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quarta-feira, 12 de março de 2014

Rosa Luxemburgo, texto escolhidos - Volume I (2011) – Apresentação geral,


Marlúzio F. Dantas, Nascido para Viver, Vivi...

Rosa Luxemburgo, texto escolhidos - Volume I (2011) – Apresentação geral,

a esquerda oficial nas duas vertentes, social-democrata e comunista, sempre teve uma relação problemática com Rosa Luxemburgo. Em vida, a recusa da jovem judia-polonês-alemã a fazer compromissos que traíssem suas convocações e sua independência intelectual criaram-lhe inimigos sem conta no interior da social-democracia alemã, patriarcal e politicamente conservadora. E depois do seu assassinato, as lutas fratricidas entre facções adversárias no interior do movimento comunista - que na Alemanha culminaram no processo de bolchevização do Partido Comunista Alemão (KPD) - fizeram que sua obra caísse no ostracismo. O silêncio só foi rompido no fim dos anos 1960. As rebeliões estudantis que varreram o mundo em 1968 e, a luta por reformas nos países e nos partidos comunistas, em rejeição ao modelo soviético, foram determinantes para a redescoberta das ideias de Rosa Luxemburgo.

Já no Brasil as coisas se passaram de maneira diferente do que ocorreu nos países comunistas europeus. Aqui ela chegou pelas mãos de Mário Pedrosa. A partir de 1945, ele divulgou as ideias da revolucionária polonesa em seu jornal Vanguarda Socialista (1945-1948), o que acabou exercendo alguma influência num pequeno círculo de militantes e intelectuais de esquerda à margem do Partido Comunista. No semanário, Pedrosa expôs a polêmica em Rosa e Lênin a respeito da organização, criticando vivamente a concepção leninista de partido-vanguarda que, em seu entender, implicava uma separação antidemocrática entre vanguarda e massa e, como mostrou a trajetória dos Partidos Comunistas no século XX, o afastamento entre direção e base. Admirador da ideia, defendida por Rosa Luxemburgo, do partido de massas democrático, Mário Pedrosa a considerava uma alternativa às organizações políticas hierarquizadas e centralizadas, dominadas por um grupo encastelado no poder. Além disso, contra a concepção blanquista de uma revolução fabricada por grupos armados que agem no lugar das bases, ele preconizava o Socialismo como criação autônoma das massas populares, mais uma vez se apropriando da crítica de Rosa Luxemburgo aos bolcheviques.

Assim como no resto do mundo, Rosa Luxemburgo é mais conhecida e admirada no Brasil como ícone revolucionário de que por suas ideias, às quais pouco têm acesso. Esperamos que esta coletânea contribua para difundir esse pensamento amordaçado pela corrente hegemônica na esquerda no século XX e que hoje encontra eco nos movimentos sociais das últimas décadas. Estes trouxeram consigo questões reprimidas, como democracia, participação e controle popular, mostrando que a esquerda precisa urgentemente se reinventar, no Brasil e no Mundo.

Rosa Luxemburgo, com sua confiança na criatividade da ação livre das camadas subalternas da sociedade, com sua defesa enérgica do espaço público como antídoto contra a burocracia, com seu entusiasmo pela democracia de base, sua obsessão pela liberdade coletiva e individual e sua aposta no socialismo democrático (Socialismo-Libertário) como alternativa à barbárie capitalista, pode contribuir para essa reinvenção.

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