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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Democratização da Mídia Já: A calúnia da Istoé revela o bunker da corrupção midiática

Quer entender como funciona a maracutaia entre a grade mídia a as
 forças politicas que derrubam o país? Leia essa!

http://tijolaco.com.br/blog/?p=17882

A calúnia da Istoé revela o bunker da corrupção midiática

31 de maio de 2014 | 16:53 Autor: Miguel do Rosário
manipulacao
A Istoé presta um serviço sujo aos interesses políticos
 do PSDB e tenta manchar, com uma matéria ridícula em
 todos os sentidos, a reputação da revista Forum, e de
seu editor, Renato Rovai, e do blogueiro Eduardo Guimarães.
É uma matéria covarde porque se insere na estratégia
maquiavélica de tentar asfixiar financeiramente uma blogosfera
 que nunca viveu de verbas públicas (ao contrário da grande
mídia), e sempre conviveu com enormes dificuldades
financeiras.
E é ridícula porque tenta fazer seus leitores de trouxas.
 Ora, o “crime” da Fórum, segundo a Istoé,
teria sido receber, honestamente, comercialmente,
transparentemente, R$ 5 mil para veicular anúncio
da prefeitura de Guarulhos.
Por causa de 5 mil reais! É muita cara de pau!
A matéria, contudo, tem um lado bom, que é revelar
 o pavor da mídia tradicional de perder espaço para
 veículos alternativos que, hoje, estão ficando muito
fortes na internet. Em alguns casos, mais fortes até mesmo
 que ela, a mídia tradicional. O blog de Paulo Coelho na
Globo costuma ter zero comentários. E olha que as
chamadas do blog costumam aparecer na primeira página
 do site! Paulo Coelho, o escritor que mais vende livros
no Brasil! De vez em quando eu entro no blog do Merval,
 só para ver quantas moscas andam zumbindo por lá.
Geralmente, tem uns 2 ou 3 comentários, frequentemente
fazendo troça do jornalista, com argumentos da nossa
 blogosfera! O blog da Miriam Leitão, a mesma coisa;
tem meia dúzia de comentários, em geral acusando seu
pessimismo doentio como fruto de interesse político.
A decadência da velha mídia é irreversível.
Por que o desespero? Porque a própria internet,
ao forçar a transparência das contas públicas, revela a
promiscuidade entre os órgãos do Estado responsáveis
 pelas publicidades institucionais e as velhas mídias.
Se você digitar o CNPJ da Istoé
(43.525.419/0001-70) no google, vai descobrir
inúmeros contratos de publicidade da revista com
 órgãos do Estado, de todas as instâncias.
 Muitos são de Furnas, por exemplo. Há também diversos
contratos com o governo de São Paulo, do PSDB.
O que me chamou a atenção é que, em pleno 2013,
tabela de publicidade de Furnas vai na contramão
de qualquer lógica de audiência e destina apenas
0,44% do total para internet. Já revistas impressas,
que atualmente tem uma circulação infinitamente
menor que a internet, abocanham 7% das verbas
publicitárias da estatal.
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Um dos contratos de publicidade de Furnas para 2013
Essa lógica sem pé nem cabeça, de gastar muito mais
com uma mídia com muito menos repercussão, se
repete em todos os aparelhos de Estado.
Estima-se que o Estado brasileiro, nas suas diversas instâncias,
 gaste mais de R$ 5 bilhões em publicidade institucional.
Os velhos esquemas entre poder público, agências de
 publicidade e a velha mídia estão ficando em evidência,
e a sociedade não tardará a entender que eles refletem
uma mentalidade atrasada e possíveis esquemas de corrupção.
O mundo da publicidade tem um esquema de propina
 para agências de publicidade, legalizado e a céu aberto,
que são os bônus de volume. A mídia recebe dinheiro
 público para veicular publicidade institucional e repassa
 gordas comissões às agências.  Por isso elas não
investem na internet, porque isso as obrigaria a distribuir
 a verba para um número muito grande de pequenos
e médios agentes de mídia, os quais não teriam interesse,
 nem capital de giro, para lhes retribuir da mesma maneira.
Temendo um futuro que já morde seus pés, a
mídia tradicional se desespera. Sua única esperança é uma
vitória do PSDB, porque esse é um aliado orgânico dos
barões da velha imprensa. Ainda não sei se a velha
imprensa é uma grande assessoria do PSDB, ou se o PSDB é
 apenas um braço partidário da mídia.
O ataque à Fórum então cumpre dois objetivos:
1)  sufocar e desqualificar os únicos meios pelos
quais a sociedade pode criticar os tucanos, que
 são as revistas de orientação progressista, como a Forum,
 e os blogs;
2) manter intactos os velhos esquemas da publicidade
 oficial. É preciso intimidar qualquer tentativa de romper
 a lógica mafiosa que hoje impera, segundo a qual governos
ou estatais não podem anunciar na internet.  Anunciar na
 Istoé pode, é bom, é legal. Anunciar no site da Forum,
no blog do Eduardo Guimarães, é crime.  Esperemos que
os governos não se deixem manipular por essas chantagens
e decidam, cada vez mais, investir na internet ao invés
de jogar dinheiro público fora anunciando em revistas que
 ninguém mais lê.
Outro ponto ridículo e incoerente da matéria da Istoé é
 que ela acusa a existência de um “bunker da calúnia”,
mas ela  mesma, na própria matéria, faz o papel que atribui
à prefeitura de Guarulhos. Ela, a revista Istoé, revela-se
um bunker de calúnias. A serviço do PSDB.
E não é por R$ 5 mil. É por milhões de reais.  As revistas
 brasileiras ganham milhões do poder público, em anúncios,
 em compras em massa de assinaturas (sempre sem
 licitação), em “apostilas” de educação. A mídia brasileira
recebe todo tipo imaginável de “mensalões” do poder público.
Um relatório do
Instituto de Acompanhamento de Publicidade ( IAP),
 que compila o valor gasto por dezenas de estatais
 federais e estaduais, informa que a empresa que
controla a Istoé recebeu, apenas em 2011, R$ 15 milhões.
Relacionei abaixo os veículos que traziam o mesmo
CPF da Editora Três, proprietária da Istoé, e quanto
 receberam das  instituições públicas (a maioria federais)
listadas pelo IAP,  em 2011:
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Somando os valores acima, chega-se a um total de R$ 15 milhões.
Isso em apenas em um ano, se multiplicarmos esses R$ 15 milhões
 por todos os anos em que a revista tem recebido verbas públicas
federais, e se acrescentarmos os recursos que ela recebe de
 governos estaduais, prefeituras, enfim, de todo o aparelho
de Estado, quanto daria? Centenas de milhões de reais?
E isso num momento em que as pessoas têm lido cada
 vez menos revistas impressas e muito mais internet…
Eu tentei ainda pesquisar a publicidade institucional
do governo de Minas Gerais, mas não consegui passar do filtro anti-spam.
Tente você entrar lá, se tiver um tempo.
É esta empresa que pretende criminalizar a Forum,
que tem audiência muito superior à Istoé, por ter recebido
míseros R$ 5 mil da prefeitura Guarulhos?
Abaixo, a resposta de Rovai às calúnias da Istoé.
*
IstoÉ: calúnia tem acento
Por Renato Rovai, na Revista Forum
A revista IstoÉ desta semana traz uma suposta
reportagem associando a revista Fórum a um bunker
petista financiado pela prefeitura de Guarulhos para
 caluniar e difamar o senador Aécio Neves. A matéria
pode ser lida aqui. Começa com um erro crasso de
 português no título. O jornalismo da revista escreveu
“calunia”. Assim mesmo, sem acento. Talvez num ato
falho, já que a matéria assinada por Josie Jeronimo e
 Raul Montenegro é de ponta a ponta caluniosa e difamatória.
 Uma peça feita sob medida e com dois objetivos claros.
O primeiro, intimidar os anunciantes da Fórum porque
 a enxerga como uma ameaça. IstoÉ não é hoje nem uma
 sombra do que foi no passado. Trata-se de uma revista em
decadência que, segundo o Alexa, um dos sites que
mensura audiência na internet, está simplesmente 12 mil
posições atrás da Fórum no ranking global. Ou seja, já faz
 tempo que IstoÉ não tem prestígio, mas agora também não
 tem leitores. E por isso mesmo não deveria ter anúncios,
 mas eles ainda pululam em suas páginas, como o do Banco
 do Brasil, que joga dinheiro fora ao ter um banner
patrocinando, por exemplo, a matéria que atacou a Fórum.
 Ou seja, com essa matéria, a IstoÉ se associa a O Globo
que ligou para todos os nossos anunciantes
fazendo perguntas intimidatórias há pouco mais de um mês.
 O segundo objetivo é criar uma peça jornalística que
 leve o Ministério Público a investigar as relações
da Fórum com a prefeitura de Guarulhos.
Em relação ao primeiro objetivo, como
editor e responsável pela publicação, não
 poderei ajudar o time do Alzugaray.
Eles vão ter de se virar sozinhos.
Continuaremos fazendo jornalismo relevante e
 respeitado e por este motivo nossa audiência
tende a continuar crescendo. E isso provavelmente
nos levará a cada dia a ter mais leitores do que
 IstoÉ, que certo dia já foi a segunda maior revista
do Brasil. Aliás, a única informação correta da matéria
 da IstoÉ é a de que a Fórum tem
aproximadamente 300 mil page views ao dia.
É isso mesmo, são de 5 a 6 milhões de page
views e mais de 2 milhões de leitores por mês.
Algo que Isto É vai ter que comer muita arroz
e feijão para ter.
Em relação ao segundo objetivo da família
Alzugaray, serei generoso. Na segunda-feira,
o departamento jurídico da Fórum vai ser
acionado para ir ao Ministério Público,
localizar se de fato há algum promotor nos
investigando e, se houver, vamos entregar a
ele o contrato de inserção publicitária com a
 Prefeitura de Guarulhos. O promotor não terá
 o trabalho de nos intimar. Mas vamos
fazer mais. Fórum desafia publicamente Isto É a mostrar
 todos os contratos que a revista tem e teve nos
últimos 11 anos com o governo de Minas Gerais (tempos
de gestão tucana) e nós apresentaremos todos os contratos
 que Fórum teve nos últimos 14 anos (tempo de
gestão petista) na prefeitura de Guarulhos.
Simples assim.
IstoÉ não procurou ninguém da Fórum
Na matéria assinada por Josie Jeronimo e
Raul Montenegro há o seguinte trecho: “ISTOÉ
entrou em contato com o blogueiro (Eduardo Guimarães),
 com a revista “Fórum” e com a prefeitura questionando
o montante pago em publicidade, mas não recebeu
 resposta até o fechamento desta edição”.
Não posso responder pela Prefeitura nem por
Eduardo Guimarães, mas Fórum não foi procurada
 pelos repórteres. Seria interessante que em nome
 da credibilidade que imagino eles devem
querer resguardar, que apresentem provas de que me
 ligaram, enviaram e-mail ou que tentaram me acessar,
 por exemplo, pelo Facebook.
A revista também diz que Fórum “replicou a opinião
de um blogueiro que insinua envolvimento do
senador do PSDB com entorpecentes”. O artigo que
 IstoÉ faz menção é este de Kiko Nogueira, do Diário
do Centro do Mundo (DCM). Não há nele nenhuma
insinuação ao uso de drogas por Aécio Neves.
Quem insinuou isso foi boa parte do Mineirão no jogo
 Brasil e Argentina, em 2008. E talvez também por isso
a jornalista Letícia Duarte, do Zero Hora, tenha
tratado do tema numa entrevista coletiva.
O artigo de Kiko só faz uma reflexão sobre a oportunidade
de se tratar deste tipo de assunto. E diz que perguntas
como essa já foram feitas a Obama que as teria
respondido de forma civilizada.
Não tem essa de quanto é…
Aécio já resolveu todos os problemas que tinha
com a mídia tradicional e sabe que nada mais que
lhe atinja será publicado nos jornalões. Mas ele
também sabe que não terá espaço para fazer
acordo de qualquer espécie com publicações
como a revista Fórum. E por isso vai tentar
nos calar inflando reportagens caluniosas e difamatórias
 como a da Isto É e ao mesmo tempo judicializando
tudo que estiver ao seu alcance. Aviso ao senador,
vai ter trabalho.
Fórum nasceu em 2001, antes de Lula se eleger
presidente da República. E viveu duríssimos momentos
 em sua existência. Mas nem por isso deixou
de fazer o jornalismo que acredita e julga necessário.
E não será a prática coronelista de quem gosta de
 uma imprensa sabuja e aos seus pés, como é quase
que totalidade da mídia mineira, que vai nos intimidar.
 Fórum e nem o seu editor tem medo de Aécio Neves.
 Ao mesmo tempo ele não será atacado (como nunca foi)
de forma leviana em nosso veículo. Será criticado
 pelas suas posições políticas. E pelas ideias e
práticas políticas que consideramos um atraso para
 o país. Entre estas práticas, e esta reportagem da IstoÉ
já deixa claro, é a da intimidação a veículos de imprensa
 que não lhe batem continência. Senador,
não nos conhecemos pessoalmente, mas provavelmente
 na cobertura desta eleição venhamos a nos trombar.
Serei respeitoso como sou com todos aqueles
que entrevisto. Mas é bom que o senhor saiba
que a Fórum não faz jornalismo na base das
negociatas. Até por isso ninguém trata a nossa
revista no mercado pelo sugestivo apelido de
Quanto é. Com a Fórum, senador, o buraco é mais
em cima.
manipulacao

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