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sábado, 7 de setembro de 2013

Dirceu escapou da morte mas sofre hoje um dos maiores linchamentos da História --- Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação de Lula, agoniza abandonado pelo PT


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JOSÉ DIRCEU: NUNCA, ANTES, NA HISTÓRIA DESTE PAÍS, UM HOMEM SOFREU TAL LINCHAMENTO

Publicado em 07/09/2013

Ao fim da transmissão, quinta-feira, da sessão no STF, Maria Alice Vieira, a colaboradora braço direito de José Dirceu, anunciou que todos os presentes ali reunidos no salão de festas do prédio do ex-Chefe da Casa Civil estavam convidados para retornar na próxima quarta-feira e, juntos, assistirem novamente à próxima sessão, que provavelmente deverá julgar os Embargos Infringentes, assim todos esperam.
Havia no ar uma certa sensação de alívio. Alguém atrás de mim comentou: “Mais uma semana!”. O que entendi como “mais uma semana de esperança”.
O irmão de José Dirceu, Luís, que naquela manhã teve um mal estar cardíaco e precisou ser atendido numa clínica, veio me cumprimentar e agradecer o apoio, “em nome da família”. Gesto inesperado e tocante, de quem estava claramente emocionado.
José Dirceu é o que a literatura define como “homem de fibra”. Impressionante como se manteve e se mantém de pé, ao longo de todos esses anos, mesmo atacado por todos os lados, metralhado por todas as forças, todos os poderosos grupos de mídia, os políticos seus detratores, todas as forças da elite do país, formadores de opinião de todos os segmentos e matizes, de forma maciça e ininterrupta, massacrante.
De modo como jamais se viu uma pessoa nesta Nação ser ofendida, ele vem sendo acossado, desmoralizado, num processo de demolição continuada, sem deixarem pedra sobre pedra, esmiuçando-se cada milímetro de sua intimidade, devassando, perseguindo, escarafunchado e, sem qualquer evidência descoberta, juízes o condenam proferindo frases do tipo “não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. Nem mesmo o mais reles criminoso foi satanizado de tal forma ou sofreu linchamento tão perverso.
Com tal carga a lhe pesar sobre os ombros, ele não os curva. Às vezes mais abatido, outras aparentemente decepcionado, contudo sempre em combate, preparando-se para o momento seguinte. Não se queixa, não acusa, não lamenta, nem cobra a ausência de apoio daqueles que, certamente, deveriam o estar respaldando. É discreto. Não declina nomes. Nunca deixa transparecer quem está próximo dele, quem não. Um eterno militante de 68, que jamais despiu a boina.
“Família”, antes da reunião daquela tarde, em seu prédio, com os companheiros que o apoiam nessa via crucis penal, para juntos assistirem à transmissão da TV Justiça, ele almoçou em casa com suas suas três ex-mulheres, filhas, irmãos, uma confraternização familiar necessária para quem poderia, dali a algumas horas, escutar o pior dos resultados.
E lá estávamos nós, aguardando sua chegada, falando baixo, sem grande excitação no ambiente, enquanto um técnico ajeitava, no laptop, o projetor das imagens da TV que seriam exibidas na parede.
A diretora de cinema Tata Amaral fez uma preleção sobre seu filme “O grande vilão”, um documentário sobre esse período da vida de Dirceu, “o homem mais perseguido da história da República”, e distribuiu termos de autorização de uso de imagem para que os presentes, que assim o desejassem, assinassem. Pelo que percebi, todos assinaram.
Dirceu cumprimentou um por um, agradecendo a presença de todos. Parecia calmo ao chegar. E calmo permaneceu até o final. Quando se despediu de mim, José Dirceu disse, elogiando: “O ministro Barroso estava certo, quando defendeu a suspensão da sessão até a próxima semana”.
Ele se referia à argumentação do ministro Luis Roberto Barroso, que, para garantir aos advogados plena defesa dos réus, usou a  frase “seria gentil e proveitoso dar aos advogados a oportunidade de apresentar memoriais”. Ponderação que o presidente Joaquim Barbosa acolheu muito a contragosto.
Na próxima semana, estaremos lá todos com você de novo, José Dirceu. Acredito em sua inocência. Acredito em Mentirão, não em Mensalão, que para mim existe muito mais para desqualificar a luta dos heróis e mártires da ditadura militar do que para qualquer outra coisa. Mais para justificar o apoio dado pela direita reacionária de 1964 – as elites e a classe média manipulada – ao totalitarismo que massacrou nosso país, tolheu nossa liberdade e nosso pensamento, dizimou valores, destruiu famílias, acabrunhou, amedrontou, paralisou, despersonalizou e tornou apático o povo brasileiro por duas décadas.
E como alvo maior desse processo de desqualificação reacionária, que ressurge como um zumbi nostálgico assombrando o país, foi eleito José Dirceu, o qual, como bem analisa o cineasta Luiz Carlos Barreto, cometeu o grave delito de colocar no poder um sindicalista das classes populares, o Lula.
Pois foi por obra, empenho, articulação e graça de José Dirceu que Luís Inácio Lula da Silva chegou a Presidente da República. E chegou com um projeto político de sucesso, bem estruturado, com um discurso certo, que alçou Luís Inácio não só a um patamar diferenciado de Estadista em nossa História, como também a um conceito internacional jamais alcançado por um Chefe de Estado brasileiro.
Grande parte disso tudo pode ser creditada (ou, segundo interpretação de alguns,debitada) a José Dirceu.
Motivos não faltaram nem faltam para essa obsessão de tantos por destruí-lo.
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Escândalo!

Falta de solidariedade!

Ingratidão!

Genoíno quer desertar!

Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação no governo Lula, internado em estado grave por causa de um câncer, estava abandonado no hospital Sírio-Libanês. Gushiken, deprimido, ligou para "amigos petistas", implorando que estes o visitassem.


Genoíno, também doente, foi o primeiro a comparecer; entrou no hospital pela porta dos fundos, cabisbaixo. No dia seguinte, outros petistas fanáticos e nem tanto foram visitar o coitado.

Comentário de Urariano Mota, colaborador desta nossa Agência Assaz Atroz:

Luiz Gushiken e o PT
de: Urariano

Na coluna de Mônica Bergamo hoje.

Isto a seguir exige reflexão, fora do clima do fla x flu ou petistas x antipetistas. Isso fala de uma geração importante para  a esquerda no Brasil.

Me faz mal, muito mal, por exemplo, ver a derrocada de Genoíno. Eu queria vê-lo vivo, brigando na arena política, combatê-lo no bom combate, nunca na saída pela porta dos fundos, cabisbaixo, doente, no recurso último de uma aposentadoria. Isso nos faz muito mal, amigos.

Os esquerdistas (naquele sentido de Lênin) ainda não percebem, mas essa derrocada não diz respeito somente ao PT.

Fala a todos nós, sectários e não-sectários.

Pela transcrição e comentário

Urariano

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Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação de Lula, chamou amigos para visitá-lo no hospital Sírio-Libanês. Internado em estado grave por causa de um câncer, mas lúcido, ele próprio ministrava as doses de morfina para controlar a dor e decidia quando ficava acordado para conversar com os antigos companheiros.

JULGAMENTO



José Genoino o visitou na quarta. Na noite de quinta, Gushiken reuniu em seu quarto José Dirceu, Aloizio Mercadante e dirigentes sindicais como o presidente da CUT, Vagner Freitas. Calmo, fez um balanço de sua vida e do PT. Segundo um dos presentes, disse que o julgamento do mensalão é uma 'fase heroica' do partido, que em sua opinião estaria sofrendo um ataque sem precedentes.

LIÇÃO



De acordo com a mesma testemunha, Gushiken deu uma 'lição de política e uma aula sobre a vida. Demonstrou não ter mágoa, tristeza nem remorsos'. No fim da visita, emocionados, todos tiraram fotos ao lado do ex-ministro. Um cinegrafista registrou toda a cena para um documentário que está fazendo sobre Gushiken."

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Página da coluna de Mônica Bergamo chama para leitura de:

drauzio varella

 

07/09/2013 

Demagogia eleitoreira


A questão dos médicos estrangeiros caiu na vala da irracionalidade.

De um lado, as associações médicas cobrando a revalidação dos diplomas obtidos no exterior; de outro, o governo que apresenta o programa como a salvação da pátria.

No meio desse fogo cruzado, com estilhaços de corporativismo, demagogia, esperteza política e agressividade contra os recém-chegados, estão os usuários do SUS.

Acompanhe meu raciocínio, prezado leitor.

(...)

Reformar esse mastodonte desgovernado, a um só tempo miserável e perdulário, requer muito mais do que simplesmente importar médicos, é tarefa para estadistas que enxerguem um pouco além das eleições do próximo ano.
Drauzio Varella
Drauzio Varella é médico cancerologista. Por 20 anos dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer. Foi um dos pioneiros no tratamento da Aids no Brasil e do trabalho em presídios, ao qual se dedica ainda hoje. É autor do livro "Estação Carandiru" (Companhia das Letras). Escreve aos sábados, a cada duas semanas, na versão impressa de "Ilustrada".
(Para ler artigo completo, clique no título)

[AA: Ué! Nos créditos não consta que o dr. Drauzio Varela é um dos mais badalados colaboradores da Rede Globo de Televisão. Será que ele tem vergonha disso, ou a Folha é que não aceita ele assumir que trabalha para "desertores"?]

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06 Setembro de 2013



Ela é a negação do individualismo, do egoísmo e da ganância.


Algumas das mais tocantes reflexões dos filósofos referem-se à amizade. Sem ela não há sociedade que se sustente. Aristóteles, que disputa com Sócrates e Platão o título de maior entre todos os sábios, a definiu como “uma alma em dois corpos”.

Segundo Aristóteles, os grandes estadistas de história da humanidade deram mais importância a como estimular as relações de amizade do que a qualquer outro tema, incluída a justiça.

Marco Aurélio, o imperador filósofo de Roma, afirmou que as pessoas nascem para ajudar umas às outras, assim como os braços quase nada fazem um sem o outro.

“A natureza parece muito particularmente interessada em semear em nós a necessidade de termos amigos”, disse Montaigne, o estóico tardio que iluminou a França no século 16. “A amizade assinala o ponto mais alto de perfeição na sociedade.”

A amizade é a base da elevação de toda comunidade. Pois ela se opõe a venenos como o egoísmo, o individualismo, a ganância. A amizade significa compartilhar, dividir, crescer não sozinho mas em grupo.

Sêneca, estadista e filósofo de Roma, expressou isso em palavras memoráveis: “Se tenho prazer em aprender é para ensinar”, disse ele. “Nenhuma descoberta poderia interessar-me, por mais útil e importante que fosse, se eu tivesse que ser o único a lucrar com ela. Se me derem a sabedoria com a condição de que eu a guarde para mim sem poder transmiti-la, eu a recusarei.”

Para mim, é de Montaigne a mais bela frase sobre a amizade, entre tantas as produzidas pelos sábios ao longo dos tempos: “As almas se entrosam e se confundem em uma única alma, tão unidas uma à outra que não se distinguem e nem se percebe a costura entre elas”.

Montaigne escreveu um ensaio notável sobre a amizade. Dedicou-o a seu grande amigo La Boétie, autor de um pequeno grande livro chamado Servidão Voluntária. A morte de La Boétie mergulhou Montaigne numa “noiteescura e aborrecida”. “Já me acostumara tão bem a ser sempre dois que me parece agora que não sou senão meio”, escreveu ele.

Eis a parte dura: a perda de amigos. Também sobre esse tema os sábios se debruçaram. Um deles escreveu: “A lembrança dos nossos amigos mortos é suave e ácida a um só tempo, como um vinho velho demais cujo amargor nos agrada. Mas depois de um tempo toda a acidez desaparece e em nós fica só um prazer puro.”

Numa carta a um discípulo que perdera um amigo, Sêneca usou aquela frase em seu esforço de consolação. “Para mim, a lembrança dos meus amigos mortos é doce; quando os tinha ao meu lado, pensava que teria de perdê-los; agora que os perdi, penso que sempre os tive ao meu lado”.

A arte de lidar com a perda de um amigo é mais fácil na teoria do que na prática. Sêneca admite que foi “esmagado” pela morte de um amigo mais jovem do que ele. “Hoje compreendo que a causa principal de tamanho sofrimento era que eu nunca imaginara que ele pudesse morrer antes de mim. Como se a morte respeitasse uma ordem de passagem.”

Toda a sabedoria do mundo costuma ser impotente para deter a noite escura e aborrecida que nos trazem os amigos perdidos, aos quais dedico esse artigo.

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Arnaldo Jabor não apoia o golpe contra Dilma. Verdade?!
Arnaldo Jabor é um grande cineasta. Verdade?!
Arnaldo Jabor prefere demo-cracia à dita-dura. Verdade?!


De...
 Informativo assinado por 111.950 comunicadores

...para a PressAA...

7/8/2013
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  •  
 Publicado em Sexta, 06 Setembro 2013
 Escrito por Redação Comunique-se
Nessa quinta-feira, 5, o comentarista da Rede Globo e da CBN e colunista do Estadão, Arnaldo Jabor participou do último dia do Fórum Global de Liderança, realizado em Curitiba.  Durante o evento, o crítico falou sobre o Brasil. Para ele, o país convive com características do anarquismo, conforme informou o site Paraná Shop.
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Arnaldo Jabor participou de evento na capital paranaense (Imagem: Paraná Shop)
“O Brasil é um pais democrático. Mentira! Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos têm direitos, mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia”, disse o comentarista da Globo.

Ao complementar a análise, Jabor chamou a atenção para o fato de, na democracia brasileira, todos serem obrigados a votar. “Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense nisso!”.
Organizado pela Estação Business School (EBS), o Fórum Global de Liderança aconteceu de 3 a 5 de setembro. De acordo com a organização, a edição 2014 do evento já tem datas definidas: 2, 3 e 4 de setembro.

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AA: Ricardo Noblat pede aos amigos...

AA: Nós, prosaicos pauteiros da PressAA, torcemos para que Noblat se recupere, viva por muitos anos, o suficiente para meditar, reconhecer seus pecados, arrepender-se de toda sacanagem que fez/faz na condição de jornalista vendido, ou exercendo as funções de blogueiro profissional a serviço do PIG. Amém.

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08.09.2013


Manifestação contra a guerra marca ato de solidariedade à Síria. 18850.jpeg

Enquanto o presidente Barack Obama insiste em atacar a Síria, no Brasil, movimentos sociais, centrais, partidos políticos, ativistas e a sociedade civil saíram às ruas, nesta sexta-feira (6), em repúdio a mais um ataque imperialista dos EUA, que pode ter consequências graves para o Oriente Médio e para o mundo. Em São Paulo, o "Ato público em solidariedade ao povo e à soberania da Síria" concentrou manifestantes na Praça Ramos, no centro da cidade.

Por Théa Rodrigues, da redação do Vermelho

Na escadaria do Teatro Municipal de São Paulo se agitaram as bandeiras sírias e os cartazes de "não à guerra".


Na escadaria do Teatro Municipal de São Paulo se agitaram as bandeiras sírias e os cartazes de "não à guerra". A iminência do ataque norte-americano e a arrogância de Obama - que já afirmou não depender da decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) para intervir na Síria - só fazem crescer o descontentamento da opinião pública. 

Em declaração para o Vermelho, Eduardo Elias, presidente da Federação das Entidades Árabes do Brasil (Fearab) e filho de sírios, disse que é contra "qualquer intervenção em qualquer país do mundo, pois cada povo deve decidir entre os nacionais o que é melhor para a sua nação". Segundo ele, "se o Brasil não tomar cuidado, (os norte-americanos) vão tentar fazer o mesmo aqui, porque temos a maior reserva de água potável do mundo, temos a Amazônia e temos o pré-sal" por isso, "é preciso barrar os EUA agora e, com isso, prestar um serviço para a humanidade".

Ainda de acordo com Elias, "o imperialismo não mede consequências, é atroz". Para o presidente da Fearab, o ato de solidariedade ao povo sírio é mais uma expressão do povo "que se engaja a cada dia na luta pela liberdade".

Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP) e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos em Luta pela Paz (Cebrapaz), disse ao Vermelho que "há uma crescente consciência e um posicionamento contra a agressão na Síria por parte dos povos e nações". Na semana passada, a ameaça de guerra ao país foi repudiada em todo o mundo. Dentre os que se opõem veementemente à decisão de Obama estão Rússia, China, Irã, Brasil, Cuba, Equador, Argentina, Bolívia, entre outros. 

Contudo, "o presidente norte-americano segue insistindo no ataque por conta da natureza agressiva e da posição beligerante do país", disse Socorro. Para ela, "se os EUA intervierem militarmente na Síria, será uma demonstração de um total desapreço pela paz".

A presidenta do CPM lembrou ainda que no caso de um ataque, o governo norte-americano estaria violando o Direito Internacional e a Carta da ONU, que em seu artigo 51 diz: "Nada prejudicará o direito inerente de legítima defesa individual ou coletiva, no caso de ocorrer um ataque armado contra um membro das Nações Unidas, até que o Conselho de Segurança tenha tomado as medidas necessárias para a manutenção da paz e da segurança internacionais". Ou seja, "nenhum país pode atacar outro a não ser em legítima defesa e as nações só podem intervir militarmente com o aval do Conselho de Segurança", explicou Socorro.

Segundo ela, "a Síria não atacou nenhum país, muito menos os EUA". Portanto, "ao agredir o país do Oriente Médio, o governo estadunidense transforma o Estado em 'fora da lei' e deve ser julgado dessa forma", completa a ativista que também marcou presença no ato "para abraçar a nação síria e defender a autodeterminação dos povos".

O deputado estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Alcides Amazonas, complementou a fala de Socorro ao dizer que "a manifestação é fundamental para que se eleve o nível de consciência dos brasileiros e do mundo em prol da bandeira da paz e de liberdade dos países".

"Esse filme nós já vimos antes, os EUA invadiram o Iraque (2003) sob o pretexto de que ali havia armas de destruição em massa, devastaram o país e não encontraram sequer uma 'biribinha'", disse o deputado ao Vermelho.

Para Amazonas, "cada povo precisa enfrentar os seus problemas internos", se um país quiser ajudar "será bem-vindo", mas a Síria não precisa deste tipo de intervenção norte-americana. "Essa agressão do imperialismo, a exemplo de outras que nós já vimos, deve revoltar não só o povo brasileiro, mas o mundo todo", completou o deputado.

Todos são contra a intervenção 

Assim pensa também Dom Damaskinos Masour, arcebispo metropolitano da igreja ortodoxa antiquina no Brasil, que fez os estudos elementares em Damasco (capital síria): "Esse ataque é um absurdo. Qual é o motivo? Matar pessoas?". 

"Somos contra qualquer tipo de guerra, qualquer ataque que resulte na morte de pessoas, seja quem for", declarou o arcebispo.

Assim como ele, outros religiosos se posicionaram contra a deliberação equivocada do presidente Obama. O próprio papa Francisco pediu aos seguidores da igreja católica que fizessem um dia de jejum e orações pela paz na Síria. Segundo informou a agência AFP, o pedido do pontífice recebeu adesões no mundo mulçumano e entre não-crentes.

"O papa deixou bem clara a posição dele contra a intervenção, então, essa é a primeira vez que você vê católicos fervorosos e comunistas revolucionários juntos na mesma luta pela paz mundial", disse Assaad Afrangie, editor da Oriente Mídia, um dos organizadores do evento, enquanto segurava uma bandeira do vaticano.

Segundo Afrangie, o ato de solidariedade desta sexta-feira teve duas finalidades: "ser contra a guerra propriamente dita e apoiar o governo brasileiro no seu posicionamento em relação ao tema". Nesta mesma data, a presidente Dilma Rousseff reiterou que o Brasil não reconhece uma ação militar na Síria sem a aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Entidades brasileiras

Rogério Nunes, secretário de movimentos sociais da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) afirmou ao Vermelho que o ataque "é uma interferência brutal de um país que não respeita a soberania de um povo". 

"Para justificar o desrespeito ao direito do povo sírio à autodeterminação e levar à frente um novo ato de barbárie, Washington recorre à mentira descarada acusando sem provas o governo daquele país árabe de usar armas químicas", apontou o presidente da CTB, Adilson Araújo por meio de uma nota de apoio àquele país.

O presidente municipal do PCdoB, Jamil Murad, endossa a afirmação de Araújo dizendo que "os argumentos dos EUA são cínicos e hipócritas" e que "o imperialismo está sendo agressivo, pois o capitalismo está em crise profunda e não tem perspectiva de saída". Sendo assim, segundo ele, "eles tentam incrementar a economia através da indústria da guerra".

Jamil qualificou o ataque como "um crime contra a humanidade" e disse que a manifestação é uma tentativa de impedir tal agressão. Em congruência com o pensamento do presidente municipal, Márcia Campos, da Federação Democrática de Mulheres (Fdim), também defendeu que se deve evitar que a invasão ocorra: "não estamos aqui só para condenar, estamos aqui para barrar a iminência de guerra".

Por sua vez, Marcelo Buzetto, secretário de relações internacionais do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), afirmou que essa "é mais uma tentativa de genocídio contra o povo sírio", mas ressaltou que é importante "não confundir o povo dos Estados Unidos com o governo". Ele lembrou ainda que quando Obama recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 2009, (mesmo sem autoria de qualquer ação digna do prêmio), a palavra que o presidente norte-americano mais utilizou em seu discurso foi "guerra".

O papel da juventude

Para a União da Juventude Socialista (UJS), Obama repete o mesmo erro do seu antecessor, George Bush, a quem criticou duramente pela desastrosa guerra no Iraque. Embebido de uma autoridade de polícia do mundo, que não lhe é cabida, decide unilateralmente iniciar um ataque militar violento que só trará mais mortes e a destruição da Síria.

Segundo a presidenta da UJS da capital paulista, Camilla Lima, "trata-se de mais um ato guerra onde quem sai prejudicado e a população civil". Esse é um dos argumentos que Jonathan Silva, vice-presidente da União Estadual de Estudantes (UEE), utilizou para afirmar que "os estudantes são contra a intervenção dos EUA".

No ato de solidariedade ao povo sírio também estiveram presentes representantes do Levante Popular da Juventude e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), que fazem parte do comitê do evento.

Outras manifestações

Cerca de 400 jovens participaram na tarde desta sexta-feira (6) de uma manifestação em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília (DF). Eles repudiaram o iminente ataque militar ao país árabe, anunciado nesta semana pelo presidente dos EUA, Barack Obama.

"A Síria, o último país do Oriente Médio com plena liberdade religiosa, com mais de dez mil anos de civilização, berço do alfabeto mais antigo, que tem como capital uma das cidades mais antigas do mundo, Damasco, está prestes a ser atacada militarmente pela potência bélica mais poderosa, letal e sem escrúpulos que a humanidade já conheceu: os Estados Unidos". Esta é parte da convocatória para o ato em defesa da Síria que será realizado nesta sexta (6) em Florianópolis, Santa Catarina.

A iminência da guerra anunciada pelos Estados Unidos tem provocado reação de pacifistas em todo o mundo. Diante deste fato, movimentos sociais florianopolitanos convocaram um grande ato na Esquina Democrática, no centro da capital, em solidariedade ao povo sírio.

Também em Florianópolis (SC) manifestantes se concentraram na Esquina Democrática, no centro da cidade, para expressar seu repúdio à guerra e se solidarizar com o povo sírio.

Participantes do evento

Os partidos políticos que apoiam são Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Pátria Livre (PPL). Também Consulta Popular, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), União Nacional dos Estudantes (UNE); União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Federação Democrática Internacional das Mulheres (Fdim), a Marcha Mundial de Mulheres, União Brasileira de Mulheres (UBM), Liga Comunista, União pela reconstrução comunista (URC), Movimento Bandeira Vermelha, entre outras

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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA


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BOM FERIADO DA TROCA DE DEPENDÊNCIA PARA TODOS!

A chance perdida de uma ruptura altaneira
Hoje é o feriado da troca de dependência. 

Temos motivos para comemorar o fim da dominação imposta e o começo da dominação consentida? 

A substituição do chicote português pela perfídia inglesa? 

O desperdício de outra das muitas oportunidades que se apresentaram para lograrmos uma verdadeira afirmação nacional? 

Temos D. Pedro I como "libertador" (as aspas são obrigatórias). Nossos  hermanos  têm Bolivar como LIBERTADOR. Pobres de nós!

"Dez vidas eu tivesse..."
Depois de 1822, continuamos fazendo a opção errada nos momentos decisivos. Até hoje.

Sempre deixando que as elites mantivessem as transições sob rígido controle, para que nada realmente mudasse.

Sempre voltando as costas ou não reconhecendo suficientemente os poucos heróis de verdade que produzimos. 

Como Tiradentes. O Dia da Pátria deveria ser o 21 de abril, não o 7 de setembro. E é ao heroico inconfidente que deveriam ser direcionadas todas as homenagens, toda a gratidão do povo brasileiro.

Como Lamarca e Marighella, estes sim  os filhos seus que não fugiram à luta, martirizando-se no bom combate. Aos três eu ergo meu brinde.

Não ao príncipe português. Jamais ao príncipe português! 

Bom feriado da troca de dependência para todos!

"Não é mais possível esta festa de medalhas..."

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O Big Brother é assim: Faz de você um POP e depois manda você pra PQP --- O 7 de Setembro pode vir a ser uma parada sinistra!



Para compor esta charge, usamos a imagem do ministro Joaquim Barbosa obtida no site FAMÍLIA BOLSONARO, uma homenagem que os Bolsonaro fazem a ele, por ter dito:


Os Bolsonaro até destacam vídeo postado na coluna do Anselmo Gois, em O Globo, através do qual editaram os trechos da fala do ministro e compuseram o honroso quadro acima:


Com isso, o presidente do STF pretende provar que a quadrilha petralha realmente comprava votos dos aliados, como FHC fez para aprovar a emenda constitucional que instituiu a reeleição de presidente da República. Pelo visto, os petralhas compravam até os seus pares... quer dizer... comparsas... Porém o Genoino, por mau exemplo, não tem apartamento em Miami, nem montou empresa de fachada em sua própria casa (única que o pobretão possui) em São Paulo, para sonegar imposto e ficar rico... Deve ter gasto sua cota pagando dívidas que deixou nas bodegas do Araguaia. Um genuíno otário!
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Como agente, a gente sempre acha que tudo mundo é corrupto, que todo mundo é igual. Quando o PT honrou seus compromissos, pagando as dívidas de campanha, nós subentendemos tratar-se de propina para aprovar as matérias de interesse do governo.
Era pra dar R$ 30 mil por mês a cada parlamentar, um mensalinho, que eu chamei de mensalão! Até recebi uns R$ 4 milhões. Mas, como não gostava de distribuir mixaria com o meu pessoal do PTB,  torrei tudo em cd pirata de Lupicínio Rodrigues.
Mixaria mesmo! O governo Lula, com aquela mania de honestidade, reestruturação da Polícia Federal, coisas assim, estava pegando no pé, não deixava a gente se dar bem no por-fora. O meu cupincha Maurício Marinho não arrecadava nada lá nos Correios! Aí tivemos uma ideia. Quer saber qual foi? Clique AQUI
O Bolsonaro nem viu a cor da bufunfa...
Roberto Jefferson fala com José Dirceu:
 “Vossa excelência provoca em mim 
os instintos mais primitivos.” 
– Foto: Jose Varella/CB
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Leia também... Os deuses de Absurdil

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O efeito Orloff retroativo...




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E por falar em Anselmo Gois, na sua coluna de hoje em O Globo, ele informa:

A coluna de hoje


Vô João


João Bosco é vovô pela segunda vez. Nasceu, na segunda, Lourenço, filho de Francisco Bosco e Antônia Pellegrino.


Mas ontem ele também estava, como sempre, muito bom...

Rio contra o crime


O número de vítimas de homicídios dolosos no Rio, em julho, foi de 310 (em junho, foram 362). É o segundo menor de toda a série histórica.

Mas cresceu 4,7% em relação a julho do ano passado (296), o melhor número da série.


Na verdade...



No passado, o Rio já teve índices bem altos. Em julho de 1991, foram 558 homicídios dolosos.



Não é só Obama



Em tempos de espionagem, o ex-procurador-geral de Justiça Claudio Lopes e alguns colegas denunciam que estão tendo desviadas várias mensagens encaminhadas ao fórum de discussão dos procuradores.



Ele diz que recebeu explicação da PGJ que isso se deve “à ação de hackers revoltados com a comissão do MP criada para fiscalizar a ação da Polícia Militar durante as manifestações”. Será?



Em alta



A Rádio Sacristia diz que o Papa Francisco convidou Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio, para trabalhar com ele no Vaticano.



Porcelana russa



Em São Petersburgo para a reunião de cúpula do G20, Dilma tinha ontem o dia livre.



Mas preferiu ficar na vila isolada onde o governo russo hospedou os chefes de Estado. Já Paula, sua filha, agendou uma visita à antiga fábrica de porcelana, criada por Pedro, o Grande.



Perigo comunista



Dom Luiz de Orleans e Bragança, chefe da Casa Imperial do Brasil, criticou a importação de médicos cubanos. Para ele, a medida “visa estender pelo território brasileiro os males do expansionismo castrista”. Menos, Dom Luiz, menos.



(Para ler mais, clique AQUI)

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De...

...para a PressAA...

Boletim de Atualização - Nº 302 - 6/9/2013
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Obra de Margarethe von Trotta sugere que totalitarismo pode assumir faces “normais” – e parece indispensável num cenário de democracia esvaziada e guerra iminente. Por Ladislau Dowbor (Outras Palavras)


Levantamento demonstra: embora novas, composições vendidas em concorrência manipulada quebram quatro vezes mais que as de trinta anos e alimentam caos do transporte público. Por Tadeu Breda Vinícius Gomes (Blog)



Registro de comunicação entre repórter e Companhia do Metrô revela: empresa tenta evitar investigação jornalística de sua crise ocultando dados e praticando despiste primário (Blog)




Entre organizadores da "manifestação", uma frente curiosa: homofóbicos, anti-nordestinos, privatizadores e... a família Bolsonaro. Por André Barrocal, em Carta Capital (Outras Mídias)


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Entre organizadores da “manifestação”, uma frente curiosa: homofóbicos, anti-nordestinos, privatizadores e… a família Bolsonaro
Por André Barrocal, em Carta Capital
As manifestações de junho começaram com a defesa do transporte público gratuito e de qualidade por militantes do Movimento Passe Livre (MPL), mas depois tomaram rumos novos e uma proporção inesperada. Aglutinados pelas redes sociais da internet, milhares de jovens foram às ruas contra “tudo isso que está aí”, sobretudo os partidos políticos. Nas mesmas redes sociais há quem tente articular outra explosão de protestos, agora no Dia da Independência. Não se sabe se o plano vai funcionar, mas uma coisa é certa: ao contrário dos acontecimentos de junho, o movimento nada tem de apartidário.
O alvo da “Operação Sete de Setembro” é a presidenta Dilma Rousseff. O caráter político-ideológico da “operação” fica claro quando se identificam alguns de seus fomentadores pela internet. Entre os mais ativos consta uma ONG simpatizante de uma conhecida família de extrema-direita do Rio de Janeiro, os Bolsonaro. E um personagem ligado ao presidente da Assembleia Legislativa e do PSDB paranaenses, Valdir Rossoni. É uma patota e tanto. Envolvidos em algumas denúncias de corrupção, não surpreenderia se eles mesmos virassem alvo de protestos.
A ONG em questão é a Brazil No Corrupt – Mãos Limpas, sediada no Rio. Seus principais integrantes são dois bacharéis em Direito, Ricardo Pinto da Fonseca e seu filho, Fábio Pinto da Fonseca. Há cinco anos eles brigam nos tribunais contra a Ordem dos Advogados do Brasil na tentativa de acabar com a exigência de uma prova para obter o registro de advogado. Os dois foram reprovados no exame da OAB. Em sua página na internet e no Twitter, a ONG promove a “Operação Sete de Setembro” e a campanha Eu não voto em Dilma: Eleição 2014, Brasil sem PT.
(Para ler artigo completo, clique no título)


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De...
Informativo assinado por 111.950 comunicadores
...para a PressAA...

6/9/2013

Máfia paulista que explora trabalhadores estrangeiros clandestinos, depois de matar uma criança boliviana, volta a atacar...

NOVO COMANDO
Diário de S. Paulo e jornais da Rede Bom Dia
são vendidos pelo Grupo Traffic

http://www.mailingplus.com.br/deliverer_homolog/arq/cli/arq_3197_134568.jpg

SEM CENSURA
Jornais de Pernambuco podem voltar a citar nome de político

JOVENS TALENTOS
Programa do Jornal do Commercio tem inscrições abertas

DUDA RANGEL NO RJ
Lançamento do livro de humor sobre a vida de jornalista

NOVA PROGRAMAÇÃO
Maestro João Carlos Martins ganha atração na Cultura FM

´BEM PARANÁ´

Gazeta do Povo lança série de reportagens que valoriza inovação

DEPOIS DE 6 ANOS
CBN Campinas volta a ter equipe esportiva
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Recebido por e-mail da lista de Hélder Câmara...

de: Vera Vassouras 



PAPA FRANCISCO
ANGELUS 
Praça de São Pedro
Domingo, 1º de Setembro de 2013
  
Hoje, queridos irmãos e irmãs,

queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

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No blog da redecastorphoto...


3/9/2013[*] Andrew LevineCounterpunch
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Entreouvido na Vila Vudu: Artigo que se desatualizou, porque o autor usou, como “gancho”, o que muitos interpretaram como “um recuo” de Obama – quando de fato Obama tentava avançar e arrancar do Congresso uma autorização para guerra total (que por hora não conseguiu, há esperança de que não consiga, mas isso nem interessa, porque Obama fará o que Israel e os banqueiros mandarem, o mais que puder obedecer-lhes, com ou sem autorização de seja lá quem for).

Mesmo assim o artigo nos parece leitura interessante pela quantidade de informação, pela qualidade da argumentação e pelo uso inteligente da linguagem.

“Informação” não é “fato” jornalístico vendido pela imprensa-empresa. Nenhum fato jornalístico nos interessa. Já se conhecem todos os fatos publicáveis sobre o ataque dos EUA à Síria. E os fatos decisivos não são “fatos” jornalísticos e jamais chegarão aos jornais da imprensa-empresa, porque são empresas, muito mais que imprensa.

Por isso, absolutamente não se encontra, nos jornais, nenhuma informação relevante que ajude a entender – “entender” é diferente de tomar conhecimento – o que realmente está em disputa na Síria ou à custa da Síria.

Então, decidimos traduzir e distribuir esse artigo, apesar dos “fatos” ultrapassados.

Guerra civil na Síria (em cores)
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Sobre a proposta do presidente Obama, de intervenção de tipo bater-e-correr na Síria, há, como diria Donald Rumsfeld, “os sabidos já sabidos, as coisas que sabemos. Há os sabidos não sabidos, o que sabemos hoje que não sabemos. E há os não sabidos não sabidos, o que não sabemos que não sabemos”.

Para começar pelos “sabidos já sabidos”, é ou deveria ser claro, de um ponto de vista “pragmático”, que nada poderia ser mais alucinado do que o que Obama tem mente.

Ao argumentar a favor de ‘'ensinar modos'’ a Bashar Al-Assad, Obama chora copiosamente as crianças mortas no subúrbio de Damasco – vítimas supostas do gás venenoso lançado pelo “regime de Assad”. É sabido bem sabido, sem dúvida possível, que intervir lá com bombas e mísseis norte-americanos, na mistura inflamável em que se converteu a Síria, é fórmula garantida para matar mais crianças. Se há criança síria cuja sobrevivência preocupe realmente Obama, melhor faria ele se as mandasse brincar no quarto, enquanto os adultos se matam.

(...)

Ter-se-ia Obama convertido repentinamente aos neoconservadores? Pouco provável, sobretudo hoje, quando até neoconservadores começam a pensar duas vezes, por causa de eleições livres, justas e muito competitivas que terão de enfrentar.

Era mudança que sempre aparecia no topo da lista do que diziam que queriam, enquanto os EUA destruíam o Oriente Médio. Mas agora estão percebendo que, nos países cujos governos tanto queriam derrubar, os resultados não são muito satisfatórios; e não dão sinais de mudança para melhor, tão cedo. As ilusões que o Partido da Guerra divulgou e promoveu em 2002 e 2003 já não se sustentam em pé, dez anos depois.

Terá acontecido de intervencionistas humanitárias nefandas como Susan Rice e Samantha Powers terem posto sob coleira o laureado Prêmio Nobel da Paz? É possível. Talvez Obama não se tenha convertido ao neoconservadorismo, só à sua variante liberal. Mas Obama é líder fraco e indeciso, que não se exporia ao risco de ofender mentes mais brilhantes que as que ainda comandam o complexo militar/segurança nacional que governa o Estado nos EUA. E não o faria por razões tão frouxas como as que aquelas intervencionistas humanitárias obscenas têm apresentado.

Samantha Powers (E), Susan Rice (C) e Barack Obama (E)
Talvez Obama tenha, repentinamente, redescoberto a lei internacional. Assim se explicaria a insistência em fazer valer a proibição de armas químicas. Mas essa é a pior explicação dentre todas – não só porque Obama não faz outra coisa além de violar o espírito e a letra da lei internacional, mas, também, porque as ações militares que Obama quer autorizar sem mandado do Conselho de Segurança da ONU são, também, absolutamente ilegais.

Ou talvez, por inverossímil que pareça, é o contrário, e Obama virou realista; talvez o preocupe o fato de que o governo sírio vai-se saindo bem demais na sua guerra, e Obama queira devolver a vantagem, alistando suas tropas do outro lado.

(Para ler artigo completo, clique no título)

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Entrevista com o Superior Geral dos jesuítas
por Adolfo Nicolas
O Superior Geral da Companhia de Jesus afirma que ao pretender bombardear a Síria, os Estados Unidos e a França se arrogam uma prerrogativa que não lhes pertence e estão violando o direito internacional. Washington e Paria conduzem assim a humanidade à barbárie.
Red Voltaire | Roma (Italia) | 6 de septiembre de 2013 http://www.voltairenet.org/squelettes/elements/images/ligne-rouge.gif

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Pergunta: O Santo Padre (o Papa Francisco) saiu de seu protocolo normal para falar em prol da paz na Síria. O que pensa o senhor a respeito?

Padre Adolfo Nicolás: Não tenho o costume de comentar sobre situações internacionais ou de caráter político, porém, no caso presente estamos em frente a uma situação humanitária que supera os limites normais que apoiariam o silêncio. E tenho que confessar que não entendo quem deu autorização aos Estados Unidos ou à França para atuar contra um país de tal modo que sem dúvida aumentará o sofrimento de uma população que já sofreu além do admissível. A violência ou ações violentas, como a que se está preparando, somente são justificáveis como último recurso e de tal maneira que somente os culpados sofram as consequências. No caso de um país, isto resulta totalmente impossível e, portanto, a mim me parece totalmente inaceitável. Nós, Jesuítas, apoiamos em cem por cento a ação do Santo Padre e desejamos desde o fundo de nossos corações, que a anunciada ação punitiva não ocorra.

(...)

[1«Angelus el Papa François anunciando un día de oración por la paz en Siria», por el papa Francisco, Red Voltaire, 1ro de septiembre de 2013.
Adolfo Nicolas
Prepósito General de la Compañía de Jesús (depues 2008).


Trad. Vera Vassouras
Nota- Não sou católica, todavia, se cristianismo é humanismo, não posso deixar de ser cristã, assim como sou muçulmana, budista, agnóstica e o que vier de agrupamento pelo bem da humanidade. Fiquei sabendo do Angelus do Papa Francisco imediatamente após o pronunciamento, todavia, certa de que seria censurada, aguardei que estrangeiros publicassem para enviar aos contatos no Brasil, pois, estranhamente, embora de importância psicológica social inalcançável, o Angelus não foi mencionado. Interessante que, para propagandear a morte ou a fala dos bárbaros de todos os matizes, sites e blogues se esmeram na formatação e traduções de artigos alienígenas. Ora, sendo o Brasil um país, ao que dizem, formalmente católico e se historicamente a Igreja tem silenciado quando à sua verdadeira missão, não seria óbvio que os ateus humanistas dessem a devida, necessária e urgente importância ao chamado do Papa pela paz, já que os católicos estão armados “até os dentes”? Ou estamos, psicologicamente em estado de barbárie absoluta, daquelas que não consegue somar esforços pelo bem do planeta atacado por primatas amorais?

(Para ler entrevista completa, clique no título)
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HANNAH ARENDT



“A triste verdade é que os maiores males são praticados por pessoas que jamais se decidiram pelo bem ou pelo mal.”

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O Papa É Pop

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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons
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PressAA


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