Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?
LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas. Clique na imagem acima.

Seguidores

#naovaitergolpe

#naovaitergolpe
Acesse Frente Brasil Popular

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Os jornalistas progressistas estão na academia e fora da grande mídia paulista



Tive acesso, esses dias, aos resultados de uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sobre o perfil dos jornalistas brasileiros.

Com o título “Quem é o jornalista brasileiro? perfil da profissão no país”, a pesquisa foi realizada pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia Política da UFSC e pela a Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, no ano de 2012.

Pra mim, que tenho sempre um pé atrás com os setores midiáticos e seus funcionários, não tem novidade. 

Por exemplo, os defensores da obrigação do diploma/formação para jornalistas e de um órgão de autorregulamentação para a mídia, são, sobretudo o pessoal da academia. Os jornalistas da mídia, principalmente da grande mídia paulista, tem posições quanto a isso bem parecidas com as dos seus patrões. Um dado que, talvez, possa explicar esta posição é que os jornalistas que hoje atuam na grande mídia são basicamente oriundos de faculdades privadas de ensino, enquanto que o pessoal da academia estudou praticamente em universidades federais. 

Os jornalistas que hoje são de assessorias de comunicação, que praticamente emprega boa parte dos "sem mídia", fazem sempre o meio de campo, em quase todas as questões abordadas, entre os profissionais das empresas privadas de comunicação e os profissionais ligado ao ensino e pesquisa nas universidades.
Em termos de sindicalização, filiação a partidos políticos e participação em organizações sociais, quanto mais direcionado para a mídia de mercado diminui as adesões, quanto mais aproxima da docência e das atividades relacionadas à pesquisa e extensão, principalmente nas faculdades, a % aumenta.

Ou seja, os jornalistas progressistas estão na academia (ensino e pesquisa) e entre eles tem um bom número bem remunerado e escolarizado. 

Por nível de setor de empregabilidade (mídia, “sem mídia” e docência) não tem a classificação por questão ideológica. Mas acho que pelos outros resultados dá para prever a quem corresponde esse número grande que não tem ideologia e que se declara de extrema-direita, que a pesquisa aponta. A esquerda também está com uma % alta, ao contrário do que o senso comum e a própria mídia dizem. Apesar de que os jornalistas de esquerda devam estar enquadrados nas categorias: dos "sem mídia" e dos acadêmicos.

Para ver os resultados da pesquisa, clique aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário