referente a impostos
 
  • A Fundação Getúlio Vargas, estima que a receita agregada à economia brasileira, de 2010 a 2014, com a realização da Copa, deve ficar em mais de R$ 142 bilhões de reais.
 
  • Em 2014 o Brasil receberia caso não houvesse Copa seis milhões de turistas internacionais, mas com a Copa esse numero subirá para 7,5 milhões. Em 2018 o número de turistas internacionais a visitar o Brasil está projetado em nove milhões. Esse aumento será devido à realização da Copa e o impacto do evento junto aos turistas internacionais – fomentando demandas e gerando boas imagens do potencial turístico do Brasil (estudo realizado pela Ernst & Young)
 

Os impostos pagos pela Fifa sobre a venda de ingressos

21 de junho de 2014 | 10:39 Autor: Miguel do Rosário -  Tijolaço
ScreenHunter_4041 Jun. 21 10.06
Benjamin Franklin, famoso pensador político norte-americano, cunhou uma frase célebre:
Neste mundo nada é certo, com exceção da morte e dos impostos.

A frase também vale para a Fifa.

Com a venda de ingressos esgotada para quase todos os jogos da Copa, imagino que valha a pena insistir num ponto no qual ainda persiste certa desinformação.

A receita gerada pela venda dos ingressos não é isenta de impostos.

As isenções fiscais permitidas pela Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010, decretada pelo Congresso Nacional, que valem para Fifa e seus associados, referem-se à importação de material e equipamentos esportivos usados nos jogos, além de todos os serviços relativos à organização (contratação, hospedagem e despesas com árbitros, por exemplo).

Entretanto, a venda de ingressos não entra nessa conta. Isso está bem claro na lei, nos seguintes capítulos.
§ 3º A isenção de que tratam as alíneas b e c do inciso II do caput não alcança as receitas da venda de ingressos e de pacotes de hospedagem, observado o disposto no art. 16.
§ 3º A isenção de que tratam as alíneas b e c do inciso II do caput:
I – não alcança as receitas da venda de ingressos e de pacotes de hospedagem, observado o disposto no art. 16;

A própria Fifa já deixou bem claro, em nota publicada em seu site, que pagará os impostos referentes à venda de ingressos:
A isenção final dada pelo país-sede à FIFA, no final das contas, nunca é geral e irrestrita. Como exemplo podemos mencionar a cobrança de impostos sobre as vendas de ingressos no Brasil.

Há algumas semanas, circulou uma estimativa de que a Fifa e as empresas investidoras na Copa deverão pagar R$ 16 bilhões em impostos ao Brasil. Uma parte disso será com a venda de ingressos. A informação tinha origem na própria Fifa, que também observou que esses impostos superam o total investido, com financiamento público e privado, na construção dos estádios. Ainda esperamos informação atualizada do governo brasileiro referente a esse valor.

Um estudo da Ernst & Young, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, estima que a receita agregada à economia brasileira, de 2010 a 2014, com a realização da Copa, deve ficar em mais de R$ 142 bilhões.
Já circulam algumas estimativas do que a Copa poderá acrescentar à economia nos próximos anos. Em turismo, a estimativa da FGV para o aumento da chegada de turistas internacionais, ao longo dos próximos anos, é esta:
ScreenHunter_4040 Jun. 21 09.59

Outras curiosidades
A Fifa reserva um ingresso “popular” nos estádios, disponível apenas para brasileiros.  É a categoria 4, para a qual se disponibilizou 400 mil ingressos, a preços de até R$ 30 na primeira fase dos jogos (ver tabela no início do post).
Entretanto, como se poderá ver nos gráficos abaixo, o espaço “popular” ocupa uma área relativamente pequena dos estádios, e esses 400 mil ficam “abafados” pelos mais de 3 milhões de ingressos vendidos.
Mais informações sobre os ingressos na Copa, que eu retirei do site da Fifa e do Ministério do Esporte:

Lista dos países que mais compraram ingressos para o Mundial.
1. Brasil – 1.395.886 ingressos
2. Estados Unidos – 198.208
3. Argentina – 61.477
4. Alemanha – 58.983
5. Inglaterra – 58.105
6. Colômbia – 55.497
7. Austrália – 52.313
8. Chile – 39.458
9. França – 35.052
10. México – 34.353
11. Canadá – 29.522
12. Japão – 22.759
13. Suíça – 17.815
14. Holanda – 16.037
15. Uruguai – 15.893
16. Espanha – 13.677
17. Israel – 11.937
18. Equador – 11.626
19. Rússia – 10.762
20. Itália – 10.064

Perfil dos ingressos, por tipo:
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Capacidade de público de cada estádio.
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Divisão dos tipos de ingressos, no estádio padrão da Copa:
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PS: Corrigi a citação inicial e peço desculpas. Chamei o grande Benjamin de francês, quando ele nasceu em Boston, EUA, e sempre viveu por lá. Acho que o confundi com um “sósia” francês 

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