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quinta-feira, 6 de março de 2014

(8 de Março: Dia Internacional da Mulher Proletária) HELENIRA REZENDE


(8 de Março: Dia Internacional da Mulher Proletária)

HELENIRA REZENDE

Nota produzida pelo Comando das Forças Guerrilheiras do Araguaia sobre a queda em combate de Helenira Rezende:

"Em luta contra forças militares da ditadura, a 29 de setembro de 1972 morreu a valorosa combatente das Forças Guerrilheiras do Araguaia Helenira Rezende Nazareth, conhecida entre seus companheiros pelo nome de Fátima e nas cidades onde desenvolveu atividade revolucionária pelo apelido de Preta.

No dia 28 de setembro, em plena selva, Helenira deslocou-se com o Destacamento a que pertencia para participar de operação contra o inimigo. Ao cruzar o caminho que leva à pequena corrutela de S. José, o chefe de seu grupo colocou-a de guarda no alto de um barranco a fim de vigiar a passagem de toda unidade guerrilheira. Depois de passar o primeiro grupo e enquanto esperava a passagem do segundo, viu surgir 16 soldados do Exército. O que vinha à frente, possivelmente o comandante, parou a tropa e com mais 2 praças, resolveu pesquisar o terreno. Dirigiu-se para o lado da jovem combatente. Esta decidiu enfrentar os adversários com o objetivo de avisar seus companheiros. Com uma arma de caça abateu mortalmente o sargento armado de FAL e granadas. Ao se retirar foi ferida nas pernas. Então entrincheirou-se como pôde e, usando um revólver 38, matou um soldado fortemente armado que se aproximava. Até que terminou sua munição, lutou com o grosso da tropa do governo.

Aprisionada, Helenira portou-se com dignidade própria dos melhores revolucionários. Os militares a maltrataram de modo brutal para que dissesse onde se encontravam os outros combatentes. Respondeu que podiam matá-la, pois nada diria. No dia seguinte, depois de sofrer as mais bárbaras torturas, foi friamente assassinada por seus algozes.

Helenira, antes de vir para as matas do Araguaia, era destacada líder estudantil. Como universitária de Filosofia em São Paulo teve ativa participação nas grandes manifestações de massas de 1968. Mais recentemente, pertenceu à diretoria da União Nacional de Estudantes, atuando em diferentes estados. Por fim, ingressou no movimento guerrilheiro para combater, de armas nas mãos, o governo despótico dos generais. Desfrutava de muita popularidade entre os estudantes de São Paulo, Bahia e Ceará.

A vida de Helenira é um exemplo de valentia, desprendimento e dedicação à causa do povo. É motivo de inspiração para toda juventude, para todos os democratas e patriotas. A História do Brasil assinala poucas atitudes tão heróicas por parte de uma mulher como a desta corajosa guerrilheira. Três gestos marcam sua trajetória de lutadora da liberdade e da emancipação nacional. O primeiro foi sua incorporação voluntária às FF GG do Araguaia, fato que, por si só, revelou imenso destemor. O segundo consistiu na denodada decisão de enfrentar sozinha uma força numerosa para garantir a segurança de seus irmãos de ideal, liquidando, apesar da enorme inferioridade de armas, dois inimigos. O terceiro se expressou na posição serena de preferir a tortura e a morte a trair seus companheiros.

Não foi em vão o sacrifício de Helenira. Sua atitude despertará um número sempre maior de jovens na luta contra a ditadura, pela democracia e pela libertação do Brasil do jugo imperialista. Impulsionará o ânimo combativo dos que já se opõem à tirania e ao domínio da Nação pelos monopólios estrangeiros. Ajudará a revolução a avançar. O lugar deixado por Helenira nas fileiras da guerrilha, no correr do tempo, será ocupado por milhares e milhares de novos lutadores. Uma causa que faz surgir pessoas com as elevadas qualidades morais desta destemida revolucionária só pode, mais dia menos dia, ser vitoriosa.

As FF GG do Araguaia orgulham-se de terem tido como um dos seus membros uma combatente como Helenira. Por isso, o Destacamento a que estava incorporada terá, de agora em diante, seu honrado e glorioso nome.

Em algum lugar das selvas da Amazônia, 20 de outubro de 1972

O Comando das Forças Guerrilheiras do Araguaia"

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