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sexta-feira, 14 de março de 2014

Blog do Zé: Nada a comemorar, só lembrar o cinquentenário hoje do comício da Central

Nada a comemorar, só lembrar o cinquentenário hoje do comício da Central

http://www.zedirceu.com.br/nada-a-comemorar-so-lembrar-o-cinquentenario-hoje-do-comicio-da-central/

Nada a comemorar, absolutamente, mas muito a lembrar, até para que processos dessa natureza em nossa história jamais voltem a se repetir. Há meio século, nesta data, 13 de março de 1964, o Brasil promovia na Central do Brasil, no Rio, o que ficou conhecido como o Comício pelas Reformas de Base. A manifestação foi o pretexto final para que a direita e conservadores de todos os naipes, 19 dias depois, no 1º de abril, pelas mãos dos militares e com substancial ajuda dos Estados Unidos, rompessem a legalidade e derrubassem o governo constitucional do país.
O governo de João Goulart, o Jango, foi deposto, o presidente partiu para o exílio (inicialmente no Uruguai, depois na Argentina, onde morreu em 1976) como milhares de brasileiros, outros milhares que aqui ficaram foram vítimas das arbitrariedade do regime, presos, torturados, 426 foram assassinados ou constam das listas de desaparecidos políticos. O Brasil resistiu e combateu a ditadura, mas foi obrigado a esperar 21 anos pelo restabelecimento da democracia.
Hoje o cinquentenário do comício é assinalado pelo lançamento pela Fundação Perseu Abramo (FPA), em São Paulo, da Revista “Perseu 1964-2014 Cinquentenário do Golpe” e a realização durante todo o dia, no Rio, do seminário “50 Anos do Comício da Central: o Brasil que perdemos com o Golpe”, promovido pela Comissão Estadual da Verdade.
Classes populares sempre rejeitaram o regime militar
Na passagem dos 50 anos do golpe, a registrar, também, que o episódio que se tornou o mais debatido de toda a nossa história, segundo os especialistas. Na avaliação do historiador Jorge Ferreira, exatamente “porque sempre foi rejeitado pelos brasileiros”.
Mais triste, ainda, nesse registro, é que levantamento publicado hoje indica que, em pelo menos 41 cidades de todo o país, marchadeiras de 1964 pretendem reeditar, no próximo dia 22, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, com que comemoraram a vitória do golpe militar no 1º de abril daquele ano. Na reedição das manifestações este ano, programam pedir, também, a volta dos militares ao poder. O mínimo que se pode dizer é que são marchadeiras de 64, mas com a cabeça retrógrada, de muitos séculos atrás…
Leiam, também, aqui a entrevista exclusiva concedida a este blog no cinquentenário do golpe, por João Vicente Goulart, filho de Jango, na qual ele defende a necessidade da retomada das reformas de base propostas por seu pai. A equipe do blog do ex-ministro José Dirceu recomenda, também, a leitura do artigo “Acredite, progredimos sim”, do jornalista Clóvis Rossi, publicado na Folha de S.Paulo. Bela memória do golpe e do retrocesso e efeitos nefastos que ele causou ao país.

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