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sábado, 13 de julho de 2013

Bomba! Celso Lungaretti confessa que tomou coquetel molotov com Raul Seixas




O ROCK VOLTOU: ESTÁ NAS RUAS!
"Foi o primeiro, foi o único sonho."
por Celso Lungaretti

É uma das frases mais marcantes de um filme cheio delas: Pierrot Le Fou (1965), de Jean-Luc Godard, que aqui recebeu o estapafúrdio nome de O demônio das 11 horas (como os boçais da companhia distribuidora não entenderam nada de nada, acharam que qualquer título bizarro serviria...).

Meu primeiro sonho foi, claro, a revolução. E nenhum dos subsequentes viria a ser tão importante para mim.

Mas, sobrevivi à grande derrota dos anos de chumbo. E, too young to die (1), só me restou seguir em frente,  living in the material world (2).

Fui juntar meus cacos nas esperançosas comunidades em que os jovens tentavam escapar, ao mesmo tempo, dos tentáculos do sistema e das tenazes da ditadura. Faço um balanço das experiências que vivenciei em Reflexões sobre a sociedade alternativa (3).

Nossa  comuna  também soçobrou ao baixo astral dominante, seguindo a avassaladora tendência brasileira da primeira metade dos anos 70:  out of the blue, into the black (4).

Aí, resignei-me a vegetar durante o dia, quando era obrigado a vender minha força de trabalho intelectual, para só ser eu mesmo à noite, com minha companheira e meus discos, numa quitinete da av. Nove de Julho. Um flash desta fase está em Memórias de um roqueiro pobre.

No final da década, não pensei mais que a cabeça aguentaria se eu parasse (5). Resolvi, portanto, abandonar a comunicação empresarial que no íntimo detestava, mas até então suportara estoicamente; e fui à luta por uma carreira mais gratificante. 

Acabei crítico de rock, redator e editor de várias revistas musicais, numa simpática editorazinha que, talvez por me remunerar parcamente, dava toda liberdade para eu escrever o que me desse na telha.

A transição do roqueiro tardio para o crítico acidental  é detalhada em Hoje é dia de rock.

Foi quando tive uma breve amizade com o Raul Seixas, consequência da satisfação que sentiu ao ler o meu texto sobre sua primeira coletiva na CBS e o primeiro porre que tomamos juntos (outros viriam):  A teimosia braba do guerreiro

E criei um estilo algo diferente de abordar o rock, que até me valeu uma pequena legião de fãs --a ponto de, três décadas depois, encontrar um dos meus antigos artigos disponibilizados na internet, por alguém que se deu ao trabalho de o digitar e postar: Rock germânico no Brasil

A bagagem de informações roqueiras e avaliações críticas que então acumulei pode ser aferida num dos meus escritos mais ambiciosos, o comemorativo dos 20 anos do festival de Woodstock: Éramos crianças, brincando no paraíso

Mas, acabei também me sentindo  too old to rock'n roll (6). E, no final de 1984, a crise do papel me deu o empurrão final, ao tornar inviável minha subsistência  meio dentro e meio fora do sistema

Muito a contragosto, tive de ir buscar um espacinho na grande imprensa. Com o único consolo de que não perdia muito, pois o rock visceral que tanto me empolgara estava sendo substituído pelas megaproduções sem alma. É o que conto em O divisor de águas: de 'Born to be wild' para 'We are the champions'... 

Finalmente, na década passada dei nova guinada na minha vida e, por caminhos tortuosos e sofridos, acabei voltando ao palco revolucionário, ou seja, à minha verdadeira praia, onde sempre quis estar e de onde jamais deveria ter saído. 

Curiosamente, uma revista de rock me pediu que iniciasse uma colaboração, bem naquele momento em que caía para alguns internautas a ficha de que o sumido crítico André Mauro e o Celso Lungaretti atuante na defesa do Cesare Battisti eram a mesma pessoa.

Aproveitando a deixa, dissequei minha trajetória pouco convencional no artigo Still crazy after all these years.  

O título, eu tomei emprestado de uma canção pungente do Paul Simon. Mas, creio ter adquirido o direito de o utilizar, até por jamais haver perdido a esperança de que os fios da História seriam reatados e novos inconformistas levariam adiante a luta contra o inferno pamonha (7). do capitalismo, partindo do ponto exato em que  fomos tão rudemente interrompidos (8).

Neste 2013 em que as pedras voltaram a rolar, o Dia Mundial do Rock não está mais na TV, nos palcos e em nenhum espetáculo programado. Está nas ruas. Até porque há mais no quadro do que os olhos podem ver (9)...

Observações:

1.     Tooold to rock'n roll, too young to die é a faixa-título do álbum de 1976 do Jethro Tull; 
2.     Nome da faixa-título de um álbum de 1973 do George Harrison;
3.     Os trechos em vermelho são todos links, clique para abrir o artigo citado;
4.     Verso da canção My my, hey hey (out of the blue), do Neil Young; 
5.     Referência à canção Tente outra vez, do Raul Seixas; 
6.     Vide, acima, a observação 1;
7.     Expressão que o Paulo Francis criou para qualificar o capitalismo de imbecilizante, afora desumano;
8.     Before We Were So Rudely Interrupted é o título do álbum de reagrupamento do The Animals; 
9.     Outros versos do hino roqueiro My my, hey hey (out of the blue).



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Celso Lungaretti colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

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Faltam 15 meses para as próximas eleições para presidente, governadores, senadores e deputados estaduais e federais. 15 meses são tempo mais que suficiente para plebiscito, discussão com toda a sociedade, elaboração, correções, votação e decretação da nova Lei, Emenda, PEC, Decreto, Medida Provisória – seja lá o nome que isso deve ter – que acabe com a farra indecente e corruptiva entre o político e seu patrocinador. Esse é o ponto mais importante da Reforma Política travada há 15 anos no Congresso Nacional. Entra governo, sai governo, e nada.

Às vezes, perguntas explicam melhor que respostas: Por que uma determinada empresa “doa” dinheiro para a campanha eleitoral de determinado candidato? Dízimo? Promessa? Parentesco? Simpatia? O que faz um governante decidir quantocomo e a quem vai destinar a verba embutida no cargo a que foi eleito? Depois eu desenho…

O financiamento público das campanhas é fundamental para purificar o sistema eleitoral e oxigenar a democracia. Se a legislação for modificada nos próximos 15 MESES – já valendo para 2014 – avançaríamos 10 anos em 1! Independente até de quem seja o presidente eleito em 2014. Sem a grana que rola por baixo do pano, muitos políticos profissionais mudariam de profissão, dando espaço para o sangue novo. Especialmente nos retrógrados e caducos quadros da atual oposição.

(Artigo enviado à PressAA pelo autor, o nosso eventual colaborador Roni Chira, que mantém o blog O que será que me dá? - Para ler completo, clique no título)

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RodapéNews 


NO DIA NACIONAL DE LUTAS, DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA CONSTOU DA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DE VÁRIAS CATEGORIAS DOS TRABALHADORES



Em SP, ato contra monopólio da comunicação tem queima de DARF

Manifestação embalada por batucada e músicas de protestos do "Levante Popular"

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Boletim de... 
...para a PressAA...

'Lista suja' do trabalho escravo


Atualização de cadastro de empregadores que utilizaram mão de obra escrava reforça elo entre as duas práticas; três políticos figuram entre os envolvidos. 


Maioria das terras de proprietários com nomes na ‘lista suja’ do trabalho escravo embargadas pelo Ibama estão na Amazônia e servem à pecuária.

(Clique em um dos títulos, leia a matéria completa e navegue no site)
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Agenda da Presidenta Dilma Rousseff:

Terça-feira (9) - Vaiada por perfeitos idiotas (Leia matéria publicada no dia 10, no Portal Terra, tratando (de forma esquisita) sobre... "Dilma frustra municípios e é vaiada novamente em marcha de prefeitos"  (A quem tiver tido saco pra ler essa coisa, solicitamos encarecidamente que nos escreva explicando o que entendeu.)


Quinta-feira (11)...







Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, e representantes de entidades municipalistas, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta quinta-feira (11), no Palácio do Planalto, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e representantes de entidades municipalistas. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que também participou da reunião, afirmou que o governo deseja estabelecer uma negociação permanente com os municípios.
“E as necessidades da população brasileira são em sua grande maioria atendidas através dos municípios. (…) Queremos dar continuidade nessa parceria, estreitando esta relação entre o governo federal e os governos municipais. É uma reafirmação desse compromisso que foi feita hoje, inclusive com o compromisso de manter uma negociação permanente”, afirmou Ideli.
Após a reunião, Ziulkoski disse que há disposição efetiva do governo de estreitar a parceria com os municípios. Ideli Salvatti disse que uma das medidas que o governo deve encaminhar é atuar junto ao Congresso Nacional para viabilizar a votação de medidas que facilitem a implementação de políticas públicas pelos municípios.
“Uma boa parte de matérias do interesse da população que são viabilizadas através das políticas públicas, na sua grande maioria pelos municípios, dependem de legislação que está ou em tramitação ou que precisa tramitar no Congresso Nacional”, destacou a ministra.

(Clique AQUI e navegue pelo Blog do Planalto)
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O Mundo com PressAA




El presidente de la República Bolivariana de Venezuela Nicolás Maduro indicó que el Mercado Común del Sur (Mercosur) se debe convertir en el gran motor de la unión y desarrollo de América Latina y el Caribe. “Mercosur sin abandonar lo comercial debe trascenderlo para convertirse en una poderosa zona suramericana“, expresó el Jefe de Estado desde la XLV Cumbre [...]


GUILLERMO RODRIGUEZ RIVERA – Hace muy poco, cuando se estrenaba como secretario de Estado, John Kerry decía que los Estados Unidos debían poner atención a lo que ocurría en América Latina, porque ella era el patio trasero de la potencia norteña. La expresión era hondamente ofensiva para nuestros países.  Kerry la usaba con la desvergonzada [...]

(Clique nos títulos para ler as matéria, aproveite para navegar no site Contrainjerencia)

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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O ROCK VOLTOU: ESTÁ NAS RUAS!

"Foi o primeiro, foi o único sonho."

É uma das frases mais marcantes de um filme cheio delas: Pierrot Le Fou (1965), de Jean-Luc Godard, que aqui recebeu o estapafúrdio nome de O demônio das 11 horas (como os boçais da companhia distribuidora não entenderam nada de nada, acharam que qualquer título bizarro serviria...).

Meu primeiro sonho foi, claro, a revolução. E nenhum dos subsequentes viria a ser tão importante para mim.

Mas, sobrevivi à grande derrota dos anos de chumbo. E, too young to die (1), só me restou seguir em frente,  living in the material world (2).

Fui juntar meus cacos nas esperançosas comunidades em que os jovens tentavam escapar, ao mesmo tempo, dos tentáculos do sistema e das tenazes da ditadura. Faço um balanço das experiências que vivenciei em Reflexões sobre a sociedade alternativa (3).

Nossa  comuna  também soçobrou ao baixo astral dominante, seguindo a avassaladora tendência brasileira da primeira metade dos anos 70:  out of the blue, into the black (4).

Aí, resignei-me a vegetar durante o dia, quando era obrigado a vender minha força de trabalho intelectual, para só ser eu mesmo à noite, com minha companheira e meus discos, numa quitinete da av. Nove de Julho. Um flash desta fase está em Memórias de um roqueiro pobre.

No final da década, não pensei mais que a cabeça aguentaria se eu parasse (5). Resolvi, portanto, abandonar a comunicação empresarial que no íntimo detestava, mas até então suportara estoicamente; e fui à luta por uma carreira mais gratificante. 

Acabei crítico de rock, redator e editor de várias revistas musicais, numa simpática editorazinha que, talvez por me remunerar parcamente, dava toda liberdade para eu escrever o que me desse na telha.

A transição do roqueiro tardio para o  crítico acidental  é detalhada em Hoje é dia de rock.

Foi quando tive uma breve amizade com o Raul Seixas, consequência da satisfação que sentiu ao ler o meu texto sobre sua primeira coletiva na CBS e o primeiro porre que tomamos juntos (outros viriam):  A teimosia braba do guerreiro

E criei um estilo algo diferente de abordar o rock, que até me valeu uma pequena legião de fãs --a ponto de, três décadas depois, encontrar um dos meus antigos artigos disponibilizados na internet, por alguém que se deu ao trabalho de o digitar e postar: Rock germânico no Brasil

A bagagem de informações roqueiras e avaliações críticas que então acumulei pode ser aferida num dos meus escritos mais ambiciosos, o comemorativo dos 20 anos do festival de Woodstock: Éramos crianças, brincando no paraíso

Mas, acabei também me sentindo  too old to rock'n roll (6). E, no final de 1984, a crise do papel me deu o empurrão final, ao tornar inviável minha subsistência  meio dentro e meio fora do sistema

Muito a contragosto, tive de ir buscar um espacinho na grande imprensa. Com o único consolo de que não perdia muito, pois o rock visceral que tanto me empolgara estava sendo substituído pelas megaproduções sem alma. É o que conto em O divisor de águas: de 'Born to be wild' para 'We are the champions'... 

Finalmente, na década passada dei nova guinada na minha vida e, por caminhos tortuosos e sofridos, acabei voltando ao palco revolucionário, ou seja, à minha verdadeira praia, onde sempre quis estar e de onde jamais deveria ter saído. 

Curiosamente, uma revista de rock me pediu que iniciasse uma colaboração, bem naquele momento em que caía para alguns internautas a ficha de que o sumido crítico André Mauro e o Celso Lungaretti atuante na defesa do Cesare Battisti eram a mesma pessoa.

Aproveitando a deixa, dissequei minha trajetória pouco convencional no artigo Still crazy after all these years.  

O título, eu tomei emprestado de uma canção pungente do Paul Simon. Mas, creio ter adquirido o direito de o utilizar, até por jamais haver perdido a esperança de que os fios da História seriam reatados e novos inconformistas levariam adiante a luta contra o inferno pamonha (7) do capitalismo, partindo do ponto exato em que  fomos tão rudemente interrompidos (8).

Neste 2013 em que as pedras voltaram a rolar, o Dia Mundial do Rock não está mais na TV, nos palcos e em nenhum espetáculo programado. Está nas ruas. Até porque  há mais no quadro do que os olhos podem ver (9)...

Observações:
  1. Too old to rock'n roll, too young to die é a faixa-título do álbum de 1976 do Jethro Tull;
  2. Nome da faixa-título de um álbum de 1973 do George Harrison;
  3. Os trechos em vermelho são todos links, clique para abrir o artigo citado;
  4. Verso da canção My my, hey hey (out of the blue), do Neil Young;
  5. Referência à canção Tente outra vez, do Raul Seixas;
  6. Vide, acima, a observação 1;
  7. Expressão que o Paulo Francis criou para qualificar o capitalismo de imbecilizante, afora desumano;
  8. Before We Were So Rudely Interrupted é o título do ábum de reagrupamento do The Animals;
  9. Outros versos do hino roqueiro My my, hey hey (out of the blue).

sexta-feira, 12 de julho de 2013

"Perfeito, chefe! não existe crime" - Plim-Plim!




Enviado por  

O Conversa Afiada publica hoje a primeira parte da história, ainda não oficial, de como a bomba da Globo foi parar no Cafezinho. Não tem nada a ver com “fonte” na Receita Federal, auditor fiscal, governo. Houve o roubo dos documentos, houve a cobrança de um valor excessivamente alto para entregá-los, e houve a tentativa do grupo comprador (seria a Vênus?) de usar a banda podre da PF para não pagar nada. Não deu certo. O motorista fugiu com a bomba no porta-mala do carro. O resto é história…
Uma fábula:
o crime da Baixada
Era uma vez um grupo de vendedores de processos na Receita e na Previdência.
Eles se denominam “advogados tributaristas”.
Era uma vez um outro grupo que queria comprar um processo na Receita.
O primeiro grupo será aqui denominado “Vendedor”.
O segundo, “Comprador”.
O grupo Vendedor pediu R$ 15 milhões pelo processo a ser sumido.
O grupo Comprador aceitou.
Marcaram um encontro numa casa na Baixada Fluminense, no Rio.
O grupo Vendedor, metido a esperto, deixou o processo na mala de um carro, com o motorista dentro, num ponto afastado.
O grupo Comprador, metido a esperto, entrou na casa com policiais da banda podre de uma unidade policial federal.
O grupo Comprador deu voz de prisão ao grupo Vendedor.
O objetivo dos espertos Compradores era meter a mão no processo sem gastar um tusta.
Foi um Deus nos acuda.
Tiro para todo lado.
Morreu um do grupo Vendedor.
Saiu todo mundo correndo.
E o processo ?
O processo estava no porta-mala do carro.
Quando motorista viu a confusão, pernas para que te quero.
Fugiu com o processo.
Cadê o motorista ?
Cadê o processo ?
É o que se verá em próximo capítulo.
Paulo Henrique Amorim, notável roteirista de cenas de suspense e aventura.

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A mecânica de um crime imperfeito

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A nota divulgada pela Rede Globo dá os elementos necessários para que se examine o porquê de a funcionária Cristina Maris Meirick Ribeiro ter “providenciado” o sumiço do processo de sonegação fiscal.
Fatos e datas, para ajudar nossas inocentes autoridades a construir o “modus faciendi” de um escândalo fiscal.
1- A Globo é autuada em 16 de outubro de 2006 por sonegação de impostos devidos pela compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002. Total da autuação: R$ 615 milhões.
2- No dia 7 de novembro, José Américo Buentes, advogado da Globo, passa recibo de que recebeu cópia da autuação.
3 – No dia 29 deste mesmo mês, a Globo apresentou uma alentada defesa, de 53 páginas, pedindo a nulidade da autuação.
4- No dia 21/12/06, a defesa da Globo foi rejeitada pelos auditores.
5- No dia 29/12/2006, o processo é remetido da Delegacia de Julgamento I, onde havia sido examinado, para o setor de Sistematização da Informação, de onde são expedidas as notificações. Uma sexta-feira, anote.
6-Sábado, 30; Domingo, 31; Segunda, 1° de janeiro, feriado. Dia 2, primeiro dia útil depois da remessa do processo ao setor, a servidora Cristina Maris Meirick Ribeiro, que estava de férias, vai à repartição, pega o processo, enfia numa sacola e o leva embora.
7- Até o simpático Inspetor Clouseau concluiria, portanto, que ela foi mandada lá com este fim. Estava só esperando chegar lá o processo. Chegou, sumiu.
8- Não é preciso ser um gênio para saber a quem interessava que o processo sumisse antes da notificação, para que não se abrisse o prazo de decadência do direito de recorrer e conservar a regularidade fiscal.
9- A Globo diz que foi informada, “para sua grande surpresa”, do extravio do processo “alguns dias depois da sessão de julgamento”. Como? Por quem? A globo já tinha conhecimento da decisão? Se tinha, o prazo recursal já estava aberto.
São essas as humildes contribuições deste blogueiro ao Ministério Público Federal, que deixou passar essa sequência de acontecimentos debaixo do seu nariz e, em lugar de iniciar um procedimento investigatório, se diz consternado com uma suposta violação do “sigilo fiscal”.
Uma tramoia destas envolvendo o Fisco e uma montanha de dinheiro que deveria estar nos cofres públicos é coisa desimportante.
Por: Fernando Brito
Leia também... Não existe crime perfeito
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Mensagens de nossos correspondentes:

De: Julio Cesar Montenegro - Fortaleza - CE

comecei escrever pra esse EXEMPLAR [AA: Eugênio José Alati]
por ele ter fornecido o e-mail num blog político
desafiando ALGUM IGNORANTE ELEITOR DO LULA pra debater com ele
... pois é... respondi

o que me preocupa nesses paladinos da moral & bons costumes
que defendem antigos valores e que o racismo DELES contra índio negro nordestino
encaram como ANTIGO DESTINO

sua inteligência me impressionou desde as primeiras linhas suas que li no blog cidadania 
seus argumentos sempre opondo o bem  que você SABIO defende DE GRAÇA
contra as maldades que nós IGNORANTES praticamos PAGOS
as intrigas  & roubos dos governantes que você ESMIUÇA de dentro com CONHECIMENTO (e pratica?) DAS  PRATICAS DELITUOSAS desconhecidas por nós simples eleitores que votamos cegamente DE FORA

acabei percebendo que quando você queria que a presidente CAISSE
era apenas para poder DESCE-LA ao seu NIVEL
MAS AGORA VOCE ME DEIXOU COM UM MEDO HISTORICO
ao me considerar um índio que você  CATEQUIZARIA
fico imaginando  meu futuro...
afinal milhões de nativos que existiam por aqui
ao chegarem os CRISTAOS CIVILIZADOS
COMO VOCE
FORAM ASSASSINADOS OU VIVEM EM RESERVAS

P.S. para sua raivosa ATENÇAO:
como VIU, sou leitor voraz
(se conseguiu LER meu e-mail sobre RAIZES DO BRASIL do Sergio Buarque de Holanda escrito em 1936) não COPIE E REPITA mais historinhas que circulam como correntes pela internet como essa da galinha capitalista
pra mim e assunto antigo DEJA VU (e francês - que também falo - pronuncia-se dejá  vi e quer dizer coisa já sabida ultrapassada, viu, oh gênio a latir?)

ultima observaçao:
como raivoso CAO DE GUARDA da casa grande colonial
voce sempre argumenta OFENDENDO
num ser humano ISSO me lembra cachorro ROSNANDO mostrando os dentes
prestes ALATIr

CIAO (é italiano - também falo - que você deve pensar que se escreve como se pronuncia "tchau") 

Trecho de texto de Eugênio José Alati no e-mail que recebemos de Julio Cesar Montenegro: É que nordestinos incompetentes não têm a mínima capacidade para enfrentar a concorrência do mundo do cidadão comum! Isto, devido às suas já conhecidas indolências e vagabundagens, na maioria das vezes, das suas conivências ou cumplicidades nos atos de corrupção que têm caracterizado a quase totalidade dos órgãos públicos deste governo do PT! 

[AA: Ei! eduguim, você que costuma responder aos comentários dos seus leitores, deixando tudo em cima, por que não respondeu a esse preconceituoso de uma figa?! Ah, imagino, não precisa, pois ele já é membro ereto do MSM – Boas-vindas são dadas somente a quem topar fazer oba-oba em frente à sua Trolha Cidadã, não é mesmo?]
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De: Sérgio Soares Campos – Alagoas na Net – Santana do Ipanema-AL:

Fernando, boa noite.

Veja essa do secretário estadual de Educação de Alagoas, Adriano Soares.

"O secretário de Educação de Alagoas, Adriano Soares, sugeriu nesta quinta-feira (11) que seus seguidores no Facebook cantassem a música "Vai tomar no c*"  aos participantes do protesto convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT)."

E ainda diz mais:

"Uma música em homenagem aos manifestantes de hoje, a thurma bancada pelo Governo Federal: UNE, CUT e MST."

Olha só o que diz esse cara: que o governo federal banca essa "tchurma" e esquece que o mesmo governo que ele acusa, foi quem mais enviou recurso para o estado de Alagoas. Ou seja, acredito que ele nunca foi tão bem bancado por um governo federal como o do PT.

Vai Tomar no Cu - Original

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De: Pettersen Filho - Minas Gerais:

É isso ai, Fernando. Viva a Democracia.
Pettersen

E nos brinda com...



“A MÍDIA QUE NÃO FAZ MÉDIA”


Por : Pettersen Filho

É Saber Popular aqui em Minas Gerais que não se embarca em Trem andando, pois a queda pode ser feia.

Mas não foi exatamente isso o que fizeram a outrora Poderosa CUT – Central Única dos Trabalhadores, mais vinculada aoPT, e outras agremiações congêneres, CGT – Central Geral dos Trabalhadores, também, invariavelmente, ligada a ramificações do Trabalhismo no Brasil, PTB e PDT, braços sindicais da antiga Esquerda, do tempo do ABC, e das greves dos metalúrgicos, ao se verem, atônitas, tomadas da mais abismal surpresa, superadas por Movimentos eminentemente Populares, nos últimos dias, que ganharam as ruas, sob manto, ou flâmula, de “Partido Algum”, sintetizados no até ontem desconhecido, o “Jovem” MPL – Movimento do Passe Livre, em busca de, logicamente, Transporte, mas também, gritando por Saúde, Educação e, bradando contra a Corrupção, antigas exclusivas “Bandeiras” do Trabalhismo, seguidos de levas e levas de Cidadãos Desfiliados de qualquer agremiação, tão somente unidos pela Insatisfação, genérica e totalizada.

Qual não foi então, a surpresa, da CUT e da CGT, ora, totalmente apadrinhadas pelos “Gabinetes do Poder”, reféns de repasses orçamentais do Governo Federal, e seus Ministérios, também ramificadas nos Estados e Municípios do Brasil a fora, totalmente distantes dos valores e preceitos oposicionistas que um dia, se mesmo, realmente ostentaram. 

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E mais...

De: Keila Mattioli - Campo Grande - MS - referindo-se a Contra as tramóias da direita: sustentar Dilma Roussef :

ASSAZ ATROZ, Está meio difícil de sustentar D. Dilma... ninguém a quer. Ficou isolada. (...) beijobeijo, mano!




Terça-feira (9), perfeitos idiotas vaiaram Dilma. Quarta-feira (10), 27 lideranças de povos indígenas demonstraram apreço e carinho pela presidenta, que deve ter sentido a falta de keila, uma índia pantaneira.

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TEMPOS FELIZES 5


Urda Alice Kueger
(Excerto do livro "Meu cachorro Atahualpa, publicado em 2010.)
A casa 2 dele, seu segundo lar, é a casa da minha prima Rosiani.
Tudo começou quando ele era ainda um filhote de pouco mais de meio ano e eu tinha que viajar na manhã seguinte e, desesperadamente, procurava onde deixá-lo, já que poucas horas antes ele tinha sido perdido pelo hotelzinho onde o deixara na maior confiança. Foi horrível. Deixei meu cachorrinho lá, crente de que estaria muito seguro, e pouco depois passei a me sentir muitíssimo angustiada querendo saber dele, e pus-me a telefonar, e o hotelzinho não atendia as minhas ligações. Para resumir, haviam perdido meu filhote – o coração mo havia contado – e além de não me dizerem nada, deixaram até de atender aos meus telefonemas.
Aquele era um dia importante: estreava em Blumenau o filme ”Por causa de Papai Noel”, da cineasta Mara Salla, que havia sido baseado num livro meu, e eu deveria estar na estréia. Este fora o motivo porque deixara Atahualpa no hotelzinho na metade do dia, sendo que só iria viajar na manhã seguinte – e meu cachorrinho sumira!
Resumindo ainda mais: na hora da estréia do filme, ao invés de eu estar no cinema, andava pelas ruas próximas ao hotelzinho chorando alto e gritando, desesperada:
- Atahualpa! Atahualpa!
Tive tanta sorte que o encontrei, numa casa onde boas crianças haviam se compadecido daquele filhotinho preto com frio e lhe tinham dado abrigo, e quando eu passei gritando o nome dele, ele veio até o portão, todo assustado, para dizer que estava ali.
Mais um resumo: cheguei à Fundação Cultural, onde ficava o cinema, bem no momento em que o filme terminava e as pessoas vinham discuti-lo num coquetel, no lado de fora. Estava transida de chorar, abraçada ao meu filhotinho, e as pessoas do coquetel foram as que me consolaram e me sugeriram endereços onde ele poderia ficar. O problema é que deveria viajar para longe, bem cedo – conforme o coquetel ia terminando eu fui atrás dos tais endereços, mas todos os lugares estavam fechados. Em desespero de causa telefonei para a casa da minha prima Rosiani, e o marido dela, meu primo Germano Gieland me atendeu.
- Traz teu cachorrinho para cá que eu cuido dele! – me prometeu.
Nunca mais Atahualpa ficou em outro lugar que não na casa da Rosiani. Há que se saber que Rosiani tem três filhos, a Bruna, a Hana e o Mário Henrique, tem o cachorro Capitão, diversos gatos, e recentemente Bruna passou a ter, também, a cachorrinha Lana. Hoje Mário Henrique tem 13 anos, mas há dois e meio atrás ele tinha dez e foi dada a ele a responsabilidade de cuidar do Atahualpa, claro que sob a supervisão da Rosiani. Na verdade, no enorme terreno onde fica a casa da Rosiani, ficam também as casas dos outros meus primos irmãos dela, o Márcio, o Charles com sua mulher Cléia e o filho Ricardo, a Mayde, que é da minha idade mas que ficou viúva do meu compadre Nilo Guse já faz tempo e que já tem três filhos casados, morando só com a Aline, a caçulinha. Então cachorro de apartamento, filhote com o único arrimo que era eu, Atahualpa ganhou, de uma vez só, toda uma grande família, e quando está lá ele fica como um peixe na água. O Capitão, o cachorro da Rosiani, mora num rancho mais ao fundo do terreno, enquanto que Atahualpa até hoje dorme no quarto de Mário Henrique e tem a mordomia do grande terreno com gramados e plantas, além de um monte de gente para agradar.

Urda Alice Klueger é escritora e historiadora. Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.

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E no blog da redecastorphoto:


A morte de Tayná, a tortura e a imprensa


por Urariano Mota [Colaborador da PressAA]


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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA


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