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sábado, 15 de junho de 2013

Assaz Atroz Reproduções apresenta: Coquetel Molotov à Trolha e Estacão


13/06/2013 - 03h30


Editorial: Retomar a Paulista

Oito policiais militares e um número desconhecido de manifestantes feridos, 87 ônibus danificados, R$ 100 mil de prejuízos em estações de metrô e milhões de paulistanos reféns do trânsito. Eis o saldo do terceiro protesto do Movimento Passe Livre (MPL), que se vangloria de parar São Paulo --e chega perto demais de consegui-lo.
(...)
É hora de pôr um ponto final nisso. Prefeitura [AA: Leia-se "Governo do Estado] e Polícia Militar precisam fazer valer as restrições já existentes para protestos na avenida Paulista, em cujas imediações estão sete grandes hospitais.

Chegou a hora do basta

13 de junho de 2013 | 2h 08

A PM agiu com moderação [AA: Leia-se "Polícia ditabranda"], ao contrário do que disseram os manifestantes, que a acusaram de truculência para justificar os seus atos de vandalismo. Num episódio em que isso ficou bem claro, um PM que se afastou dos companheiros, nas proximidades da Praça da Sé, quase foi linchado por manifestantes que tentava conter. Chegou a sacar a arma para se defender, mas felizmente não atirou.



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Leia também...


PIG sente gostinho de 64

Serra e Alckmin se alternam mas nada muda. Não sabem o que fazer com o povão. Não é da natureza dos tucanos olhar para a população como um todo. São elitistas desde o próprio DNA. Mantém uma polícia troglodita, descendente da polícia da ditadura, que grita por eles quando é preciso. Enfrentam o que lhes foge de controle ou o que lhes parece incompreensível, na base da porrada. Satisfazem assim, aquele eleitor mais careta, conservador, que não usa ou necessita de serviços públicos e que considera o povão intruso em sua cidade.

(Enviado a esta nossa Agência Assaz Atroz pelo autor, a título de colaboração. Clique no título e leia artigo completo)
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To Remember
(Clique na imagem para ler ampliada)

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No...

14 DE JUNHO DE 2013 - 18H00 


Baba, Ouriço e Mancha conversavam, já passava das duas da matina, a temperatura naquele alojamento provavelmente atingira o pico das madrugadas calorentas daquele verão. Os pernilongos faziam a festa na pele dos outros adolescentes que dormiam amontoados, disputando pequenos espaços de um ambiente superlotado. O forte odor de suor misturava-se ao mau cheiro dos dejetos que transbordavam das latrinas.
Baba, 15 anos de idade, Ouriço, também 15, e Mancha, que já completara 16, são filhos de Ninguém, Não-Se-Sabe e Já-Morreu ― não respectivamente, pois qualquer dessas paternidades pode ser atribuída a qual dos três se apresente, sem distinção. Na verdade, Baba e Mancha são irmãos pela sorte em comum, quer dizer, pelo mesmo azar, o de terem nascido sob o estigma dos dois pês: pretos e pobres. Ouriço, apesar de branco, é da família pela segunda via.

Quanto aos apelidos, Baba não sabe ao certo qual a origem do seu. Diz que o chamam assim desde muito pequeno, no orfanato onde viveu até os doze anos. "Lá até as freiras me chamavam de Baba”. Ouriço é assim conhecido devido ao seu cabelo tipo escovinha, eriçado. No caso do Mancha, pode-se facilmente identificar a origem do seu apelido: uma mancha cutânea, avermelhada, congênita, cobre parte do seu pescoço e do lado esquerdo do rosto; parece uma inflamação por queimadura com água fervente. Quando os colegas lhe perguntam "O que foi isso?", a resposta depende do seu estado de espírito, mas quase sempre responde: "Foi um chupão da tua irmã".

Além do calor, àquela hora estavam famintos. O jantar (uma sopa de legumes e um pãozinho francês) fora servido às seis da tarde; desde então, nem água.

(Clique no título e leia completo no Portal Vermelho)

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA


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VIOLÊNCIA POLICIAL COMEÇOU COM PROVOCAÇÃO DA TROPA DE CHOQUE

A imprensa e os políticos reagiram exatamente como esperado à violência extrema que a Polícia Militar paulista desencadeou contra manifestantes, jornalistas, transeuntes e até fregueses dos botecos na  5ª feira negra: houve os que protestaram, houve os que justificaram, ordenaram-se investigações e é provável que um ou outro gato pingado venha a ser punido. Depois, o esquecimento.

Inconcebivelmente, nem a própria Folha de S. Paulo deu a devida importância à contundente denúncia do seu renomado colunista Elio Gaspari, de que  tudo transcorria de forma pacífica até que duas dezenas de policiais engendraram o caos:
"Num átimo, às 19h10, surgiu do nada um grupo de uns 20 PMs da Tropa de Choque, cinzentos, com viseiras e escudos. Formaram um bloco no meio da pista. Ninguém parlamentou. Nenhum megafone mandando a passeata parar. Nenhuma advertência. Nenhum bloqueio...
Em menos de um minuto esse núcleo começou a atirar rojões e bombas de gás lacrimogêneo... 
Atiravam não só na direção da avenida, como também na transversal..."
Em outras palavras, foi a provocação  da tropa de choque que deflagrou as agressões e o descontrole policial.

Então, o que tem mesmo de ser investigado é o seguinte: quem deu a ordem para eles agirem desta forma, e por quê?

Pois vários episódios anteriores já demonstraram que há uma  linha dura  dentro da PM, articulada em torno da Rota e composta por oficiais que tiveram a cabeça feita pela ditadura militar e até hoje atuam com espírito de Gestapo e não de polícia democrática.

Se nada for feito para identificar e expor esta corrente, outras provocações  virão, pois seu objetivo último é o de minar a democracia, abrindo caminho para um novo golpe de Estado. 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Quando a repressao vira modus operandi dos antigos reprimidos

Fernanda Tardin II 'Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer' e saber que um dia quem manda fazerem hoje, apanhou desse mesmo sistema que hoje servem. REVOLTANTE. De Pé POVO, ...'Caminhando e cantando
E seguindo a canção...' ABAIXO a DITADURA. paredon aos traidores.



Militantes UNIDOS, retaliando a opressao


Carlos Eugênio Clemente · 50 seguidores
há 2 horas · 


Euryale Galvao compartilhou um link.

marco Fernanda Tardin para registrar e endossar as palavras que revelam o total caos que vivemos hoje ao nos opor ao sistema em manifestações no Brasil. MEU BRASIL que 'chorou a morte do irmão do Henfil, tanta gente que partiu....' chora hoje por sermos retaliados ao lutar pelos direitos dos Indios, dos Negros, dos Homos, DOS ESTUDANTES>

Aqui, no Brasil, a ditadura NAO ACABOU.
NOSSA IMPRENSA OFICIAL É TÃO DESCARADA E MENTE TANTO E COM TANTA EFICIÊNCIA QUE SOMADO AO FATO DO GOVERNO BRASILEIRO, PRINCIPALMENTE DESDE LULA, INVESTIR MASSIVAMENTE NO MARKETING INTERNACIONAL, FAZENDO TODOS NO MUNDO, PENSAREM QUE AQUI É QUASE IGUAL A VENENZUELA. POR ESSA RAZÃO NOSSOS MANIFESTANTES E NOSSO POVO MASSACRADO PELA REPRESSÃO POLICIAL NÃO ESTÃO RECEBENDO A MÍNIMA SOLIDARIEDADE NEM DE SEUS VIZINHOS DA AMÉRICA, NEM DO RESTO DO MUNDO QUE PENSA QUE, VIVEMOS NUMA DEMOCRACIA PLENA. SE BOBEAR ESTAMOS PIOR QUE O CHILE...PROBLEMA É QUE FALAMOS PORTUGUÊS. TEMOS QUE PROVIDENCIAR NOSSAS DENÚNCIAS EM ESPANHOL E INGLÊS. AÍ NOSSOS VIZINHOS VÃO CONHECER A REALIDADE DURA E O NEOLIBERALISMO QUE IMPERA HJ NO BRASIL!
NEUSAH CERVEIRA







POLÍCIA DO ALCKMIN MATA SAUDADES DA DITADURA

Nunca me senti tão velho como nesta 5ª feira (13), quando, acamado com forte gripe, só fiquei sabendo pela mídia e pelas redes sociais que a Polícia Militar barbarizara o centro de São Paulo, reprimindo bestialmente os manifestantes que (até então) protestavam pacificamente contra o aumento das tarifas de transporte coletivo.

Foi a confirmação do que venho alertando há anos (vide aqui, p. ex.): está em curso uma escalada de fascistização em São Paulo, orquestrada pelo governador  Opus Dei  Geraldo Alckmin, com a cumplicidade de figurinhas carimbadas como o reitor  TFP  João Grandino Rodas (da USP) e tendo como principais provocadores os brucutus da tropa de choque da PM, vulgo Rota (aquela que se orgulha de ter coadjuvado o terrorismo de estado nos  anos de chumbo, que é sempre denunciada pelas entidades internacionais de defesa dos direitos humanos por suas execuções maquiladas em  resistência à prisão e que os vereadores paulistanos da  bancada da bala  querem homenagear com uma salva de prata).

A aposta dessa gente é numa nova ditadura. E, se o governo federal a continuar subestimando, o ovo da serpente vai ser chocado até que uma crise de maiores proporções crie um cenário favorável à sua eclosão. Os petistas parecem gostar de viver perigosamente; eu detesto saber que há uma lâmina de guilhotina pendente sobre minha cabeça.

Como estive ausente do palco dos acontecimentos, prefiro não produzir um relato jornalístico da nova  blitzkrieg

Sirvo-me, então, dos principais trechos do depoimento do jornalista e historiador Elio Gaspari, colunista da Folha de S. Paulo e de O Globo, que me pareceu o mais satisfatório da grande imprensa. 

A PM COMEÇOU A BATALHA DA MARIA ANTÔNIA

Quem acompanhou a manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus ao longo dos dois quilômetros que vão do Theatro Municipal à esquina da rua da Consolação com a Maria Antônia pode assegurar: os distúrbios de ontem começaram às 19h10, pela ação da polícia, mais precisamente por um grupo de uns 20 homens da Tropa de Choque, com suas fardas cinzentas, que, a olho nu, chegaram com esse propósito. Pelo seguinte:

Bala de borracha da PM atingiu esta repórter no olho
Desde as 17h, quando começou a manifestação na escadaria do teatro, podia-se pensar que a cena ocorria em Londres. Só uma hora depois, quando a multidão engordou, os manifestantes fecharam o cruzamento da rua Xavier de Toledo.

Nesse cenário havia uns dez policiais. Nem eles hostilizaram a manifestação, nem foram por ela hostilizados.

Por volta das 18h30 a passeata foi em direção à praça da República. Havia uns poucos grupos de PMs guarnecendo agências bancárias, mais nada. Em nenhum momento foram bloqueados.

Numa das transversais, uns 20 PMs postaram-se na Consolação, tentando fechá-la, mas deixando uma passagem lateral. Ficaram ali menos de dois minutos e se retiraram. Esse grupo de policiais subiu a avenida até a Maria Antônia, caminhando no mesmo sentido da passeata. Parecia Londres.

Voltaram a fechá-la e, de novo, deixaram uma passagem. Tudo o que alguns manifestantes faziam era gritar: "Você é soldado, você também é explorado" ou "Sem violência". Alguns deles colavam cartazes brancos com o rosto do prefeito de São Paulo, "Malddad".

Num átimo, às 19h10, surgiu do nada um grupo de uns 20 PMs da Tropa de Choque, cinzentos, com viseiras e escudos. Formaram um bloco no meio da pista. Ninguém parlamentou. Nenhum megafone mandando a passeata parar. Nenhuma advertência. Nenhum bloqueio, sem disparos, coisa possível em diversos trechos do percurso.

Em menos de um minuto esse núcleo começou a atirar rojões e bombas de gás lacrimogêneo. Chegara-se a Istambul.

Atiravam não só na direção da avenida, como também na transversal. Eram granadas Condor. Uma delas ficou na rua que em 1968 presenciou a pancadaria conhecida como "Batalha da Maria Antônia"...  (por Elio Gaspari)
LEIA TAMBÉM ESTE ARTIGO CORRELATO, COM FOCO MAIS ABRANGENTE:NOVO ESPONTANEÍSMO: PASSE LIVRE, OCCUPY, ESCRACHOS... (clique p/ abrir)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

TRIBUTO DE GRATIDÃO AO IMPRESCINDÍVEL JACOB GORENDER







"...há os que lutam 
toda vida estes 
são imprescindíveis
                          (Brecht)
Dos grandes dirigentes revolucionários forjados pelo PCB na primeira metade do século passado, Jacob Gorender foi o último a sair de cena, ocupando agora seu honroso lugar na História, ao lado de Apolônio de Carvalho, Carlos Marighella, Giocondo Dias, João Amazonas, Joaquim Câmara Ferreira, Luiz Carlos Prestes, Mário Alves, Pedro Pomar e outros titãs que, a partir da origem comum, tomaram rumos políticos diferentes, mas permanecerão juntos na memória do povo brasileiro.

Para quem quiser saber mais sobre a trajetória do imprescindível Gorender, recomendo este ótimo necrológio (clique p/ abrir) do jornal Correio do Brasil.

Quero deixar registrado o quanto devo a Gorender. Com dignidade exemplar, ele foi fundamental para que eu recuperasse a credibilidade revolucionária, podendo então travar lutas importantes como a do Cesare Battisti; e, talvez, haja salvado minha vida, pois não sei se teria sobrevivido à crise terrível de 2004/2005 sem sua tomada de posição.

Foi quando minha carreira jornalística chegou a um impasse e, já cinquentão, perdi praticamente tudo que tinha, sendo levado a tal penúria que cheguei a acumular quatro aluguéis atrasados, a dar caminhadas de 20 quilômetros por não poder pagar o ônibus e a ter minha prisão decretada por um juiz que, baseado em meras suposições, convenceu-se de que eu estaria agindo de má fé ao suspender o pagamento da pensão alimentícia (até hoje ignoro por que nunca me buscaram, mas eu estava decidido a não alimentar-me em cativeiro).


Os raros  frilas  e a ajuda de alguns amigos só evitavam o pior, mas não me tiravam do sufoco. Conclui que a única esperança de dar a volta por cima era a reparação a que tinha direito, como ex-preso político que sofrera enormes danos físicos, psicológicos, morais e profissionais em decorrência do arbítrio ditatorial.

Mas, por ter sido erigido num dos bodes expiatórios responsabilizados individualmente por uma derrota coletiva (e, pior, em luta impossível de ser vencida, tamanha a disparidade de forças!), a estigmatização prejudicava o andamento do meu processo na Comissão de Anistia. Embora eu houvesse arguido o principal quesito para priorização do julgamento --a condição de desempregado--, os meses se sucediam sem que ele fosse agendado.

Foi quando tomei conhecimento da existência de um relatório secreto militar que comprovava ter sido outrem quem  abrira  para o DOI-Codi a localização da área de treinamento guerrilheiro da VPR em Registro (SP), cuja localização eu nem sequer conhecia.  

Procurei alguns dublês de jornalistas e historiadores (ou memorialistas) dos  anos de chumbo, pedindo-lhes que esmiuçassem o caso e atestassem minha inocência, pois sabia que só assim o desmentido produziria o impacto necessário. Três se omitiram, vergonhosamente. O Gorender, de imediato, prometeu que confrontaria o documento por mim apresentado com outros igualmente secretos que ele possuía e, se fosse o caso, se pronunciaria.

Foi o que fez cerca de 10 dias depois, numa mensagem à Folha de S. Paulo e a O Estado de S. Paulo, que só a primeira publicou (vide aqui ):

"...no mês corrente, Celso Lungaretti contatou-me, por via telefônica, para chamar a minha atenção para o fato de que dera a aludida informação sob tortura e sabendo que o campo de treinamento onde estivera se encontrava desativado havia dois meses.
O relatório do comandante do 2º Exército na época (...) confirma que, efetivamente, aquele campo de treinamento fora desativado. Sucede, no entanto, que, quase simultaneamente, chegaram ao 2º Exército informações procedentes do 1º Exército, com sede no Rio de Janeiro, de que um novo campo de treinamento de guerrilheiros, adjacente ao anterior, se encontrava em atividade...
A respeito dessa segunda área, nenhuma responsabilidade cabe a Celso Lungaretti, que ignorava a sua existência. Sua vinculação com o episódio restringiu-se, por conseguinte, à informação sobre a área que sabia desativada..."
Foi um divisor de águas. A partir de então, disseminou-se a percepção de que eu havia sofrido uma grave injustiça, ao ser crucificado em função de uma delação alheia e de uma aparição na TV sob coação extrema, dias após haver sofrido uma lesão permanente nos porões da ditadura. Isto gerou boa vontade para mim no Ministério da Justiça, propiciou-me o lançamento da autobiografia com a qual finalmente pude tornar mais conhecida minha versão dos acontecimentos e, enfim, permitiu-me reconstruir a vida.

Estive com o Gorender uma única vez, ao entregar-lhe em primeira mão um exemplar do Náufrago da Utopia, dele recebendo seu recente Marxismo Sem Utopia. Sua casa, modesta, tinha como característica marcante a enorme quantidade de livros à vista. 

Foi um encontro emocionante, mas a comunicação ficou um pouco prejudicada pela má audição de ambos; só quem tem o mesmo problema sabe o quanto isto é exasperante. 

De qualquer forma, nada que eu pudesse dizer-lhe seria suficiente para expressar a minha gratidão por, em relação a mim, ele haver sido o primeiro a honrar o preceito fundamental da Rosa Luxemburgo, de que a verdade é revolucionária. Graças a ele, tive uma nova chance de ser feliz e também de cumprir a missão que me atribuí há quase meio século.

A Judiação aos Palestinos

HONDURAS URGENTE! POR LA LIBERTAD DE BERTA CÁCERES

LIBERTAD DE BERTA CÁCERES


Por: Ronnie Huete Salgado

Periodista



Latinoamérica, 11 jun. La defensa de los recursos naturales y la denuncia de quienes se apropian de ellos a través de las políticas intrascendentes de las trasnacionales, es una bandera de lucha, que el Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), ha mantenido firme desde casi 20 años.



Berta Cáceres es una de las lideresas de esta organización de los pueblos originarios de nuestra América, y está siendo objeto de un ataque mediático y físico de parte de los supuestos protectores de la soberanía y seguridad de Honduras en Centroamérica.



El 24 de mayo de 2013 Berta Cáceres coordinadora del COPINH fue detenida ilegalmente por elementos militares y de la Policía Nacional junto con el comunicador social y miembro activo del COPINH, Tomás Gómez cuando se trasladaban a Río de Blanco.



Hace más de dos meses los pueblos originarios lencas, junto con el COPINH están desarrollando una protesta pacífica contra el proyecto hidroeléctrico Agua Zarca.



Según informes de medios de prensa internacional durante la inspección, Cáceres y Gómez fueron tratados con injustificada violencia, mientras la dirigente indígena fue primero acusada de portación ilegal de arma y, luego, liberada con medidas cautelares alternativas a la privación de libertad.


El 13 de junio próximo, la coordinadora del COPINH deberá comparecer ante el juez para responder de un delito que, según el COPINH y un sinnúmero de notas de solidaridad que han llegado desde varias partes del planeta, no sólo no habría cometido sino que sería parte de un plan bien definido para profundizar la criminalización y la judicialización de la lucha indígena, campesina y popular en Honduras.



Por tal motivo y ante estos hechos que agreden la vida y la libertad de una innata mujer lenca que defiende de frente los recursos naturales de Honduras, hago un llamado a la comunidad internacional, a la prensa internacional y nacional, organismos de derechos humanos internacionales y de Honduras y a todo ser que ama y respeta la vida, a pronunciarse en contra de la detención ilegal de la coordinadora del COPINH, Berta Cáceres.



Cáceres es una luchadora social, esencia de resistencia pura que se ha caracterizado por denunciar los recursos naturales y demás riquezas que por antonomasia están acostumbrados a hurtar de Honduras.



Es admirable la valentía de Berta Cáceres que junto con el COPINH han desarrollado un trabajo incansable en la defensa de nuestros recursos, con el único fin de defender la soberanía de Honduras.



Me sumo como Latinoamericano, periodista y cooperante independiente a la lucha que Berta Cáceres a emprendido por la defensa de los recursos naturales, y condeno cualquier tipo de agresión que sufra la compañera Berta Cáceres.

haciendo responsable a los que representan al Estado de Honduras, si de cualquier atentado a su integridad física sufriere ella o sus seres cercanos.



POR LA LIBERTAD DE BERTA CÁCERES

ALTO A LA PERSECUCIÓN DE LOS PUEBLOS ORIGINARIOS DE NUESTRA AMÉRICA

ISSO NAO VALE: a vale investiga militantes sociais.

Os Os Heróis da Bolsa-Estupro conheça os deputados

De: Carlos Lungarzo enviado por e-mail

 LISTA DE VÁRIOS DEPUTADOS QUE TIVERAM PAPEL FUNDAMENTAL NO ESTATUTO QUE COMBATE OS DIREITOS FEMININOS

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Os Heróis da Bolsa-Estupro



Carlos A. Lungarzo
Prof. R. IFCH-UNICAMP
O anexo a esta mensagem contém fotografias e breves dados sobre Deputados Federais que Votaram a Favor da Bolsa-Estupro, ou seja, contra o direito inalienável das mulheres escolherem e decidirem sobre seus próprios corpos.
O nome deste projeto é (PL 478/2007) e seu conteúdo é bem conhecido. Entre os deputados que tentam impor esta coerção sobre a saúde, a vida e as crenças individuais, há vários casos:
Estão os legisladores que votaram em favor do projeto na Comissão de Finanças no dia 05 de junho. Essa Comissão não julga o mérito: apenas diz se há ou não dinheiro. É claro que quem aprova orçamento para este projeto não é alheio ao mesmo, mas creio que se devem concentrar esforços nos que são militantes do projeto.
Por isso, os 22 nomes que aparecem no anexo são exclusivamente os seguintes:
1.   Os dois legisladores que mirabolaram o projeto;
2.   O relator do julgamento na Comissão de Finanças;
3.   A Relatora do processo na Comissão da Família; e
4.   Os deputados que votaram em favor do projeto na Comissão da Família.
 
A Comissão da Família é mais importante que a Comissão de Finanças porque ela julga o mérito. Quem votou aí, não há dúvida de que é um defensor da criminalização dos direitos das mulheres sobre seu corpo.
Estes parlamentares, em sua maioria, pretendem renovar seus mandatos em 2014, ou passar à condição de senadores.
 
OBSERVAÇÃO:
Esta lista foi obtida de um dos mais radicais sites antidireito de escolha:
Portanto, não estou usando fontes liberais, subversivas, terroristas ou ateias.
Usei o que mais favorece os argumentos dos inquisidores.
 
Creio que todos nós somos conscientes de que este é, de todos os projetos que já se tramitaram no Congresso nas últimas décadas, o que mais afeta a privacidade e a vida pessoal de cada mulher, seu futuro, sua felicidade e a de sua família. Sou consciente de que houve grandes atrocidades na história recente. Uma delas foi a AI 5, por exemplo, que muitos de nós sofremos diretamente. Aliás, muitos dos agora envolvidos na bolsa-estupro (os que têm mais idade) foram figuras menores, mas presentes na ditadura.
De todas as leis que cerceiam a liberdade e os direitos de autodeterminação das pessoas, a que condena as mulheres a morrerem na mesa de açougueiros ou de curiosas parece a mais cruel. A coação para ter filhos produto de estupro tem conduzido mulheres do mundo todo a numerosos traumas, sobre os quais escreverei num artigo próximo.
Mas, resumindo, há mulheres em países que têm este tipo de Bolsa-Estupro (como a República Dominicana), que cometeram suicídio, que entraram em surto psicótico ao darem à luz o filho do estuprador e foram internadas em manicômios. Muitas das mulheres que foram obrigadas a ter contato social com seu estuprador sofreram novo estupro, ou ainda agressões deles (nos EUA houve dois casos mortais).
Este projeto contém um grau de insanidade inexplicável, e seria impossível entendê-lo, se não analisarmos o que está por trás dele: O poder de grupos de fanáticos místicos, religiosos e supersticiosos. Muitas pessoas sensatas não entendem por que, no Oriente, jovens, mulheres e homens destroem suas vidas fazendo explodir seus corpos usando cintos-bomba. Eles destroem numerosas vidas, incluindo a própria. Já os radicais cristãos não fazem isto, pois pertencem a uma “cultura mais evoluída e capitalista”.
Em vez de perder a vida como homens-bomba, eles tiram proveito da desgraça dos outros. Não são menos letais. São apenas negociantes mais hábeis e manipuladores mais elaborados de mentes tocadas pelos conceitos de democracia, estado de direito, direitos humanos dos países ocidentais.
É necessária uma ação forte, ampla e contínua em todas as frentes, como se fez, com sucesso, nos EUA em 1973, apesar do conhecido clima de maniqueísmo e puritanismo da sociedade americana.
É necessário mostrar as fotos desses deputados às pessoas conhecidas, especialmente às mulheres simples e desprotegidas, e explicar com clareza o que eles estão fazendo. Não adiantam as expressões indignadas ou violentas, os insultos, as críticas. Isso nos coloca no mesmo nível que eles, e não promove a efetiva demonstração de rejeição ao Projeto Bolsa-Estupro que a imensa maioria da população informada poderá ter.
1.               Expliquem a qualquer mulher fértil que, se ela for estuprada, a lei, que hoje permite teoricamente o aborto, será muito mais dificilmente cumprida. A justiça e a saúde pública poderão, no mínimo, lavar as mãos, ou tentarão convencê-la: “Não precisa. Agora tem a bolsa- estupro”.
2.               Explique às mulheres e a seus parceiros que se elas descobrirem, por acaso, que têm uma doença séria durante os primeiros dias de gestação, por essa lei o tratamento será impedido, e deixarão de cuidar da mãe por causa do feto de alguns dias ou semanas. Já houve casos de mulheres que, logo no início da gravidez, descobriram estar com câncer curável e deixaram de tomar medicação para não prejudicar o óvulo fecundado. Na maioria dos países em que existem leis como esta, houve mortes de mulheres que deixaram órfãos, o bebê e seus outros filhos, por não se tratarem.
3.               Explique que a pesquisa científica de células-tronco é a grande esperança para solucionar a maior parte das doenças incuráveis atualmente. Essas pesquisas são feitas hoje até nos países mais atrasados de Ocidente e, com a aprovação dessa lei, serão interrompidas, porque uma célula-tronco embrionária é, para este projeto, equivalente a uma pessoa completa, e não poderá ser usada na pesquisa. Milhares de pessoas protestaram nos EUA quando o presidente G. W. Bush quis suprimir a pesquisa em células-tronco. O mesmo aconteceu no Brasil há alguns anos. Com esse projeto, milhares de pessoas ficarão impedidas de ser curadas de doenças sérias, e milhares de vidas deixarão de ser salvas se essas pesquisas forem impedidas.
4.               Explique também que: se o aborto é um crime, então a tentativa de aborto é uma tentativa de crime. E a tentativa de crime também é punida. Se uma mulher tentar um aborto com medicamento e não der certo, poderá ser presa por tentativa de assassinato de nascituro, ou seja, célula fecundada.
5.               Mostre às pessoas que elas podem impedir a aprovação dessa absurda lei, divulgando estas informações em suas redes sociais e, pessoalmente, para amigos e vizinhos, como se fez em outros países.
Antigos mitos dos quais se desconhecem até os autores, são usados como argumento contra as ideias científicas e humanitárias. Muitas pessoas acharão difícil entender isso, mas você pode perguntar:
·      Quando algum pastor, padre ou líder religioso fica doente, ele entrega seu dinheiro para a igreja na esperança de conseguir um milagre? Ou procura o melhor hospital que existir e paga o que cobrarem para ter a melhor medicina possível?
·      Nos EUA, milhares de jovens ficam grávidas por estupro. Segundo uma conhecida pesquisa, realizada durante três anos pela Dra. Melissa Holmes e sua equipe de médicos e pesquisadores, com uma amostra de 4.000 casos, os EUA têm por ano, em média, 32.000 milhões de mulheres grávidas por estupro. Quantas serão no Brasil, onde as condições sociais são bem piores?
·      Aliás, no Brasil, quantos são os casos de gravidez não-desejada, por condições sociais, financeiras, psicológicas, mesmo que não sejam por estupro?
 
Qualquer pessoa das classes populares entende isto e muitas delas têm sofrido na própria carne. O que precisam é de informação correta e de orientação para se organizarem na luta contra essa lei tão desumana e absurda.
 
Sugiro que os movimentos sociais façam folhetos simples explicando estes itens, e informando quem são os inimigos do direito de escolha e autodeterminação das mulheres e que, pelo menos, evitem que eles sejam reeleitos. Difundam seus nomes e suas fotos.
 
Há várias organizações internacionais de ativistas de direitos humanos, especialmente no Norte da Europa, que conhecem o sofrimento de nossos povos e ajudam organizações da América Latina. Há forte colaboração, por exemplo, com a Colômbia. Esses contatos devem ser feitos por ativistas ou instituições que mereçam crédito. Os intelectuais e pesquisadores podem ajudar nas questões técnicas e teóricas.
Na medida do possível, farei novas publicações demonstrando as estratégias dos grupos que querem consolidar um estado confessional, intolerante e misógino no Brasil.
O Brasil é, de direito, constitucionalmente, um estado laico, mas esses grupos conservadores e manipuladores de suas seitas querem transformá-lo o tempo todo em religioso, como outros que existem na América Latina.
Cabe aos ativistas a ação concreta. São os líderes de entidades defensoras de Direitos Humanos e de ONGs efetivamente democráticas, humanitárias, sanitaristas, feministas, homoafetivas, dentre outras, os que devem organizar grandes passeatas e difundir abundante informação para combater, ou ao menos minimizar, o poder de  propaganda que esses grupos têm.
Há algo que falta nesta mensagem, para o que outros articuladores podem colaborar. Falta um resumo sobre os antecedentes “polêmicos” dos deputados pró-Bolsa-Estupro e de seus partidos. Alguns deles não apresentam nada especial, e estão aí por razões que desconhecemos: ignorância, ressentimento, fundamentalismo religioso, misoginia, etc.
Mas, outros já enfrentaram acusações de diversos tipos. Entre os numerosos parlamentares antiaborto (e não apenas estes que menciono), há os que foram indiciados por crimes contra a saúde pública, estelionato, trabalho escravo, e alguns até sofreram processo que depois foram “esquecidos”.
Portanto, há muito que pode ser feito, antes que o Brasil se torne um inferno como o Paquistão ou Bangladesh.