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quinta-feira, 20 de março de 2014

Indios ocupam ferrovia da Vale que corta aldeias de Aracruz

Diretoria de Direitos Humanos da Casa da América Latina ES, informa 
e convoca a luta os povos latinos Americanos

Indios ocupam ferrovia da Vale que corta aldeias de Aracruz
Após três anos de tentativas, Vale acordou pagar indenização aos índios a título de compensação, mas recuou no dia de definir forma de pagamento, nesta terça-feira
Any Cometti - 18/03/2014 16:55 - Atualizado em 18/03/2014 17:08

Os índios das aldeias de Comboios e Córrego do Ouro, localizadas em Aracruz, norte do Estado, ocupam desde o início da tarde desta terça-feira (18) a linha férrea da Vale que corta as aldeias. O protesto foi organizado como uma resposta à falta de responsabilidade por parte da poluidora com um compromisso firmado anteriormente com a população indígena. Os índios lutam há três anos por uma indenização pelo uso de suas terras para a passagem da estrada de ferro da mineradora.

Os caciques Antônio Carlos, de Comboios, e Luiz Barbosa, de Córrego do Ouro, afirmam que a Vale cancelou nesta manhã, por telefone, a sua participação em uma reunião que aconteceria momentos depois e na qual seria firmado um acordo para destinar R$ 19 milhões ao Plantar, projeto de agricultura desenvolvido pelos índios, como forma de compensação por usarem há mais de 30 anos as terras indígenas como base para sua estrada de ferro. O procurador da República responsável pelo caso, Almir Sanches, também foi avisado no mesmo horário pela poluidora.

Segundo os caciques, no dia 18 de janeiro foi feita uma reunião entre o Ministério Público Federal, a Fundação Nacional do Índio (Funai), em suas instâncias nacional e estadual, a Vale e as lideranças e povo indígena. Na ocasião, o valor da indenização foi firmado em R$ 19 milhões, acordados entre os índios e a empresa, uma verba necessária e calculada com base na agricultura desenvolvida nas duas aldeias. Além disso, a Vale se comprometeu a levar neste dia 18 de março sua proposta sobre a indenização.

Ao invés disso, a poluidora não apresentou um projeto e apenas avisou por meio de um telefonema que não compareceria à reunião, apresentando uma contra-proposta de R$ 400 mil por uma mensagem de texto no celular (SMS). Os caciques afirmam que esse valor é insuficiente a todo o trabalho que deverá ser feito nas aldeias para manutenção e recuperação dos plantios tradicionais indígenas, uma forma de manterem sua cultura viva, como ressaltam.

De acordo com os líderes indígenas, um trem deveria ter passado pela estrada de ferro por volta das 15 horas, o que não aconteceu. O protesto reúne quase 600 índios de ambas as aldeias, acampados nas proximidades da linha férrea. Os caciques afirmam que o protesto só terá fim quando a Vale assumir a responsabilidade de debater diretamente com os índios o valor da sua contra-proposta. O cacique Luiz informou que o Ministério Público Federal irá requerer ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que interdite o uso da estrada de ferro.

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