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quinta-feira, 13 de março de 2014

Rosa Luxemburgo, textos escolhidos, a revolução social e a reforma legal, parte 2

Marlúzio F. Dantas, Nascido para Viver, Vivi...

Rosa Luxemburgo, textos escolhidos, a revolução social e a reforma legal,

(...) uma revolução social e uma reforma legal não são fatores diferentes por sua duração, mas pela essência. Todo o segredo das transformações históricas por meio do uso do poder político encontra-se justamente na reversão de mudanças apenas quantitativas em uma nova qualidade, dito de maneira concreta: na passagem de um período histórico, de uma ordem social a outra.

Quem, portanto, se manifesta pelo caminho da reforma legal em vez de e em oposição à conquista do poder político e à transformação da sociedade escolhe, de fato, não um caminho mais calmo, seguro e vagaroso para um mesmo fim, mas também outro fim, a saber, em vez da realização de uma nova ordem social, opta apenas por mudanças quantitativas na antiga. Assim é que, a partir das posições políticas de Bernstein, chega-se à mesma conclusão se tiver como base suas teorias econômicas: que elas, no fundo, não visam à realização da ordem socialista, mas apenas a reforma da ordem capitalista, não a supressão do sistema salarial, mas a maior ou menor exploração, em suma, a eliminação dos abusos capitalistas, e não do capitalismo propriamente dito.

(...) Se a democracia se tornou parcialmente supérflua e em parte um obstáculo para a burguesia, inversamente, para a classe operária, ela é necessária e indispensável. Primeiro, ela é necessária, pois cria formas políticas (auto-organização, direito de voto e similares) que servirão como pontos de partida e de apoio ao proletariado durante sua remodelagem da sociedade burguesa. Segundo, é indispensável, pois apenas nela, na luta pela democracia, no exercício de seus direitos, é que o proletário pode chegar à consciência de seus interesses de classe e de suas tarefas históricas.

Em suma, a democracia é indispensável, não por tornar supérflua a conquista do poder político por parte do proletariado, mas, inversamente, por tornar essa conquista do poder necessária tanto quanto a única possível. Se Engels revisou a tática do atual movimento operário em seu prefácio às "Lutas de classe na França", e opunha a luta legal às barricadas, ele tratava - o que está em cada linha do prefácio - não da questão da conquista definitiva do poder político, mas da atual luta cotidiana; não do comportamento do proletário diante do Estado Capitalista no momento da tomada do poder de Estado, mas de seu comportamento no quadro do Estado Capitalista. Em suma, Engels deu a diretiva ao proletariado dominado e não ao proletariado vitorioso.

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