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domingo, 9 de março de 2014

A IRRAZOABILIDADE DO RADICALISMO CUJO PASSADO SERVE COMO UM GRITO DE ALERTA QUE NÃO DEVE SER ESQUECIDO

A IRRAZOABILIDADE DO RADICALISMO CUJO PASSADO SERVE COMO UM GRITO DE ALERTA QUE NÃO DEVE SER ESQUECIDO

Para esses que gostam de se opor a qualquer custo com o processo democrático brasileiro, e muitos desses, não se preocupam em ler e se inteirar para um debate razoável. Preste pelo menos atenção a esta pequena parte do trabalho de um pensador neutro, cujo propósito é contribuir para uma reflexão maior acerca da responsabilidade individual de cada um de nós cidadãos com as consequências do que pode vir a ser um desastre de consequências imensuráveis, descontroláveis. Esses exemplos múltiplos que a realidade histórica, e mais recentemente da própria história brasileira tem nos legado...

“O gesto de tudo esquecer e perdoar, privativo de quem sofreu a injustiça, acaba advindo dos partidários daqueles que praticaram a injustiça. Certa feita, num debate científico, escreveu que em casa de carrasco não se deve lembrar a forca para não provocar ressentimento. Porém a tendência de relacionar a recusa da culpa, seja ela inconsciente ou nem tão inconsciente assim, de maneira tão absurda com a ideia da elaboração do passado, é motivo suficiente para provocar considerações relativas a um plano que ainda hoje provoca tanto horror que vacilamos até em nomeá-lo.
O desejo de libertar-se do passado justifica-se: não é possível viver à sua sombra e o terror não tem fim quando culpa e violência precisam ser pagas com culpa e violência; e não se justifica porque o passado de que se quer escapar ainda permanece muito vivo. O nazismo sobrevive, e continuamos sem saber se o faz apenas como fantasma daquilo que foi tão monstruoso a ponto de não sucumbir à própria morte, ou se a disposição pelo indizível continua presente nos homens bem como nas condições que os cercam.
Não quero entrar na discussão a respeito das organizações neonazistas. Considero a sobrevivência do nacional-socialismo na democracia como potencialmente mais ameaçadora do que a sobrevivência de tendências fascistas contra a democracia. A corrosão por dentro representa algo objetivo; e as figuras ambíguas que efetivam o seu retorno só o fazem porque as condições lhes são favoráveis.
(...)A desmesura do mal praticado acaba sendo uma justificativa para o mesmo: a consciência irresoluta consola-se argumentando que fatos dessa gravidade só poderiam ter ocorrido porque as vítimas deram motivos quaisquer para tanto, e este vago "motivos quaisquer" pode assumir qualquer dimensão possível. O deslumbramento se impõe por sobre o equívoco gritante existente na relação entre uma culpa altamente fictícia e um castigo altamente real. Às vezes os vencedores são convertidos em responsáveis por aquilo que os vencidos praticaram quando eles próprios ainda se encontravam por cima, e os crimes de Hitler seriam de responsabilidade daqueles que teriam tolerado seu assalto ao poder, e não daqueles que o apoiaram. A idiotice de tudo isto constitui efetivamente sinal de algo que não foi trabalhado psiquicamente, de uma ferida, embora a ideia de ferida coubesse muito mais em relação às vítimas.” (ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1995, p. 28-30).

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