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segunda-feira, 31 de março de 2014

Ditadura militar: perseguição na Ufes

Ditadura militar: perseguição na Ufes
      
30/03/2014 - 22h49 - Atualizado em 31/03/2014 - 07h09
Autor: Vinícius Valfré | vpereira@redegazeta.com.br

Alunos do movimento estudantil foram expulsos da Universidade

Ser um dos principais locais efervescência política durante o regime militar custou à Ufes a própria autonomia. No campus de Goiabeiras, em Vitória, funcionou a Assessoria Especial de Segurança e Informações (AESI) que, entre outras tarefas, recolhia qualquer material considerado subversivo, proibia reuniões e monitorava estudantes.

Em 1974, oito estudantes foram expulsos e proibidos de estudar, após a AESI enviar relatórios sobre eles ao Ministério da Educação.

“Desligamento e proibição de se matricularem em qualquer outro estabelecimento de ensino, pelo prazo de três anos”, frisa documento enviado pelo chefe da AESI, Alberto Monteiro, ao então diretor do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da Ufes.
 
Foto: Arquivo Público
Professores na mira - A GAZETA pediu para que os leitores identificassem participantes desse congresso de professores no Colégio do Carmo, monitorado pelo DOPS na década de 1970. Herbet Soares identificou a tia, Stael de Assis Soares. “Foi diretora de escola em Muniz Freire. Opositora da ditadura, não perdia a chance de participar das reuniões do sindicato dos professores”, contou


O médico Iran Caetano estava na lista. “Faltavam quatro meses para eu me formar quando veio o decreto”, conta.

Documentos descobertos pela Comissão da Verdade da Ufes revelam a perseguição aos alunos ligados ao movimento estudantil, principalmente àqueles que também eram membros do PC do B. “Com a criação da AESI, em 1971, a intervenção dos órgãos de informação se tornou cotidiana na Ufes. Passava por ela a circulação de livros, contratação de professores e tudo que acontecia dentro da universidade”, afirma o coordenador da comissão, Pedro Ernesto Fagundes.

Da AESI partiam orientações aos diretores de departamento para, por exemplo, informar imediatamente ao órgão a distribuição de panfletos e aplicar faltas aos alunos que saíssem antes do fim das aulas para “evitar reuniões dos que integram Diretórios Acadêmicos”.

Monitoramento

“Os estudantes eram proibidos até de viajar para participar de congressos”, lembra o reitor da universidade, Reinaldo Centoducatte, calouro de Engenharia Elétrica em 1974.

O monitoramento dos alunos era tão representativo que o Diretório Central dos Estudantes (DCE) foi invadido e fechado por militares em 1969, e a organização estudantil tornou-se clandestina dentro do próprio campus.

Fonte: A Gazeta

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